{"id":5211,"date":"2009-02-28T17:29:53","date_gmt":"2009-02-28T20:29:53","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5211"},"modified":"2023-03-27T19:08:35","modified_gmt":"2023-03-27T22:08:35","slug":"observacao-como-instrumento-de-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-37\/observacao-como-instrumento-de-trabalho\/","title":{"rendered":"Observa\u00e7\u00e3o como instrumento de trabalho"},"content":{"rendered":"<h5>Quando a coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica analisa a pr\u00e1tica do professor contribui com a aprendizagem dos alunos<\/h5>\n<div id=\"attachment_5213\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5213\" class=\"size-full wp-image-5213 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma4.jpg\" alt=\"Fauna local\" width=\"228\" height=\"200\" \/><p id=\"caption-attachment-5213\" class=\"wp-caption-text\">Fauna local<\/p><\/div>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o \u00e9 um valioso recurso para a coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<sup>1<\/sup> e, a cada dia, ganha mais espa\u00e7o quando se enxerga a escola como locus de forma\u00e7\u00e3o continuada<sup>2<\/sup>. \u00c9 com esse objetivo que este texto foi organizado. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 expor as diferentes maneiras de an\u00e1lise do of\u00edcio docente com vistas a contribuir para a sua pr\u00e1tica, al\u00e9m de exibir outros instrumentos dispon\u00edveis para o coordenador que, no caso, faz o papel de formador.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Trabalho parceiro<\/strong><br \/>\nO coordenador pedag\u00f3gico n\u00e3o deve se preocupar somente com as atividades que s\u00e3o desenvolvidas com os estudantes. Tamb\u00e9m \u00e9 sua tarefa considerar o que acontece em sala de aula, junto ao professor. Essa atitude n\u00e3o tem como meta fiscalizar os afazeres alheios, mas sim acompanhar e auxiliar a caminhada dos profissionais dentro da institui\u00e7\u00e3o. Dessa maneira, a observa\u00e7\u00e3o se transforma em um meio que possibilita analisar o que cada aluno responde em rela\u00e7\u00e3o aos conte\u00fados escolares e ao encaminhamento da a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p>O formador deve instruir os membros de sua equipe e contribuir com o projeto pol\u00edtico-pedag\u00f3gico da escola. Isso significa acompanhar o dia-a-dia do docente, seu planejamento, orient\u00e1-lo de acordo com a proposta escolar e n\u00e3o deix\u00e1-lo agir intuitivamente. \u00c9 preciso que cada um tenha clareza em rela\u00e7\u00e3o ao objetivo e \u00e0 sua respectiva classe. \u00c9 fundamental planejar as estrat\u00e9gias de a\u00e7\u00e3o de maneira individualizada. A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente e em servi\u00e7o. Para isso, o l\u00edder t\u00e9cnico da equipe de professores deve se atentar \u00e0s reais necessidades de cada um acerca da pr\u00e1tica que desenvolve e indicar boas fundamenta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas. Ao agir assim, a escola contribui para a autonomia intelectual de seus profissionais.<\/p>\n<p>Do mesmo modo que o professor planeja diariamente o que vai fazer, o formador tamb\u00e9m o faz. \u00c9 essencial registrar o que se pretende para o ano, de acordo com as decis\u00f5es coletivas e em sintonia com a proposta escolar, bem como organizar as a\u00e7\u00f5es que desenvolver\u00e1 para garantir que os objetivos sejam alcan\u00e7ados. Esse curr\u00edculo de forma\u00e7\u00e3o, que atende \u00e0s necessidades do corpo docente, deve ser precedido de um diagn\u00f3stico que mapeie os conhecimentos pr\u00e9vios do grupo e de cada um, cujo movimento pode ser ora do plural para o singular, ora do indiv\u00edduo para a coletividade.<\/p>\n<p>Uma boa op\u00e7\u00e3o \u00e9 escrever o que se pretende fazer em cada tipo de a\u00e7\u00e3o a ser desenvolvida durante as reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas, as orienta\u00e7\u00f5es individuais de devolutiva, as pautas de observa\u00e7\u00e3o e as planilhas de avalia\u00e7\u00e3o que cada professor tem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua turma e a cada aluno. \u00c9 preciso ter sempre conte\u00fados did\u00e1ticos para serem discutidos visando analisar os avan\u00e7os dos estudantes e o que poder\u00e1 ser feito para solucionar eventuais problemas.<\/p>\n<div id=\"attachment_5214\" style=\"width: 356px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5214\" class=\"size-full wp-image-5214 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma1.jpg\" alt=\"Grupo de coordenadoras pedag\u00f3gicas em a\u00e7\u00e3o (Arquivo da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Campo Grande\/MS\" width=\"346\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma1.jpg 346w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma1-300x182.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><p id=\"caption-attachment-5214\" class=\"wp-caption-text\">Grupo de coordenadoras pedag\u00f3gicas em a\u00e7\u00e3o (Arquivo da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Campo Grande\/MS<\/p><\/div>\n<p><strong>Recursos de trabalho<\/strong><br \/>\nOs instrumentos do coordenador possibilitam o di\u00e1logo constante com o professor, sem perder o foco da a\u00e7\u00e3o. Os registros, al\u00e9m de favorecer o acompanhamento de cada turma, auxiliam a reflex\u00e3o da pr\u00f3pria atua\u00e7\u00e3o do coordenador. Favorece a introdu\u00e7\u00e3o de elementos instigantes que possibilitam avan\u00e7os na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica de todos.<\/p>\n<p>Entre eles destacamos:<\/p>\n<ul>\n<li>Caderno de planejamento de cada professor e o seu pr\u00f3prio.<\/li>\n<li>Registro docente sobre os alunos.<\/li>\n<li>Relat\u00f3rio de cada turma sobre as atividades desenvolvidas em um per\u00edodo (no bimestre, por exemplo).<\/li>\n<li>Documento interno: combinar que a cada per\u00edodo um aspecto did\u00e1tico ser\u00e1 observado em sala de aula. Trocar os registros, estudar o conte\u00fado escolhido com vistas \u00e0 fundamenta\u00e7\u00e3o e suprir as necessidades dos professores s\u00e3o caminhos poss\u00edveis para se melhorar a pr\u00e1tica. A partir do estabelecido, listar os conte\u00fados para as reuni\u00f5es de estudo.<\/li>\n<li>Observa\u00e7\u00e3o de classe (detalhado no texto acima).<\/li>\n<li>Reuni\u00e3o de estudo: deve acontecer com regularidade na escola e ser planejada com vistas a atender \u00e0s necessidades did\u00e1ticas do grupo.<\/li>\n<li>Reuni\u00e3o de planejamento: momento em que o coordenador atua diretamente com sua equipe de professores, na organiza\u00e7\u00e3o dos planos de aula.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Intencionalidade pedag\u00f3gica, observa\u00e7\u00e3o da sala de aula e bons instrumentos de registro da pr\u00e1tica, favorecem uma a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica cada vez mais eficiente.<\/p>\n<p>(Liliana Gonzaga de Azevedo Martins, t\u00e9cnica da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Campo Grande\u2013MS e professora do curso de Pedagogia do Instituto Superior da Funda\u00e7\u00e3o Lowtons de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura-FUNLEC, de Campo Grande-MS)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Parte deste artigo baseia-se nas id\u00e9ias de V\u00e2nia Marinceck, formadora da Escola da Vila, em S\u00e3o Paulo \u2013 SP, que ministrou curso sobre Coordena\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica, em 1995.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Entendem-se por forma\u00e7\u00e3o continuada as reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas e os encontros individuais com os professores. Essas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o desenvolvidas no interior da escola e fora dela com o objetivo de contribuir para a atua\u00e7\u00e3o docente.<\/p>\n<h4>Detalhando a observa\u00e7\u00e3o<sup>3<\/sup><\/h4>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o da sala ao vivo ou por meio de filmagem \u00e9 um recurso do formador, e n\u00e3o uma a\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o uma vez que tem por objetivos:<\/p>\n<ul>\n<li>Auxiliar na constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos did\u00e1ticos \u2013 pois ajuda a prever bons encaminhamentos e a corrigir problemas.<\/li>\n<li>Favorecer a explicita\u00e7\u00e3o do conhecimento que est\u00e1 sendo constru\u00eddo pelos alunos e professores.<\/li>\n<li>Tornar vis\u00edveis conte\u00fados e atua\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o s\u00e3o observ\u00e1veis ao professor.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias<\/strong><br \/>\nO foco do que ser\u00e1 observado deve ser combinado previamente com o docente, ap\u00f3s a permiss\u00e3o para analisar sua aula. Para garantir que a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o se desvirtue, \u00e9 importante elaborar previamente um roteiro. A devolutiva para o professor deve permitir que ele avance em sua pr\u00e1tica em conson\u00e2ncia com o projeto pedag\u00f3gico da escola. O coordenador que acompanha uma determinada atividade tem por fun\u00e7\u00e3o auxiliar o professor a refletir sobre o seu desenrolar, lan\u00e7ando luz principalmente sobre as interven\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas e as aprendizagens e ou dificuldades dos alunos.<\/p>\n<div id=\"attachment_5215\" style=\"width: 341px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5215\" class=\"size-full wp-image-5215 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma3.jpg\" alt=\"Coordenadoras pedag\u00f3gicas em forma\u00e7\u00e3o\" width=\"331\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma3.jpg 331w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma3-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><p id=\"caption-attachment-5215\" class=\"wp-caption-text\">Coordenadoras pedag\u00f3gicas em forma\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Cuidados para um bom roteiro<\/strong><br \/>\n\u00c9 necess\u00e1rio garantir alguns aspectos:<\/p>\n<p>a) O observador deve compartilhar com o observado suas pautas.<\/p>\n<p>b) O registro (escrito, gravado ou filmado) das visitas precisa ter:<\/p>\n<ul>\n<li>Descri\u00e7\u00e3o do conte\u00fado a ser trabalhado e das aprendizagens envolvidas<\/li>\n<li>Encaminhamento da a\u00e7\u00e3o Consigna dada pelo professor<\/li>\n<li>Interven\u00e7\u00f5es docentes<\/li>\n<li>A\u00e7\u00e3o e fala dos alunos<\/li>\n<li>Coment\u00e1rios (se apropriados)<\/li>\n<\/ul>\n<p>c) \u00c9 necess\u00e1rio variar o registro para ampliar olhares.<\/p>\n<p>d) O professor deve ter sempre o retorno da visita\/observa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante que seja discutido tudo que puder ser revertido em avan\u00e7o no seu processo.<\/p>\n<p>e) O docente pode contribuir para sua autoforma\u00e7\u00e3o, assistindo, analisando e comentando com o coordenador uma aula sua que foi filmada.<\/p>\n<p>f) Socializar as observa\u00e7\u00f5es de mesmos encaminhamentos: roda de leitura pelo professor, produ\u00e7\u00e3o de texto coletivo etc. Filmar, nas diversas classes da escola, a mesma situa\u00e7\u00e3o, apresentar o v\u00eddeo e propor \u00e0 equipe de professores que extraiam conhecimento a partir das diferentes atua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>Essa forma\u00e7\u00e3o \u00e9 dada pelo formador local, ou seja, o t\u00e9cnico da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o encarregado da forma\u00e7\u00e3o de coordenadores pedag\u00f3gicos.<\/p>\n<h4>Outro olhar sobre observa\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o inclui a observa\u00e7\u00e3o em sala das atividades realizadas por professores com crian\u00e7as. Ela \u00e9 uma importante estrat\u00e9gia e consiste em fazer observa\u00e7\u00f5es semanais, que s\u00e3o, posteriormente, discutidas em conjunto. Por sua pr\u00f3pria especificidade, essa estrat\u00e9gia \u00e9 a que mais dados fornece para a interven\u00e7\u00e3o junto ao docente, pois nela n\u00e3o se verifica o desenvolvimento do trabalho exclusivamente no plano do discurso falado ou escrito, mas essencialmente nas intera\u00e7\u00f5es, atitudes, valores, objetivos e interven\u00e7\u00f5es, tendo, por isso, um papel fundamental no processo de transforma\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas (Estrela, 1994).<\/p>\n<p><strong>Constru\u00e7\u00e3o de observ\u00e1veis<\/strong><br \/>\n\u00c9 importante, no entanto, especificar um pouco mais a qualidade da observa\u00e7\u00e3o aqui defendida como estrat\u00e9gia formativa. Ela n\u00e3o sup\u00f5e apenas ver, ouvir, perceber e descrever o que est\u00e1 ocorrendo. Talvez por isso Jean Piaget (1977) n\u00e3o diga observa\u00e7\u00e3o, mas constru\u00e7\u00e3o de observ\u00e1veis, que ultrapassa o dado percebido explicitamente e compreende sempre uma conceitualiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 encaminhada na dire\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o. Isso inclui refletir, inferir, levantar hip\u00f3teses, discutir, confrontar pontos de vista, argumentar e significa que uma observa\u00e7\u00e3o nunca \u00e9 independente dos instrumentos de assimila\u00e7\u00e3o de que dispomos e que esses n\u00e3o s\u00e3o apenas perceptivos e sim condicionados por nossas coordena\u00e7\u00f5es anteriores (conhecimentos pr\u00e9vios, concep\u00e7\u00f5es, valores etc.).<\/p>\n<p>Trabalhar dessa maneira, sup\u00f5e que o formador tenha um dom\u00ednio mais ou menos complexo de estrat\u00e9gias que favore\u00e7am, na pr\u00e1tica, a constru\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es novas que ultrapassam a fronteira do que era observ\u00e1vel num primeiro momento (tanto em rela\u00e7\u00e3o ao processo de constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos pelas crian\u00e7as, quanto \u00e0s pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es) e que s\u00e3o permanentemente amea\u00e7adas por contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o do espectro de observ\u00e1veis para o professor pelo olhar do formador \u00e9 essencial, pois para que ele possa intervir no real de modo fundamentado ter\u00e1 de saber observar e problematizar, ou seja, interrogar a realidade e construir hip\u00f3teses explicativas sobre ela (Estrela, 1994, p.26). \u00c9 justamente a viv\u00eancia desse processo que a estrat\u00e9gia de observa\u00e7\u00e3o de diversas situa\u00e7\u00f5es educativas oportuniza. Primeiramente, em parceria com o formador e pouco a pouco realizada de maneira aut\u00f4noma pelo professor, que poder\u00e1 tornar-se observador (participante) da pr\u00f3pria pr\u00e1tica.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5216\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_37_forma2.jpg\" alt=\"avisala_37_forma2\" width=\"165\" height=\"246\" \/><\/p>\n<p>Essa estrat\u00e9gia demonstra o processo educativo e que h\u00e1 uma parte de imprevisto em toda a\u00e7\u00e3o, mesmo que planejada. Eles s\u00e3o constituintes da rela\u00e7\u00e3o de ensino e aprendizagem. Mostra que a pr\u00e1tica tamb\u00e9m \u00e9 um campo de experimenta\u00e7\u00e3o onde cada decis\u00e3o tomada altera o rumo dos acontecimentos, \u00e0s vezes de maneira radical, n\u00e3o sendo poss\u00edvel, portanto, prever e controlar totalmente as a\u00e7\u00f5es, pois nem todos os processos de pensamento das crian\u00e7as e suas intera\u00e7\u00f5es s\u00e3o poss\u00edveis de antecipar. H\u00e1 aspectos da intera\u00e7\u00e3o que s\u00e3o criados no jogo da pr\u00f3pria intera\u00e7\u00e3o. Por outro lado, permite passar de um n\u00edvel de atua\u00e7\u00e3o intuitivo ou rotinizado para um de reflex\u00e3o cr\u00edtica, ajudando a criar uma atitude investigativa, pela problematiza\u00e7\u00e3o do real e constru\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses explicativas que dessem conta das contradi\u00e7\u00f5es no encaminhamento das atividades. Isso pode ser visto, por exemplo, em um dia que o professor prop\u00f5e uma atividade de escrita de uma lista de bichos para crian\u00e7as de 6 anos, mas ele mesmo escreve o nome dos pequenos em suas folhas. Isso \u00e9, algumas vezes os considera escritores, outras n\u00e3o.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o em sala tornou-se tamb\u00e9m um importante momento de avalia\u00e7\u00e3o do alcance do processo de forma\u00e7\u00e3o, dado que possibilita fazer uma leitura das poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es j\u00e1 ocorridas, ou n\u00e3o, na pr\u00e1tica at\u00e9 aquele momento e tamb\u00e9m conhecer a evolu\u00e7\u00e3o individual sofrida nesse per\u00edodo.<\/p>\n<p>(Fonte: Era assim, agora n\u00e3o&#8230; uma proposta para forma\u00e7\u00e3o de professores leigos, de Regina Scarpa. Ed. Casa do Psic\u00f3logo. Tel.: (11 3034-3600)<\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Programa: Al\u00e9m das Letras<br \/>\nCoordenadora: Beatriz Gouveia<br \/>\nConsultoras: Rosinha Monsanto e D\u00e9bora Rana<br \/>\nResponsabilidade t\u00e9cnica: Instituto Avisa L\u00e1<br \/>\nRealiza\u00e7\u00e3o: Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Campo Grande \u2013 MS.<br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Onocieto Severo Monteiro, 460 \u2013 Campo Grande \u2013 MS. CEP: 79023-200. &#8211; Tel.: (67) 3314-3843 &#8211; E-mail: soe.semed@pmcg.ms.gov.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando a coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica analisa a pr\u00e1tica do professor contribui com a aprendizagem dos alunos. Por Liliana Gonzaga de Azevedo Martins<\/p>\n","protected":false},"author":158,"featured_media":3895,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[448,398],"tags":[1110,609,607,1049,68,127,1050],"class_list":{"0":"post-5211","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-formacao-nos-municipios","8":"category-revista-avisala-37","9":"tag-revista-avisa-la-2009","10":"tag-coordenacao-pedagogica","11":"tag-formacao","12":"tag-liliana-gonzaga-de-azevedo-martins","13":"tag-observacao","14":"tag-organizacao","15":"tag-profisionalizacao","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5211","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/158"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5211"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5211\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3895"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}