{"id":5187,"date":"2005-04-28T15:37:03","date_gmt":"2005-04-28T18:37:03","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5187"},"modified":"2023-03-27T17:50:02","modified_gmt":"2023-03-27T20:50:02","slug":"capacitacao-continuada-de-professores-e-responsabilidade-de-toda-a-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-22\/capacitacao-continuada-de-professores-e-responsabilidade-de-toda-a-comunidade\/","title":{"rendered":"Capacita\u00e7\u00e3o continuada de professores \u00e9 responsabilidade de toda a comunidade"},"content":{"rendered":"<h5>N\u00e3o basta preocupar-se apenas com a quest\u00e3o did\u00e1tica na qualifica\u00e7\u00e3o de professores. \u00c9 preciso conseguir apoio da sociedade civil, poder p\u00fablico e entidades privadas para garantir a perman\u00eancia da a\u00e7\u00e3o nas redes p\u00fablicas. Uma professora baiana transformou a id\u00e9ia em projeto e conseguiu essa fa\u00e7anha<\/h5>\n<p>O Projeto Chapada, na Bahia, teve origem no Programa de Apoio e Aux\u00edlio ao Professor: Agentes de Educa\u00e7\u00e3o (1997-1999), que contou com a parceria do Programa Crer para Ver \u2013 uma alian\u00e7a da Natura Cosm\u00e9ticos com a Funda\u00e7\u00e3o Abrinq. O objetivo do Agentes de Educa\u00e7\u00e3o era formar professores da zona rural do munic\u00edpio de Palmeiras (BA). Seus bons resultados, a redu\u00e7\u00e3o em 80% no \u00edndice de evas\u00e3o escolar e de 70% no \u00edndice de repet\u00eancia, levaram \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da proposta para todos os munic\u00edpios da 27\u00aa Diretoria de Educa\u00e7\u00e3o Regional (DIREC 27) do Estado da Bahia. Nos anos de 1999 e 2000, j\u00e1 com o nome de Projeto Chapada, essa a\u00e7\u00e3o envolveu gestores p\u00fablicos das secretarias municipais de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura (Semecs) de 12 munic\u00edpios baianos e a sociedade civil organizada (Ongs) dos locais onde foi implementado, tais como: Associa\u00e7\u00e3o de Pais, Educadores e Agricultores de Caet\u00e9-a\u00e7\u00fa (Palmeiras), Associa\u00e7\u00e3o R\u00e1dio Comunit\u00e1ria Avante Len\u00e7\u00f3is, Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria dos Produtores de Queixada (Iraquara), Grupo Ambientalista de Seabra, Associa\u00e7\u00e3o dos Moradores e Produtores do Lago\u00e3o (Boninal), Grupo de Educa\u00e7\u00e3o Alternativa de Piat\u00e3, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Souto Soares, Casa do Menor de Jacobina, Associa\u00e7\u00e3o Comunit\u00e1ria do Brejo Luiza de Brito (Novo Horizonte), Conselho Municipal de Assist\u00eancia Social de Ibitiara, Associa\u00e7\u00e3o Barbado de Mucug\u00ea e Associa\u00e7\u00e3o Fam\u00edlia Agr\u00edcola de Boa Vista do Tupim.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5194\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/forma11.jpg\" alt=\"forma1\" width=\"520\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/forma11.jpg 520w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/forma11-300x184.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><\/p>\n<p>Portanto, al\u00e9m de expressivas redu\u00e7\u00f5es nos \u00edndices de evas\u00e3o e repet\u00eancia e o aumento sucessivo de alunos alfabetizados nas s\u00e9ries iniciais, o Projeto Chapada formou quadros de formadores locais e envolveu toda a sociedade. A revista avisa l\u00e1 foi conhecer de perto essa a\u00e7\u00e3o transformadora do interior da Bahia e conversou com sua mentora e coordenadora, a professora Cybele Amado de Oliveira.<\/p>\n<p><strong>Analisando sua trajet\u00f3ria de vida, onde come\u00e7ou seu interesse pela Educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nPenso que realmente essa hist\u00f3ria come\u00e7ou quando, aos 6 anos de idade, a diretora da escola onde eu estudava, em Salvador, procurou meus pais e disse que eu jamais aprenderia a ler e a escrever, pois tinha \u201calgum problema na cabe\u00e7a\u201d. A escola usava um m\u00e9todo tradicional baseado na fonetiza\u00e7\u00e3o. A cartilha em quest\u00e3o, ao inv\u00e9s de ajudar, me atrapalhava. Minha m\u00e3e, apesar da origem humilde, era uma mulher bem informada e procurou, no grupo religioso do qual fazia parte, uma psic\u00f3loga que pudesse me ajudar. O diagn\u00f3stico informava que eu possu\u00eda dislexia leve. Atendida por essa profissional, logo o problema n\u00e3o existia mais. At\u00e9 hoje tenho d\u00favidas a respeito do diagn\u00f3stico. Teria mesmo dislexia ou fui v\u00edtima de uma metodologia ineficaz? Hoje sei que o m\u00e9todo fon\u00e9tico utilizado na escola para alfabetizar desrespeita os processos pr\u00f3prios das crian\u00e7as constru\u00edrem conhecimento sobre a escrita.<\/p>\n<p><strong>Que influ\u00eancias esse acontecimento pessoal teve em suas escolhas na carreira profissional?<\/strong><\/p>\n<p>Anos mais tarde fiz Pedagogia na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Bahia e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Psicopedagogia. Estava decidida a ajudar crian\u00e7as que eram taxadas como aquelas que jamais aprenderiam a ler e escrever. Fui professora volunt\u00e1ria, trabalhei com Educa\u00e7\u00e3o Infantil at\u00e9 integrar a Rede P\u00fablica de Educa\u00e7\u00e3o do Estado da Bahia. Em 1992, deixei a capital baiana para morar no Vale do Cap\u00e3o \u2013 zona rural do munic\u00edpio de Palmeiras (BA), que fica a cerca de 400 quil\u00f4metros de Salvador \u2013, na regi\u00e3o da Chapada Diamantina. Como professora concursada, comecei lecionando L\u00edngua Portuguesa para alunos de 5\u00aa a 8\u00aa s\u00e9ries numa escola de 1o grau da vila de Caet\u00e9a\u00e7\u00fa, no Vale do Cap\u00e3o. Percebi que, apesar de anos de escola, alguns alunos, entre 14 e 20 anos, tinham muita dificuldade na leitura e na escrita. N\u00e3o conseguiam compreender o que liam nem produziam um texto de autoria. Com o atendimento que passei a dar, todos aprenderam a ler e escrever. Algumas dessas alunas s\u00e3o hoje professoras, vice-diretora e diretora da escola.<\/p>\n<p><strong>Qual impacto esse trabalho teve na escola e na regi\u00e3o de Palmeiras?<\/strong><\/p>\n<p>Para evitar que as crian\u00e7as chegassem \u00e0 5\u00aa s\u00e9rie sem saber ler e escrever, iniciei tamb\u00e9m um trabalho volunt\u00e1rio com as crian\u00e7as de 1\u00aa a 4\u00aa s\u00e9ries que a escola selecionou como as que n\u00e3o aprendiam. Verifiquei que a quest\u00e3o estava na pr\u00e1tica metodol\u00f3gica dos professores e obviamente na forma\u00e7\u00e3o dos mesmos. Criei inicialmente o projeto Programa de Apoio e Aux\u00edlio ao Professor. Seus resultados geraram em outros munic\u00edpios o desejo da implanta\u00e7\u00e3o de um programa nos mesmos moldes, que foi desenvolvido durante um ano, numa constru\u00e7\u00e3o itinerante e coletiva e que resultou, posteriormente, no Projeto Chapada.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os pontos b\u00e1sicos do projeto respons\u00e1veis pelo seu sucesso?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro deles, indiscutivelmente, \u00e9 a liga\u00e7\u00e3o entre a forma\u00e7\u00e3o e o contexto de trabalho do professor, isto \u00e9, a sala de aula. Toda a metodologia \u00e9 baseada na an\u00e1lise e reflex\u00e3o da pr\u00e1tica com aprofundamento te\u00f3rico. Outro ponto importante \u00e9 que os professores participam de um processo de forma\u00e7\u00e3o continuada, dirigido por coordenadores, que por sua vez participam de oficinas pedag\u00f3gicas mensais, com a coordena\u00e7\u00e3o do projeto e com formadoras especialistas em leitura e escrita. Assim, todos os participantes est\u00e3o em processo de forma\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n<p>Os professores s\u00e3o regularmente acompanhados em sala de aula pelos coordenadores pedag\u00f3gicos, fazem parte de grupos de estudos, participam de discuss\u00f5es sobre a pr\u00f3pria pr\u00e1tica, por meio de filmagens de sua atua\u00e7\u00e3o em classe, que s\u00e3o realizadas pelos coordenadores. Estas atividades s\u00e3o intramunicipais. H\u00e1 tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o em a\u00e7\u00f5es intermunicipais por meio de semin\u00e1rios, palestras e encontros do projeto. Outro aspecto a destacar \u00e9 o envolvimento das comunidades locais por meio de suas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, dirigentes p\u00fablicos de Educa\u00e7\u00e3o, prefeitos, pais de alunos e ainda as parcerias com a empresa Natura e a Funda\u00e7\u00e3o Abrinq. H\u00e1 nessa regi\u00e3o da Bahia uma rede de munic\u00edpios que, juntos, com apoio externo, est\u00e3o criando um compromisso real com a aprendizagem das crian\u00e7as e com a qualidade do ensino.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 feita a avalia\u00e7\u00e3o desse processo de forma\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nA avalia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 continuada e feita por meio dos estudos da evolu\u00e7\u00e3o da aprendizagem dos alunos. H\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o inicial e depois a cada tr\u00eas meses. Coordenadores, professores e estudantes s\u00e3o participantes ativos do processo. Assim, podemos reformular as a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o indo bem e modific\u00e1-las a tempo. Em 2004 participaram do projeto 28 mil alunos, 1,5 mil professores, 73 diretores e 93 coordenadores.<\/p>\n<p><strong>Quais os resultados mais significativos ap\u00f3s todos esses anos de investimento na Educa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o? <\/strong><\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos dados quantitativos s\u00e3o sem d\u00favida, aqueles ligados aos \u00edndices de crian\u00e7as alfabetizadas, que foram crescendo de ano a ano. E os de evas\u00e3o escolar, que foram se reduzindo, tamb\u00e9m \u00e0 medida que o projeto ia evoluindo. Em rela\u00e7\u00e3o aos aspectos quantitativos, a avalia\u00e7\u00e3o feita pelos participantes enumerou uma s\u00e9rie de conquistas que consideram os diferentes atores.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5191\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/forma2.jpg\" alt=\"forma2\" width=\"328\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/forma2.jpg 328w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/forma2-300x171.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px\" \/><\/p>\n<p>Resumindo, podemos dizer que, para os diretores das escolas, o ganho foi relacionado a uma gest\u00e3o mais eficiente, que oportunizou o trabalho coletivo e o desenvolvimento em equipes das escolas para alfabetizar com maior qualidade. Considerando os coordenadores pedag\u00f3gicos, \u00e9 vis\u00edvel o aprofundamento dos conhecimentos sobre alfabetiza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a respeito do seu papel de formador. Isto possibilitou interven\u00e7\u00f5es mais adequadas na a\u00e7\u00e3o dos professores, o que resultou em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mais eficientes e maior legitimidade em sua fun\u00e7\u00e3o formativa.<\/p>\n<p>Quanto aos professores, o projeto possibilitou avan\u00e7os na compreens\u00e3o dos processos de aprendizagem dos alunos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura e \u00e0 escrita, e conseq\u00fcentemente houve melhoria das pr\u00e1ticas de ensino. Os alunos l\u00eaem e escrevem com mais profici\u00eancia, o que resultou em avan\u00e7os tamb\u00e9m na escolariza\u00e7\u00e3o de modo geral. Como est\u00e3o mais produtivos, ficam mais integrados ao processo escolar, o que influi tamb\u00e9m em maior assiduidade \u00e0s aulas. Em rela\u00e7\u00e3o aos pais e \u00e0 comunidade, houve um aumento significativo da participa\u00e7\u00e3o e interesse nos assuntos da escola e na aprendizagem dos alunos. H\u00e1 tamb\u00e9m um envolvimento maior nas quest\u00f5es pol\u00edticas e administrativas que interferem diretamente na qualidade do ensino. Mas, sem d\u00favida, o compromisso dos gestores p\u00fablicos foi um ganho expressivo do projeto.<\/p>\n<p><strong>Como voc\u00eas conseguiram a ades\u00e3o dos prefeitos e candidatos \u00e0s propostas de Educa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Organizamos em 2004, 12 f\u00f3runs (realizados no per\u00edodo anterior \u00e0s elei\u00e7\u00f5es com a participa\u00e7\u00e3o dos candidatos tanto da situa\u00e7\u00e3o quanto da oposi\u00e7\u00e3o, e com a participa\u00e7\u00e3o de professores, coordenadores, alunos, diretores, secretarias, comerciantes, l\u00edderes religiosos e associa\u00e7\u00f5es) nos munic\u00edpios com objetivo de levantar propostas em prol de melhorias na qualidade da Educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, os pol\u00edticos assinaram um compromisso com as demandas e propostas do projeto. Penso que essa a\u00e7\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita no Pa\u00eds e pode servir de exemplo para outras regi\u00f5es. Isto evitaria a descontinuidade administrativa, t\u00e3o nociva para a Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o os planos do Projeto Chapada para o futuro? H\u00e1 uma fase dois?<\/strong><\/p>\n<p>Pretendemos formar formadores locais \u2013 hoje esses formadores v\u00eam de fora \u2013 que acompanhem e ap\u00f3iem o trabalho dos coordenadores pedag\u00f3gicos dos 12 munic\u00edpios participantes do Projeto Chapada, visando \u00e0 sustentabilidade da forma\u00e7\u00e3o continuada de professores e, cada vez mais, \u00e0 melhoria da qualidade dos processos de ensino e aprendizagem dos alunos.<\/p>\n<p>Pensamos tamb\u00e9m em capacitar gestores (prefeitos, secret\u00e1rios municipais de Educa\u00e7\u00e3o, diretores escolares e associa\u00e7\u00f5es) visando otimizar a sua inser\u00e7\u00e3o no processo t\u00e9cnico-pedag\u00f3gico- administrativo, qualificando-os para a mobiliza\u00e7\u00e3o de redes e parcerias com os atores sociais dos munic\u00edpios. Temos ainda a inten\u00e7\u00e3o de sistematizar a metodologia. A expans\u00e3o para outros munic\u00edpios al\u00e9m da Chapada Diamantina j\u00e1 \u00e9 hoje uma realidade. Iniciaremos o projeto em mais dez munic\u00edpios (Itaberaba, Utinga, Cafarnaum, Marcion\u00edlio Souza, Itaet\u00ea, Bonito, Wagner, Andara\u00ed, Ouri\u00e7angas, Ia\u00e7\u00fa), formando dois n\u00facleos: um com sede em Itaberaba e o outro com sede em Utinga. O munic\u00edpio de Ouri\u00e7angas j\u00e1 faz parte da regi\u00e3o do sert\u00e3o da Bahia. Assim, ultrapassamos as fronteiras.<\/p>\n<h4>Chapada Diamantina<\/h4>\n<p>A Chapada Diamantina, regi\u00e3o central da Bahia, \u00e9 uma cadeia montanhosa que come\u00e7ou a ser habitada em 1822, quando naturalistas registraram a presen\u00e7a de diamantes. A partir de 1844, com a descoberta de importantes veios diamant\u00edferos no rio Mucug\u00ea, a chapada virou ponto de interesse de exploradores do valioso min\u00e9rio. Tamb\u00e9m foi \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola cujos produtos (caf\u00e9, uva, marmelo, mandioca) eram vendidos nos grandes centros. Com a diminui\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de diamante e a erradica\u00e7\u00e3o dos cafezais, a \u00e1rea foi esquecida pelos poderes p\u00fablicos e a decad\u00eancia econ\u00f4mica foi inevit\u00e1vel. H\u00e1 cerca de 20 anos vem ocorrendo um processo de recupera\u00e7\u00e3o da Chapada Diamantina, gra\u00e7as aos investimentos em agricultura e, principalmente, \u00e0 descoberta do turismo ecol\u00f3gico e de aventura na regi\u00e3o.<\/p>\n<h4>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p>Escola Municipal de 1o Grau de Caet\u00e9-a\u00e7\u00fa &#8211; Rua do Gin\u00e1sio, 150 \u2013 Vale do Cap\u00e3o &#8211; Palmeiras \u2013 BA. CEP: 46930-000 &#8211; Tel.: (75) 3344-1010. E-mail: cybeleamado@terra.com.br Coordenadora do Projeto Chapada: Cybele Amado<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o basta preocupar-se apenas com a quest\u00e3o did\u00e1tica na qualifica\u00e7\u00e3o de professores. \u00c9 preciso conseguir apoio da sociedade civil, poder p\u00fablico e entidades privadas para garantir a perman\u00eancia da a\u00e7\u00e3o nas redes p\u00fablicas. 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