{"id":5171,"date":"2005-04-26T19:18:16","date_gmt":"2005-04-26T22:18:16","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5171"},"modified":"2023-03-27T17:50:16","modified_gmt":"2023-03-27T20:50:16","slug":"a-arte-da-gravura-na-madeira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/sustanca\/a-arte-da-gravura-na-madeira\/","title":{"rendered":"A arte da gravura na madeira"},"content":{"rendered":"<h5>A xilogravura \u00e9 uma arte antiga e possibilitou as primeiras reprodu\u00e7\u00f5es de imagens e textos. No brasil h\u00e1 muitos seguidores em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds<\/h5>\n<div id=\"attachment_5173\" style=\"width: 323px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravuraa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5173\" class=\"size-full wp-image-5173\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravuraa.jpg\" alt=\"Procuro por\u00e9m n\u00e3o acho, poeta que me d\u00ea choque. Canto de qualquer maneira, quem quiser que me provoque. O g\u00eanio manda que eu diga, a viola manda que eu toque. Mestre Lourival Batista (1915-1992)\" width=\"313\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravuraa.jpg 313w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravuraa-300x207.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 313px) 100vw, 313px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5173\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Procuro por\u00e9m n\u00e3o acho, poeta que me d\u00ea choque. Canto de qualquer maneira, quem quiser que me provoque. O g\u00eanio manda que eu diga, a viola manda que eu toque&#8221;. Mestre Lourival Batista (1915-1992)<\/p><\/div>\n<p>Esta t\u00e9cnica de impress\u00e3o consiste em gravar imagens numa madeira mole (caj\u00e1, imburana, cedro ou pinho) com instrumentos cortantes (goiva, faca, form\u00e3o, buril). <!--more-->Pronta a matriz, pode-se repetir a impress\u00e3o tantas vezes quantas se quer. A arte da gravura vem de longa data, de origem desconhecida. O que sabemos, por meio de documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, \u00e9 que desde o s\u00e9culo I, na \u00c1sia, podemos encontr\u00e1-la. O livro Diamond Sutra, impresso na China no ano de 868, registra a mais antiga gravura encontrada. No ocidente, a gravura \u00e9 encontrada desde o final do s\u00e9culo XIV. Estas primeiras impress\u00f5es foram feitas utilizando-se uma t\u00e9cnica semelhante \u00e0 da xilogravura, prensando folhas contra t\u00e1buas gravadas e tintadas. Tal m\u00e9todo foi amplamente adotado na Europa para a reprodu\u00e7\u00e3o de gravuras de imagens de santos e baralhos e como recurso para imprimir p\u00e1ginas de texto e livros.<\/p>\n<p><strong>Xilografia nordestina ganha o mundo<\/strong><br \/>\nNo Brasil, a gravura, a princ\u00edpio, tinha uma finalidade considerada menor, como a impress\u00e3o em larga escala de r\u00f3tulos de cacha\u00e7a e outros produtos. Mas, certamente, sua popularidade cresceu quando passou a ser integrada \u00e0 literatura de cordel, devido \u00e0 falta de recursos gr\u00e1ficos que os autores de cordel enfrentavam. Segundo o pesquisador holand\u00eas Joseph Luyten (1941\u2013 ), as xilogravuras s\u00f3 aparecem nos folhetos de cordel a partir da d\u00e9cada de 1940, ganhando maior for\u00e7a nos Estados de Pernambuco e Cear\u00e1. Em Caruaru (PE) houve uma inova\u00e7\u00e3o nessa t\u00e9cnica de reprodu\u00e7\u00e3o de imagens, realizada por Dila (Jos\u00e9 Ferreira da Silva), que criou a linogravura (gravura em borracha). Na d\u00e9cada de 1960, a xilogravura nordestina ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional e internacional, fruto da valoriza\u00e7\u00e3o por parte de pesquisadores e intelectuais interessados nessa express\u00e3o art\u00edstica.<\/p>\n<p><strong>Artistas da gravura<\/strong><br \/>\nNo Brasil, diversos gravuristas nacionais e estrangeiros destacaram-se e ainda se destacam nessa arte: Carlos Scliar (1920\u20132001), brasileiro; Evandro Carlos Jardim (1935\u2013 ), brasileiro; Fayga Ostrower (1920\u20132001), polonesa; Gilvan Samico (1928\u2013 ), brasileiro; Lasar Segall, (1891\u20131957), lituano; L\u00edvio Abramo (1903\u20131992), brasileiro; Marcelo Grassmann (1925\u2013 ), brasileiro; Maria Bonomi (1935\u2013 ), italiana; Oswaldo Goeldi (1895\u20131961), brasileiro; Yolanda Mohalyi (1909\u20131978), h\u00fangara.<\/p>\n<div id=\"attachment_5174\" style=\"width: 177px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravura1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5174\" class=\"size-full wp-image-5174\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravura1.jpg\" alt=\"J. Miguel (fotos: Cl\u00f3vis Arruda)\" width=\"167\" height=\"114\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5174\" class=\"wp-caption-text\">J. Miguel (fotos: Cl\u00f3vis Arruda)<\/p><\/div>\n<p>Atualmente, v\u00e1rios s\u00e3o os xil\u00f3grafos de cordel que continuam produzindo. Enumeramos: Abra\u00e3o Batista (em Juazeiro \u2013 CE); Ciro Fernandes (no Rio de Janeiro \u2013 RJ); Dila, o Jos\u00e9 Ferreira da Silva, (em Bom Jardim \u2013 PE); J. Borges (em Bezerros \u2013 PE); Jos\u00e9 Costa Leite (em Condado \u2013 PE); Marcelo Alves Soares (em S\u00e3o Paulo \u2013 SP); Minelvino Francisco Silva (em Itabuna \u2013 BA); Severino Gon\u00e7alves de Oliveira (em Recife \u2013 PE). J. Miguel, filho do renomado gravurista J. Borges, vem cada vez mais aprimorando o conhecimento passado de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o. E neste artigo, bem como na capa da revista, podemos apreciar seu trabalho.<\/p>\n<p><strong>Dicas para o professor<\/strong><br \/>\nA seguir, algumas sugest\u00f5es de trabalho com gravura poss\u00edveis de serem realizados em sala de aula, retiradas do fasc\u00edculo Recursos Educativos em Artes: Gravura. Caderno do Professor do Ita\u00fa Cultural.<\/p>\n<p><strong>Trabalhando com o isopor<\/strong><br \/>\nPara as crian\u00e7as menores, que ainda n\u00e3o disp\u00f5em de habilidade suficiente para lidar com goivas ou para ateli\u00eas de curta dura\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel trabalhar gravando com uma caneta esferogr\u00e1fica sobre bandejinhas de isopor (usadas para acondicionar legumes, carnes, etc. nos supermercados). A caneta desempenha o papel de ponta-seca ou goiva e o isopor, a matriz. De maneira simples e barata, esta varia\u00e7\u00e3o de materiais permite o contato com o universo da gravura e suas caracter\u00edsticas fundamentais como multiplicidade, impress\u00e3o, incis\u00e3o, invers\u00e3o da imagem e constru\u00e7\u00e3o da mesma. Para entintamento, o guache e rolinhos de espuma s\u00e3o suficientes.<\/p>\n<p><strong>O procedimento <\/strong><br \/>\nO procedimento \u00e9 o mesmo da oficina de linoleogravura<sup>1<\/sup>, por\u00e9m, o entintamento ser\u00e1 feito diretamente sobre a bandejinha de isopor com o guache e o rolinho de espuma. Basta pressionar a folha de papel sulfite sobre a matriz para obter o resultado esperado. As discuss\u00f5es ser\u00e3o as mesmas que as da oficina anterior, cuidando para direcionar os conte\u00fados de acordo com as faixas et\u00e1rias, j\u00e1 que esta t\u00e9cnica permite que as crian\u00e7as menores se aventurem no mundo da gravura.<\/p>\n<p><strong>Materiais<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>bandejinhas de isopor<\/li>\n<li>canetas esferogr\u00e1ficas<\/li>\n<li>folhas de papel sulfite<\/li>\n<li>rolinhos de espuma<\/li>\n<li>guache preto<\/li>\n<\/ul>\n<p>(Adriana Klisys, formadora do Instituto Avisa L\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Gravura em relevo executada \u00e0 faca e goiva em placa de lin\u00f3leo.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravura.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5175\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravura.jpg\" alt=\"avisala_22_gravura\" width=\"553\" height=\"570\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravura.jpg 553w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2005\/04\/avisala_22_gravura-291x300.jpg 291w\" sizes=\"auto, (max-width: 553px) 100vw, 553px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<ul>\n<li>Por um Triz. Ed. Paz e Terra. Tel.: (11) 3337-8399. Site: www.pazeterra.com.br<\/li>\n<li>Ita\u00fa Cultural &#8211; Avenida Paulista, 149. S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11) 2168-1700 Site: www.itaucultural.org.br. E-mail: instituto@itaucultural.org.br<\/li>\n<li>Vide o Verso. Cl\u00f3vis Arruda &#8211; Rua Apinaj\u00e9s, 1922 \/ 1932 \u2013 Perdizes. S\u00e3o Paulo \u2013 SP. CEP: 01258-000 &#8211; Tel.: (11) 3676-0036. Site: www.videoverso.com.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A xilogravura \u00e9 uma arte antiga e possibilitou as primeiras reprodu\u00e7\u00f5es de imagens e textos. No brasil h\u00e1 muitos seguidores em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Por Adriana Klisys<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":2939,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[383,27],"tags":[1106,437,28,638,109,641,1041],"class_list":{"0":"post-5171","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-22","8":"category-sustanca","9":"tag-revista-avisa-la-2005","10":"tag-adriana-klisys","11":"tag-arte","12":"tag-cordel","13":"tag-historia","14":"tag-ilustracao","15":"tag-xilogravura","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5171","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5171"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5171\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2939"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5171"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5171"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5171"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}