{"id":5099,"date":"2004-01-22T14:44:24","date_gmt":"2004-01-22T16:44:24","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5099"},"modified":"2023-03-27T17:21:56","modified_gmt":"2023-03-27T20:21:56","slug":"alfabetizacao-e-educacao-infantil-relacoes-delicadas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-17\/alfabetizacao-e-educacao-infantil-relacoes-delicadas\/","title":{"rendered":"Alfabetiza\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o infantil: Rela\u00e7\u00f5es delicadas"},"content":{"rendered":"<h5>Pode-se dizer que essa quest\u00e3o \u00e9 um dos grandes dilemas da educa\u00e7\u00e3o infantil. Entre os que defendem a alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial h\u00e1 diferentes posi\u00e7\u00f5es e entre os que s\u00e3o contra tamb\u00e9m as opini\u00f5es divergem. O professor premido por concep\u00e7\u00f5es conflitantes, pela press\u00e3o das fam\u00edlias, pela a\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, sempre que pode quer refletir sobre o assunto<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5100\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_17_alfabet1.jpg\" alt=\"avisala_17_alfabet1\" width=\"35\" height=\"156\" \/><br \/>\nIsso foi o que aconteceu com um grupo de professoras da rede municipal de Caieiras, que tendo participado de um curso ministrado pela formadora Ana Lucia, trouxe a quest\u00e3o da alfabetiza\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o infantil para o centro do debate. Ela recebeu uma pergunta aparentemente simples: O que voc\u00ea acha de alfabetizar na educa\u00e7\u00e3o infantil? Por tr\u00e1s dessa leg\u00edtima demanda dos professores h\u00e1 uma complexa rede de concep\u00e7\u00f5es a serem analisadas, que v\u00e3o desde o que \u00e9 ser crian\u00e7a hoje, a fun\u00e7\u00e3o social da educa\u00e7\u00e3o infantil, o ensino e a aprendizagem e evidentemente de que alfabetiza\u00e7\u00e3o falamos. As respostas em geral n\u00e3o d\u00e3o conta de esgotar todo o assunto. E \u00e9 sempre importante ampliar o debate. <!--more--><\/p>\n<p><strong>A crian\u00e7a e a cultura letrada<\/strong><br \/>\nPara a formadora Ana Lucia, a resposta para essa pergunta est\u00e1 no pr\u00f3prio contexto em que a crian\u00e7a vive: Em nossa sociedade as crian\u00e7as est\u00e3o desde cedo em contato com a l\u00edngua escrita e logo se interessam por ela, pela sua fun\u00e7\u00e3o social e querem saber sobre o seu funcionamento. Quanto mais contato, maior o interesse e a curiosidade. O longo processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o se beneficia muito com a aproxima\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as ao mundo letrado. O papel da escola \u00e9 fazer valer o direito que todos t\u00eam de fazer parte desse universo, inclusive as crian\u00e7as pequenas. Principalmente as escolas que atendem crian\u00e7as de baixa renda, precisam planejar com cuidado um contato prazeroso e eficiente com a escrita. Al\u00e9m dessa perspectiva social, Ana Lucia tamb\u00e9m se ap\u00f3ia nas contribui\u00e7\u00f5es trazidas pelo pensamento de Vigotsky: Concordo com a perspectiva de Vigotsky, quando ele diz que a instru\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida quando precede ao desenvolvimento, ou seja, n\u00e3o faz sentido a escola esperar o \u201cmomento ideal\u201d para come\u00e7ar a ensinar a ler e escrever.<\/p>\n<p>Sabemos que esse \u00e9 um processo cont\u00ednuo e que nele podem estar inclu\u00eddos desafios poss\u00edveis e prazerosos para a crian\u00e7a e que por meio da supera\u00e7\u00e3o desses desafios \u00e9 que ela se desenvolve e pode avan\u00e7ar ainda mais em seus conhecimentos e compet\u00eancias. \u00c9 plenamente justific\u00e1vel que a escrita seja objeto da aten\u00e7\u00e3o dos educadores: a concep\u00e7\u00e3o de escrita de Vigotsky, associada ao sistema simb\u00f3lico de representa\u00e7\u00e3o da realidade, est\u00e1 ligada ao pr\u00f3prio n\u00facleo de sua teoria da linguagem, trazendo quest\u00f5es fundamentais como a da media\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. Sobre isso, Marta Kohl, estudiosa do pensamento de Vigotsky, afirma: Como a escrita \u00e9 uma fun\u00e7\u00e3o culturalmente mediadora, a crian\u00e7a que se desenvolve numa cultura letrada est\u00e1 exposta aos diversos usos da linguagem escrita e a seu formato, tendo diferentes concep\u00e7\u00f5es a respeito desse objeto cultural ao longo de seu desenvolvimento.A principal condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para que uma crian\u00e7a seja capaz de compreender adequadamente o funcionamento da l\u00edngua escrita \u00e9 que descubra que a l\u00edngua escrita \u00e9 um sistema de signos que n\u00e3o t\u00eam significados em si. Os signos representam outra realidade; isto \u00e9, o que se escreve tem uma fun\u00e7\u00e3o instrumental, funciona como um suporte para a mem\u00f3ria e a transmiss\u00e3o de id\u00e9ias e conceito<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a que vive em uma cultura letrada \u2013 pois n\u00e3o estamos tratando aqui das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, por exemplo, provenientes de comunidades \u00e1grafas \u2013 tem a possibilidade de vivenciar um processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o favorecido pelo contato com o meio. E isso n\u00e3o se d\u00e1 de modo espont\u00e2neo e natural mas incentivado por um informante mais experiente, um adulto ou mesmo outra crian\u00e7a. Para tanto, dever\u00e1 conhecer e se apropriar desde cedo dos usos da l\u00edngua escrita presente em seu mundo.<\/p>\n<p><strong>Alfabetizar ou n\u00e3o, uma pergunta mal formulada <\/strong><br \/>\nEm\u00edlia Ferreiro, embora tenha sido influenciada por Piaget, traz em sua Psicog\u00eanese da L\u00edngua Escrita id\u00e9ias que tamb\u00e9m se justificam segundo o pensamento de Vigotsky e de Luria. Ambos entendem que a escrita \u00e9 um sistema de representa\u00e7\u00e3o da realidade e concordam que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de um dom\u00ednio progressivo desse sistema, que n\u00e3o se resume \u00e0 conquista de habilidades meramente mec\u00e2nicas e\/ou visuais. Por isso pode se iniciar muito antes do ingresso na escola de ensino fundamental<sup>2<\/sup>. As id\u00e9ias desenvolvidas por Ferreiro tamb\u00e9m justificam a presen\u00e7a de um ambiente alfabetizador, desde cedo. Para ela a pergunta que envolve sim ou n\u00e3o est\u00e1 muito mal formulada: O que digo \u00e9 que a pergunta est\u00e1 malfeita, porque pressup\u00f5e que a resposta N\u00c3O equivale a deixar essa responsabilidade para o Ensino Fundamental, e a resposta SIM pressup\u00f5e introduzir na pr\u00e9-escola as m\u00e1s pr\u00e1ticas tradicionais do Ensino Fundamental.<\/p>\n<p>O que proponho \u00e9 substituir a pergunta centrada no ensino por outra centrada na aprendizagem: Deve-se permitir ou n\u00e3o que as crian\u00e7as aprendam sobre a l\u00edngua escrita na pr\u00e9-escola? Nesse caso, a resposta \u00e9 redondamente afirmativa. E a justificativa para sua afirmativa, para a defesa da presen\u00e7a da cultura escrita desde cedo, ainda na educa\u00e7\u00e3o infantil, \u00e9 bastante esclarecedora: a simples presen\u00e7a do objeto n\u00e3o garante conhecimento, mas a aus\u00eancia do objeto garante o desconhecimento. Se eu quero que a crian\u00e7a comece a construir conhecimento sobre a l\u00edngua escrita, esta tem de existir. Se eu a pro\u00edbo, garanto que a crian\u00e7a n\u00e3o possa se fazer perguntas sobre esse objeto porque eu o fiz desaparecer dentro da sala de aula. Se pro\u00edbo a l\u00edngua escrita, crio um ambiente escolar no qual a escrita n\u00e3o tem nenhum lugar, ao passo que no ambiente urbano a escrita tem seu lugar; imponho que as educadoras funcionem com se n\u00e3o fossem pessoas alfabetizadas. Em outras palavras, crio uma situa\u00e7\u00e3o an\u00f4mala.<\/p>\n<p>Deve-se, ent\u00e3o, permitir que a crian\u00e7a pense sobre a linguagem escrita na escola de educa\u00e7\u00e3o infantil. E para isso ela tem que estar presente. Trata-se, pois, de pensar de que forma \u00e9 poss\u00edvel apresent\u00e1-la respeitando a cultura da inf\u00e2ncia, propondo situa\u00e7\u00f5es onde ler e escrever tenha sentido para as crian\u00e7as e fa\u00e7a parte da vida cotidiana.<\/p>\n<p><strong>Brincar ou alfabetizar?<\/strong><br \/>\nEssa \u00e9 outra pergunta mal formulada e pressup\u00f5e imediatamente uma exclus\u00e3o desnecess\u00e1ria.As posi\u00e7\u00f5es antag\u00f4nicas n\u00e3o ajudam a avan\u00e7ar nem a brincadeira nem o conhecimento da l\u00edngua escrita. Nas sociedades urbanas as crian\u00e7as brincam incorporando a\u00e7\u00f5es dos adultos, que incluem tamb\u00e9m eventos onde ler e escrever fazem sentido. Quando se pro\u00edbe que o educador desenvolva atividades de leitura e escrita em uma concep\u00e7\u00e3o que respeita o processo de constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos da crian\u00e7a, abre-se caminho para que as pr\u00e1ticas equivocadas de alfabetiza\u00e7\u00e3o apare\u00e7am, ainda que disfar\u00e7adas, quando o controle das equipes dirigentes n\u00e3o \u00e9 efetivo.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as pequenas devem brincar muito na educa\u00e7\u00e3o infantil, mas tamb\u00e9m precisam ter contatos sistem\u00e1ticos com leitura e escrita. A isso chamamos alfabetizar em um contexto amplo,muito diferente de fazer exerc\u00edcios de coordena\u00e7\u00e3o motora, aprender letras isoladas, copiar s\u00edlabas ou palavras \u201cf\u00e1ceis\u201d. Essas pr\u00e1ticas nefastas persistem e continuar\u00e3o presentes na educa\u00e7\u00e3o infantil enquanto a discuss\u00e3o sobre os processos de alfabetiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o for levada a efeito com seriedade e concretude.<\/p>\n<p><strong>Alfabetizar para incluir<\/strong><br \/>\n\u00c9 curioso notar que a despeito das melhores inten\u00e7\u00f5es, muitas vezes a pretexto de proteger a cultura da inf\u00e2ncia, se nega \u00e0s crian\u00e7as o direito de se relacionar na plenitude com a l\u00edngua materna. Cria-se, na educa\u00e7\u00e3o infantil, um ambiente est\u00e9ril de onde a l\u00edngua escrita \u00e9 quase banida. E s\u00e3o as crian\u00e7as de baixa renda as maiores prejudicadas por esse afastamento. Se para a crian\u00e7a dominar a linguagem escrita, tal como se manifesta no mundo \u2013 \u00e9 preciso percorrer um longo processo de reflex\u00e3o e reformula\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses pr\u00f3prias para compreender o que \u00e9 essa escrita, para que serve e como funciona \u2013, o acesso cotidiano \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Temos assim n\u00e3o s\u00f3 um problema pedag\u00f3gico, mas tamb\u00e9m \u00e9tico e pol\u00edtico. Podemos negar \u00e0s crian\u00e7as de baixa renda o acesso? \u00c9 sobre isso que a escola de educa\u00e7\u00e3o infantil deve pensar. Telma Weisz<sup>3<\/sup>, doutora em psicologia da educa\u00e7\u00e3o, dedicando-se h\u00e1 anos \u00e0 causa da alfabetiza\u00e7\u00e3o, questiona: Ser\u00e1 que temos, novamente, mais um argumento para provar sua inferioridade (das crian\u00e7as pobres)? Vejamos, ent\u00e3o, o que se passa. Para uma crian\u00e7a caminhar em seu processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o, ela precisa pensar sobre a escrita. E para isso precisa entrar em contato com esta. Esse contato implica tanto o acesso aos portadores de textos como a atos reais de leitura e de escrita. Uma fam\u00edlia de classe m\u00e9dia compra livros de hist\u00f3ria e revistas em quadrinhos para seus filhos ainda n\u00e3o alfabetizados, freq\u00fcentemente l\u00ea para eles e realiza cotidianamente uma quantidade enorme de atos de leitura e escrita que permitem \u00e0 crian\u00e7a pensar sobre para que serve a escrita e todas as possibilidades que ela abre. As fam\u00edlias de classe m\u00e9dia ensinam seus filhos pequenos a escrever o pr\u00f3prio nome e o das outras pessoas da casa sem nenhuma preocupa\u00e7\u00e3o escolar.<\/p>\n<p>Apenas porque as crian\u00e7as se mostram interessadas. E essas se mostram interessadas porque o ato de escrever (ou ler) \u00e9 visivelmente importante no meio em que elas vivem. N\u00e3o \u00e9 de se estranhar que sejam essas as crian\u00e7as que t\u00eam bom desempenho na escola, elas j\u00e1 entram praticamente alfabetizadas. N\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m de se estranhar que as crian\u00e7as que v\u00eam de comunidades onde o jornal serve para tudo, menos para ler, onde a leitura e a escrita quase n\u00e3o fazem parte do cotidiano, onde os informantes s\u00e3o raros e inseguros, tenham hip\u00f3teses primitivas sobre a escrita. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar sobre um objeto ausente. Essas considera\u00e7\u00f5es, longe de encerrar o debate, abrem caminho para que se compreenda a quest\u00e3o da alfabetiza\u00e7\u00e3o na pr\u00e9-escola sem preconceitos e com responsabilidade.<\/p>\n<p>Leve voc\u00ea tamb\u00e9m esse debate para sua escola e participe desta se\u00e7\u00e3o enviando sua opini\u00e3o, d\u00favidas e exemplos de trabalho que se alinham com essa concep\u00e7\u00e3o. E veja a seguir um exemplo de como a alfabetiza\u00e7\u00e3o pode respeitar o jeito como as crian\u00e7as pensam.<\/p>\n<p>(Ana Lucia Bresciane, formadora do Instituto Avisa L\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Marta Kohl de Oliveira. Vigotsky \u2013 aprendizado e desenvolvimento, um processo s\u00f3cio-hist\u00f3rico, P\u00e1g. 68. Ed. Scipione.Tel.: (11) 3241-2255. Site: www.scipione.com.br , e-mail: centraldeatendimento@scipione.com.br .<br \/>\n<sup>2<\/sup>Para saber mais sobre as rela\u00e7\u00f5es entre Vigotsky, Luria e Ferreiro, leia: Acesso ao mundo da escrita: Os caminhos paralelos de Luria e Ferreiro. Maria Tereza Fraga Rocco. Cadernos de Pesquisa, 75: 25-33. &#8211; Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas.Tel: (11) 3723-3000. Site: www.fcc.org.br<br \/>\n<sup>3<\/sup>Revendo a Fun\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica da Pr\u00e9-escola, in Caderno Id\u00e9ias FDE, no 2, 1988.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre os que defendem a alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial h\u00e1 diferentes posi\u00e7\u00f5es e entre os que s\u00e3o contra tamb\u00e9m as opini\u00f5es divergem. O professor premido por concep\u00e7\u00f5es conflitantes, pela press\u00e3o das fam\u00edlias, pela a\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, sempre que pode quer refletir sobre o assunto. Por Ana Lucia Bresciane<\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":6224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1018,378],"tags":[1105,1325,555,294,21,1023],"class_list":{"0":"post-5099","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-alem-das-letras-2","8":"category-revista-avisala-17","9":"tag-revista-avisa-la-2004","10":"tag-alfabetizacao","11":"tag-ana-lucia-bresciane","12":"tag-educacao-infantil-2","13":"tag-escrita","14":"tag-reflexao","16":"post-with-thumbnail","17":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5099"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5099\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}