{"id":5078,"date":"2003-10-22T01:38:10","date_gmt":"2003-10-22T03:38:10","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5078"},"modified":"2023-03-27T17:04:50","modified_gmt":"2023-03-27T20:04:50","slug":"tudo-o-que-eu-queria-na-vida-era-ler","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-16\/tudo-o-que-eu-queria-na-vida-era-ler\/","title":{"rendered":"Tudo o que eu queria na vida era ler"},"content":{"rendered":"<h5>Casos como o que relatamos a seguir s\u00e3o muito comuns no Brasil: crian\u00e7as que freq\u00fcentam a escola por anos a fio e n\u00e3o conseguem ler nem escrever. Felizmente a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 irrevers\u00edvel. Veja o que \u00e9 poss\u00edvel fazer<\/h5>\n<div id=\"attachment_5079\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5079\" class=\"size-full wp-image-5079 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler1.jpg\" alt=\"avisala_16_ler1.jpg\" width=\"239\" height=\"313\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler1.jpg 239w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler1-229x300.jpg 229w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><p id=\"caption-attachment-5079\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Marcelo Pereira Pinto<\/p><\/div>\n<p>Fabr\u00edcio, 10 anos, aluno da quarta s\u00e9rie de uma escola p\u00fablica e do programa de a\u00e7\u00e3o complementar EGJ<sup>1<\/sup>, \u00e9 uma entre tantas crian\u00e7as brasileiras em s\u00e9ries escolares avan\u00e7adas que n\u00e3o sabem ler nem escrever. Deparei-me com esta realidade ao iniciar o trabalho nos EGJs: Rodrigo, 14 anos, Guilherme, 12 anos, J\u00e9ssica, 9 anos, Paulo, 9 anos. Crian\u00e7as espertas, sol\u00edcitas, inteligentes, todos alunos ass\u00edduos de suas escolas; no entanto, algumas n\u00e3o conheciam as letras, outras eram apenas capazes de escrever o nome. Podia-se dizer que estavam fadadas ao insucesso e a continuar na mesma condi\u00e7\u00e3o de pobreza em que viviam. N\u00e3o porque vinham de fam\u00edlias pobres, pois condi\u00e7\u00e3o social nunca foi pr\u00e9-requisito para alfabetiza\u00e7\u00e3o, mas porque n\u00e3o tiveram a sorte de encontrar em seu percurso de aprendizagem condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis ao ingresso no mundo das letras.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Incentivo \u00e0 leitura <\/strong><br \/>\nNeste contexto iniciei, juntamente com uma equipe de formadores, um trabalho de interven\u00e7\u00e3o num EGJ de um bairro perif\u00e9rico de S\u00e3o Paulo. Durante um ano desenvolvemos um projeto com o objetivo maior de despertar nos educadores o prazer e o gosto pela leitura para que ent\u00e3o pudessem propiciar \u00e0s crian\u00e7as melhores oportunidades para um contato \u00edntimo e significativo com a leitura. Articulamos a\u00e7\u00f5es de acompanhamento dos professores em encontros de forma\u00e7\u00e3o e supervis\u00e3o mensal, e a\u00e7\u00f5es junto \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do CJ na supervis\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o para a gest\u00e3o de tempo e espa\u00e7os em uma institui\u00e7\u00e3o educativa, para a aquisi\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de biblioteca circulante.<\/p>\n<p>Ao longo de um ano criamos um verdadeiro c\u00edrculo de leitores. Crian\u00e7as e educadores com livros embaixo do bra\u00e7o levando-os para casa, trocando, conversando sobre eles, visitando livrarias, foram algumas das cenas que assistimos durante aquele per\u00edodo. Cheguei a ser abordada mais de uma vez por alguns desses leitores, adulto ou crian\u00e7a, me pedindo ou cobrando um livro que fiquei de emprestar. O movimento da biblioteca, a circula\u00e7\u00e3o dos livros entre as casas e o EGJ, as conversas sobre as hist\u00f3rias e tantas outras cenas que passamos a presenciar j\u00e1 valeriam a pena pelo sentido que aquilo tudo ganhou na vida das crian\u00e7as e seus educadores. Mas n\u00e3o bastava.<\/p>\n<p><strong>No caminho da escrita<\/strong><br \/>\nNo segundo ano da forma\u00e7\u00e3o, resolvemos enfocar o conte\u00fado de escrita. Quer\u00edamos ajudar crian\u00e7as como Fabr\u00edcio que ainda n\u00e3o escreviam. Ele e muitos outros se encaixavam em algo que chamamos de crian\u00e7as copistas: copiam textos da lousa ou de livros, mas n\u00e3o fazem id\u00e9ia do que pode estar escrito. Elas v\u00eaem as letras como meros desenhos. As educadoras reconheciam e se preocupavam com seus \u201cFabr\u00edcios\u201d, mas isso n\u00e3o bastava para tir\u00e1los da condi\u00e7\u00e3o em que se encontravam. Elas precisavam saber como ajud\u00e1-los. O primeiro passo foi fazer com que as educadoras olhassem para os avan\u00e7os das crian\u00e7as e n\u00e3o para os seus d\u00e9ficits, isto \u00e9, elas deveriam ver essas crian\u00e7as e suas produ\u00e7\u00f5es com outros olhos. Isso requeria, tamb\u00e9m, uma mudan\u00e7a de postura, de seu papel: o educador n\u00e3o \u00e9 meramente transmissor de conhecimento, nem tampouco aquele que apenas contempla os sucessos e insucessos de seus alunos. Est\u00e1vamos \u00e0 busca de um educador envolvido, respons\u00e1vel, sabedor de suas obriga\u00e7\u00f5es, organizador de situa\u00e7\u00f5es planejadas, com intencionalidade em suas propostas, facilitador das aprendizagens de seus alunos. E isso custa tempo e investimento na forma\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>A partir de situa\u00e7\u00f5es de tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica dos professores, an\u00e1lise e discuss\u00e3o de atividades que eram propostas \u00e0s crian\u00e7as, fundamenta\u00e7\u00e3o da concep\u00e7\u00e3o de alfabetiza\u00e7\u00e3o e muito estudo de textos de apoio, planejamos situa\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o direta e indireta com os meninos e meninas que n\u00e3o estavam alfabetizados, tanto os de idade avan\u00e7ada como os do grupo inicial, crian\u00e7as de 6 a 8 anos. Em momentos de supervis\u00e3o pedag\u00f3gica discutia com os educadores o que se passava com cada crian\u00e7a ou grupos delas, analis\u00e1vamos suas produ\u00e7\u00f5es, planej\u00e1vamos e discut\u00edamos atividades.<\/p>\n<p>Nos momentos de encontro coletivo de forma\u00e7\u00e3o, n\u00f3s analis\u00e1vamos situa\u00e7\u00f5es que enfrentavam no dia-a-dia, aprofund\u00e1vamos as discuss\u00f5es com o estudo de textos que referenciavam a pr\u00e1tica e troc\u00e1vamos experi\u00eancias. Planejamos situa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas que envolviam a escrita a partir do conhecimento de um repert\u00f3rio de textos memorizados, leitura e atividades de escrita contextualizadas nos projetos compartilhados nos diferentes grupos de crian\u00e7as. E, por fim, planejamos agrupamentos de crian\u00e7as nas diferentes propostas que cabiam a cada um nas interven\u00e7\u00f5es. As crian\u00e7as foram nos mostrando onde est\u00e1vamos acertando e onde ainda precisar\u00edamos investir.<\/p>\n<p><strong>Os cadernos de Fabr\u00edcio<\/strong><br \/>\nE Fabr\u00edcio, como estava \u00e0quela altura, depois de tanto investimento? Lembrava-me que, na primeira vez que o vi, ele me mostrou seu caderno escolar, aquele que levava para as aulas de refor\u00e7o no EGJ, a pedido de sua educadora que queria demonstrar o quanto estava indignada. Um caderno recheado de textos copiados de livros did\u00e1ticos, com letra bonita, caprichada. Em uma das p\u00e1ginas um bilhete da professora: \u201cHoje n\u00e3o acabou a tarefa por estar desatento\u201d. Pensei: que aten\u00e7\u00e3o pode ter um garoto de sua idade diante de uma tarefa t\u00e3o sem sentido como copiar sem entender nada? Conversei com o garoto, me apresentei, contei o motivo de minha presen\u00e7a naquela institui\u00e7\u00e3o: ajudar sua educadora a pensar maneiras de auxili\u00e1-lo a aprender a ler e escrever. Expliquei que isso n\u00e3o era tarefa f\u00e1cil nem para ela nem para quem estava aprendendo.<\/p>\n<p>Conversamos n\u00f3s tr\u00eas, Fabr\u00edcio, sua educadora e eu. Contamos a ele sobre as dificuldades que enfrentamos no nosso processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o, sobre as fantasias que t\u00ednhamos, hist\u00f3rias tristes e engra\u00e7adas. S\u00f3 ent\u00e3o perguntei se sabia escrever. Ele respondeu que sim, que sabia escrever o que estava nos livros e o que a professora colocava na lousa. Perguntei se sabia ler o que estava escrito nos livros e na lousa. Responder essa pergunta foi dif\u00edcil para ele. Aquilo parecia ter tocado sua alma. Procurei confort\u00e1-lo dizendo que outras crian\u00e7as tamb\u00e9m escrevem e n\u00e3o sabem o que est\u00e3o escrevendo, que n\u00f3s o ajudar\u00edamos e, para tal, precis\u00e1vamos saber o que ele j\u00e1 sabia.<\/p>\n<p>Assim come\u00e7amos a acompanh\u00e1-lo de perto. Pedi que fizesse um \u201cescrito\u201d de sua cabe\u00e7a, n\u00e3o valia copiar e me entregasse no pr\u00f3ximo encontro, podia ser uma carta contando coisas engra\u00e7adas, ou aquilo que gostava de fazer. Quinze dias depois, quando voltei ao EGJ, Fabr\u00edcio n\u00e3o estava, mas incumbiu o coordenador de me entregar um texto escrito com muito capricho, numa folha de papel alma\u00e7o. Talvez por inseguran\u00e7a, talvez pelo desafio ter sido al\u00e9m de suas capacidades, ele n\u00e3o cumpriu nosso combinado: mais uma vez copiou um texto de um livro. Quando nos reencontramos, sem muitos rodeios, disse saber que aquele texto n\u00e3o era produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. Ponderei que talvez o que hav\u00edamos combinado fosse muito dif\u00edcil para ele naquele momento.<\/p>\n<div id=\"attachment_5080\" style=\"width: 337px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5080\" class=\"size-full wp-image-5080  \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler2.jpg\" alt=\"Fabr\u00edcio copia o texto de um livro sem ter id\u00e9ia do que est\u00e1 escrito\" width=\"327\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler2.jpg 327w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler2-300x271.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><p id=\"caption-attachment-5080\" class=\"wp-caption-text\">Fabr\u00edcio copia o texto de um livro sem ter id\u00e9ia do que est\u00e1 escrito<\/p><\/div>\n<p>Emprestei-lhe um livro, sugeri que tentasse ler, que pedisse ajuda de sua m\u00e3e ou de sua educadora, para conversarmos sobre o conte\u00fado num pr\u00f3ximo encontro. Aproveitei para dizer a ele que sua educadora iria ajud\u00e1-lo a aprender a ler e a escrever e que isso necessitava de muito empenho de ambos. E assim foi: conversas com Fabr\u00edcio, discuss\u00f5es e planejamento de atividades com a educadora, an\u00e1lise de suas produ\u00e7\u00f5es, troca de correspond\u00eancia. Quatro meses depois, promessa cumprida. Ele escreveu uma carta por conta pr\u00f3pria, sem copiar. Um texto com a letra n\u00e3o t\u00e3o caprichada, com erros ortogr\u00e1ficos, algumas palavras n\u00e3o separadas, mas era a sua produ\u00e7\u00e3o. Escreveu sobre o que gostava de fazer no EGJ, com suas id\u00e9ias.<\/p>\n<p>Aquele menino que nos primeiros dias vinha me mostrar seu caderno com um misto de receio e vergonha passou a correr atr\u00e1s de todos n\u00f3s para mostrar suas produ\u00e7\u00f5es: n\u00e3o mais c\u00f3pias, mas sim textos seus, registrados de pr\u00f3prio punho, de sua autoria. A hist\u00f3ria de Fabr\u00edcio nos mostra que ainda temos muito trabalho pela frente, mas tamb\u00e9m \u00e9 prova de que \u00e9 poss\u00edvel mudar a realidade adversa dessas crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem. Mostra que o sonho de ir al\u00e9m das letras vale a pena ser vivido.<\/p>\n<p>(Luciana Hubner, formadora do Instituto Avisa l\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Espa\u00e7o Gente Jovem \u2013 Programa de a\u00e7\u00e3o complementar \u00e0 escola da Prefeitura de S\u00e3o Paulo em conv\u00eanio com entidades sociais<\/p>\n<div id=\"attachment_5081\" style=\"width: 374px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5081\" class=\"size-full wp-image-5081 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler3.jpg\" alt=\"Fabr\u00edcio finalmente consegue escrever frases com sentido\" width=\"364\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler3.jpg 364w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_16_ler3-300x154.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/><p id=\"caption-attachment-5081\" class=\"wp-caption-text\">Fabr\u00edcio finalmente consegue escrever frases com sentido<\/p><\/div>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Iniciativa: Instituto P\u00e3o de A\u00e7\u00facar.<br \/>\nDesenvolvimento: Instituto Avisa L\u00e1 e Espa\u00e7o Gente Jovem Pe. Giuseppe Pegoraro<br \/>\ne-mail: borore@amcham.org.br<br \/>\nSite: www.cpsborore.hpg.ig.com.br<br \/>\nTel.: (11) 5528-1823<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>crian\u00e7as que freq\u00fcentam a escola por anos a fio e n\u00e3o conseguem ler nem escrever. Felizmente a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 irrevers\u00edvel.Veja o que \u00e9 poss\u00edvel fazer. Por Luciana Hubner<\/p>\n","protected":false},"author":28,"featured_media":6218,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1018,377],"tags":[1104,745,1325,228,737,54,1019,162],"class_list":{"0":"post-5078","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-alem-das-letras-2","8":"category-revista-avisala-16","9":"tag-revista-avisa-la-2003","10":"tag-acompanhamento","11":"tag-alfabetizacao","12":"tag-aprendizado","13":"tag-atencao","14":"tag-cuidados","15":"tag-dificuldade","16":"tag-luciana-hubner","18":"post-with-thumbnail","19":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5078","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/28"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5078"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5078\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5078"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5078"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5078"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}