{"id":5045,"date":"2003-04-21T23:45:03","date_gmt":"2003-04-22T02:45:03","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5045"},"modified":"2023-03-27T17:01:50","modified_gmt":"2023-03-27T20:01:50","slug":"albert-eckhout-o-contato-com-um-olhar-estrangeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/sustanca\/albert-eckhout-o-contato-com-um-olhar-estrangeiro\/","title":{"rendered":"Albert Eckhout &#8211; o contato com um olhar estrangeiro"},"content":{"rendered":"<h5>O olhar estrangeiro do mestre holand\u00eas Albert Eckhout, com seus ex\u00f3ticos tipos etnogr\u00e1ficos, e o curioso olhar das crian\u00e7as que apreciaram suas obras, em um museu do Recife, comp\u00f5em esta mat\u00e9ria<\/h5>\n<div id=\"attachment_5047\" style=\"width: 147px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5047\" class=\"size-full wp-image-5047\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca2.jpg\" alt=\"&quot;Negra&quot;, de Wallyson\" width=\"137\" height=\"220\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5047\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Negra&#8221;, de Wallyson<\/p><\/div>\n<p>Foi Portugal quem descobriu o Brasil, mas os holandeses tamb\u00e9m se interessaram por nossas terras. A Companhia das \u00cdndias Ocidentais, institui\u00e7\u00e3o holandesa respons\u00e1vel pelas navega\u00e7\u00f5es, fez muitas tentativas para se estabelecer no Brasil. Em 1637, chegou a enviar um governador, o conde Maur\u00edcio de Nassau, um homem arrojado e empreendedor, para ocupar o territ\u00f3rio Nordeste do Brasil, na regi\u00e3o onde hoje est\u00e1 o estado de Pernambuco.<!--more--><\/p>\n<p>Nessa viagem, ele trouxe consigo um grupo de pintores, desenhistas e cientistas para que registrassem imagens de nosso pa\u00eds e aspectos da vida de nosso povo. Nassau tinha a pretens\u00e3o de montar um verdadeiro invent\u00e1rio da fauna e flora brasileiras: na \u00e9poca, essa era a \u00fanica forma de mostrar aos habitantes da Holanda como era o territ\u00f3rio rec\u00e9m-ocupado, no Mundo Novo. Al\u00e9m disso, os cientistas tamb\u00e9m deveriam fazer observa\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas, reconhecimento topogr\u00e1fico da ocupa\u00e7\u00e3o e estudo das propriedades medicinais das plantas tropicais.<\/p>\n<p>Era uma verdadeira expedi\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cient\u00edfica. Albert Eckhout fez parte dessa comitiva. Viajando pelo Brasil, conheceu de perto e retratou, segundo seu olhar estrangeiro, as maravilhas brasileiras. De todos os pintores viajantes, Eckhout foi o que trabalhou com temas mais incomuns para a pintura da \u00e9poca, que em geral se preocupava com o registro preciso e detalhado de paisagens e grandes planos. Ele se concentrou nos tipos etnogr\u00e1ficos: \u00edndios tapuias, guararapes, negros e mamelucos.<\/p>\n<p>Nos cen\u00e1rios onde aparecem essas personagens, ele incluiu a fauna e flora brasileiras, um tanto ex\u00f3ticas para os europeus. Seus quadros chamam a aten\u00e7\u00e3o para a fartura que apresentam: abacaxis, melancias, maracuj\u00e1s, cocos, cajus, entre outros, \u00e0s vezes combinados com ab\u00f3boras e outros vegetais t\u00edpicos da cultura ind\u00edgena predominante naquelas terras, ou mesmo com repolhos e nabos que de brasileiros n\u00e3o tinham nada. E ainda animais, como enormes aranhas, jib\u00f3ias e tudo o mais que o pintor nunca havia visto antes.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe muito sobre sua vida fora do Brasil, o que e como ele pintava antes e depois dessa viagem. Pode at\u00e9 ser que toda a produ\u00e7\u00e3o que se conhece do pintor tenha sido realizada aqui. H\u00e1 poucos quadros que s\u00e3o atribu\u00eddos a ele, depois de sua estadia no Brasil, e, ainda assim, a autoria n\u00e3o \u00e9 certa: h\u00e1 quem afirme que, de fato, n\u00e3o s\u00e3o dele. Mas, certamente, sua obra mais importante foi realizada no Recife e em Olinda. Entre 1637 e 1644, Eckhout produziu sua principal obra: um conjunto de oito representa\u00e7\u00f5es em tamanho natural (265 x 178 cm), que obedecem a um s\u00f3 esquema estrutural: apresentam os habitantes locais, sozinhos, em p\u00e9, tendo ao fundo a paisagem e, em destaque, alguns elementos da flora e da fauna brasileiras (veja mini-p\u00f4ster). S\u00e3o retratos naturalistas marcados pelos detalhes de uma boa observa\u00e7\u00e3o etnogr\u00e1fica e zool\u00f3gica e pela exuber\u00e2ncia da bot\u00e2nica. Por outro lado, s\u00e3o tamb\u00e9m express\u00e3o de um g\u00eanero em moda na \u00e9poca, a alegoria, um modo de expressar pensamentos por meio de s\u00edmbolos, como \u00e9 o caso da \u00cdndia Tapuia, que carrega uma m\u00e3o humana e, na sacola, um p\u00e9 de cores bem contrastantes com a pele da \u00edndia, simbolizando o canibalismo que o homem branco europeu imaginava encontrar entre povos pag\u00e3os com costumes t\u00e3o diferentes.<\/p>\n<p>A cole\u00e7\u00e3o \u201cAlegoria dos Quatro Continentes\u201d, encomendada por Nassau, foi um presente muito especial para o primo, Frederico III, rei da Dinamarca. S\u00e3o representa\u00e7\u00f5es valiosas do que ele queria mostrar do Novo Mundo e, t\u00e3o impressionantes e encantadoras, que foram at\u00e9 mesmo copiadas. Dom Pedro II chegou a encomendar c\u00f3pias de seis delas, que hoje est\u00e3o guardadas no Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico Brasileiro. As obras originais pertencem ao Museu Nacional da Dinamarca. Eventualmente viajam pelo mundo. No Brasil, a rar\u00edssima oportunidade de conhecer de perto essas telas foi possibilitada aos pernambucanos: a exposi\u00e7\u00e3o esteve no Recife, de 15 de setembro a 24 de novembro de 2002. E, em S\u00e3o Paulo, de 14 de janeiro a 30 de mar\u00e7o de 2002, na Pinacoteca do Estado. Ao que tudo indica, t\u00e3o cedo essas obras n\u00e3o sair\u00e3o de novo da Dinamarca.<\/p>\n<div id=\"attachment_5048\" style=\"width: 237px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/sustanca5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5048\" class=\"size-full wp-image-5048\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/sustanca5.jpg\" alt=\"Negra - 265 x 178 cm, Museu Nacional da Dinamarca\" width=\"227\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/sustanca5.jpg 227w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/sustanca5-221x300.jpg 221w\" sizes=\"auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5048\" class=\"wp-caption-text\">Negra &#8211; 265 x 178 cm, Museu Nacional da Dinamarca<\/p><\/div>\n<p><strong>O curioso olhar das crian\u00e7as<\/strong><br \/>\nNo Recife, as crian\u00e7as conheceram as obras de Eckhout de perto. Ao voltar, encantadas com o que viram, passaram a produzir imagens, reinterpretando o olhar estrangeiro. Conhe\u00e7a detalhes dessa experi\u00eancia na entrevista da professora Rosinha<sup>1<\/sup>, orientadora do trabalho.<\/p>\n<p><strong>Por que voc\u00ea decidiu apresentar Eckhout para as crian\u00e7as? <\/strong><br \/>\nTive acesso \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o gra\u00e7as \u00e0 parceria firmada entre o Instituto Ricardo Brennand<sup>2<\/sup> e o Centro de Cultura Luiz Freire, beneficiando o projeto Brotar de capacita\u00e7\u00e3o dos educadores de creche de Olinda, Recife e Camaragibe. Percebi, ent\u00e3o, que seria uma oportunidade de reencontro das crian\u00e7as com nossa hist\u00f3ria, j\u00e1 que as obras de Eckhout foram concebidas em Pernambuco. Particularmente, por desejar desenvolver um trabalho em que as crian\u00e7as, desde cedo, tenham contato com obra de arte em seus locais expositivos. Essa foi uma experi\u00eancia embrion\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Como foi o in\u00edcio do projeto?<\/strong><br \/>\nConseguimos reprodu\u00e7\u00f5es das obras com o Instituto Ricardo Brennand, que colocou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o textos e imagens com refer\u00eancias ao Eckhout para algumas creches. Infelizmente n\u00e3o foi poss\u00edvel enviar o material para a rede municipal. Como havia muito material em revistas, jornais e na Internet, por causa do evento, orientei as professoras para criarem um acervo com esse material e trabalhar com ele. Al\u00e9m disso, orientei-as para que ficassem atentas aos outdoors espalhados pela cidade e nas chamadas da televis\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Que tipo de proposta voc\u00ea levou para que as crian\u00e7as conhecessem o artista e sua obra?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nSeguimos 6 passos:<\/p>\n<ol>\n<li>\u00a0Situar Eckhout na nossa hist\u00f3ria: usamos uma produ\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo desse momento hist\u00f3rico contado por bonecos. E tamb\u00e9m o v\u00eddeo Brasil 500 anos, produzido aqui no Recife, pelo grupo M\u00e3o Molenga, para a TV Escola. Esse v\u00eddeo foi passado em todas as creches.<\/li>\n<li>Situar as crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a Eckhout: como os dados sobre a vida de Eckhout s\u00e3o raros, decidimos que as professoras fariam conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3rias sobre o artista, com a inten\u00e7\u00e3o de aproxim\u00e1-lo ao m\u00e1ximo da crian\u00e7a, enriquecendo a narrativa.<\/li>\n<li>Situar as crian\u00e7as no ambiente em que essas obras foram criadas: os sons das matas, dos animais, os cheiros e sabores das frutas, elementos constantes nos quadros de Eckhout, foram temas de trabalho com as crian\u00e7as.<\/li>\n<li>Situar as crian\u00e7as no ambiente em que essas obras foram expostas: como o ambiente expositor tinha a proposta inicial de estar climatizado em 15 graus, temperatura praticamente desconhecida para a maioria dos recifenses, esse foi outro assunto com as crian\u00e7as. Outra preocupa\u00e7\u00e3o foi com a dimens\u00e3o do espa\u00e7o e dos quadros, para que elas n\u00e3o se sentissem inseguras ou assustadas com a mudan\u00e7a de escala a que est\u00e3o acostumadas.<\/li>\n<li>Situar as crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra: por serem muito pequenas, usei apenas a primeira opera\u00e7\u00e3o indicada por Feldman<sup>3<\/sup> para a leitura de uma obra de arte, pedindo que as crian\u00e7as descrevessem a obra em seus detalhes, chamando a aten\u00e7\u00e3o para os elementos que lhe eram familiares, como animais, frutas, cen\u00e1rios, personagens, para que assim tivessem intimidade com a obra. Sugeri que fizessem essa descri\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de brincadeiras, como \u201cadivinhem que cor tem o cachorro que estou vendo\u201d, e as crian\u00e7as deveriam procurar em qual quadro estava o cachorro e que cor tinha. Outra orienta\u00e7\u00e3o foi criar alguns brinquedos, como um quebra-cabe\u00e7a com as imagens para elas montarem. Todas as orienta\u00e7\u00f5es visavam \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o da obra pelas crian\u00e7as de uma forma l\u00fadica.<\/li>\n<li>Produ\u00e7\u00e3o: sugeri que produzissem retratos de seus amigos, de sua fam\u00edlia, de seus animais e dos frutos que t\u00eam o costume de comer. Depois, que escolhessem o quadro que mais chamou a sua aten\u00e7\u00e3o e o recriassem. Sugeri, ainda, uma produ\u00e7\u00e3o antes da visita \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o e outra depois.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>O que mais impressionou as crian\u00e7as no trabalho do artista?<\/strong><br \/>\nAlguns detalhes da obra de Eckhout chamaram a aten\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/p>\n<ol>\n<li>A nudez das figuras.<\/li>\n<li>Os detalhes das frutas.<\/li>\n<li>O c\u00e9u sempre nublado nas naturezas mortas, o que n\u00e3o condiz com o c\u00e9u de Pernambuco.<\/li>\n<li>O ind\u00edcio de canibalismo na mulher tapuia.<\/li>\n<li>As roupas da mulher mameluca.<\/li>\n<li>A dan\u00e7a tapuia.<\/li>\n<li>As dimens\u00f5es dos quadros.<\/li>\n<li>As tape\u00e7arias.<\/li>\n<li>O kinesc\u00f3pio<sup>4<\/sup> com as imagens da dan\u00e7a tapuia.<\/li>\n<\/ol>\n<p><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5049\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca1.jpg\" alt=\"avisala_14_sustanca1\" width=\"177\" height=\"237\" \/><\/a><br \/>\n<strong>O que voc\u00ea acha que foi um ganho para as crian\u00e7as?<\/strong><br \/>\nA maioria das crian\u00e7as nunca tinha ido a um local de exposi\u00e7\u00e3o ou visto uma obra de arte ao vivo. Essa viv\u00eancia tem estimulado as crian\u00e7as a pedir para fazer outras visitas. O contato com esse momento da hist\u00f3ria de Pernambuco e sua liga\u00e7\u00e3o com as artes pl\u00e1sticas tamb\u00e9m foi um ganho n\u00e3o s\u00f3 para as crian\u00e7as, como para todas as pessoas que estiveram envolvidas com o projeto.<\/p>\n<p>Em uma das unidades da Prefeitura, ficou evidente para a professora D\u00f3ris a vantagem da ida ao museu. Ela afirma que o envolvimento e a apropria\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as que foram \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o visivelmente maiores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as que trabalharam apenas com as reprodu\u00e7\u00f5es em sala de aula.<\/p>\n<p><strong>O que foi mais significativo para voc\u00ea?<\/strong><br \/>\nO movimento e o interesse das professoras para que as crian\u00e7as tivessem acesso \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o. Como o evento inicialmente n\u00e3o contava com esse p\u00fablico infantil, e pelo excesso de demanda, n\u00e3o havia espa\u00e7o na agenda das visitas e nem transporte. Houve um momento em que achamos que n\u00e3o conseguir\u00edamos ser bem-sucedidos. Foi muito legal o empenho que as professoras tiveram para garantir que as crian\u00e7as n\u00e3o ficassem de fora da experi\u00eancia. Al\u00e9m disso, ter not\u00edcias de como elas se tornaram mais sens\u00edveis para as artes pl\u00e1sticas \u00e9 motivo que me leva a achar que vale a pena um trabalho como esse. \u00c9 a consci\u00eancia da import\u00e2ncia e da necessidade de um trabalho de \u201calfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d visual come\u00e7ando desde cedo.<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Rosinha \u2013 Ros\u00e2ngela Maria de Queiroz Bezerra, formadora da equipe de educa\u00e7\u00e3o do Centro de Cultura Luiz Freire. Projeto Brotar e Prefeitura do Recife.<br \/>\n<sup>2<\/sup>Ricardo Brennand \u00e9 um colecionador que construiu um castelo medieval para abrigar sua cole\u00e7\u00e3o particular e exposi\u00e7\u00f5es como a de Eckhout.<br \/>\n<sup>3<\/sup>FELDMAN, Edmund Burke, Becoming Human Through Art; A esthetic experience in the school. Prentice-Hall International, Inc. London; 1970.<br \/>\n<sup>4<\/sup>Kinesc\u00f3pio \u2013 Sala em que o visitante, por meio de recursos audiovisuais, apreciava imagens de dan\u00e7as ind\u00edgenas contempor\u00e2neas e dan\u00e7as do cotidiano urbano ao som de m\u00fasicas de Chico Science.<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong>Mestre Eckhout virtual<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_5050\" style=\"width: 209px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5050\" class=\"size-full wp-image-5050\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca4.jpg\" alt=\"Kaique\" width=\"199\" height=\"229\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-5050\" class=\"wp-caption-text\">Kaique<\/p><\/div>\n<p>Nada substitui uma visita ao museu para apreciar os quadros originais. N\u00e3o h\u00e1 reprodu\u00e7\u00e3o no mundo capaz de transmitir o mesmo calor, a mesma vibra\u00e7\u00e3o das cores, a impress\u00e3o que o tamanho das obras nos causa e a emo\u00e7\u00e3o de ver de perto obras t\u00e3o especiais, antigas, portadoras de tanta hist\u00f3ria. Mas, para quem quiser saber um pouco mais sobre a hist\u00f3ria de tais obras, informar-se sobre algum artista ou movimento antes de apreciar uma mostra, pode consultar outras fontes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos livros de arte, encontrados nas boas livrarias, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel consultar sobre o assunto na rede. Dos sites especializados, h\u00e1 um especialmente importante: a Enciclop\u00e9dia de Artes Visuais, que re\u00fane os principais artistas e movimentos da hist\u00f3ria da arte brasileira. Uma r\u00e1pida pesquisa permite visualizar obras de Albert Eckhout e outros artistas viajantes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel obter biografias, cronologia de trabalho, alguns textos cr\u00edticos e outros de contexto hist\u00f3rico e jogos de mem\u00f3ria a partir de algumas imagens criteriosamente selecionadas. Todas as obras s\u00e3o acompanhadas de fichas t\u00e9cnicas precisas. Imperd\u00edvel! www.itaucultural.com.br<\/p>\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O Brasil dos Viajantes.Ana Maria Belluzzo. Museu de Arte de S\u00e3o Paulo.Metalivros. Lojinha do Masp:Tel.: (11) 5085-1300<\/li>\n<li>Dicion\u00e1rio das artes pl\u00e1stica no Brasil. Roberto Pontual. Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/li>\n<li>Hist\u00f3ria geral da arte no Brasil.Walter Zanini (org.) Instituto Walther Moreira Salles. Tel.: (11) 3825-2560 &#8211; Site: www.ims.com.br<\/li>\n<li>\u0001Cadernos de Hist\u00f3ria do Brasil. Instituto Cultural Ita\u00fa. Material dispon\u00edvel para consulta no local.Tel.: (11) 3268-1700<\/li>\n<\/ul>\n<p><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5051\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca3.jpg\" alt=\"avisala_14_sustanca3\" width=\"405\" height=\"175\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca3.jpg 405w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_14_sustanca3-300x129.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista com Rosangela Bezerra sobre o curioso olhar das crian\u00e7as que apreciaram as obras do mestre holand\u00eas Albert Eckhout, com seus ex\u00f3ticos tipos etnogr\u00e1ficos, em um museu do Recife <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1975,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[375,27],"tags":[1104,1012,28,196,65,68,161,1011,1013],"class_list":{"0":"post-5045","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-14","8":"category-sustanca","9":"tag-revista-avisa-la-2003","10":"tag-albert-eckhout","11":"tag-arte","12":"tag-cultura","13":"tag-museu","14":"tag-observacao","15":"tag-olhar","16":"tag-rosangela-bezerra","17":"tag-visita","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5045"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5045\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1975"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}