{"id":5000,"date":"2007-04-19T10:30:21","date_gmt":"2007-04-19T13:30:21","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5000"},"modified":"2023-03-27T18:45:43","modified_gmt":"2023-03-27T21:45:43","slug":"redescobrir-o-lugar-da-leitura-na-escola","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-30\/redescobrir-o-lugar-da-leitura-na-escola\/","title":{"rendered":"Redescobrir o lugar da leitura na escola"},"content":{"rendered":"<h5>Um diagn\u00f3stico inicial sobre a situa\u00e7\u00e3o de leitura nas escolas municipais levou a equipe t\u00e9cnica da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Umuarama, no Paran\u00e1, a repensar a forma\u00e7\u00e3o dos coordenadores pedag\u00f3gicos<\/h5>\n<div id=\"attachment_5003\" style=\"width: 147px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5003\" class=\"size-full wp-image-5003 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao1.jpg\" alt=\"M\u00e3e e filha encantadas com a leitura de um livro durante a inaugura\u00e7\u00e3o da Biblioteca Gerdau\" width=\"137\" height=\"258\" \/><p id=\"caption-attachment-5003\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e3e e filha encantadas com a leitura de um livro durante a inaugura\u00e7\u00e3o da Biblioteca Gerdau<\/p><\/div>\n<p>Com o apoio do Programa Al\u00e9m das Letras<sup>1<\/sup>, iniciamos em 2006 um projeto de forma\u00e7\u00e3o de coordenadores pedag\u00f3gicos para implanta\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas de leitura nas escolas de Ensino Fundamental e de Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Elaboramos um diagn\u00f3stico da situa\u00e7\u00e3o de leitura dos professores e dos alunos nas s\u00e9ries iniciais. Ficamos perplexas com os resultados descritos, pois pens\u00e1vamos que, com os cursos e as forma\u00e7\u00f5es anteriores, a import\u00e2ncia da leitura para a inser\u00e7\u00e3o plena na cultura escrita estivesse internalizada. Mas que decep\u00e7\u00e3o: a leitura, na verdade, estava sendo realizada, na maioria das vezes, apenas como instrumento para o desenvolvimento da escrita e muito pouco com a finalidade de desenvolver pr\u00e1ticas com prop\u00f3sitos expl\u00edcitos como buscar informa\u00e7\u00e3o, estudar ou, ainda, pelo prazer liter\u00e1rio, como acontece fora da escola.<!--more--><\/p>\n<p>Entendemos que isso ocorre devido a uma concep\u00e7\u00e3o de ensino tradicional que sempre pautou a leitura por uma vis\u00e3o t\u00e9cnico -instrumental, preocupada apenas com a decifra\u00e7\u00e3o e uma interpreta\u00e7\u00e3o \u00fanica dos textos, autorizada pelo professor. A falta de intimidade de muitos professores com a leitura tamb\u00e9m contribui para que esse objeto cultural tenha uma vers\u00e3o empobrecida no ensino.<\/p>\n<p>No diagn\u00f3stico, pudemos constatar que os professores alegavam muitos motivos para eles e os alunos n\u00e3o lerem: falta de h\u00e1bito, custo dos livros, falta de tempo, inexist\u00eancia de livros nas escolas. Como conseq\u00fc\u00eancias da aus\u00eancia ou inadequa\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas de leitura na sala de aula, poucos alunos demonstraram intimidade com a linguagem usada nos textos. A maioria n\u00e3o se apropriou da linguagem dos livros ao escrever seus pr\u00f3prios textos ou, mesmo, n\u00e3o incorporou, na linguagem oral, express\u00f5es advindas da cultura escrita.<\/p>\n<p>Com o objetivo de iniciar um processo de forma\u00e7\u00e3o visando rever essa situa\u00e7\u00e3o na rede, investigamos tamb\u00e9m a estrutura destinada ao estudo do professor e constatamos que havia impeditivos que precisariam ser discutidos, tais como: o hor\u00e1rio da forma\u00e7\u00e3o (que acontecia fora da jornada de trabalho), a resist\u00eancia de alguns professores ao estudo, a necessidade de dar novo conceito ao papel da leitura dentro da escola. Um investimento na reflex\u00e3o sobre as pr\u00e1ticas de sala de aula \u2013 a tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica \u2013 tamb\u00e9m se mostrou imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>Uma forma\u00e7\u00e3o continuada voltada diretamente para o conte\u00fado da leitura deveria mostrar qual o papel da escola na constru\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios competentes da leitura e da escrita. Essa seria uma forma de ampliar o leque de possibilidades para apresentar a cada aluno caminhos que atendam o que ele deseja e, ao mesmo tempo, o levem para novos mundos.<\/p>\n<div id=\"attachment_5004\" style=\"width: 303px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5004\" class=\"size-full wp-image-5004 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao2.jpg\" alt=\"Encontro de forma\u00e7\u00e3o (fotos: equipe pedag\u00f3gica \u2013 SME de Umuarama)\" width=\"293\" height=\"202\" \/><p id=\"caption-attachment-5004\" class=\"wp-caption-text\">Encontro de forma\u00e7\u00e3o (fotos: equipe pedag\u00f3gica \u2013 SME de Umuarama)<\/p><\/div>\n<p><strong>In\u00edcio dos encontros<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s an\u00e1lise coletiva do diagn\u00f3stico, iniciamos os encontros de forma\u00e7\u00e3o com os coordenadores pedag\u00f3gicos. A partir das necessidades apontadas, a equipe t\u00e9cnica decidiu que o foco do trabalho de forma\u00e7\u00e3o, nesse primeiro momento, seria a discuss\u00e3o sobre as pr\u00e1ticas de leitura dentro e fora da escola e o desenvolvimento de comportamentos leitores.<\/p>\n<p>Em um dos encontros de forma\u00e7\u00e3o, propusemos o estudo coletivo do texto \u201cApontamentos a partir da perspectiva curricular\u201d<sup>2<\/sup> e percebemos que, mesmo com os questionamentos feitos e as explica\u00e7\u00f5es dadas, os coordenadores tiveram dificuldades em entender o texto.<\/p>\n<blockquote><p>Uma boa observa\u00e7\u00e3o de voc\u00eas. Isso indica que voc\u00eas precisar\u00e3o daqui para frente planejar orienta\u00e7\u00f5es mais pontuais aos coordenadores, ou seja, solicitar que grifem partes relevantes do texto, que anotem as id\u00e9ias principais contidas em cada subt\u00edtulo, ou que fa\u00e7am perguntas ao texto, enfim, que desenvolvam procedimentos de estudo ao ler. Podemos ampliar essas sugest\u00f5es no decorrer das pautas, ok?<sup>3<\/sup> (Cristiane Pelissari, Consultora do Programa Al\u00e9m das Letras)<\/p><\/blockquote>\n<p>Deixamos como tarefa para os coordenadores realizar a leitura da parte do texto que n\u00e3o foi lida durante o encontro e tamb\u00e9m o registro da rotina que cada um desenvolve na escola. Com essa segunda tarefa, nosso objetivo era desencadear uma discuss\u00e3o que pudesse colocar o papel do coordenador pedag\u00f3gico em foco. No encontro seguinte foi retomado o texto \u201cApontamentos a partir da perspectiva curricular\u201d, e apresentadas quest\u00f5es para auxiliar as reflex\u00f5es das principais partes lidas:<\/p>\n<ul>\n<li>Quais s\u00e3o os problemas curriculares enfrentados pelas escolas? Ao organizar a proposta pedag\u00f3gica, repensamos os conte\u00fados do curr\u00edculo escolar contidos nela?<\/li>\n<li>De quem \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de prescrever o curr\u00edculo escolar?<\/li>\n<li>De quem \u00e9 a fun\u00e7\u00e3o de analis\u00e1-lo se est\u00e1 ou n\u00e3o adequado ao processo ensino-aprendizagem que a escola precisa desenvolver?<\/li>\n<li>Como foi que unicamente a escrita foi transformada em objeto de ensino? Como foi que a leitura se distanciou dos curr\u00edculos escolares e da escola? (Cartilha, superestruturas gramaticais, leitura como objeto de decodifica\u00e7\u00e3o, conte\u00fados fragmentados, desmanche da leitura, atividade pela atividade, ensino de conte\u00fados verbalizados).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sentimos que, da maneira como o texto foi retomado, os coordenadores ficaram mais seguros em rela\u00e7\u00e3o ao seu conte\u00fado e assim puderam sanar eventuais d\u00favidas. O prosseguimento da leitura ficou mais f\u00e1cil e desencadeou reflex\u00f5es acerca de algumas quest\u00f5es importantes:<\/p>\n<ul>\n<li>A escola deve decidir quais conte\u00fados ensinar?<\/li>\n<li>Como s\u00e3o nossas pr\u00e1ticas de leitura \u2013 mais intensivas ou mais extensivas?<\/li>\n<li>O que podemos entender por pr\u00e1ticas de leitura e comportamento leitor?<\/li>\n<li>\u00c9 imprescind\u00edvel construir condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas favor\u00e1veis para o desenvolvimento dessas pr\u00e1ticas. O que essa afirmativa quer dizer?<\/li>\n<li>Aprende-se a ler lendo e a aprende-se a escrever escrevendo. O que e como \u00e9 que se est\u00e1 ensinando a ler e escrever na escola?<\/li>\n<li>Quais s\u00e3o as tens\u00f5es e paradoxos que a escola enfrenta quanto ao desenvolvimento de comportamentos leitores?<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Revendo conceitos<\/strong><br \/>\nEm seguida, retomamos o quadro coletivo de pr\u00e1ticas de leitura e suas finalidades realizadas anteriormente, lan\u00e7ando as seguintes quest\u00f5es para reflex\u00e3o do grupo:<\/p>\n<ul>\n<li>Pensando nas pr\u00e1ticas de leitura propostas pelos professores, que tipo de an\u00e1lise \u00e9 poss\u00edvel fazer?<\/li>\n<li>O que queremos que os alunos aprendam nas situa\u00e7\u00f5es de leitura?<\/li>\n<li>O que os alunos podem aprender quando o professor l\u00ea em voz alta para eles?<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>Em seus textos, Delia Lerner<sup>4<\/sup> costuma diferenciar (didaticamente apenas, pois essas a\u00e7\u00f5es acontecem simultaneamente nos atos de leitura) estas tr\u00eas dimens\u00f5es nas pr\u00e1ticas de leitura:<\/p>\n<ul>\n<li>Comportamento leitor \u2013 o que os leitores fazem: comentar, recomendar, compartilhar, antecipar, reler um trecho para estabelecer rela\u00e7\u00e3o com o anterior, saltar o que n\u00e3o se entende para buscar significado mais adiante, etc.<\/li>\n<li>Prop\u00f3sito \u2013 a necessidade que move o ato de ler: ler para se divertir, ler para estudar, ler para buscar uma informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, etc.<\/li>\n<li>Modalidade de leitura \u2013 a forma de fazer a leitura de acordo com o prop\u00f3sito que se tem: leitura explorat\u00f3ria, exaustiva, pausada, descompromissada, cuidadosa, etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00c9 importante que, gradativamente, com os estudos e as situa\u00e7\u00f5es- problema que propomos na forma\u00e7\u00e3o aos coordenadores, eles percebam esses aspectos. (Cristiane Pelissari)<\/p><\/blockquote>\n<p>Sobre o comportamento leitor, a formadora acrescentou que o mesmo precisa ser ensinado, porque \u00e9 um conte\u00fado. \u00c9 imprescind\u00edvel construir condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas favor\u00e1veis para o desenvolvimento dessas pr\u00e1ticas. \u00c9 necess\u00e1rio tratar os alunos como leitores e escritores plenos.<\/p>\n<p><strong>O papel do coordenador<\/strong><br \/>\nNa segunda parte do encontro, durante uma discuss\u00e3o sobre as compet\u00eancias de coordenador, propusemos a seguinte pergunta para desencadear reflex\u00f5es sobre o papel do coordenador: Em que situa\u00e7\u00e3o o coordenador se v\u00ea como formador na escola?<\/p>\n<p>As respostas obtidas foram: no aux\u00edlio ao professor na hora atividade; na elabora\u00e7\u00e3o da proposta pedag\u00f3gica; nas orienta\u00e7\u00f5es do processo ensino-aprendizagem; na elabora\u00e7\u00e3o de projetos, etc.<\/p>\n<div id=\"attachment_5005\" style=\"width: 197px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5005\" class=\"size-full wp-image-5005 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao5.jpg\" alt=\"Roberto, 3 anos, na Biblioteca Muncipal da escola Paulo Freire\" width=\"187\" height=\"270\" \/><p id=\"caption-attachment-5005\" class=\"wp-caption-text\">Roberto, 3 anos, na Biblioteca Muncipal da escola Paulo Freire<\/p><\/div>\n<p>Ap\u00f3s essa discuss\u00e3o, retomamos a rotina de trabalho pedag\u00f3gico registrada pelos coordenadores, a fim de refletir e confrontar o que fazem como formadores. Alguns pontos ajudaram a guiar nossas reflex\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li>A\u00e7\u00f5es que realmente s\u00e3o da compet\u00eancia do coordenador pedag\u00f3gico.<\/li>\n<li>A\u00e7\u00f5es que s\u00e3o de sua compet\u00eancia, mas n\u00e3o s\u00e3o desempenhadas.<\/li>\n<li>A\u00e7\u00f5es que desempenham, mas n\u00e3o s\u00e3o de sua compet\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os coordenadores tiveram, a partir dessa reflex\u00e3o, mais clareza do que fazem e conclu\u00edram que realizam muitas a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o fazem parte de seu papel, porque na escola n\u00e3o h\u00e1 quem fa\u00e7a (levar a crian\u00e7a ao dentista ou ao posto de sa\u00fade, por exemplo). Esta \u00e9 mais uma quest\u00e3o de estrutura e funcionamento das escolas e da rede. Foram ent\u00e3o elencadas compet\u00eancias, ou seja, atitudes e procedimentos que precisam ser desenvolvidos pelo formador, que s\u00e3o fundamentais para sua qualifica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Planejar e coordenar o trabalho de forma\u00e7\u00e3o de professores, isto \u00e9, as situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem que a eles ser\u00e3o propostas.<\/li>\n<li>Acompanhar e monitorar o percurso pessoal de aprendizagem dos professores.<\/li>\n<li>Identificar as diferentes necessidades de forma\u00e7\u00e3o do grupo e propor encaminhamentos que favore\u00e7am o avan\u00e7o de todos.<\/li>\n<li>Criar contextos favor\u00e1veis \u00e0 aprendizagem e situa\u00e7\u00f5es desafiadoras para a forma\u00e7\u00e3o dos professores.<\/li>\n<li>Favorecer o trabalho cooperativo.<\/li>\n<li>Participar ativamente do projeto de forma\u00e7\u00e3o que est\u00e1 vinculado \u00e0 diretoria de educa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Utilizar novas tecnologias.<\/li>\n<li>Enfrentar os deveres e os dilemas \u00e9ticos da profiss\u00e3o.<\/li>\n<li>Administrar a pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/li>\n<li>Responsabilizar-se tamb\u00e9m pela aprendizagem dos alunos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Planejamento coletivo<\/strong><br \/>\nA sistem\u00e1tica do Programa Al\u00e9m das Letras pressup\u00f5e que o coordenador pedag\u00f3gico necessita de um espa\u00e7o para discutir as a\u00e7\u00f5es que desenvolver\u00e1 com os professores de sua escola. Portanto, em cada encontro de forma\u00e7\u00e3o reservamos um tempo para o planejamento coletivo da pauta que ser\u00e1 realizada na unidade escolar. Em um dos encontros, introduzimos a quest\u00e3o da problematiza\u00e7\u00e3o, ou o trabalho com uma situa\u00e7\u00e3o-problema na forma\u00e7\u00e3o. Fizemos a seguinte pergunta: Em uma perspectiva construtivista, como o indiv\u00edduo aprende?<\/p>\n<p>As respostas dos coordenadores foram as mais variadas: refletindo, errando, pesquisando, construindo, fazendo, buscando conhecimento, etc. Ent\u00e3o, podemos concluir que a pauta a ser planejada deve promover reflex\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e pesquisa. O trabalho com uma situa\u00e7\u00e3o-problema visa criar um contexto para que os coordenadores sintam pessoalmente como \u00e9 esta estrat\u00e9gia metodol\u00f3gica para que possam us\u00e1-la com seus professores, e esses com seus alunos, em um movimento de homologia de processos<sup>5<\/sup>.<\/p>\n<blockquote><p>A melhor forma de ensinar os coordenadores a trabalhar com estrat\u00e9gias de forma\u00e7\u00e3o mais eficazes \u00e9 utilizar essas estrat\u00e9gias nas pautas que voc\u00eas, formadoras da Equipe T\u00e9cnica, planejam. \u00c9 permitir que os coordenadores testemunhem essas estrat\u00e9gias ao vivo e a cores. Voc\u00eas, formadoras, representam um novo modelo de forma\u00e7\u00e3o. (Cristiane Pelissari)<\/p><\/blockquote>\n<p>Ao t\u00e9rmino da elabora\u00e7\u00e3o do planejamento, sentimos que os coordenadores ficaram mais seguros quanto \u00e0 forma de desenvolver a forma\u00e7\u00e3o. Comentaram que planejar a pauta conjuntamente fica mais f\u00e1cil do que fazer individualmente. Muitos ficaram entusiasmados para come\u00e7ar o quanto antes a forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<blockquote><p>Isso mesmo! Assim como os professores, os coordenadores tamb\u00e9m s\u00e3o sujeitos em forma\u00e7\u00e3o e t\u00eam direito ao aprendizado profissional. Eles gostaram porque est\u00e3o se sentindo respeitados, cuidados, valorizados em sua fun\u00e7\u00e3o. Invistam nesse momento. Dediquem um tempo da pauta ao relato dos coordenadores sobre suas a\u00e7\u00f5es na escola; como t\u00eam desenvolvido o trabalho cotidiano; quais as principais d\u00favidas, quais as solu\u00e7\u00f5es encontradas. Cristiane Pelissari<\/p><\/blockquote>\n<p><strong><br \/>\nResultados finais<\/strong><br \/>\nO projeto de forma\u00e7\u00e3o dos coordenadores pedag\u00f3gicos seguiu esse ritmo por mais 11 encontros \u2013 sempre com a preocupa\u00e7\u00e3o de reconceitualizar o ensino da leitura, redefinir o papel do coordenador e aprofundar a discuss\u00e3o sobre estrat\u00e9gias metodol\u00f3gicas de forma\u00e7\u00e3o. Durante todo o tempo, a consultora do Al\u00e9m das Letras auxiliou no trabalho, lendo as pautas com anteced\u00eancia, analisando os relat\u00f3rios, sugerindo v\u00eddeos e textos, fazendo devolutivas. Os resultados do processo n\u00e3o tardaram a aparecer, as dificuldades iniciais foram sendo superadas \u00e0 medida que nos aprofund\u00e1vamos nos estudos. Essas conquistas comprovaram a necessidade de aprimoramento constante num processo de forma\u00e7\u00e3o, ainda que no \u00edntimo tenhamos muitas d\u00favidas e incertezas. Em rela\u00e7\u00e3o ao processo formativo, tivemos conquistas como:<\/p>\n<ul>\n<li>A incorpora\u00e7\u00e3o de toda a Rede Municipal de Ensino no projeto;<\/li>\n<li>A mudan\u00e7a da atua\u00e7\u00e3o dos coordenadores pedag\u00f3gicos nas escolas;<\/li>\n<li>A participa\u00e7\u00e3o de diretores na forma\u00e7\u00e3o como parceiros dos coordenadores pedag\u00f3gicos;<\/li>\n<li>O despertar dos coordenadores pedag\u00f3gicos para seu papel de formador;<\/li>\n<li>Realizar a forma\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria escola, com seu grupo de professores, permitindo com isso a discuss\u00e3o de assuntos pertinentes \u00e0 sua realidade educativa;<\/li>\n<li>O trabalhar com a tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, exercitando a reflex\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3prio processo de aprendizagem de leitura, importantes conquistas tamb\u00e9m aconteceram:<\/p>\n<ul>\n<li>Entender que a leitura \u00e9 um conte\u00fado a ser ensinado;<\/li>\n<li>Que a leitura traz significados importantes \u00e0 nossa exist\u00eancia;<\/li>\n<li>Que a leitura feita em voz alta facilita a compreens\u00e3o da complexidade da l\u00edngua;<\/li>\n<li>Professor como refer\u00eancia leitora;<\/li>\n<li>Saber que comportamento leitor se ensina;<\/li>\n<li>Desenvolvimento de comportamentos leitores pelos alunos;<\/li>\n<li>As bibliotecas passaram a ser mais visitadas;<\/li>\n<li>A compreens\u00e3o de que os livros lidos n\u00e3o t\u00eam que se adequar \u00e0 idade das crian\u00e7as;<\/li>\n<li>Aprender a ler obras genuinamente liter\u00e1rias;<\/li>\n<li>Amplia\u00e7\u00e3o da leitura por meio da diversidade textual;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Perceber que na escola tamb\u00e9m se pode ler por prazer. Com essas conquistas, passamos a acreditar que um maior interesse do professor pelo livro, pela leitura, pelos autores, pelo pensamento facilitar\u00e1 o encaminhamento do gosto pela leitura nos alunos. Sem procedimentos adequados de leitura, n\u00e3o somos profissionais competentes e n\u00e3o teremos como resistir ao des\u00e2nimo e ao desencanto \u2013 sempre t\u00e3o presentes em nosso cotidiano.<\/p>\n<p>(Artigo escrito com base nos relat\u00f3rios e s\u00ednteses das educadoras da Equipe Pedag\u00f3gica da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Umuarama-PR)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup> O Programa Al\u00e9m das Letras \u00e9 uma iniciativa do Instituto Avisa L\u00e1, do Instituto Raz\u00e3o Social e do Grupo Gerdau, com o apoio da Avina, Unicef, Unesco, Undime, Ashoka e MBC. \u00c9 composto de uma premia\u00e7\u00e3o e de uma rede de formadores, que conta tamb\u00e9m com a tecnologia da IBM, por meio da iniciativa Reinventando a Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Ler e Escrever na Escola \u2013 O Real, o Poss\u00edvel e o Necess\u00e1rio, Delia Lerner. Editora Artmed.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>No decorrer do texto, aparecem em destaque trechos das devolutivas elaboradoras por Cristiane Pelissari, consultora do Programa Al\u00e9m das Letras, \u00e0 equipe pedag\u00f3gica da Secretaria.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup>Pesquisadora na Did\u00e1tica da Leitura e Escrita e docente do curso de Letras na Universidade de Buenos Aires.<\/p>\n<p><sup>5<\/sup>Na homologia de processos, \u00e9 preciso distinguir as fun\u00e7\u00f5es invariantes e as estruturas vari\u00e1veis do desenvolvimento mental, para que n\u00e3o se corra o risco de infantilizar de nenhum modo as professoras. Entre o trabalho com crian\u00e7as e o trabalho com adultos h\u00e1 aspectos que se conservam, que s\u00e3o invariantes (princ\u00edpios, atitudes, concep\u00e7\u00f5es, etc.) e h\u00e1 elementos que se transformam em fun\u00e7\u00e3o das diferen\u00e7as \u00f3bvias de capacidade e estruturas cognitivas de cada momento do desenvolvimento humano. In, Era assim, agora n\u00e3o&#8230; uma proposta de forma\u00e7\u00e3o de leigos. Regina Scarpa. Ed. Casa do Psic\u00f3logo<\/p>\n<div id=\"attachment_5006\" style=\"width: 365px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5006\" class=\"size-full wp-image-5006 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao4.jpg\" alt=\"Coordenadores e diretores das escolas municipais durante encontro de forma\u00e7\u00e3o\" width=\"355\" height=\"188\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao4.jpg 355w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao4-300x158.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><p id=\"caption-attachment-5006\" class=\"wp-caption-text\">Coordenadores e diretores das escolas municipais durante encontro de forma\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<h4>Um lugar ensolarado<\/h4>\n<p>A cidade de Umuarama foi colonizada pela Companhia Melhoramentos Norte do Paran\u00e1, em 1955. O nome \u00e9 origin\u00e1rio de um verbete da linguagem tupi-guarani que significa: um lugar ensolarado, alto, de bom clima para encontro de amigos. A primeira forma, originada da l\u00edngua tupi-guarani, foi Emburama, de mbu, lugar, claridade, dia de sol; ama, sufixo com id\u00e9ia coletiva. O voc\u00e1bulo transformou-se em Umuarama, que quer dizer a mesma coisa. A cidade est\u00e1 localizada a mais ou menos 600km de Curitiba e \u00e9 hoje uma das maiores cidades do Estado do Paran\u00e1, com uma popula\u00e7\u00e3o aproximada de 10.000 habitantes.<\/p>\n<p>Saiba mais no site: www.umuarama.pr.gov.br. Fonte: Grande Dicion\u00e1rio Etimol\u00f3gico-Pros\u00f3dico da L\u00edngua Portuguesa, volume IX, terceira edi\u00e7\u00e3o de 1976, Francisco da Silveira Bueno, Ed. Saraiva.<\/p>\n<div id=\"attachment_5007\" style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5007\" class=\"size-full wp-image-5007 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao3.jpg\" alt=\"Atividade em sala de aula\" width=\"244\" height=\"219\" \/><p id=\"caption-attachment-5007\" class=\"wp-caption-text\">Atividade em sala de aula<\/p><\/div>\n<h4>Leitura em voz alta<\/h4>\n<p>Com freq\u00fc\u00eancia, alguns pais l\u00eaem contos para seus filhos, com o objetivo de entret\u00ea-los, por exemplo, antes de dormir. Por\u00e9m, a leitura pode ter tamb\u00e9m prop\u00f3sitos concomitantes de aprendizagem, alguns de sentido amplo, como ficar habituado ao estilo formal da linguagem escrita, e outros mais anal\u00edticos, como reproduzir o discurso direto dos personagens ou aprender um vocabul\u00e1rio novo.<\/p>\n<p>Embora haja discuss\u00e3o sobre as excessivas generaliza\u00e7\u00f5es que se possam fazer a partir das experi\u00eancias que s\u00e3o pr\u00f3prias de fam\u00edlias de classe m\u00e9dia, v\u00e1rios autores assinalam que h\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre meninos e meninas segundo tenham ou n\u00e3o participado nesse tipo de atividade. Essas diferen\u00e7as poderiam ter conseq\u00fc\u00eancias na prepara\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as para a aprendizagem escolar. Nessas situa\u00e7\u00f5es de leitura em voz alta, muitos adultos favorecem atividades participativas estabelecendo um di\u00e1logo com o menino e a menina. Na leitura dial\u00f3gica, os adultos aumentam suas perguntas e solicitam respostas das crian\u00e7as al\u00e9m da simples leitura do texto.<\/p>\n<p>As oportunidades de escutar e participar em leituras dial\u00f3gicas fazem parte de um contexto de aprendizagem. Por exemplo, gra\u00e7as a ter participado em situa\u00e7\u00f5es de intera\u00e7\u00e3o com leitura de livros, os meninos e as meninas podem aprender um vocabul\u00e1rio novo. Alguns estudos mostraram que os livros cont\u00eam 50% mais palavras n\u00e3o familiares e de dif\u00edcil compreens\u00e3o do que as conversas ou os programas de televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando os adultos l\u00eaem livros, usam muito mais palavras n\u00e3o familiares do que na conversa\u00e7\u00e3o. Outros estudos examinam o crescimento do l\u00e9xico, assinalando que, se os meninos e as meninas aprendem aproximadamente cinco palavras novas por dia, entre os quatro e cinco anos, duas das cinco podem vir da leitura de contos. Isto \u00e9, a leitura \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o fundamental para o aumento do vocabul\u00e1rio.<\/p>\n<p>E tem import\u00e2ncia n\u00e3o apenas porque se conhecem mais palavras, mas porque os meninos e as meninas familiarizados com o vocabul\u00e1rio dos livros melhoram a compreens\u00e3o dos textos.<\/p>\n<p>(Fonte: Contextos de alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial. Ana Teberosky, Marta Raler Gaelart e colaboradores, Ed. Artmed. Tel.: 0800 703 3444)<\/p>\n<div id=\"attachment_5008\" style=\"width: 365px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5008\" class=\"size-full wp-image-5008 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao6.jpg\" alt=\"Momento de estudo\" width=\"355\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao6.jpg 355w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao6-300x180.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><p id=\"caption-attachment-5008\" class=\"wp-caption-text\">Momento de estudo<\/p><\/div>\n<h4>Uma boa situa\u00e7\u00e3o-problema<\/h4>\n<p>Uma boa situa\u00e7\u00e3o-problema est\u00e1 subordinada \u00e0 qualidade da avalia\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica realizada pelo formador: o que os profissionais sabem, o que n\u00e3o sabem, o que precisam aprender a fazer para aprimorar suas pr\u00e1ticas. Deve ter sentido no campo de conhecimento do profissional, por\u00e9m, n\u00e3o deve ser solucionada apenas com os recursos que ele j\u00e1 possui. Pelo contr\u00e1rio, tem de permitir que se ponham em pr\u00e1tica os esquemas de assimila\u00e7\u00e3o j\u00e1 constru\u00eddos para, com base neles, construir novos conhecimentos, estabelecer novas rela\u00e7\u00f5es. Os problemas colocados pelos formadores devem ser sempre abertos, ou seja, permitir a escolha de procedimentos ou caminhos diferentes. A mesma a\u00e7\u00e3o deve ocorrer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as.<br \/>\n(Cristiane Pelissari)<\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Programa Al\u00e9m das Letras<br \/>\nCoordenadora: Beatriz Gouveia<br \/>\nFormadora: Cristiane Pelissari<br \/>\nResponsabilidade T\u00e9cnica: Instituto Avisa L\u00e1<br \/>\nRealiza\u00e7\u00e3o: Diretoria de Educa\u00e7\u00e3o da Secretaria de Desenvolvimento Social do Munic\u00edpio de Umuarama \u2013 PR &#8211; Av. Rio Branco, 3.717 &#8211; Umuarama \u2013 Paran\u00e1. CEP: 87501\u2013130 &#8211; Tel.: (44) 3621-4141 \u2013 r. 83, 59 e 66 &#8211; E-mail: educacao@umuarama.pr.gov.br<br \/>\nSecret\u00e1ria de Desenvolvimento Social: Gesimary de Santi Azevedo<br \/>\nDiretora de Educa\u00e7\u00e3o: Maria Clory Zanferrari<br \/>\nCoordenadoras e educadoras da equipe pedag\u00f3gica: Silvia dos Santos Ribeiro Ruffo, Cristina Aparecida Tamioso Trindade, Marilene Foltran Maldonado Garcia e Angela Pinto Tavares Baccarin.<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong><br \/>\nLivros<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Era assim, agora n\u00e3o&#8230; uma proposta de forma\u00e7\u00e3o de educadores leigos. Regina Scarpa. Ed. Casa do Psic\u00f3logo. (11) 3034-3600<\/li>\n<li>Ler e Escrever na Escola \u2013 O Real, o Poss\u00edvel e o Necess\u00e1rio, Delia Lerner. Editora Artmed. Tel.: (11) 3027-7070.<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_5009\" style=\"width: 343px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5009\" class=\"size-full wp-image-5009 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao7.jpg\" alt=\"Leitura em voz alta\" width=\"333\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao7.jpg 333w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_30_formacao7-300x220.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 333px) 100vw, 333px\" \/><p id=\"caption-attachment-5009\" class=\"wp-caption-text\">Leitura em voz alta<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um diagn\u00f3stico inicial sobre a situa\u00e7\u00e3o de leitura nas escolas municipais levou a equipe t\u00e9cnica da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o de Umuarama, no Paran\u00e1, a repensar a forma\u00e7\u00e3o dos coordenadores pedag\u00f3gicos. Por Equipe Pedag\u00f3gica da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Umuarama (PR)<\/p>\n","protected":false},"author":123,"featured_media":3564,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[448,391],"tags":[1108,1001,607,151,1002,486,1000],"class_list":{"0":"post-5000","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-formacao-nos-municipios","8":"category-revista-avisala-30","9":"tag-revista-avisa-la-2007","10":"tag-diagnostico","11":"tag-formacao","12":"tag-leitura","13":"tag-metodologia","14":"tag-pratica","15":"tag-umuarama","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5000","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/123"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5000"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5000\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3564"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5000"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5000"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5000"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}