{"id":4962,"date":"2006-10-14T17:12:50","date_gmt":"2006-10-14T20:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=4962"},"modified":"2023-03-27T18:42:45","modified_gmt":"2023-03-27T21:42:45","slug":"apoio-a-leitura-pelo-aluno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-28\/apoio-a-leitura-pelo-aluno\/","title":{"rendered":"Apoio \u00e0 leitura pelo aluno"},"content":{"rendered":"<h5>Visando ampliar as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que incentivam a leitura pela crian\u00e7a, formadoras de Boa Vista do Tupim, no interior da Bahia, atuam com os coordenadores pedag\u00f3gicos das escolas da rede municipal e obt\u00eam resultados no trabalho dos professores. Elas contam com apoio do Projeto Chapada e do Programa Al\u00e9m das Letras.<\/h5>\n<div id=\"attachment_4968\" style=\"width: 263px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4968\" class=\"size-full wp-image-4968 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao1.jpg\" alt=\"avisala_28_formacao1.jpg\" width=\"253\" height=\"135\" \/><p id=\"caption-attachment-4968\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00f5es Thais Linhares<\/p><\/div>\n<p>Ao trabalhar as diferentes possibilidades de leitura desde as s\u00e9ries iniciais da Educa\u00e7\u00e3o Infantil e do Ensino Fundamental, o professor, al\u00e9m de oferecer textos variados aos seus alunos, deve planejar situa\u00e7\u00f5es em que as crian\u00e7as possam ler por si mesmas, mesmo antes que elas saibam ler convencionalmente. Nessas situa\u00e7\u00f5es, as crian\u00e7as utilizam-se de estrat\u00e9gias de leituras quando formulam hip\u00f3teses sobre o que pode estar escrito, inferem o que n\u00e3o est\u00e1 escrito e antecipam o que encontrar\u00e3o escrito mais adiante. As crian\u00e7as pequenas podem apoiar-se em diferentes recursos, como nas imagens de um determinado texto, naquilo que j\u00e1 sabem sobre o seu conte\u00fado e, at\u00e9 mesmo, no reconhecimento de algumas palavras conhecidas.<\/p>\n<p>\u00c9 fun\u00e7\u00e3o do professor intervir de maneira que \u201cas crian\u00e7as consigam ler por si mesmas, que progridam no uso de estrat\u00e9gias efetivas, em suas possibilidades de compreender melhor aquilo que l\u00eaem\u201d, como afirma Delia Lerner<sup>1<\/sup>. Ainda segundo essa autora, \u201ca ajuda dada pelo professor consiste em propor estrat\u00e9gias das quais as crian\u00e7as ir\u00e3o se apropriando progressivamente e que lhes ser\u00e3o \u00fateis para abordar novos textos que apresentem certo grau de dificuldade. Al\u00e9m disso, nessas situa\u00e7\u00f5es o professor incitar\u00e1 a coopera\u00e7\u00e3o entre os alunos, com o objetivo de que a confronta\u00e7\u00e3o de pontos de vista leve a uma melhor compreens\u00e3o do texto<sup>2<\/sup>\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, ainda s\u00e3o poucos os professores que compreendem e conhecem essas possibilidades pedag\u00f3gicas. Portanto, uma forma\u00e7\u00e3o tendo como conte\u00fado a g\u00eanese da leitura pelas crian\u00e7as, o reconhecimento das estrat\u00e9gias que utilizam para ler e os tipos de interven\u00e7\u00f5es que as fazem avan\u00e7ar contribuir\u00e1, sem d\u00favida, para uma alfabetiza\u00e7\u00e3o mais plena. Foi exatamente a que formadoras de Boa Vista do Tupim, participantes do Programa Al\u00e9m das Letras<sup>3<\/sup>, e tamb\u00e9m do Projeto Chapada<sup>4<\/sup>, se dedicaram no primeiro semestre de 2006.<\/p>\n<p><strong>Como ensinamos?<\/strong><br \/>\nTodos os anos temos nas escolas de Ensino Fundamental muitas crian\u00e7as que ainda n\u00e3o sabem ler convencionalmente. Dessas crian\u00e7as, a maioria freq\u00fcenta a escola por dois, tr\u00eas ou mais anos, seguindo sem aprender a ler. Grande parte delas \u00e9 proveniente de contextos sociais nos quais as pr\u00e1ticas de leitura n\u00e3o s\u00e3o privilegiadas e, por isso, dependem unicamente da escola para ter acesso \u00e0 cultura escrita e para tornarem-se plenas usu\u00e1rias dela. Ora, se consideramos que todas as crian\u00e7as s\u00e3o capazes de aprender \u2013 e efetivamente n\u00e3o t\u00eam aprendido \u2013, precisamos refletir sobre a nossa maneira de ensinar. Uma vez que a minha atua\u00e7\u00e3o como formadora volta-se diretamente para os coordenadores pedag\u00f3gicos, decidimos investir, nos encontros de forma\u00e7\u00e3o, em conte\u00fados que apoiassem o trabalho destes profissionais com os professores.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nTenho percebido, atrav\u00e9s dos acompanhamentos feitos e via relatos dos coordenadores, que uma de suas principais dificuldades est\u00e1 relacionada \u00e0 forma como ajudar os professores a fazerem boas interven\u00e7\u00f5es nas situa\u00e7\u00f5es de leitura pelos alunos n\u00e3o-leitores convencionais. Esta, de fato, n\u00e3o \u00e9 uma tarefa f\u00e1cil, pois dar conta de realizar interven\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am que as crian\u00e7as pensem sobre o sistema de escrita e avancem enquanto leitores implica a articula\u00e7\u00e3o de saberes variados. E esta aprendizagem n\u00e3o ocorre da noite para o dia. Sendo necess\u00e1rio um tempo prolongado, planejamos uma s\u00e9rie de encontros para aprofundar esses conte\u00fados.<\/p>\n<p>O primeiro passo foi solicitar aos coordenadores pedag\u00f3gicos um levantamento acerca do tratamento dado pelos professores \u00e0 leitura feita pelo aluno na alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial (Educa\u00e7\u00e3o Infantil e s\u00e9ries iniciais do Ensino Fundamental), pensando nos investimentos que precisariam ser feitos para favorecer a compreens\u00e3o dos princ\u00edpios did\u00e1ticos norteadores deste trabalho. Os coordenadores pedag\u00f3gicos socializaram, ent\u00e3o, os resultados encontrados. Considerando que havia ainda muito a aprofundar e dinamizar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 leitura feita pelo aluno, planejamos um primeiro encontro com os coordenadores com o objetivo de avan\u00e7ar no trabalho de leitura inicial para subsidi\u00e1los no trabalho com o professor. Consideramos como um dos focos a import\u00e2ncia das intera\u00e7\u00f5es entre as crian\u00e7as e das interven\u00e7\u00f5es ajustadas do professor para o progresso das aprendizagens dos alunos.<\/p>\n<p><strong>Ouvir os coordenadores<\/strong><br \/>\nPara iniciar esse encontro lemos um texto sobre as acirradas discuss\u00f5es, atualmente implementadas na esfera da educa\u00e7\u00e3o no Brasil, entre os defensores do m\u00e9todo f\u00f4nico e os que guiam suas pr\u00e1ticas pela teoria construtivista. Al\u00e9m do investimento na forma\u00e7\u00e3o do coordenador enquanto leitor, a inten\u00e7\u00e3o era incrementar o desenvolvimento de sua capacidade cr\u00edtica. \u00c9 de suma import\u00e2ncia que todos aqueles que est\u00e3o comprometidos com a constru\u00e7\u00e3o de uma educa\u00e7\u00e3o de qualidade tenham consci\u00eancia e clareza das concep\u00e7\u00f5es que sustentam a sua pr\u00e1tica para poder defend\u00ea-la com autonomia e autoridade.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse momento, que visava a ativar os conhecimentos pr\u00e9vios dos coordenadores acerca do trabalho de leitura na alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial, partimos de algumas quest\u00f5es orientadoras da a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o para dar in\u00edcio aos conte\u00fados planejados.<\/p>\n<p>a) Que estrat\u00e9gias as crian\u00e7as que n\u00e3o sabem ler convencionalmente podem acionar para ler sem saber ler?<br \/>\nb) Considerando uma aula de leitura de t\u00edtulos de hist\u00f3rias (escritos em uma tira), que condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas precisam ser garantidas para que as crian\u00e7as, que est\u00e3o em diferentes n\u00edveis conceituais (hip\u00f3teses de escrita), possam ler?<br \/>\nc) Que antecipa\u00e7\u00f5es a professora deve fazer para poder realizar interven\u00e7\u00f5es ajustadas durante a aula e que ajudem as crian\u00e7as a avan\u00e7arem em suas hip\u00f3teses?<\/p>\n<p>Do meu lugar de formadora vejo essa a\u00e7\u00e3o de ouvir os coordenadores como algo muito importante, pois possibilita chegar mais pr\u00f3ximo deles. \u00c0 medida que explicitam os conhecimentos did\u00e1ticos sistematizados nas falas (e a\u00e7\u00f5es) dos professores, os coordenadores v\u00e3o sinalizando tamb\u00e9m o que eles pr\u00f3prios sabem. Pude perceber que, de um modo geral, os coordenadores j\u00e1 compreendiam quais as condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas que precisavam ser garantidas para o desenvolvimento de situa\u00e7\u00f5es produtivas de leitura para os alunos que ainda n\u00e3o eram leitores convencionais. No entanto, esses profissionais apresentavam alguma dificuldade na compreens\u00e3o de como articular essas situa\u00e7\u00f5es e o uso das estrat\u00e9gias de leitura, e como ajudar os professores no planejamento das atividades com as crian\u00e7as. Este aspecto era, portanto, um dos que precisavam naquele momento ser mais discutidos e que necessitavam de mais investimento na forma\u00e7\u00e3o dos coordenadores.<\/p>\n<p><strong>Aula gravada<\/strong><br \/>\nOutro momento importante da discuss\u00e3o e que rendeu \u201cpano pra manga\u201d foi a situa\u00e7\u00e3o de an\u00e1lise de um v\u00eddeo com a filmagem de uma aula. O prop\u00f3sito da exibi\u00e7\u00e3o foi que os coordenadores assistissem ao filme focando sua an\u00e1lise nas condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas j\u00e1 garantidas pela professora e ao mesmo tempo observassem as que ainda precisavam ser introduzidas. Quanto \u00e0s interven\u00e7\u00f5es realizadas, era necess\u00e1rio pensar se elas eram favor\u00e1veis a que as crian\u00e7as refletissem sobre o sistema de escrita. Ao se posicionarem sobre a aula observada, os coordenadores conseguiram perceber as condi\u00e7\u00f5es que estavam postas naquela situa\u00e7\u00e3o, a saber:<\/p>\n<ul>\n<li>Atividade com prop\u00f3sito definido;<\/li>\n<li>Clareza da consigna;<\/li>\n<li>Saber o que est\u00e1 escrito (informa\u00e7\u00e3o verbal);<\/li>\n<li>Permitir intera\u00e7\u00e3o aluno \/ aluno;<\/li>\n<li>Interven\u00e7\u00f5es do professor \u2013 planejadas antecipadamente;<\/li>\n<li>Saber o que as crian\u00e7as sabem sobre a escrita (hip\u00f3teses) para poder planejar encaminhamentos e poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Problematizar as respostas dos alunos (acerto e erro).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Foi uma discuss\u00e3o bem produtiva, j\u00e1 que os coordenadores puderam refletir sobre aspectos importantes que devem ser considerados no planejamento desse tipo de atividade com os professores. Embora houvesse muitas interven\u00e7\u00f5es na situa\u00e7\u00e3o apresentada, algumas delas ainda precisavam de maior aten\u00e7\u00e3o e cuidado por parte da professora, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>Melhorar as informa\u00e7\u00f5es iniciais dadas \u00e0s crian\u00e7as para ajud\u00e1-las a elaborar previs\u00f5es sobre o escrito;<\/li>\n<li>Elencar poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es a serem feitas para que as crian\u00e7as, ao ler, reflitam sobre o sistema de escrita;<\/li>\n<li>Dar maior aten\u00e7\u00e3o ao material de leitura destinado \u00e0s crian\u00e7as, considerando as possibilidades de problematiza\u00e7\u00e3o que ele oferece;<\/li>\n<li>Necessidade de discutir especificamente com o professor que perguntas podem ser feitas e em qual momento, pois fica claro que esta \u00e9 uma das principais dificuldades que os professores apresentam \u2013 saber intervir produtivamente \u2013 e o coordenador precisa ser co-respons\u00e1vel em ajud\u00e1-los a resolv\u00ea-la.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ap\u00f3s esta discuss\u00e3o, n\u00e3o foi dif\u00edcil, ao retomar aos planos de aula elaborados pelos coordenadores no \u00faltimo encontro, que estes percebessem qual plano estava mais ajustado, prevendo e articulando as condi\u00e7\u00f5es e as interven\u00e7\u00f5es do professor \u00e0s necessidades dos alunos para \u201cler sem saber ler convencionalmente\u201d.<\/p>\n<p>A partir disso, encaminhamos ent\u00e3o um \u201cesbo\u00e7o\u201d da pauta de forma\u00e7\u00e3o dos coordenadores com os professores, com foco na discuss\u00e3o sobre as condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas e no planejamento das interven\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de serem antecipadas.<\/p>\n<p><strong>Mais um encontro<\/strong><br \/>\nAbrimos o encontro com a leitura de \u201cLi\u00e7\u00e3o de Sabedoria\u201d<sup>5<\/sup>, um texto reflexivo dedicado especialmente a uma das coordenadoras que completara mais uma primavera naquela semana. Penso que isso tamb\u00e9m \u00e9 essencial num processo de forma\u00e7\u00e3o:<br \/>\na constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos de afetividade entre os sujeitos envolvidos, pois tudo se torna mais f\u00e1cil, mais prazeroso, mais motivador, \u00e0 medida que nos sentimos acolhidos e valorizados como profissionais, mas, sobretudo, como pessoas. Nesse sentido, cuidar dos coordenadores dedicando-lhes aten\u00e7\u00e3o \u201cde gente pra gente\u201d tem sido uma preocupa\u00e7\u00e3o, afinal, investir nos seres humanos \u00e9, sem d\u00favida, uma das maiores contribui\u00e7\u00f5es que, enquanto educadores, podemos fazer.<\/p>\n<p>Para dar continuidade \u00e0s nossas discuss\u00f5es dentro do Projeto de Forma\u00e7\u00e3o, parti de uma an\u00e1lise sobre o caminho trilhado at\u00e9 ent\u00e3o, a fim de eleger o que era demanda para aquele momento. E, sem d\u00favida, a adequa\u00e7\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es do professor continuava merecendo aten\u00e7\u00e3o. Pensando nisso, imaginei que seria interessante, do ponto de vista formativo, planejar uma situa\u00e7\u00e3o que problematizasse a pr\u00e1tica dos coordenadores, provocando-os a refletir sobre as decis\u00f5es a tomar, a fim de ajudar o professor a avan\u00e7ar em suas aprendizagens dentro deste contexto. Ent\u00e3o, socializei com os grupos um trecho do meu relat\u00f3rio do encontro anterior, com o prop\u00f3sito de resgatar aspectos significativos do processo de estudo vivenciado e sinalizar a minha percep\u00e7\u00e3o acerca das aprendizagens que est\u00e3o sendo constru\u00eddas pelo grupo e dos pontos que necessitam de maior investimento.<\/p>\n<p>Acredito que, dentro do processo de forma\u00e7\u00e3o, estes momentos s\u00e3o muito importantes, pois nos d\u00e3o a dimens\u00e3o do quanto caminhamos, ao mesmo tempo em que nos apontam o percurso que ainda temos de fazer. A partir da\u00ed, propus uma situa\u00e7\u00e3o de tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica do professor com a inten\u00e7\u00e3o de que pud\u00e9ssemos tratar e discutir coletivamente essas quest\u00f5es oferecendo, assim, subs\u00eddios para que os coordenadores ganhem cada vez mais autonomia para caminhar individualmente.<\/p>\n<p>Reuni um material que continha o plano da aula de uma professora, os relat\u00f3rios dela e da coordenadora e a filmagem da aula. Num primeiro momento entreguei aos coordenadores o plano da aula para que lessem e levantassem pontos observ\u00e1veis para guiar a an\u00e1lise que fariam posteriormente ao ver a cena filmada. Ao elencar focos de observa\u00e7\u00e3o a partir das informa\u00e7\u00f5es contidas no plano, tiveram de colocar em jogo seus saberes quanto aos conte\u00fados impl\u00edcitos nas situa\u00e7\u00f5es de ler para aprender a ler.<\/p>\n<p>Mais uma vez, perceberam o quanto ter em m\u00e3os o plano do professor antes de ver a aula sendo desenvolvida \u00e9 um recurso que amplia as possibilidades de o formador antecipar mais ajustadamente as ajudas a serem oferecidas antes, durante e depois. Seguimos para o segundo momento, para o qual orientei os coordenadores para que fossem registrando, no decorrer da an\u00e1lise da filmagem, os aspectos que dialogavam com os pontos de observa\u00e7\u00e3o listados. Pedi estrategicamente que fizessem isso para que estivessem atentos ao que iriam focar na observa\u00e7\u00e3o da aula, pensando quais seriam as possibilidades de devolutiva para a professora. Ap\u00f3s assistirmos a aula, propus que falassem sobre o que haviam registrado. Como haviam elencado anteriormente como observ\u00e1veis as condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas garantidas pela professora e as interven\u00e7\u00f5es realizadas, foram trazendo suas coloca\u00e7\u00f5es dentro deste foco, e, \u00e0 medida que falavam, \u00edamos cruzando com os referenciais te\u00f3ricos de que disp\u00fanhamos, alimentando a discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>Por fim, socializei com o grupo o relat\u00f3rio da professora a fim de que a an\u00e1lise de suas reflex\u00f5es pessoais pudesse fornecer mais elementos para a elabora\u00e7\u00e3o da devolutiva. Tamb\u00e9m foi compartilhado o relat\u00f3rio da coordenadora, tendo em vista discutirmos em que medida o mesmo dialogava com as reais necessidades da professora, assim como apontava as inten\u00e7\u00f5es da coordenadora, enquanto formadora, quanto \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao processo de forma\u00e7\u00e3o. Este foi um movimento importante porque cada vez mais o formador precisa estar consciente de que n\u00e3o basta apenas perceber o que vai bem ou mal na pr\u00e1tica do professor, mas especialmente ter clareza sobre quais ser\u00e3o suas estrat\u00e9gias para partir dessa realidade e contribuir para que ocorram mudan\u00e7as significativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4969\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao2.jpg\" alt=\"avisala_28_formacao2\" width=\"440\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao2.jpg 440w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao2-300x145.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 440px) 100vw, 440px\" \/><\/p>\n<p><strong>A contribui\u00e7\u00e3o de todos<\/strong><br \/>\nComo \u00faltima tarefa, reuni os coordenadores em trios para que elaborassem uma devolutiva \u00e0 professora<sup>6<\/sup>. Para subsidi\u00e1-los na realiza\u00e7\u00e3o desta tarefa disponibilizei tamb\u00e9m alguns textos de Delia Lerner, Molinari e Mirta Castedo, al\u00e9m de dois v\u00eddeos do Profa<sup>7<\/sup>. A seguir, um exemplo produzido pelos grupos:<\/p>\n<p><strong>Devolutiva organizada pelas coordenadoras pedag\u00f3gicas Cleuza Matos, Clebiana Leite e Geane Costa \u00e0 profa Marleide, no 12\u00ba encontro de forma\u00e7\u00e3o, dia 9\/6\/06.<\/strong><br \/>\nMarleide<br \/>\nAssistindo a sua aula e cruzando com o plano que voc\u00ea desenvolveu, percebemos que voc\u00ea j\u00e1 d\u00e1 conta de muitos dos itens essenciais para o encaminhamento de uma boa aula, tais como: pensar nos agrupamentos, informar aos alunos a tarefa, problematizar os erros e acertos. No entanto, ainda \u00e9 necess\u00e1rio atentar para as interven\u00e7\u00f5es no grupo proporcionando a participa\u00e7\u00e3o de todos os integrantes na leitura da atividade proposta. Como sugest\u00e3o elegemos a fita de v\u00eddeo: \u201cComo ler sem saber ler\u201d, do Profa, n\u00ba 07, a aula da profa M\u00e1rcia Janu\u00e1rio Museneck \u2013 1\u00aa s\u00e9rie, com a proposta de atividade de leitura pelo aluno de lista de brincadeiras, comidas e bebidas t\u00edpicas do S\u00e3o Jo\u00e3o. Nesse v\u00eddeo, voc\u00ea ver\u00e1 bons modelos de interven\u00e7\u00f5es. Pensando sobre a sua pr\u00e1tica, siga o roteiro com os observ\u00e1veis:<\/p>\n<p>O que j\u00e1 fa\u00e7o em minha turma;<br \/>\nO que ainda n\u00e3o fa\u00e7o e preciso fazer.<br \/>\nAp\u00f3s assistir \u00e0 aula, propomos refazer o planejamento da mesma atividade trabalhada, reaplicando-a em sua classe. Cleuza , Clebiana e Geane.<\/p>\n<p>Finalizamos com a socializa\u00e7\u00e3o das devolutivas elaboradas, as quais foram encaminhadas \u00e0 professora por interm\u00e9dio de sua coordenadora. Solicitei ainda aos coordenadores que registrassem por escrito e trouxessem para o pr\u00f3ximo encontro uma das devolutivas feitas por eles ao longo da semana em seus encontros com os professores, pois assim ter\u00edamos em m\u00e3os uma amostragem de como organizam e utilizam estes instrumentos. Isso me permitiria, como coordenadora, prever e planejar futuras interven\u00e7\u00f5es neste aspecto, com a ajuda de minhas parceiras e formadoras Cris, do Al\u00e9m das Letras, e Bete, do Projeto Chapada, \u00e0s quais eu n\u00e3o posso deixar de fazer men\u00e7\u00e3o e agradecer pela disponibilidade e apoio dedicados nesse processo.<\/p>\n<p>(Tha\u00eds Pinheiro Costa Mascarenhas, supervisora t\u00e9cnica do Ensino Fundamental de 1\u00aa \u00e0 4\u00aa s\u00e9rie do Munic\u00edpio de Boa Vista do Tupim)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Delia Lerner \u00e9 pesquisadora em Did\u00e1tica da Leitura e Escrita e docente do curso de Letras na Universidade de Buenos Aires.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Ler e Escrever na Escola \u2013 O Real, o Poss\u00edvel e o Necess\u00e1rio, Delia Lerner. Editora Artmed.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>Em 2004 e 2005, na primeira edi\u00e7\u00e3o, o Programa selecionou 40 munic\u00edpios que comp\u00f5em a Rede Al\u00e9m das Letras. Agora, em 2006, inicia-se a segunda edi\u00e7\u00e3o, com nova premia\u00e7\u00e3o e o prop\u00f3sito de identificar, apoiar, reconhecer e divulgar experi\u00eancias de forma\u00e7\u00e3o continuada de professores, com foco no aperfei\u00e7oamento profissional para a alfabetiza\u00e7\u00e3o de coordenadores e professores, desenvolvidas por \u00f3rg\u00e3os municipais de educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<sup>4<\/sup>Ver no final do artigo.<br \/>\n<sup>5<\/sup>O texto \u201cLi\u00e7\u00f5es de Sabedoria\u201d \u00e9 de autoria an\u00f4nima. Est\u00e1 dispon\u00edvel no site: www.cca.org.br.<br \/>\n<sup>6<\/sup>Propus um roteiro com algumas quest\u00f5es sugeridas pela formadora Cristiane Pelissari para guiar esta atividade.<br \/>\n<sup>7<\/sup>Profa \u2013 Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores do MEC. \u00c9 um curso de aprofundamento, que se orienta pelo objetivo de desenvolver as compet\u00eancias profissionais necess\u00e1rias a todo professor que ensina a ler e escrever. Os materiais citados no artigo encontram-se descritos na pauta do encontro.<\/p>\n<h4>Correspond\u00eancias<\/h4>\n<p>Tha\u00eds,<br \/>\nLendo seu relato inicial, ofere\u00e7o dois apoios: um sobre as devolutivas e outro espec\u00edfico para ampliar a compet\u00eancia de refletir sobre as interven\u00e7\u00f5es dos professores. Analisar a aula e dar a devolutiva a um professor colocando o que se analisou a servi\u00e7o da aprendizagem desse profissional s\u00e3o saberes de naturezas diferentes, embora interligados. Dar a devolutiva implica pensar:<\/p>\n<ul>\n<li>Quais aspectos focaremos? Todos os que analisamos, parte deles ou apenas um? O que \u00e9 mais produtivo?<\/li>\n<li>Como focaremos? Daremos uma sugest\u00e3o para potencializar a atividade pedindo que a professora refa\u00e7a novamente a situa\u00e7\u00e3o com os alunos em outro momento? Planejaremos com ela um jeito diferente de propor a atividade?<\/li>\n<li>O que pode ser trabalhado com outros professores, j\u00e1 que o que se analisou em uma cena em geral representa distor\u00e7\u00f5es conceituais comuns a muitos profissionais?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Enfim, aprender a fazer as devolutivas \u2013 individuais e coletivas \u2013 \u00e9 um saber que os coordenadores precisam desenvolver. Caso contr\u00e1rio, corremos o risco de ficarmos apenas na constata\u00e7\u00e3o das dificuldades dos professores, esquecendo da co-responsabilidade do coordenador na resolu\u00e7\u00e3o dessas dificuldades. Apoio para aprofundar a quest\u00e3o das interven\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o tem sido uma grande preocupa\u00e7\u00e3o para os professores (bom sinal!). Para dar continuidade ao seu trabalho, ap\u00f3s a tematiza\u00e7\u00e3o de uma cena filmada, segue uma sugest\u00e3o a partir de uma descri\u00e7\u00e3o de atividade do livro Ler e Escrever \u2013 Entrando no Mundo da Escrita, de Anne-Marie Chartier<sup>8<\/sup>, que coloca em foco a quest\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o. Penso que essa atividade pode render uma boa discuss\u00e3o com os coordenadores.<\/p>\n<p>O fragmento escolhido (p\u00e1ginas 120 a 124) traz o desenvolvimento de uma situa\u00e7\u00e3o em que alunos que n\u00e3o l\u00eaem convencionalmente participam de uma leitura de cartaz. Ali est\u00e3o transcritas as interven\u00e7\u00f5es do professor. \u00c9 poss\u00edvel discutir com os coordenadores sobre o fato de que intervir n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 perguntar. No di\u00e1logo entre alunos e professor, \u00e9 interessante observar como a professora faz pedidos de interpreta\u00e7\u00e3o, refuta algumas hip\u00f3teses levantadas pela crian\u00e7a, faz um encaminhamento pontual para ajudar a avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Tudo isso pautada na id\u00e9ia de que ler \u00e9 construir um sentido e n\u00e3o apenas decifrar marcas gr\u00e1ficas. O texto tamb\u00e9m abre espa\u00e7o para discutir o uso do cartaz como um bom portador para esse tipo de atividade. Um passo-a-passo como sugest\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Entregue aos coordenadores somente a transcri\u00e7\u00e3o da intera\u00e7\u00e3o entre alunos e professor e o modelo de cartaz. Explique o contexto da situa\u00e7\u00e3o did\u00e1tica e pe\u00e7a para que destaquem as interven\u00e7\u00f5es feitas pelo professor;<\/li>\n<li>Pergunte o que acharam das interven\u00e7\u00f5es, o que chamou a aten\u00e7\u00e3o, o que se assemelha ao que observam nas salas de aula dos professores e o que se diferencia;<\/li>\n<li>Na seq\u00fc\u00eancia, proponha uma an\u00e1lise sobre cada interven\u00e7\u00e3o feita. Siga analisando uma a uma. O objetivo \u00e9 que os coordenadores percebam que h\u00e1 diversas modalidades de intera\u00e7\u00e3o: ora o professor pergunta para favorecer o interc\u00e2mbio, ora para que os alunos corrijam aspectos espec\u00edficos, ora para que justifiquem suas escolhas, em outras ocasi\u00f5es oferece uma informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para propiciar uma busca, etc. Todas essas a\u00e7\u00f5es se pautam na interpreta\u00e7\u00e3o que o professor faz das conceitualiza\u00e7\u00f5es dos meninos, no di\u00e1logo que estabelece com as id\u00e9ias do grupo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Ofere\u00e7a agora todo o texto e pe\u00e7a que leiam grifando os aspectos mais relevantes. Socialize.<\/p>\n<p>Sugiro ainda que os coordenadores, em parceria com um professor, realizem essa atividade com alunos. A id\u00e9ia \u00e9 imitar mesmo: selecionar um cartaz que cumpra com as caracter\u00edsticas necess\u00e1rias \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o, planejar poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es e convidar os meninos a lerem. O procedimento de anotar os di\u00e1logos tamb\u00e9m pode ser imitado. Ele resulta em um excelente material para tematiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Bom trabalho!<br \/>\nCristiane Pelissari, Consultora do Al\u00e9m das Letras<\/p>\n<p><sup>8<\/sup>Confira detalhes sobre o livro ao final do artigo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4970\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao3.jpg\" alt=\"avisala_28_formacao3\" width=\"302\" height=\"258\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao3.jpg 302w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao3-300x256.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 302px) 100vw, 302px\" \/><\/p>\n<p><strong>Plano de Aula Leitura pelo aluno<\/strong><br \/>\n<strong>Tema:<\/strong> Lista de t\u00edtulos conhecidos e desconhecidos<\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong> Identificar os t\u00edtulos das f\u00e1bulas conhecidos e desconhecidos, utilizando estrat\u00e9gia de antecipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Procedimentos:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Informar aos alunos que eles receber\u00e3o uma lista contendo t\u00edtulos de f\u00e1bulas conhecidos e desconhecidos;<\/li>\n<li>O professor faz a leitura aleat\u00f3ria dos t\u00edtulos, e n\u00e3o em ordem;<\/li>\n<li>Ler para os alunos dois t\u00edtulos conhecidos: \u201cA cigarra e a formiga\u201d e \u201cO le\u00e3o e o ratinho\u201d<sup>9<\/sup> (um de cada vez);<\/li>\n<li>Informar aos alunos que eles ir\u00e3o ler um t\u00edtulo desconhecido, mas que nos pr\u00f3ximos dias a professora far\u00e1 a leitura.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Interven\u00e7\u00f5es poss\u00edveis:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Ao ler o t\u00edtulo \u201cA cigarra e a formiga\u201d, que \u00e9 conhecido das crian\u00e7as, suscitarei uma problematiza\u00e7\u00e3o com \u201cA coruja e a \u00e1guia&#8221; <sup>10<\/sup>. Pedirei para os alunos justificarem a escolha focando na primeira palavra ou na segunda do t\u00edtulo. Pedir que sempre justifiquem a escolha;<\/li>\n<li>Ler o t\u00edtulo \u201cO burro e o juiz\u201d<sup>11<\/sup>;<\/li>\n<li>Fazer os alunos pensarem na pista de alguma semelhan\u00e7a entre as palavras \u2013 burro e cigarra;<\/li>\n<li>Solicitar que os alunos justifiquem a sua escolha.<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_4971\" style=\"width: 371px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4971\" class=\"size-full wp-image-4971 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao4.jpg\" alt=\"avisala_28_formacao4.jpg\" width=\"361\" height=\"338\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao4.jpg 361w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao4-300x280.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><p id=\"caption-attachment-4971\" class=\"wp-caption-text\">Os cl\u00e1ssicos sempre s\u00e3o uma boa op\u00e7\u00e3o de leitura<\/p><\/div>\n<p><strong>Reflex\u00f5es da professora ao planejar<\/strong><br \/>\nComecei a planejar a aula pensando num contexto adequado e escolhi a lista de t\u00edtulos conhecidos e desconhecidos. Que t\u00edtulos colocar? Quantos, que pistas e semelhan\u00e7as possuem que permitem problematizar? Garanto algumas condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas como: informar a atividade, agrupar os meninos com outros que j\u00e1 saibam fazer antecipa\u00e7\u00f5es (grupos produtivos), problematizar erros e acertos, ditar o t\u00edtulo a ser lido, ler a lista de t\u00edtulos de forma aleat\u00f3ria. Garanto poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es como: apontar outro t\u00edtulo para os alunos confrontarem, solicitar que os alunos justifiquem a sua escolha, apontar palavras iguais em t\u00edtulos diferentes, reportar a outra palavra, problematizar apontando outras palavras que tenham pistas e semelhan\u00e7as para os alunos confrontarem e justificarem a sua escolha. O texto, no caso os t\u00edtulos das f\u00e1bulas, \u00e9 um texto significativo para as crian\u00e7as. O t\u00edtulo conhecido, \u201cA cigarra e a formiga\u201d, possui semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao outro t\u00edtulo \u201cA coruja e a \u00e1guia\u201d. As crian\u00e7as j\u00e1 leram outras vezes \u201cA cigarra e a formiga\u201d e podem j\u00e1 ter estabilizado uma dessas palavras e, assim, podem usar o conhecimento que j\u00e1 t\u00eam sobre ela para fazer compara\u00e7\u00f5es com o outro t\u00edtulo ao ler os dois.<\/p>\n<p>(Professora Marleide Ara\u00fajo de Oliveira)<\/p>\n<div id=\"attachment_4972\" style=\"width: 298px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4972\" class=\"size-full wp-image-4972 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_28_formacao5.jpg\" alt=\"avisala_28_formacao5.jpg\" width=\"288\" height=\"294\" \/><p id=\"caption-attachment-4972\" class=\"wp-caption-text\">Outros exemplos de livros antigos ilustrados<\/p><\/div>\n<p>Tha\u00eds,<br \/>\nLendo esse relat\u00f3rio me ocorreu que, al\u00e9m do planejamento da professora e seu registro reflexivo, um outro material importante para se ter em m\u00e3os durante a tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica \u00e9 o conjunto de diagn\u00f3sticos sobre o conhecimento dos alunos acerca do sistema de escrita (as sondagens). Temos observado muitos equ\u00edvocos nos diagn\u00f3sticos das hip\u00f3teses de escrita dos alunos e isso tem conseq\u00fc\u00eancias imediatas no planejamento dos agrupamentos e na adequa\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o. Solicitar que a professora discrimine em seu planejamento os agrupamentos a serem feitos e anexe as sondagens mais recentes de seus alunos \u00e9 muito importante para potencializar as discuss\u00f5es durante a tematiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(Cristiane Pelissari, Consultora do Al\u00e9m das Letras)<\/p>\n<p><sup>9<\/sup>A cigarra e a formiga conta a hist\u00f3ria de uma formiga que trabalha o dia todo enquanto a cigarra s\u00f3 canta e O le\u00e3o e o ratinho conta as aventuras de um ratinho que consegue ajudar um le\u00e3o a se livrar de uma enrascada. Essas e outras f\u00e1bulas bastante conhecidas podem ser encontradas no site: www.saudeanimal.com.br<br \/>\n<sup>10<\/sup>A coruja e a \u00e1guia \u00e9 uma f\u00e1bula portuguesa de origem conhecida, \u00e0 qual se atribui o surgimento da express\u00e3o \u201cm\u00e3e coruja\u201d, que faz men\u00e7\u00e3o ao fato de que aos olhos das m\u00e3es os filhos s\u00e3o sempre perfeitos e lindos. H\u00e1 uma vers\u00e3o no site: http:\/\/www.metaforas.com.br\/metaforas\/metaf20051126.htm<br \/>\n<sup>11<\/sup>O burro e o juiz e outras f\u00e1bulas fazem parte da obra: F\u00e1bulas. Adapta\u00e7\u00e3o de Monteiro Lobato. Ed. Brasiliense.<\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o e Cultura de Boa Vista do Tupim<br \/>\nRua Get\u00falio Vargas, 13, Centro &#8211; Boa Vista do Tupim \u2013 BA. CEP: 46850-000<\/p>\n<p>Ta\u00eds Pinheiro Costa Mascarenhas<br \/>\nTel.: (75) 3326-2286<br \/>\nEscola Mao Tse Tung<br \/>\nAssentamento Beira Rio<br \/>\nBoa Vista do Tupim \u2013 BA. CEP: 46.850-000<br \/>\nTel.: (75) 3326-4028<br \/>\nCoordenadora pedag\u00f3gica: C\u00e1ssia Narayama Dias de Souza<br \/>\nProfessora: Marleide Ara\u00fajo de Oliveira<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong>Livros<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u201cAlfabetiza\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as: Constru\u00e7\u00e3o e Interc\u00e2mbio &#8211; Experi\u00eancias Pedag\u00f3gicas na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e no Ensino Fundamental\u201d, in A Interven\u00e7\u00e3o do Professor na Alfabetiza\u00e7\u00e3o Inicial. Ana Maria Kaufmann, Mirta Castedo, Lilia Teruggi e Claudia Molinari. Ed. Artmed. Tel.: 0800-703-3444.<\/li>\n<li>A Cigarra e a Formiga. Esopo. Trad. Roberto Belli. Ed. Todo Livro. Tel.: (47) 3221-2206.<\/li>\n<li>F\u00e1bulas de Esopo. Russel Ash, Bernard Higton. Trad. Heloisa Jahn. Ed. Cia. das Letrinhas. Tel.: 11 3707-3500.<\/li>\n<li>F\u00e1bulas. Adapta\u00e7\u00e3o de Monteiro Lobato. Ed. Brasiliense. Tel.: (11) 6198-1488.<\/li>\n<li>Ler e Escrever na Escola \u2013 O Real, o Poss\u00edvel e o Necess\u00e1rio, Cap. V &#8211; O Papel do Conhecimento Did\u00e1tico na Forma\u00e7\u00e3o do Professor. Delia Lerner. Ed. Artmed. Tel.: 0800-703-3444.<\/li>\n<li>Ler e Escrever: Entrando no Mundo da Escrita. Anne-Marie Chartier, Christiane Clesse, Jean H\u00e9brard. Ed. Artes M\u00e9dicas. Tel.: 0800-559033.<\/li>\n<li>O Le\u00e3o e o Ratinho. Adapta\u00e7\u00e3o de Ducy Grisolia. Ed. FTD. Tel.: (11) 3253-5011<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Sites<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Portal de Educa\u00e7\u00e3o da Prefeitura Municipal de S\u00e3o Paulo &#8211; www.portaleducacao.prefeitura.sp.gov.br &#8211; Disponibiliza textos como \u201cOs momentos de leitura do aluno textos memorizados\u201d \u2013 Projeto Toda For\u00e7a ao 1o ano \u2013 Guia para planejamento do Professor Alfabetizador.<\/li>\n<li>Site do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o &#8211; www.mec.gov.br &#8211; Disponibiliza informa\u00e7\u00f5es sobre o Profa \u2013 Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores.<\/li>\n<li>O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais An\u00edsio Teixeira (Inep) www.inep.gov.br \u00e9 vinculado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), cuja miss\u00e3o \u00e9 promover estudos, pesquisas e avalia\u00e7\u00f5es sobre o Sistema Educacional Brasileiro.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>V\u00eddeos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Como Ler sem Saber Ler. Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores. M\u00f3dulo 1 &#8211; Fita no 7.<\/li>\n<li>Listas, Listas e Mais Listas. Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores. M\u00f3dulo 2 \u2013 Fita no 2.<\/li>\n<li>Para saber como adquirir o material, acesse o site do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o &#8211; www.mec.gov.br<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visando ampliar as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que incentivam a leitura pela crian\u00e7a,  formadoras de Boa Vista do Tupim, no interior da Bahia, atuam com os coordenadores pedag\u00f3gicos das escolas da rede municipal e obt\u00eam resultados no trabalho dos professores. Elas contam com apoio do Projeto Chapada e do Programa Al\u00e9m das Letras. Por Tha\u00eds Pinheiro Costa Mascarenhas<\/p>\n","protected":false},"author":116,"featured_media":3482,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[448,389],"tags":[1107,994,607,151,993,992],"class_list":{"0":"post-4962","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-formacao-nos-municipios","8":"category-revista-avisala-28","9":"tag-revista-avisa-la-2006","10":"tag-classicos","11":"tag-formacao","12":"tag-leitura","13":"tag-praticas-pedagogicas","14":"tag-thais-pinheiro-costa-mascarenhas","16":"post-with-thumbnail","17":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4962","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/116"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4962"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4962\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3482"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4962"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4962"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4962"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}