{"id":4798,"date":"2005-07-09T15:41:02","date_gmt":"2005-07-09T18:41:02","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=4798"},"modified":"2023-03-27T18:00:46","modified_gmt":"2023-03-27T21:00:46","slug":"so-nao-enxerga-quem-nao-quer-racismo-e-preconceito-na-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-23\/so-nao-enxerga-quem-nao-quer-racismo-e-preconceito-na-educacao-infantil\/","title":{"rendered":"S\u00f3 n\u00e3o enxerga quem n\u00e3o quer: racismo e preconceito na Educa\u00e7\u00e3o Infantil"},"content":{"rendered":"<h5>S\u00e3o pequenos gestos, situa\u00e7\u00f5es cotidianas, uma palavra aqui outra ali, um material apresentado ou a falta dele e diariamente as crian\u00e7as negras sofrem situa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o na escola e muitas vezes j\u00e1 nos centros de educa\u00e7\u00e3o infantil. Pouco se discute sobre o assunto. Na maioria das vezes paira um sil\u00eancio revelador da desigualdade de tratamento oferecido \u00e0s crian\u00e7as brancas e negras<\/h5>\n<div id=\"attachment_4802\" style=\"width: 278px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4802\" class=\"size-full wp-image-4802 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo2.jpg\" alt=\"avisala_23_racismo2.jpg\" width=\"268\" height=\"250\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4802\" class=\"wp-caption-text\">Brinquedos para valorizar a imagem dos afro-descendentes (foto: Marco Antonio S\u00e1)<\/p><\/div>\n<p>Temos uma amiga negra, a Ba, que ainda hoje, aos 40 anos, lembra-se da primeira vez em que a diferen\u00e7a de cor foi motivo de tratamento discriminat\u00f3rio. No jardim da inf\u00e2ncia que freq\u00fcentava, uma crian\u00e7a branca perdeu sua pulseira de ouro e sua m\u00e3e foi \u00e0 escola reclamar exigindo conversar com a m\u00e3e de Ba. Nossa amiga n\u00e3o esteve presente e nunca conversou sobre isso com a sua m\u00e3e, mas sabe que o conte\u00fado da conversa foi uma acusa\u00e7\u00e3o de roubo. Na \u00e9poca, Ba intuiu que estava sendo acusada por ser a \u00fanica menina negra da classe. Muitos anos se passaram at\u00e9 que ela conseguisse falar sobre a situa\u00e7\u00e3o sem ficar tomada pela emo\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nS\u00e3o poucas as pesquisas no Brasil a respeito da discrimina\u00e7\u00e3o e do preconceito na Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Dentre elas destaca-se a efetuada por Eliane Cavalleiro, que revela a dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as negras j\u00e1 nos anos iniciais da escolaridade. Segundo ela, \u00e9 certo que as crian\u00e7as pequenas desde cedo \u201cinteriorizam id\u00e9ias preconceituosas que incluem a cor da pele como elemento definidor das qualidades pessoais\u201d.<sup>1<\/sup> Fazendo par com essa injusti\u00e7a os professores ou n\u00e3o sabem lidar com o problema e se calam ou, o que \u00e9 pior, ajudam a discriminar com a\u00e7\u00f5es, palavras e atitudes.<\/p>\n<p>Tanto crian\u00e7as brancas como negras comumente demonstram a presen\u00e7a de estere\u00f3tipos e preconceitos em rela\u00e7\u00e3o aos negros, em situa\u00e7\u00f5es cotidianas de viv\u00eancias escolares e principalmente por meio de suas falas. J\u00e1 aos 4 e 5 anos as crian\u00e7as negras sentem desconforto quando t\u00eam que se referir a sua origem racial. Segundo afirma Eliana Cavalleiro, \u201ca realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas com o objetivo de compreender a din\u00e2mica das rela\u00e7\u00f5es multi\u00e9tnicas no \u00e2mbito da Educa\u00e7\u00e3o Infantil representa um recurso para o avan\u00e7o no combate ao racismo brasileiro, visto que estudos desta natureza revelam como se d\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es interpessoais, seus benef\u00edcios e seus preju\u00edzos para os indiv\u00edduos que convivem na escola, bem como fornecem subs\u00eddios para a elabora\u00e7\u00e3o de novas pr\u00e1ticas educacionais, quer seja na fam\u00edlia, quer seja na escola\u201d.<\/p>\n<p>A escola preconiza um discurso oficial de que n\u00e3o existe preconceito entre as crian\u00e7as, mas ao mesmo tempo as professoras nos fornecem in\u00fameros exemplos de dificuldades de relacionamento entre crian\u00e7as brancas e negras tendo como pano de fundo a diversidade racial. Para Eliane, a escola ensina a crian\u00e7a negra a silenciar, o que ela chama de \u201caprendizagem do sil\u00eancio\u201d, na medida em que se omite nos conflitos entre as crian\u00e7as. A escola, por meio das professoras das crian\u00e7as pequenas que se negam a tomar provid\u00eancias, refor\u00e7am os estere\u00f3tipos e preconceitos.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as brancas logo descobrem o poder de suas palavras e de seus xingamentos, as refer\u00eancias negativas \u00e0 cor da pele (neguinha, carv\u00e3o) e ao cheiro (fedorenta), associam a cor preta \u00e0 sujeira (n\u00e3o toma banho) e as usam principalmente como uma arma em situa\u00e7\u00f5es de disputa, de conflito. Como n\u00e3o s\u00e3o repreendidos pelos professores, acabam reproduzindo a situa\u00e7\u00e3o in\u00fameras vezes, como que \u201cautorizados\u201d por eles. Por outro lado, as crian\u00e7as negras tendem a silenciar cada vez mais e a fugir das situa\u00e7\u00f5es de conflito e de disputa, isolando-se. Quando reagem, \u00e0s vezes de maneira desproporcional, sem controle, s\u00e3o criticadas e advertidas. Assim, v\u00e3o silenciando cada vez mais. Esta situa\u00e7\u00e3o gera um c\u00edrculo vicioso dif\u00edcil de ser rompido sem ajuda.<\/p>\n<p>Entre os professores h\u00e1 sil\u00eancio tamb\u00e9m. N\u00e3o falar sobre as situa\u00e7\u00f5es de racismo, preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o na escola faz com que o problema pare\u00e7a n\u00e3o existir. Se, por um lado, a atitude de sil\u00eancio dos professores diante de situa\u00e7\u00f5es de humilha\u00e7\u00e3o entre as crian\u00e7as \u00e9 uma tentativa de consider\u00e1-las como \u201cnaturais\u201d ou \u201cindividuais\u201d, evitando falar sobre o assunto para n\u00e3o \u201cestic\u00e1-lo\u201d, por outro lado, essa atitude tamb\u00e9m \u00e9 uma valoriza\u00e7\u00e3o da n\u00e3o rea\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as negras ao serem humilhadas. De qualquer modo, isso s\u00f3 contribui para a aprendizagem do sil\u00eancio.<\/p>\n<p>Segundo ainda a pesquisa de Eliane, os professores tendem a elogiar mais as crian\u00e7as brancas e a ter mais contato f\u00edsico afetuoso com elas. A postura do professor no modo como se refere \u00e0s crian\u00e7as, sua express\u00e3o corporal e a interven\u00e7\u00e3o nas atividades podem caracterizar-se como fatores de exclus\u00e3o das crian\u00e7as negras. Quando o professor, sem inten\u00e7\u00e3o discriminat\u00f3ria aparente, auxilia sempre as meninas brancas a se pentearem ao inv\u00e9s das negras, quando prefere pegar ao colo sempre as crian\u00e7as brancas, est\u00e1 contribuindo para minar a auto-estima dos alunos afro-descendentes.<\/p>\n<p>Se a din\u00e2mica escolar n\u00e3o aceita e n\u00e3o sabe incluir a crian\u00e7a negra, cria uma situa\u00e7\u00e3o geradora de desconforto e de impossibilidade de realiza\u00e7\u00e3o pessoal, na medida em que ela \u00e9 o tempo todo comparada com a crian\u00e7a branca, humilhada, desvalorizada e inferiorizada. Como resultado, o sil\u00eancio, que pode levar ao condicionamento do fracasso em todas as esferas da vida social, perpetuado nas rela\u00e7\u00f5es sociais desiguais. Estas observa\u00e7\u00f5es nos levam a constatar que \u00e9 mais do que hora de encarar com seriedade e compet\u00eancia o problema. Precisamos mudar a mentalidade da escola, intervir para que o sil\u00eancio seja rompido, inaugurando novas pr\u00e1ticas no cotidiano das rela\u00e7\u00f5es escolares de modo que possamos reconhecer, valorizar e incluir a crian\u00e7a negra na escola, como \u00e9 o seu direito.<\/p>\n<div id=\"attachment_4804\" style=\"width: 311px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo31.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4804\" class=\"size-full wp-image-4804\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo31.jpg\" alt=\"avisala_23_racismo31.jpg\" width=\"301\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo31.jpg 301w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo31-300x227.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 301px) 100vw, 301px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4804\" class=\"wp-caption-text\">A diversidade se constr\u00f3i a partir das diferen\u00e7as (foto: Marco Antonio S\u00e1)<\/p><\/div>\n<p><strong>Diferentes a\u00e7\u00f5es para um mesmo problema <\/strong><br \/>\nEducar para a igualdade racial na Educa\u00e7\u00e3o Infantil significa, al\u00e9m de encarar de frente a quest\u00e3o, refletir e discutir no \u00e2mbito da escola e com as fam\u00edlias, ter cuidado tamb\u00e9m na escolha das atividades, projetos, livros, brinquedos e materiais gr\u00e1ficos colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Os diretores, coordenadores e professores podem ser fortes aliados no combate ao racismo e na promo\u00e7\u00e3o da igualdade, caso haja a incorpora\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica racial no cotidiano escolar e n\u00e3o apenas em momentos ou projetos e atividades pontuais, como, por exemplo, nas comemora\u00e7\u00f5es espec\u00edficas da luta anti-racismo.<\/p>\n<p>Sabemos que o tempo todo os professores colocam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as \u201cobjetos culturais\u201d que agregam determinados valores \u00e0 aprendizagem. Tais objetos traduzem determinadas ideologias e concep\u00e7\u00f5es que a crian\u00e7a apreende, ainda que de forma inconsciente. Os objetos culturais presentes nas creches e pr\u00e9-escolas tais como livros, revistas, brinquedos, bonecas, imagens e objetos religiosos usados sem reflex\u00e3o podem oferecer imagens distorcidas, muitas vezes preconceituosas e estereotipadas dos diferentes grupos raciais. \u00c9 o caso das bonecas negras que n\u00e3o respeitam as caracter\u00edsticas f\u00edsicas espec\u00edficas, apontando para a diferen\u00e7a da cor da pele como \u00fanica refer\u00eancia ou das revistas em que negros aparecem como subalternos e em subempregos e de imagens que enfatizam uma naturaliza\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es e situa\u00e7\u00f5es que revelam a ideologia vigente \u2013 a do branco.<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o dessa tem\u00e1tica na forma\u00e7\u00e3o dos professores se justifica pela possibilidade de trazer \u00e0 tona preconceitos, para assim oferecer oportunidades para conhecer, valorizar e incorporar a cultura africana e o fundamental papel dos afro-descendentes na forma\u00e7\u00e3o do povo brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Sensibilizar para a quest\u00e3o: s\u00f3 um come\u00e7o <\/strong><br \/>\nRecebemos um convite do Centro de Estudos das Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho e Desigualdade (CEERT) para desenvolver em conjunto uma oficina<sup>2<\/sup> para professores de Educa\u00e7\u00e3o Infantil sobre o tema. Nossa inten\u00e7\u00e3o ao planej\u00e1-la era colaborar para que os professores colocassem a igualdade racial como pauta de suas reflex\u00f5es e a\u00e7\u00f5es nas atividades do cotidiano escolar de forma transversal. Considerando o curto espa\u00e7o de tempo da oficina (4 horas), optamos por usar a arte como instrumento de sensibiliza\u00e7\u00e3o. Organizamos diferentes elementos que auxiliassem na constru\u00e7\u00e3o de um olhar que considera e valoriza a diversidade e que reconhece o racismo e o preconceito como primeiro passo para procurar elimin\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Por meio da aprecia\u00e7\u00e3o de diferentes objetos art\u00edsticos brasileiros e de uso cotidiano na \u00c1frica, propusemos a discuss\u00e3o de como nosso olhar \u00e9 formado socialmente e padronizado por informa\u00e7\u00f5es que desconsideram a diversidade cultural e racial. Assim sendo, as escolhas est\u00e9ticas que fazemos s\u00e3o impregnadas pelo preconceito e pela falta de contato com o repert\u00f3rio cultural de diferentes povos. Neste caso, a aprecia\u00e7\u00e3o da cultura africana trouxe um novo olhar sobre a capacidade de produ\u00e7\u00e3o est\u00e9tica dos povos africanos e ampliou o conhecimento e o repert\u00f3rio dos professores.<\/p>\n<p>A partir dessa vertente cultural e est\u00e9tica propusemos uma atividade que \u00e9 sucesso garantido com as crian\u00e7as: vestir bonecas ou bonecos<sup>3<\/sup> de papel com diferentes padronagens africanas. Esta foi a estrat\u00e9gia utilizada para refletir sobre a diversidade. Recuperamos assim uma pr\u00e1tica antiga, l\u00fadica, multiplic\u00e1vel e de custo quase zero.<\/p>\n<p><strong>O planejamento da oficina<\/strong><br \/>\nDecidimos que far\u00edamos bonecos a partir de fotos de crian\u00e7as negras porque, desta forma, estar\u00edamos contemplando os afro-descendentes, cujos tra\u00e7os s\u00e3o espec\u00edficos. N\u00e3o quer\u00edamos fazer \u201ccaricaturas\u201d de negros, mas respeitar seus tra\u00e7os originais. Levar\u00edamos os bonecos prontos, impressos em papel para serem coloridos pelos professores, posteriormente montados em papel cart\u00e3o e finalmente recortados e \u201cvestidos\u201d. Para ampliar o olhar e a reflex\u00e3o sobre o tema proposto, exibir\u00edamos revistas, livros de est\u00f3rias infantis, de fotografias, pinturas, cart\u00f5es, etc. das culturas africana e brasileira afrodescendente.<\/p>\n<p>Far\u00edamos tamb\u00e9m uma pequena exposi\u00e7\u00e3o de tecidos e roupas com padr\u00f5es e formas africanas, principalmente o batik<sup>4<\/sup>, caracter\u00edstico de alguns pa\u00edses daquele continente; esculturas tradicionais; bonecas t\u00edpicas; etc. Apostamos que essa diversidade de est\u00edmulos de formas e imagens, de cores, padr\u00f5es, propor\u00e7\u00f5es, texturas, tantos de materiais presentes na natureza como daqueles advindos das manifesta\u00e7\u00f5es culturais, traria bons resultados.<\/p>\n<p>Foi exatamente o que aconteceu. Depois da reflex\u00e3o sobre o assunto e da aprecia\u00e7\u00e3o, os professores produziram as roupas de papel representando diferentes culturas africanas. Mais importante que essa atividade pontual, quase uma brincadeira, eles tiveram a oportunidade de pensar em muitas outras atividades inclusivas e de valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade cultural tendo em vista a igualdade social; aprenderam a pesquisar e olhar historicamente os assuntos a serem abordados; a procurar sempre que poss\u00edvel ampliar o repert\u00f3rio por meio da aprecia\u00e7\u00e3o de imagens (desenhos, pinturas, esculturas, arquitetura, fotos e document\u00e1rios), de m\u00fasicas e costumes.<\/p>\n<p>Os professores criaram bonitos trajes e recuperaram a id\u00e9ia de brincar com as bonecas de papel, valorizando sua fun\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil como linguagem pr\u00f3pria, expressiva e que aproxima a crian\u00e7a da cultura.<\/p>\n<p>(Cisele Ortiz, coordenadora de projetos do Instituto Avisa L\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Sil\u00eancio do Lar ao Sil\u00eancio Escolar: Racismo, Preconceito e Discrimina\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, de Eliane Cavalleiro. Ed. Contexto.<br \/>\n<sup>2<\/sup>Essa oficina aconteceu em setembro de 2004, no SESC Vila Mariana, em S\u00e3o Paulo, no 2o Semin\u00e1rio Desafios das Pol\u00edticas P\u00fablicas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial, organizado pelo Centro de Estudos das Rela\u00e7\u00f5es de Trabalho e Desigualdades (CEERT). A oficina Educa\u00e7\u00e3o Infantil e Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial configurou-se como uma atividade da parceria Instituto Avisa L\u00e1 e CEERT, com a colabora\u00e7\u00e3o da artista pl\u00e1stica Beatriz Bianco.<br \/>\n<sup>3<\/sup>Veja em SUSTAN\u00c7A o processo de cria\u00e7\u00e3o dos bonecos feito por Beatriz Bianco.<br \/>\n<sup>4<\/sup>Arte milenar, onde o desenho \u00e9 feito com cera quente e colorido com tinta.<\/p>\n<div id=\"attachment_4805\" style=\"width: 334px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4805\" class=\"size-full wp-image-4805\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo1.jpg\" alt=\"Produ\u00e7\u00e3o dos educadores a partir da amplia\u00e7\u00e3o cultural (foto: Jader Nicolau)\" width=\"324\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo1.jpg 324w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_23_racismo1-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4805\" class=\"wp-caption-text\">Produ\u00e7\u00e3o dos educadores a partir da amplia\u00e7\u00e3o cultural (foto: Jader Nicolau)<\/p><\/div>\n<h4>Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira<\/h4>\n<p>T\u00edtulo I<br \/>\nDos Princ\u00edpios Fundamentais<br \/>\nArt. 3o &#8211; Constituem objetivos fundamentais da Rep\u00fablica Federativa do Brasil:<br \/>\nI \u2013 construir uma sociedade livre, justa e solid\u00e1ria;<br \/>\nII \u2013 garantir o desenvolvimento nacional;<br \/>\nIII \u2013 erradicar a pobreza e a marginaliza\u00e7\u00e3o e reduzir as desigualdades sociais e regionais;<br \/>\nIV \u2013 promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, ra\u00e7a, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discrimina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Centro de Estudos das Rela\u00e7\u00f5es do Trabalho e Desigualdade (CEERT)<br \/>\nRua Duarte de Azevedo, 737 \u2013 Santana \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. CEP: 02036-022 &#8211; Tel.: (11) 6978-8333. Fax: (11) 6950-1332. E-mail: ceert@ceert.org.br<\/p>\n<p>Instituto Avisa L\u00e1 Forma\u00e7\u00e3o Continuada de Educadores<\/p>\n<p>As fotos deste artigo foram cedidas graciosamente por Marco Antonio S\u00e1 e Jader Nicolau:<\/p>\n<p>Marco Antonio S\u00e1 &#8211; Fot\u00f3grafo &#8211; Tel.: (11) 5012-7905 &#8211; E-mail: marcoantoniosa@marcoantoniosa.com.br \u2013 Site: www.marcoantoniosa.com.br<\/p>\n<p>Jader Nicolau &#8211; Fot\u00f3grafo &#8211; Tel.: (11) 4413-2470 E-mail: jader@portalafro.com.br<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<ul>\n<li>\u201cEduca\u00e7\u00e3o anti-racista: Compromisso Indispens\u00e1vel para um Mundo Melhor\u201d. Em Racismo e Anti-Racismo na Educa\u00e7\u00e3o:<\/li>\n<li>Repensando Nossa Escola, org. Eliane Cavalleiro. Selo Negro Edi\u00e7\u00f5es. Tel.: (11) 3862-3530<\/li>\n<li>Do Sil\u00eancio do Lar ao Sil\u00eancio Escolar: Racismo, Preconceito e Discrimina\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, de Eliane Cavalleiro. Ed. Contexto. Tel.: (11) 3832-5838<\/li>\n<li>Racismo no Brasil, v\u00e1rios autores. Ed. Peir\u00f3polis. Esgotado na Editora. Tel.: (11) 3819-0699<\/li>\n<li>Revista Nossa Hist\u00f3ria, ano 2, edi\u00e7\u00e3o no 19, abril\/05<\/li>\n<li>Tirando a M\u00e1scara: Ensaios sobre o Racismo no Brasil, org. Antonio S\u00e9rgio Alfredo Guimar\u00e3es e Lynn Huntley. Ed. Paz e Terra. Tel.: (11) 3337-8399<\/li>\n<li>Conhe\u00e7a as experi\u00eancias premiadas de Educa\u00e7\u00e3o Infantil no site: www.ceert.org.br<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Sites:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>www.portalafro.org.br<\/li>\n<li>www.dialogoscontraoracismo.org.br<\/li>\n<li>www.unidadenadiversidade.org.br<\/li>\n<li>www.mundonegro.com.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pouco se discute sobre discrimina\u00e7\u00e3o nas escolas. Na maioria das vezes paira um sil\u00eancio revelador da desigualdade de tratamento oferecido \u00e0s crian\u00e7as brancas e negras. Por Cisele Ortiz<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":3096,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[384],"tags":[1106,58,965,512,1329,42,43,964],"class_list":{"0":"post-4798","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-23","8":"tag-revista-avisa-la-2005","9":"tag-cisele-ortiz","10":"tag-desigualdade","11":"tag-discriminacao","12":"tag-inclusao","13":"tag-preconceito","14":"tag-racismo","15":"tag-silencio","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4798","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4798"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4798\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4798"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4798"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}