{"id":4734,"date":"2008-07-05T17:59:01","date_gmt":"2008-07-05T20:59:01","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=4734"},"modified":"2023-03-27T18:58:21","modified_gmt":"2023-03-27T21:58:21","slug":"sincronicidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-35\/sincronicidade\/","title":{"rendered":"Sincronicidade"},"content":{"rendered":"<h5>Ao contr\u00e1rio do senso comum, as crian\u00e7as pensam de forma complexa e n\u00e3o linear<\/h5>\n<div id=\"attachment_4737\" style=\"width: 134px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4737\" class=\"size-full wp-image-4737 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo51.jpg\" alt=\"avisala_35_aprendendo51.jpg\" width=\"124\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo51.jpg 124w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo51-113x300.jpg 113w\" sizes=\"auto, (max-width: 124px) 100vw, 124px\" \/><p id=\"caption-attachment-4737\" class=\"wp-caption-text\">Desenho feito por Martin (arquivo pessoal de Monique Dehenzelin)<\/p><\/div>\n<p>Estamos bastante acostumados, na vida e na escola, a uma no\u00e7\u00e3o de tempo diacr\u00f4nica, segundo a qual organizamos os fatos \u00e0 nossa volta em rela\u00e7\u00f5es de causa e efeito. Ensinamos a crian\u00e7a a ler e escrever. Em breve, ela aprender\u00e1 e se tornar\u00e1 letrada. Cuidamos bem de um beb\u00ea. Logo, ele se mostrar\u00e1 grato e se sentir\u00e1 bem. Entretanto, outras civiliza\u00e7\u00f5es, como a chinesa, concebem o tempo de modo sincr\u00f4nico. Assim, acontecimentos interligados no tempo e no espa\u00e7o s\u00e3o significativos para uma pessoa que participe deles e isso abre possibilidades para conhecimentos que diferem e ultrapassam a raz\u00e3o racionalista, digamos assim. Eles conjugam raz\u00e3o, intui\u00e7\u00e3o, sensa\u00e7\u00e3o e sentimento, e quem os experimenta se aproxima da sabedoria e n\u00e3o apenas acumula informa\u00e7\u00f5es culturais.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nCreio que os pequenos aprendem, ou melhor dizendo, apenas s\u00e3o e existem em campos e movimentos sincr\u00f4nicos. \u00c0s vezes, com sorte, os que tenham mantido a espontaneidade nos fazem perguntas que, tal como a pontinha de um iceberg, nos revelam a extens\u00e3o de seus saberes, gerados pelo fato de estarem presentes em determinados eventos em um per\u00edodo. Mais pr\u00f3ximos da natureza, assim como os elefantes que entraram em fuga horas antes dos tsunami atingirem as costas da Indon\u00e9sia ou, mais recentemente, animais que sentiram antecipadamente o terremoto que atingiria a China, eles t\u00eam percep\u00e7\u00e3o agu\u00e7ada em rela\u00e7\u00e3o aos fen\u00f4menos, exatamente por participarem deles sem cis\u00f5es entre corpo e alma, mente e esp\u00edrito, raz\u00e3o e sensibilidade.<\/p>\n<p>Lembro-me de tr\u00eas exemplos, de certo modo, tentativas de se situarem no tempo e no espa\u00e7o. Vale destacar que o milenar jogo de adivinha\u00e7\u00e3o chin\u00eas I Ching \u201cconsiste em usar um modelo mental intuitivo para ler os eventos \u2013 os n\u00fameros inteiros naturais. O pressuposto primordial chin\u00eas \u00e9 que, exterior e interiormente, tudo \u00e9 fluxo de energia que obedece a certos ritmos num\u00e9ricos b\u00e1sicos e peri\u00f3dicos<sup>1<\/sup>\u201d. Nessas recorda\u00e7\u00f5es, creio que durante a inf\u00e2ncia, os humanos fazem uso dos n\u00fameros naturais para lan\u00e7ar longe a flecha de seus poss\u00edveis conhecimentos.<\/p>\n<div id=\"attachment_4738\" style=\"width: 276px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4738\" class=\"size-full wp-image-4738 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo2.jpg\" alt=\"avisala_35_aprendendo2.jpg\" width=\"266\" height=\"207\" \/><p id=\"caption-attachment-4738\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o da \u00e1gua<br \/>(Arquivo da Creche Casa do Aprender \u2013 Osasco\/SP)<\/p><\/div>\n<p><strong>Av\u00f3, dinossauro e Deus<\/strong><br \/>\nH\u00e1 muitos anos, quando eu era professora em uma turma com idades entre 4 e 5 anos, uma menina desenhava placidamente quando, sem pre\u00e2mbulos, virou o rostinho para mim e perguntou: \u201cMonique, quem \u00e9 mais velho? Minha av\u00f3, o dinossauro ou o Deus?\u201d A voz de In\u00e1 continua ressoando em mim at\u00e9 hoje, por\u00e9m, em dado momento escrevi<sup>2<\/sup>: \u201cEssa pergunta maravilhosa mostra que ela procurou utilizar alguns pilares \u2013 pontos fixos \u2013 para conceber o tempo hist\u00f3rico. A av\u00f3, o dinossauro e o Deus s\u00e3o refer\u00eancias que ela j\u00e1 conhece e pensou que se conseguisse estabelecer uma seq\u00fc\u00eancia, seriar esses tr\u00eas elementos, poderia ter uma no\u00e7\u00e3o sobre a passagem do tempo. Respondi que o mais velho \u00e9 o Deus, depois vem o dinossauro e, em seguida, a av\u00f3. Ela me pareceu satisfeita. Penso que essa informa\u00e7\u00e3o foi estruturante, permitindo a ela fazer inter- rela\u00e7\u00f5es entre o que j\u00e1 sabia sobre o tempo e que buscasse novas informa\u00e7\u00f5es que se encaixassem em sua maneira de pensar\u201d.<\/p>\n<p>Naquele momento, fizemos associa\u00e7\u00f5es entre as tr\u00eas cita\u00e7\u00f5es utilizadas pela garotinha. No entanto, o tempo n\u00e3o cessa de escorrer por nossas m\u00e3os, e agora fa\u00e7o minha a pergunta da In\u00e1, e penso: O que eu aprendi com ela?<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Perman\u00eancia: <\/strong>A av\u00f3, o dinossauro e o Deus s\u00e3o seres que ficam, que s\u00e3o para a menina imemoriais, grandes refer\u00eancias em torno das quais o tempo permanece imut\u00e1vel. Que surpresa pensar que um dia \u2013 h\u00e1 quantos anos? \u2013 a av\u00f3 foi igualmente pequena! De qualquer forma, apazigua o cora\u00e7\u00e3o pensar que nem tudo se transforma, que h\u00e1 seres, imagens, s\u00edmbolos que s\u00e3o, se manifestam.<\/li>\n<li><strong>Transcend\u00eancia: <\/strong>As men\u00e7\u00f5es feitas por In\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o triviais. Elas implicam vis\u00e3o de mundo sutil, sens\u00edvel, em que sim, seres s\u00e3o, mas sempre dizem, significam, reverberam outras coisas sobre as quais nada sabemos a priori. Sempre poderemos descobrir mais, e todo conhecimento que tenhamos ser\u00e1 ultrapassado por novas experi\u00eancias vividas.<\/li>\n<li><strong>Express\u00e3o: <\/strong>Ser capaz de comunicar ou compartilhar algo que n\u00e3o se explica e que segue ecoando em n\u00f3s por toda a vida.<\/li>\n<li><strong>S\u00edntese: <\/strong>Tudo em t\u00e3o pouco<\/li>\n<li><strong>Unidade: <\/strong>S\u00e3o tr\u00eas elementos que se conjugam em uma pergunta: o qu\u00ea, como, quando? Assim, 1+1+1=I, toda cria\u00e7\u00e3o ou aprendizagem nos leva a uma outra unidade.<\/li>\n<\/ol>\n<div id=\"attachment_4741\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4741\" class=\"size-full wp-image-4741 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo6.jpg\" alt=\"avisala_35_aprendendo6.jpg\" width=\"250\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo6.jpg 250w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo6-241x300.jpg 241w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><p id=\"caption-attachment-4741\" class=\"wp-caption-text\">Registro de Ivo \u2013 O maior n\u00famero do mundo! (Por Um Triz \u2013 Cultura e Educa\u00e7\u00e3o. Ed. Paz e Terra)<\/p><\/div>\n<p><strong>O maior n\u00famero <\/strong><br \/>\nO segundo caso ocorreu em um dia de chuva. Todos os pequenos estavam reunidos no sal\u00e3o da escola que, ali\u00e1s, n\u00e3o era t\u00e3o grande assim. Tratavase de um c\u00f4modo de uma casa comum, com brinquedos, pois n\u00e3o poder\u00edamos ir \u00e0 \u00e1rea externa devido \u00e0 chuva torrencial. Devido \u00e0 algazarra das crian\u00e7as, um senhor que estava na cozinha consertando a geladeira fazia 15 minutos, saiu gritando:<\/p>\n<p>\u201cDona, n\u00e3o ag\u00fcento mais esse barulho! Quando estiver tudo quieto, me chama que eu volto\u201d. Quanto a mim, eu estava no melhor dos mundos. Nesse momento, uma menininha (ter\u00e1 sido Aninha?) emergiu de uma grande minhoca de pano e argolas e me perguntou:<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 verdade que n\u00e3o existe nada menor que um?\u201d Essa quest\u00e3o nos lan\u00e7a ao infinito e nos leva ao terceiro exemplo. Ivo, um extraordin\u00e1rio garoto que, com seus colegas Joab, Camila, Wesley, Paulo e Dhevedy, procurava compreender nosso sistema num\u00e9rico em uma atividade coordenada pela educadora Priscila Monteiro<sup>3<\/sup>:<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] pedi que as crian\u00e7as sentassem frente a frente com um colega. Cada um deveria escrever o maior n\u00famero que soubesse e, depois, compar\u00e1-lo com o amigo. Ganharia o jogo quem cumprisse o pedido\u201d.<\/p>\n<p>Como vemos acima, dado que ele precisaria registrar o maior n\u00famero do mundo, come\u00e7ou ent\u00e3o a escrever bem no topo da folha em branco, gerando a partir dali linhas organizadoras. Com isso, fa\u00e7o as seguintes suposi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<div id=\"attachment_4740\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4740\" class=\"size-full wp-image-4740 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo3.jpg\" alt=\"avisala_35_aprendendo3.jpg\" width=\"204\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo3.jpg 204w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo3-194x300.jpg 194w\" sizes=\"auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><p id=\"caption-attachment-4740\" class=\"wp-caption-text\">Desenho feito por Marina (arquivo pessoal de Monique Dehenzelin)<\/p><\/div>\n<ol>\n<li><strong>Antecipa\u00e7\u00e3o: <\/strong>Aprendemos com ele que um n\u00famero grande dever\u00e1 ter muitos algarismos e que, para represent\u00e1-lo, \u00e9 preciso aproveitar ao m\u00e1ximo a folha de papel.<\/li>\n<li><strong>Pot\u00eancia: <\/strong>Em cada uma das linhas, Ivo colocou uma por\u00e7\u00e3o generosa de zeros na suposi\u00e7\u00e3o muito correta de que um n\u00famero grande tem muitos zeros ou v\u00e1rias pot\u00eancias de dez. Sobre essa quest\u00e3o capital, Paulo e Dhevedy tamb\u00e9m argumentaram: Eu acho que ganhei, porque fiz mais mil. Mas eu fiz mais cens! Mais cens&#8230; eu fiz mais mil e mil \u00e9 maior que cem.<\/li>\n<li><strong>Valor posicional:<\/strong>Na primeira linha, vemos 1099 1000000000 na hip\u00f3tese de que o primeiro algarismo manda no resto. Ivo parece indicar uma d\u00favida. O que \u00e9 maior: dez ou nove? Essa incerteza parece persistir em outras linhas e n\u00e3o sabemos se para ele cada linha \u00e9 um rein\u00edcio ou se tudo come\u00e7a mesmo l\u00e1 em cima, onde h\u00e1 at\u00e9 um eloq\u00fcente recuo de par\u00e1grafo.<\/li>\n<li><strong>Regra decimal: <\/strong>Depois do nove vem o dez. Mas que virada \u00e9 essa? Ser\u00e1 que o dez \u00e9 maior que o nove? Ou ser\u00e1 que noves (como na quarta linha, escritos tamb\u00e9m com caracteres um pouco maiores) s\u00e3o maiores e tornam o n\u00famero todo maior do que os zeros?<\/li>\n<li><strong>Variedade: <\/strong>Um n\u00famero grande n\u00e3o pode ser composto apenas de pot\u00eancias de dez e de noves. Dessa maneira, logo na segunda linha, vemos outros algarismos como quatro, seis, cinco, sete e varia\u00e7\u00f5es que seguem at\u00e9 o fim.<\/li>\n<li><strong>6 &#8211; Composi\u00e7\u00e3o: <\/strong>Para Ivo, eles n\u00e3o est\u00e3o isolados. Formam um todo e est\u00e3o agrupados, em geral, em pot\u00eancias de dez, como vemos nitidamente na sexta linha: 000 3000 0000 40 000000 5 00 0000 0 700000.<\/li>\n<li><strong>Jogo: <\/strong>Ganha quem tiver atendido ao pedido da professora e, como conseq\u00fc\u00eancia, a paci\u00eancia imensa de escrever tantos algarismos com significados pertinentes \u00e0s regras do sistema decimal com valor posicional. Isso s\u00f3 pode se referir \u00e0 autoregula\u00e7\u00e3o e \u00e0 disciplina, ou seja, \u00e0 aprendizagem propriamente dita. Aqui cabe, a meu ver, o \u00faltimo par\u00e1grafo do livro j\u00e1 citado de Marie-Louise Von Franz: \u201cEssa atitude \u00e9 id\u00eantica ao que eu chamaria uma atitude religiosa b\u00e1sica: estar completamente envolvido na vida e, ao mesmo tempo, pronto para perder num jogo limpo. [&#8230;] Os chineses sempre identificam a id\u00e9ia de legitimidade na natureza como n\u00e3o sendo uma lei absolutamente determinada, no sentido em que a concebemos, mas t\u00e3o somente uma probabilidade com certa dose de jogo. N\u00e3o \u00e9 uma lei completamente r\u00edgida, e o mesmo ocorre com os rituais e com os jogos, nos quais est\u00e1 envolvido um elemento n\u00e3o muito r\u00edgido. Assim, os chineses dizem que, por meio de um jogo virtuoso e solene, podemos ficar mais pr\u00f3ximos de descobrir a ordem objetiva do universo\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<p>At\u00e9 hoje n\u00e3o consegui aprender com Ivo o bastante para propor a ele uma atividade ou seq\u00fc\u00eancia did\u00e1tica. O mesmo acontece em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perguntas de In\u00e1 e Aninha: \u201cQuem \u00e9 mais velho? Minha av\u00f3, o dinossauro ou o Deus?\u201d e \u201cN\u00e3o \u00e9 verdade que n\u00e3o existe nada menor que um?\u201d O que voc\u00ea, leitor, faria? Por favor, escreva e me conte.<\/p>\n<p>(Monique Deheinzelin, educadora e autora do livro Construtivismo, a po\u00e9tica das transforma\u00e7\u00f5es &#8211; Ed. \u00c1tica, entre outros)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Trecho retirado do livro Adivinha\u00e7\u00e3o e sincronicidade, a psicologia da probabilidade significativa, Marie-Louise Von Franz (Ed. Cultrix).<br \/>\n<sup>2<\/sup>No livro Professor da pr\u00e9-escola, vol. I e II (Ed. Globo), elaborado por uma equipe da qual fiz parte, para um projeto realizado pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e pela Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho, composto por livros e por uma s\u00e9rie de 20 programas em v\u00eddeo intitulada Menino, quem foi teu mestre?<br \/>\n<sup>3<\/sup>O texto faz parte do artigo \u201cO maior n\u00famero do mundo\u201d, Priscila Monteiro, in revista Por Um Triz, n\u00famero 6, p\u00e1gina 12.<\/p>\n<div id=\"attachment_4739\" style=\"width: 269px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4739\" class=\"size-full wp-image-4739 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo4.jpg\" alt=\"avisala_35_aprendendo4.jpg\" width=\"259\" height=\"201\" \/><p id=\"caption-attachment-4739\" class=\"wp-caption-text\">Representa\u00e7\u00e3o da \u00e1gua (Arquivo da Creche Casa do Aprender \u2013 Osasco\/SP)<\/p><\/div>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Monique Deheinzelin<br \/>\nE-mail: moniqued@uol.com.br<\/p>\n<div id=\"attachment_4742\" style=\"width: 228px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4742\" class=\"size-full wp-image-4742 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo1.jpg\" alt=\"avisala_35_aprendendo1.jpg\" width=\"218\" height=\"234\" \/><p id=\"caption-attachment-4742\" class=\"wp-caption-text\">Imagem criada a<br \/>partir de interfer\u00eancia na folha de papel. In\u00e1 fez uma televis\u00e3o! (arquivo pessoal de Monique Dehenzelin)<\/p><\/div>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<ul>\n<li>Por um triz \u2013 atividades e projetos educativos, Instituto C&amp;A de Desenvolvimento Social. Ed. Paz e Terra. Tel.: (11) 3337-8399<\/li>\n<li>Professor da pr\u00e9-escola, vol. I e II. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Cultura e Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho. Site: www.editoraglobo.com.br<\/li>\n<li>Trilha \u2013 Educa\u00e7\u00e3o, construtivismo e uma entrevista com Caetano Veloso, Monique Deheinzelin. Ed. Vozes. Tel.: (24) 2233-9000<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_4743\" style=\"width: 285px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4743\" class=\"size-full wp-image-4743 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo8.jpg\" alt=\"avisala_35_aprendendo8.jpg\" width=\"275\" height=\"358\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo8.jpg 275w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_35_aprendendo8-230x300.jpg 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><p id=\"caption-attachment-4743\" class=\"wp-caption-text\">Desenho feito por Tucho (arquivo pessoal de Monique Dehenzelin)<\/p><\/div>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao contr\u00e1rio do senso comum, as crian\u00e7as pensam de forma complexa e n\u00e3o linear. Por Monique Deheinzelin<\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":3823,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[756,396],"tags":[1109,87,31,461,946,948,947],"class_list":{"0":"post-4734","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-aprendendo-com-a-crianca","8":"category-revista-avisala-35","9":"tag-revista-avisa-la-2008","10":"tag-comunicacao","11":"tag-expressao","12":"tag-monique-deheinzelin","13":"tag-pensamento-complexo","14":"tag-pensamento-linear","15":"tag-sincronia","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4734","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4734"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4734\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4734"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4734"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4734"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}