{"id":4648,"date":"2008-10-03T17:48:36","date_gmt":"2008-10-03T20:48:36","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=4648"},"modified":"2023-03-27T19:04:23","modified_gmt":"2023-03-27T22:04:23","slug":"arte-para-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-36\/arte-para-todos\/","title":{"rendered":"Arte para todos"},"content":{"rendered":"<h5>interatividade com esculturas permite que crian\u00e7as com defici\u00eancia se aproximem da linguagem art\u00edstica<\/h5>\n<div id=\"attachment_4649\" style=\"width: 334px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4649\" class=\"size-full wp-image-4649 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte1.jpg\" alt=\"avisala_36_arte1.jpg\" width=\"324\" height=\"357\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte1.jpg 324w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte1-272x300.jpg 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 324px) 100vw, 324px\" \/><p id=\"caption-attachment-4649\" class=\"wp-caption-text\">A artista Sandra Guinle (fotos: Wilton Montenegro)<\/p><\/div>\n<p>Nasci no interior de S\u00e3o Paulo, em uma cidadezinha chamada Monte Mor. Na terra vermelha, que desconhecia asfalto, desenhei muitas amarelinhas. Na beira dos riachos, acompanhava minha m\u00e3e e outras mulheres que, lavando roupas, entoavam cantigas que tenho ainda frescas na mem\u00f3ria. Ali, meu primeiro contato com o barro. Passava horas de c\u00f3coras perguntando \u00e0 minha m\u00e3e o que \u00e9 que ela queria que eu fizesse com o punhado de terra molhada que estava em minhas m\u00e3os. Enquanto isso, ela, com quatro agulhas de bambu, tecia uma trama linda e dizia: \u201cFaz aquela lavadeira ali e, depois, faz voc\u00ea nos bra\u00e7os da mam\u00e3e\u201d.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nTive uma inf\u00e2ncia singela, nadando em rios e contemplando o bal\u00e9 das lavadeiras. Era t\u00e3o mais f\u00e1cil ser feliz. Cresci assim, menina livre, arteira e artista, acreditando no dom que o Criador havia me emprestado. Sempre tentando passar uma mensagem pela arte que fosse capaz de alcan\u00e7ar o cora\u00e7\u00e3o dos homens. Hoje, brinco de modelar minhas mem\u00f3rias. Nunca fiz curso de escultura. Sou autodidata e utilizo o barro e o bronze como elementos principais para a forma\u00e7\u00e3o de minhas esculturas. Elas s\u00e3o levantadas em barro e a camada de gesso \u00e9 cortada. Quando levada ao forno, a parafina \u00e9 derretida e o bronze \u00e9 jogado para preencher a camada de cera perdida. Estudei hist\u00f3ria da arte e pintura e at\u00e9 cheguei a fazer trabalhos em cer\u00e2mica, mas n\u00e3o me satisfiz, porque queria criar formas humanas.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie Cenas Infantis \u00e9 um conjunto de 36 pe\u00e7as em bronze ocado, ecologicamente correto, que descreve os divertimentos dos pequenos que vivem no interior e se entret\u00eam livremente com cirandas, bola de gude, pipa e amarelinha. Ela foi inspirada nos tempos de inf\u00e2ncia. As esculturas interativas retomam o mundo l\u00fadico das rela\u00e7\u00f5es infantis e resgatam as brincadeiras esquecidas pelas crian\u00e7as das metr\u00f3poles.<\/p>\n<div id=\"attachment_4650\" style=\"width: 463px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4650\" class=\"size-full wp-image-4650  \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte5.jpg\" alt=\"avisala_36_arte5.jpg\" width=\"453\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte5.jpg 453w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte5-300x221.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><p id=\"caption-attachment-4650\" class=\"wp-caption-text\">Painel t\u00e1til A Menina dos Bal\u00f5es, 2004, e escultura O Beijo da Mam\u00e3e (fotos: R\u00f4mulo Fialdini, retiradas do livro Cenas Infantis, de Sandra Guinle, MAC &#8211; USP, 2005)<\/p><\/div>\n<p><strong>Inspira\u00e7\u00e3o na inf\u00e2ncia<\/strong><br \/>\nNasci no mato, sai do mato, mas o mato n\u00e3o saiu de mim. Sou neta de \u00edndios, filha de artes\u00e3 e aprendi desde pequenina a viver da terra. Meu foco \u00e9 aproximar as pessoas e resgatar o que de mais bonito temos dentro de n\u00f3s. Digo sempre que meu laborat\u00f3rio foi minha inf\u00e2ncia e a minha vida. Sei bem de minhas recorda\u00e7\u00f5es de quando crian\u00e7a. Tardes fagueiras subindo em frondosas \u00e1rvores, saboreando a fruta no tempo certo na companhia do menino que, astro de seu quintal, rodava o pi\u00e3o em manh\u00e3s ensolaradas e vida aberta em risos. Hoje me pergunto: \u201cQuais ser\u00e3o as recorda\u00e7\u00f5es de nossas crian\u00e7as daqui a alguns anos?\u201d. Horas em frente a um computador, passeios em shopping, jogos de videogame, namoro pela internet, aulas de bal\u00e9, ingl\u00eas e franc\u00eas? Com tantos compromissos, fica dif\u00edcil sobrar um tempo para ser crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Tenho uma filha de 11 anos que se chama Maria Isabel. Procuro ficar bastante junto dela. Sou muito constante em sua escola. Andamos juntas de patins, cuidamos de nossos animaizinhos (temos 11 gatos, duas tartarugas e tr\u00eas cachorros). Estou casada h\u00e1 14 anos e meu marido, Jos\u00e9 Eduardo, tem mais cinco filhos. No total, s\u00e3o seis! Em meu jardim, plantamos \u00e1rvores e flores e acompanhamos o crescimento delas. Acho tudo isso muito importante num tempo em que as pessoas queimam etapas. Em tudo existe um processo a ser cumprido passo a passo e de nada adianta desrespeitar isso. Maria Isabel traz sempre muitas amigas para casa, pois adora brincar em meu ateli\u00ea. Parece que leva muito jeito para artista pl\u00e1stica e, sempre que estou criando, permito que ela d\u00ea seu toque de crian\u00e7a. Resgatar a minha inf\u00e2ncia seria utopia.<\/p>\n<p>Toda a saudade do que tive e do que sei que minha filha n\u00e3o ter\u00e1, hoje retratada em cada uma de minhas obras. Tudo isso \u00e9, certamente, fruto de uma m\u00e3e geradora de sonhos que, driblando as dificuldades de uma vida bastante modesta, tinha sempre em seu rosto um sorriso que me confortava a alma. Tantas vezes com quatro agulhas de bambu e alguns novelos de linha, ela se mostrava uma artes\u00e3 incr\u00edvel. Brotava de suas m\u00e3os uma trama que em pouco tempo se transformava num lindo vestido rodado que em breve enfeitaria meu corpo de menina.<\/p>\n<div id=\"attachment_4651\" style=\"width: 389px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4651\" class=\"size-full wp-image-4651 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte6.jpg\" alt=\"avisala_36_arte6.jpg\" width=\"379\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte6.jpg 379w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte6-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 379px) 100vw, 379px\" \/><p id=\"caption-attachment-4651\" class=\"wp-caption-text\">Hist\u00f3ria, argila e as crian\u00e7as<\/p><\/div>\n<p><strong>A artista e a crian\u00e7a<\/strong><br \/>\nVolta e meia percebo que o adulto, muitas vezes, subestima as crian\u00e7as. \u00c9 preciso humildade para aprender com elas. \u00c9 necess\u00e1rio voltar no tempo, resgatar a pureza e a ingenuidade que s\u00f3 os pequeninos t\u00eam, e isso n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil para n\u00f3s, adultos. Lembro-me de que, por volta de 1999, teve no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, uma exposi\u00e7\u00e3o de L\u00edgia Clark [1920-1988]. Eu e minha filha, naquela \u00e9poca com 3 aninhos, fomos ver. A pequena ficou fascinada, pois era a primeira exposi\u00e7\u00e3o onde ela podia tocar em tudo, sentir o gosto de sabores expostos, a textura de objetos e entrar numa instala\u00e7\u00e3o que simulava um \u00fatero. Era permitido entrar duas pessoas por vez em um aglomerado de bal\u00f5es bem apertados, como uma fenda, at\u00e9 que se chegava ao interior do \u201c\u00fatero\u201d, uma forma arredondada com sons que imitavam os batimentos card\u00edacos e de outros \u00f3rg\u00e3os. Deitei-me com Maria Isabel de bra\u00e7os abertos uma ao lado da outra e ficamos sentindo aquele aconchego e observando tecidos delicados que voavam pendurados no alto da instala\u00e7\u00e3o. Minha filha perguntou: \u201cMam\u00e3e, l\u00e1 dentro de voc\u00ea \u00e9 assim?\u201d. Respondi que sim e ela, em seguida, falou: \u201cIncr\u00edvel, n\u00e3o me lembro de nada disso, mas gosto de estar aqui\u201d.<\/p>\n<p>Da\u00ed por diante, para qualquer exposi\u00e7\u00e3o que a convidava, ela, de imediato, perguntava: \u201c\u00c9 a da mo\u00e7a do \u00fatero? Vou poder tocar, sentir o gosto das coisas? Ou \u00e9 daquelas exposi\u00e7\u00f5es chatas que a gente n\u00e3o pode colocar a m\u00e3o em nada? Onde j\u00e1 se viu crian\u00e7a enxergar sem p\u00f4r a m\u00e3o, mam\u00e3e?\u201d. Foi assim que percebi a import\u00e2ncia do toque nos trabalhos de arte e pensei em incluir pain\u00e9is t\u00e1teis<sup>1<\/sup> em minhas exposi\u00e7\u00f5es. Essa id\u00e9ia foi refor\u00e7ada por um menininho que n\u00e3o enxergava e tocou em minhas obras. Ap\u00f3s ter apalpado v\u00e1rias esculturas pequeninas, que cabiam em suas m\u00e3ozinhas, me perguntou se eu desenhava tamb\u00e9m. Respondi que sim e, em seguida, nova pergunta: \u201cPosso tocar nos desenhos?\u201d.<\/p>\n<p>Foi nesse contexto que passei a me envolver com associa\u00e7\u00f5es que fazem trabalhos de integra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as com defici\u00eancia. Para lidar com esse p\u00fablico, comecei visitando o Instituto Benjamin Constant, a APAE, onde fui extremamente bem recebida pela Glorinha, que \u00e9 professora e uma das diretoras. N\u00e3o tenho nenhum la\u00e7o profissional com a institui\u00e7\u00e3o, apenas afetivo, pois ela representa mais uma parte do aprendizado do pouco que sei. Algumas pe\u00e7as da exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o interativas. Minhas esculturas s\u00e3o feitas para serem tocadas. Elas giram, sobem e descem. O toque permite a aproxima\u00e7\u00e3o do artista com o p\u00fablico. \u00c9 como se eles fizessem o mesmo processo que eu fiz para a cria\u00e7\u00e3o da obra. Acho que \u00e9 por isso que as pessoas se sensibilizam tanto com o meu trabalho. Bases acr\u00edlicas girat\u00f3rias permitem a movimenta\u00e7\u00e3o das esculturas. Os pain\u00e9is t\u00e1teis, com desenhos em alto-relevo, possibilitam a intera\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia visual.<\/p>\n<p>Quando expus no Museu de Arte Contempor\u00e2nea (MAC) do Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo<sup>2<\/sup>, inaugurei o N\u00facleo de Inclus\u00e3o Social do MAM, tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo, com cinco pain\u00e9is t\u00e1teis e uma escultura em bronze chamada Adivinha quem \u00e9. Desde ent\u00e3o, sempre procuro oferecer oficinas a esse p\u00fablico durante minhas exposi\u00e7\u00f5es. Imagino que, com isso, muitos entender\u00e3o que \u00e9 poss\u00edvel dar a esses indiv\u00edduos uma op\u00e7\u00e3o de vida melhor.<\/p>\n<div id=\"attachment_4652\" style=\"width: 223px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4652\" class=\"size-full wp-image-4652 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte3.jpg\" alt=\"avisala_36_arte3.jpg\" width=\"213\" height=\"262\" \/><p id=\"caption-attachment-4652\" class=\"wp-caption-text\">Permitir que a crian\u00e7a percorra com os dedos o desenho pontilhado<\/p><\/div>\n<p><strong>Pequenos criadores<\/strong><br \/>\nAs oficinas, adequadas ao perfil de cada institui\u00e7\u00e3o agendada, s\u00e3o monitoradas por arte-educadores preparados para receber crian\u00e7as com defici\u00eancia. Sempre seleciono os contadores de hist\u00f3rias pessoalmente. Primeiro leio cada hist\u00f3ria e depois as ou\u00e7o de olhos fechados para imaginar como as crian\u00e7as que n\u00e3o enxergam v\u00e3o entender o enredo. Fa\u00e7o quest\u00e3o de acompanhar o m\u00e1ximo que posso e percebo que o que ensino \u00e9 muito pouco comparado ao que aprendo com elas. Vez ou outra me perguntam o que ensino a elas. Respondo que elas \u00e9 que me ensinam e que \u00e9 preciso humildade para aprender. Dentro de cada um existe um artista, num ritmo e tempo diferentes, mas devendo sempre ser respeitado. Tento, por meio desses encontros, resgatar valores dentro de cada um. N\u00e3o somos n\u00fameros e sim seres humanos. Permitir que a crian\u00e7a percorra com os dedos o desenho pontilhado e perceber sua alegria e gratid\u00e3o por tal experi\u00eancia \u00e9 algo indescrit\u00edvel. Fa\u00e7o um pouco pelos pequenos e eles nunca ter\u00e3o no\u00e7\u00e3o do bem que me fazem, do quanto me ensinam a enxergar al\u00e9m dos fr\u00e1geis olhos humanos.<\/p>\n<p>O tema de cada obra \u00e9 apresentando em braile. A interatividade das esculturas, sempre em formas humanas e com o cunho social a que est\u00e3o ligadas, \u00e9 um diferencial. Por meio do toque, as crian\u00e7as podem perceber a liberdade, por exemplo, de empinar uma pipa. As com pouca capacidade auditiva tamb\u00e9m merecem aten\u00e7\u00e3o, assim como as incapazes de se locomover e as com defici\u00eancia mental. Aproximar a crian\u00e7a da arte e do artista \u00e9 tamb\u00e9m estabelecer elos com a vida. \u00c9 nessa troca de emo\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias que confesso sair revigorada de cada experi\u00eancia.<\/p>\n<p>(Sandra Guinle, pintora, escultora autodidata)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Os pain\u00e9is s\u00e3o em braile.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Sandra exp\u00f4s Cenas Infantis no MAC em fevereiro de 2005. A exposi\u00e7\u00e3o foi recorde de p\u00fablico. Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre a agenda cultural do museu fundado em 1963, entre no site www.macvirtual.usp.br.<\/p>\n<div id=\"attachment_4653\" style=\"width: 475px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4653\" class=\"size-full wp-image-4653 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte4.jpg\" alt=\"avisala_36_arte4.jpg\" width=\"465\" height=\"215\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte4.jpg 465w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte4-300x138.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 465px) 100vw, 465px\" \/><p id=\"caption-attachment-4653\" class=\"wp-caption-text\">Oficina com as crian\u00e7as<\/p><\/div>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Contato com a artista: Sandra Guinle<br \/>\nE-mail: sandra_guinle@br.inter.net<br \/>\nTel.: (21) 2493-6283.<br \/>\nSite: www.sandraguinle.com.br<br \/>\nwww.ibmcomunidade.com\/cenasinfantis<\/p>\n<p>Agradedecemos a artista Sandra Guinle, que cedeu graciosamente suas obras para reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_4654\" style=\"width: 214px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4654\" class=\"size-full wp-image-4654 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte2.jpg\" alt=\"avisala_36_arte2.jpg\" width=\"204\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte2.jpg 204w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/avisala_36_arte2-161x300.jpg 161w\" sizes=\"auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><p id=\"caption-attachment-4654\" class=\"wp-caption-text\">Painel t\u00e1til Amarelinha, 2004<\/p><\/div>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>interatividade com esculturas permite que crian\u00e7as com defici\u00eancia se aproximem da linguagem art\u00edstica. 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