{"id":4631,"date":"2008-10-03T15:05:56","date_gmt":"2008-10-03T18:05:56","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=4631"},"modified":"2023-03-27T19:03:51","modified_gmt":"2023-03-27T22:03:51","slug":"com-a-mao-na-massa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-36\/com-a-mao-na-massa-2\/","title":{"rendered":"Com a m\u00e3o na massa"},"content":{"rendered":"<h5>A imagina\u00e7\u00e3o criadora pode ser apoiada pelo trabalho experimental com subst\u00e2ncias diversas, tais como \u00e1gua, areia, terra, sempre bem-vindas em processos educativos<\/h5>\n<p>Sonhei que eu dirigia uma caminhonete D-20, e minha av\u00f3 estava sentada ao meu lado. \u00cdamos por uma estrada de terra paralela ao asfalto, a praia \u00e0 nossa esquerda. Era um doming\u00e3o, muitos autom\u00f3veis, e eu que, entretanto, queria lev\u00e1-la para ver as casas, as igrejas antigas e, especialmente, os lindos turbantes de chit\u00e3o colorido usados por jovens mo\u00e7as e rapazes, tomo uma via perpendicular \u00e0 rua da praia, avenida de terra larga e barrenta, um barro vermelho, denso, em que a caminhonete ia derrapando para l\u00e1 e para c\u00e1 e n\u00e3o se via o fim, como numa transamaz\u00f4nica. L\u00e1 em cima da estrada (que era plana&#8230;), formando \u00e2ngulos improv\u00e1veis, entreviam-se praias, a da esquerda com mar bravio, grandes ondas batendo em rochedos, a espuma do mar planando nas alturas; uma outra, \u00e0 direita, com mar azul turquesa, calmo, brilhante, convidativo.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nE assim, eu com minha av\u00f3 ao lado na larga estrada lamacenta, decido voltar, tentar a conhecida estrada de asfalto, aquela longa fila dos banhistas voltando da praia no final de tarde do domingo. Ora, minha av\u00f3 fica indignada com essa decis\u00e3o, pois ela estava adorando rodar naquele barro revolto e escorregadio, com destino ignorado e com aquela promessa de praias bel\u00edssimas, deliciosas e inexploradas \u00e0 nossa frente.<\/p>\n<p><strong>Barro <\/strong><br \/>\nTodos sabemos que, para uma poss\u00edvel interpreta\u00e7\u00e3o dos sonhos, o mar \u00e9 s\u00edmbolo do inconsciente, de tudo aquilo que ainda n\u00e3o \u00e9 administrado pela nossa consci\u00eancia e tamb\u00e9m do que nunca ser\u00e1. Entretanto, em meu sonho, a via de acesso ao para\u00edso (para mim, mar \u00e9 igual a sensa\u00e7\u00e3o boa) era um bom barro molhado e ter minha av\u00f3 como companheira nessa empreitada, o que de fato ela foi na vida real. Lembro-me de umas f\u00e9rias em Campos de Jord\u00e3o (SP) em que ela resolveu nos bandear por uma cerca de arame farpado para um pasto \u00edngreme, coberto de h\u00famus, galhos de arauc\u00e1ria e esterco fresco, para que sub\u00edssemos nas pereiras carregadas que ali conviviam com as vacas e os bois, bezerrinhos tamb\u00e9m. De modo que um de n\u00f3s subia em uma \u00e1rvore e jogava as p\u00earas, que eram colocadas em um balaio; s\u00f3 que ao tentar pegar do ch\u00e3o as p\u00earas escorreg\u00e1vamos no barro \u00famido, e r\u00edamos experimentando mais e mais vezes o tobog\u00e3 rec\u00e9m-descoberto.<\/p>\n<p>Pois bem, este aprendizado que pode se originar do manuseio da terra e de todo tipo de mat\u00e9rias transform\u00e1veis, creio hoje, \u00e9 da maior import\u00e2ncia. Desde muito pequena, eu oscilava entre o prazer de p\u00f4r a m\u00e3o nas subst\u00e2ncias \u2013 toc\u00e1-las para senti-las e compreend\u00ea-las \u2013 e a necessidade de ser bem-comportada. Felicidade maior para mim era entrar no mar. Fazer buracos na areia, construir castelos \u2013 gotejando a areia bem molhada da beira do mar, com aquela meleca sempre geladinha escorrendo entre os dedos, depois deitar na areia sequinha e tomar sol como quem bebe a vida. J\u00e1 adulta, em um mercado, enfiar as m\u00e3os nos sacos de cereais, experimentar a textura do arroz, do milho, das lentilhas&#8230; uma del\u00edcia! Hoje, acho que eu queria alquimia, transforma\u00e7\u00e3o. Fazer melecas, por exemplo; barro molhado; p\u00e9 no ch\u00e3o; areia. Meu pai brincava muito conosco, minha av\u00f3 tamb\u00e9m. Uma vez, na praia, com uma grande p\u00e1 de pedreiro, meu pai fez um enorme vulc\u00e3o de areia, com fogo dentro, abertura e chamin\u00e9, de modo que o fogo e a fuma\u00e7a se viam de longe, para alegria de todas as crian\u00e7as da redondeza, que tamb\u00e9m trabalharam no vulc\u00e3o, batendo a areia com a m\u00e3o para que as paredes se firmassem e se elevassem.<\/p>\n<p>Com minha av\u00f3<sup>1<\/sup>, aprendi a fazer macarr\u00e3o e muitas outras aventuras. Da escolha criteriosa dos ovos e da farinha pesada na balan\u00e7a de cobre, o ponto da massa medido no tato, da espessura exata da massa estendida sobre a mesa de madeira aos longos cortes longitudinais com a faca \u2013 retinhos. E as tiras penduradas em uma cadeira para secar. Afinal, trata-se da famosa pastacciutta, ou massa seca. Para o molho de tomate, paci\u00eancia, min\u00facia e precis\u00e3o. Da\u00ed, portanto, vinha uma possibilidade de massa, depuramento alqu\u00edmico e transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Massa<\/strong><br \/>\nTodos n\u00f3s, que trabalhamos com Educa\u00e7\u00e3o Infantil, sabemos da import\u00e2ncia das misturas para as crian\u00e7as. Por exemplo, quando elas est\u00e3o em um tanque de areia realizando experi\u00eancias de transvasamento de \u00e1gua e areia em copinhos de pl\u00e1stico, s\u00e3o capazes de passar horas a fio nessa atividade, se as deixarmos. Que tipo de conhecimento est\u00e1 sendo engendrado ali? Vale lembrar que o entendimento sobre a conserva\u00e7\u00e3o dos volumes \u2013 quando a pessoa compreende que um copo alto e estreito pode conter a mesma quantidade de l\u00edquido de um copo largo e curto \u2013 se d\u00e1 por volta dos 10, 11 anos. Por essa raz\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o pensamento operat\u00f3rio que ali se prepara, ou n\u00e3o apenas ele, mas toda a dimens\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o humana que se baseia na experi\u00eancia, no manuseio, na mistura, em massas, subst\u00e2ncias que se transformam pela nossa a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>E aqui vai uma receita:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>1 quilo de farinha de trigo<\/li>\n<li>1\/2 quilo de sal<\/li>\n<li>P\u00f3 xadrez da cor desejada<\/li>\n<li>\u00d3leo de cozinha<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sente-se no ch\u00e3o, em roda, com as crian\u00e7as. Em uma bacia, misture a farinha, o sal (que tem aqui a fun\u00e7\u00e3o de conservante) e a por\u00e7\u00e3o de p\u00f3 xadrez (ou anilina) para chegar \u00e0 tonalidade desejada. Coloque duas colheres de sopa de \u00f3leo. V\u00e1 acrescentando \u00e1gua aos poucos, procurando dar unidade \u00e0 massa at\u00e9 chegar a uma \u00fanica bola, ao mesmo tempo male\u00e1vel e sem esfarelar. Reparta a bola em por\u00e7\u00f5es iguais ao n\u00famero de crian\u00e7as de sua sala.<\/p>\n<p>Pois bem, que poder de encantamento tem essa massa para as crian\u00e7as? Esse longo tempo passado a fazer das bolas, cobrinhas; das cobrinhas, bonecos; dos bonecos, cachorrinhos, e assim por diante, revela um grande prazer que \u00e9, ao mesmo tempo, sensorial e cognitivo, sem dissocia\u00e7\u00f5es entre sentir e agir. Esse tipo de prazer teve por grande int\u00e9rprete o fil\u00f3sofo franc\u00eas Gaston Bachelard, que procurou ver na literatura manifesta\u00e7\u00f5es de uma \u201ctese que afirma o car\u00e1ter primitivo, o car\u00e1ter psiquicamente fundamental da imagina\u00e7\u00e3o criadora.\u201d<sup>2<\/sup><\/p>\n<p>Para Bachelard, a imagina\u00e7\u00e3o criadora produz o que ainda n\u00e3o existe, e o faz no embate ou conv\u00edvio com a mat\u00e9ria. Este autor se contrap\u00f5e \u00e0 vis\u00e3o de um real anterior \u00e0s a\u00e7\u00f5es de um sujeito: \u201ctanto para a filosofia realista como para o comum dos psic\u00f3logos, \u00e9 a percep\u00e7\u00e3o das imagens que determina os processos da imagina\u00e7\u00e3o. Para eles, vemos as coisas primeiro, imaginamo-las depois; combinamos, pela imagina\u00e7\u00e3o, fragmentos do real percebido, lembran\u00e7as do real vivido, mas n\u00e3o poder\u00edamos atingir o dom\u00ednio de uma imagina\u00e7\u00e3o fundamentalmente criadora. O conselho de bem ver, que forma o fundo da cultura realista, domina sem dificuldade o nosso paradoxal conselho de bem sonhar, de sonhar permanecendo fiel ao onirismo dos arqu\u00e9tipos<sup>3<\/sup> que est\u00e3o enraizados no inconsciente humano.\u201d (A Terra e os devaneios da vontade, p.2).<\/p>\n<p>Essa tentativa de compreender a g\u00eanese e os desdobramentos da imagina\u00e7\u00e3o leva-o a intitular cap\u00edtulos como: \u201cA vontade incisiva e as mat\u00e9rias duras. O car\u00e1ter agressivo das ferramentas\u201d; \u201cAs mat\u00e9rias da moleza. A valoriza\u00e7\u00e3o da lama\u201d; \u201cA massa\u201d; e assim por diante. Nesses cap\u00edtulos s\u00e3o n\u00edtidos os aprendizados com a crian\u00e7a que subsiste em n\u00f3s e que, portanto, s\u00e3o valiosos para compreendermos melhor a g\u00eanese da imagina\u00e7\u00e3o e do conhecimento. Quando oferecemos \u00e0 crian\u00e7a uma bola de argila para ela modelar, um mundo de possibilidades se abre em suas m\u00e3os, dos arqu\u00e9tipos culturais de vasos e todos os tipos de recipientes \u00e0s figuras de homens e animais requerendo um trabalho criador para ganhar forma.<\/p>\n<p>Este trabalho, afirma Bachelard, \u00e9 conduzido por \u201csonhos de a\u00e7\u00e3o que designaremos como devaneios da vontade\u201d e n\u00e3o por uma reprodu\u00e7\u00e3o do real, pois para ele \u201cos devaneios s\u00e3o a base da psicologia da cria\u00e7\u00e3o\u201d (A Terra e os devaneios da vontade, p. 108). E continua: \u201ca palma da m\u00e3o \u00e9 uma prodigiosa floresta muscular. A menor esperan\u00e7a de a\u00e7\u00e3o a faz estremecer\u201d e \u201ca primavera perfumada nasce da m\u00e3o feliz\u201d (p.67), aquela que encontra uma mat\u00e9ria prop\u00edcia para exercer a imagina\u00e7\u00e3o criadora. E aqui se formula uma hip\u00f3tese, que proponho aos leitores.<\/p>\n<p>E se em lugar de soterrarmos nosso pensamento sens\u00f3rio-motor, t\u00e3o potente at\u00e9 os 4 anos, com todo tipo de coisas prontas \u2013 brinquedos, imagens, comportamentos estereotipados \u2013 n\u00f3s segu\u00edssemos experimentando as coordena\u00e7\u00f5es de sensa\u00e7\u00f5es (sens\u00f3rio) e movimentos (motor) at\u00e9 o fim da vida? Nesse caso, essa \u00e9 minha aposta, todos n\u00f3s poder\u00edamos ter mais bem integrados sensa\u00e7\u00f5es, sentimentos, intui\u00e7\u00f5es e pensamentos, com possibilidades de sermos mais criativos e felizes em qualquer circunst\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Como crian\u00e7as, que nunca perdem o prazer de experimenta\u00e7\u00f5es com uma boa massa bem melequenta e do conhecimento que da\u00ed pode se originar. Afinal, culin\u00e1ria, desenho, pintura, escultura e esportes s\u00e3o exemplos de atividades humanas fundamentais nas quais a imagina\u00e7\u00e3o criadora originase da intimidade experimental com a mat\u00e9ria, e n\u00e3o de sistemas de id\u00e9ias preestabelecidas. Que viva sempre em n\u00f3s o nosso sens\u00f3rio-motor!<\/p>\n<p>(Monique Deheinzelin, f\u00edsica, educadora e autora do livro A fome com a vontade de comer, uma proposta curricular de educa\u00e7\u00e3o infantil &#8211; Vozes, 1996 -, entre outros)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Gerda Brentani (Trieste,1906 &#8211; S\u00e3o Paulo, 1999) foi artista pl\u00e1stica e seus desenhos ilustram este artigo. Alguns deles estar\u00e3o expostos na galeria da Escola Comunit\u00e1ria de Campinas at\u00e9 27 de outubro de 2008.<br \/>\n<sup>2<\/sup>Gaston Bachelard. A Terra e os devaneios da vontade: ensaio sobre a imagina\u00e7\u00e3o das for\u00e7as. Trad. Paulo Neves da Silva. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1991. p. 2.<br \/>\n<sup>3<\/sup>Sonhos com imagens ligadas a grandes temas do inconsciente coletivo.<\/p>\n<h4>O chafariz<\/h4>\n<p>Argila, como meio para a crian\u00e7a projetar, expandir e elaborar id\u00e9ias e experi\u00eancias.<\/p>\n<div id=\"attachment_4642\" style=\"width: 463px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda5.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4642\" class=\"size-full wp-image-4642\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda5.jpg\" alt=\"avisala_36_gerda5.jpg\" width=\"453\" height=\"489\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda5.jpg 453w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda5-277x300.jpg 277w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4642\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Giorgia<br \/>No meu chafariz&#8230; a \u00e1gua vem da direita e da esquerda como um spray. \u00c9 um chafariz como um arco-\u00edris, faz uma curva. \u00c9 um chafariz que chora porque a \u00e1gua vem para baixo das partes como um chor\u00e3o (\u00e1rvore). No topo, tem dois cora\u00e7\u00f5es, como no meu desenho.<\/p><\/div>\n<p>.<\/p>\n<div id=\"attachment_4643\" style=\"width: 463px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4643\" class=\"size-full wp-image-4643\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda6.jpg\" alt=\"avisala_36_gerda6.jpg\" width=\"453\" height=\"1086\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda6.jpg 453w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda6-125x300.jpg 125w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2008\/10\/avisala_36_gerda6-427x1024.jpg 427w\" sizes=\"auto, (max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-4643\" class=\"wp-caption-text\">Alice<br \/>\u00c9 um chafariz de gelo que eu vi nas montanhas onde h\u00e1 muita neve. Eu fiz \u00e1gua gelada que cai. No topo do chafariz tem um peixe feito de gelo tamb\u00e9m&#8230; A \u00e1gua vai para cima e vem para fora atrav\u00e9s dos buracos perto do peixe do topo.<\/p><\/div>\n<p>(Trechos e fotos extra\u00eddos do livro: Le Fontane. Ed. Reggio Children, 1995. Tradu\u00e7\u00e3o livre.)<\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Contato com a autora: Monique Deheinzelin. E-mail: moniqued@uol.com.br<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<ul>\n<li>A Terra e os devaneios da vontade: ensaio sobre a imagina\u00e7\u00e3o das for\u00e7as, Gaston Bachelard. Ed. Martins Fontes. Tel.: (11) 3241-3677<\/li>\n<li>O ar e os sonhos: ensaio sobre a imagina\u00e7\u00e3o do movimento, Gaston Bachelard. Ed. Martins Fontes. Tel.: (11) 3241-3677<\/li>\n<li>A \u00e1gua e os sonhos: ensaio sobre a imagina\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, Gaston Bachelard. Ed. Martins Fontes. Tel.: (11) 3241-3677<\/li>\n<li>Eu me lembro, Gerda Brentani, Companhia das Letrinhas. Tel.: (11) 3707-3500.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A imagina\u00e7\u00e3o criadora pode ser apoiada pelo trabalho experimental com subst\u00e2ncias diversas, tais como \u00e1gua, areia, terra, sempre bem-vindas em processos educativos. Por Monique Deheinzelin<\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":3857,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[756,397],"tags":[1109,240,924,624,471,923,461,921,922],"class_list":{"0":"post-4631","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-aprendendo-com-a-crianca","8":"category-revista-avisala-36","9":"tag-revista-avisa-la-2008","10":"tag-argila","11":"tag-barro","12":"tag-criatividade","13":"tag-imaginacao","14":"tag-massa","15":"tag-monique-deheinzelin","16":"tag-terra","17":"tag-toque","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4631","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4631\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3857"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}