{"id":4205,"date":"2009-08-18T18:38:34","date_gmt":"2009-08-18T21:38:34","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=4205"},"modified":"2023-03-27T19:42:03","modified_gmt":"2023-03-27T22:42:03","slug":"o-politicamente-correto-nas-historias-infantis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-39\/o-politicamente-correto-nas-historias-infantis\/","title":{"rendered":"O politicamente correto nas hist\u00f3rias infantis"},"content":{"rendered":"<h5>Personagens de narrativas que provocam medo e tristeza nas crian\u00e7as s\u00e3o fundamentais para que elas reconhe\u00e7am seus sentimentos e possam refletir sobre seus dramas<\/h5>\n<div id=\"attachment_4208\" style=\"width: 252px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4208\" class=\"size-full wp-image-4208 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_39_ilan6.jpg\" alt=\"avisala_39_ilan6.jpg\" width=\"242\" height=\"236\" \/><p id=\"caption-attachment-4208\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o: Samuel Casal. in O Turbante da Sabedoria e Outras Hist\u00f3rias de Nasrudin, de Ilan Brenman. Edi\u00e7\u00f5es Sm, 2008<\/p><\/div>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, especialmente a partir dos anos 1980, tem-se prestado cada vez mais aten\u00e7\u00e3o ao termo \u201cpoliticamente correto\u201d. O que ele significa exatamente? Segundo a enciclop\u00e9dia virtual Wikip\u00e9dia, faz parte de uma pol\u00edtica que consiste em tornar a linguagem neutra em termos de discrimina\u00e7\u00e3o e evitar que possa ser ofensiva para certas pessoas ou grupos sociais, como a linguagem e o imagin\u00e1rio racistas ou sexistas. Exemplos n\u00e3o faltam. \u00c9 poss\u00edvel enumerar diversas express\u00f5es que foram varridas da m\u00eddia, dos livros e de nossas conversas por serem politicamente incorretas, ou seja, por conterem ideias discriminat\u00f3rias ou pejorativas rela\u00e7\u00e3o a um grupo. No entanto, ser\u00e1 que este comportamento \u00e9 sempre positivo ou pertinente?<\/p>\n<p>Recentemente, nota-se uma tend\u00eancia de levar o \u201cpoliticamente correto\u201d para as hist\u00f3rias e cantigas tradicionais pelo fato de elas apresentarem conte\u00fados supostamente inadequados ou violentos demais para as crian\u00e7as. Ser\u00e1 que voc\u00ea j\u00e1 ouviu a famosa can\u00e7\u00e3o Atirei o pau no gato, entoada de maneira diferente da original, alardeando uma letra mais pac\u00edfica? Veja: \u201cN\u00e3o atire o pau no gato, porque ele \u00e9 nosso amigo&#8230;\u201d Ou ent\u00e3o, j\u00e1 escutou vers\u00f5es em que o lobo n\u00e3o come a vov\u00f3 nem a Chapeuzinho Vermelho em um dos mais famosos contos de fadas?<br \/>\n<!--more--><br \/>\nAo perceber o crescimento dessa quest\u00e3o, o psic\u00f3logo, escritor e contador de hist\u00f3rias Ilan Brenmam resolveu investigar a presen\u00e7a do \u201cpoliticamente correto\u201d nos enredos infantis. Seu estudo A condena\u00e7\u00e3o de Em\u00edlia: uma reflex\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o de livros politicamente corretos virou tese de doutorado defendida na Universidade de S\u00e3o Paulo. Por considerar o assunto pertinente aos educadores, a Revista Avisa l\u00e1 entrevistou Ilan para que ele pudesse falar sobre a verdadeira import\u00e2ncia das hist\u00f3rias para todos (as crian\u00e7as est\u00e3o evidentemente inclu\u00eddas) porque espelham a complexidade dos seres humanos, ou seja, falam de medos e de tristezas. A seguir, alguns trechos da conversa.<\/p>\n<p><strong>Revista Avisa l\u00e1 \u2013<\/strong> Muitas vezes, h\u00e1 resist\u00eancia por parte dos adultos em apresentar aos pequenos hist\u00f3rias que expressam de maneira clara conflitos t\u00edpicos do ser humano. Ser\u00e1 que eles precisam mesmo conhecer narrativas cujas personagens s\u00e3o m\u00e1s, com madrastas perversas ou bruxas devoradoras de criancinhas?<\/p>\n<p><strong>Ilan Brenman \u2013<\/strong> A personagem mais conflituosa e com mais dificuldades costuma ser a mais interessante e a que mais chama a aten\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Justamente porque ela expressa dificuldades e problemas humanos, mostrando como somos. S\u00f3 que faz isso metaforicamente, de maneira segura. Precisamos de hist\u00f3rias de verdade, que expressem o conflito e a complexidade da nossa exist\u00eancia. A viol\u00eancia maior est\u00e1 no sil\u00eancio, na falta de palavras, naquilo que vivemos, mas n\u00e3o podemos expressar, no que se torna n\u00e3o-dito. Quando um conto tradicional, por exemplo, \u00e9 mutilado, extirpando seus conflitos, h\u00e1 um impedimento que o p\u00fablico, seja adulto ou infantil, se reconhe\u00e7a em seus personagens, e que os dramas dialoguem com o que o leitor sente. Toda crian\u00e7a tem seus dramas e vive conflitos. Essa no\u00e7\u00e3o de que ela \u00e9 pura e precisa ser protegida \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o idealizada de inf\u00e2ncia, heran\u00e7a de um pensamento rousseauniano<sup>1<\/sup>. \u00c9 uma vis\u00e3o extremamente romantizada e distante da realidade.<\/p>\n<p><strong>Avisa l\u00e1 \u2013<\/strong> Quem convive com crian\u00e7as n\u00e3o nota essa complexidade humana? N\u00e3o vive na pr\u00f3pria pele seus conflitos e dramas?<\/p>\n<p><strong>Ilan \u2013<\/strong> As pessoas nem sempre t\u00eam essa no\u00e7\u00e3o ou querem enxergar seus conflitos. H\u00e1 tamb\u00e9m uma necessidade de controle. O adulto, muitas vezes, quer uma pacifica\u00e7\u00e3o, um ambiente mais controlado e, portanto, menos trabalhoso, o que o fil\u00f3sofo franc\u00eas Paul Ricoeur (1913-2005) chamou de \u201ca paz dos cemit\u00e9rios\u201d. \u00c9 a\u00ed que a literatura do \u201cpoliticamente correto\u201d e sem conflitos encontra espa\u00e7o e se distancia da verdadeira literatura, que trabalha com o imponder\u00e1vel. A literatura n\u00e3o prop\u00f5e respostas; ela pergunta, faz pensar, faz falar, e isso, muitas vezes, assusta porque escapa ao controle. A literatura que traz o conflito \u00e9 aquela que a crian\u00e7a consegue se identificar e pensar sobre a vida. Esse \u00e9 o motivo pelo qual o \u201cpoliticamente correto\u201d n\u00e3o costuma interessar ao p\u00fablico infantil.<\/p>\n<p><strong>Avisa l\u00e1 \u2013<\/strong> E quanto \u00e0s passagens violentas? Ser\u00e1 que pais e educadores n\u00e3o teriam ressalvas quanto aos contos tradicionais tamb\u00e9m por esse motivo? Aquela velha m\u00e1xima de que viol\u00eancia gera viol\u00eancia, que tanto aplicamos \u00e0 TV e ao videogame, tamb\u00e9m n\u00e3o valeria para algumas hist\u00f3rias?<\/p>\n<p><strong>Ilan \u2013<\/strong> A TV e o videogame n\u00e3o s\u00e3o causadores de viol\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 o conte\u00fado da programa\u00e7\u00e3o televisiva \u2013 ainda que muita coisa ruim e inadequada para as crian\u00e7as seja veiculada \u2013 o que incita a viol\u00eancia. O que mais contribui \u00e9 a viv\u00eancia virtual proposta, ou seja, o tempo que se passa em frente aos aparelhos eletr\u00f4nicos porque tomam tempo de socializa\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a crian\u00e7a n\u00e3o aprende a lidar com o mundo. Ainda h\u00e1 que se considerar que a m\u00e9dia brasileira em frente \u00e0 televis\u00e3o \u00e9 alt\u00edssima, por volta de cinco horas di\u00e1rias. Sobre o videogame, os jogos virtuais n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o diferentes da brincadeira Pol\u00edcia e Ladr\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Avisa l\u00e1 \u2013<\/strong> O que fazer com as hist\u00f3rias que cont\u00eam conte\u00fado racista, ainda que possuam grande qualidade liter\u00e1ria, como as de Monteiro Lobato ou mesmo como as cantigas tradicionais, que fazem parte de nosso caldo cultural?<\/p>\n<div id=\"attachment_4210\" style=\"width: 423px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-4210\" class=\"size-full wp-image-4210 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_39_ilan2.jpg\" alt=\"avisala_39_ilan2.jpg\" width=\"413\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_39_ilan2.jpg 413w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_39_ilan2-300x223.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 413px) 100vw, 413px\" \/><p id=\"caption-attachment-4210\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Ana Carolina Carvalho<\/p><\/div>\n<p><strong>Ilan \u2013<\/strong> Se o professor vai ler Monteiro Lobato \u00e0 sua turma, precisa fazer em sua integridade, sem pular p\u00e1ginas e sem cortar trechos. Ele tamb\u00e9m precisa estar preparado para responder, se a crian\u00e7a perguntar e se o conte\u00fado racista do texto chamar a sua aten\u00e7\u00e3o, sobre o que o autor escreveu. O adulto, nesse caso, precisa situar historicamente o autor. Por que Monteiro Lobato, por exemplo, usa certas express\u00f5es? Em que \u00e9poca viveu? No entanto, acho muito dif\u00edcil que uma crian\u00e7a questione porque ela n\u00e3o se at\u00e9m a esses trechos. Ela n\u00e3o vai ficar racista porque leu Monteiro Lobato ou ouviu uma cantiga tradicional. Na maioria das vezes, o preconceito est\u00e1 na cabe\u00e7a do adulto. \u00c9 ele quem pressup\u00f5e a rea\u00e7\u00e3o do interlocutor. Uma boa leitura, na verdade, \u00e9 capaz de levar ao caminho oposto: ao pensamento, \u00e0 reflex\u00e3o, ao fim da intoler\u00e2ncia e do preconceito.<\/p>\n<p><strong>Avisa l\u00e1 \u2013<\/strong> E quanto \u00e0s f\u00e1bulas e suas morais?<\/p>\n<p><strong>Ilan \u2013<\/strong> A palavra \u201cf\u00e1bula\u201d vem da express\u00e3o fabular, que \u00e9 o pr\u00f3prio falar sobre a vida e sobre as pessoas. Trata-se de hist\u00f3rias muito antigas nas quais os homens podiam se identificar, sem muitos riscos, com os personagens animais, mais distantes deles, al\u00e9m de apresentar conflitos e problem\u00e1ticas bastante humanas. Nem sempre a moral esteve atrelada \u00e0s suas narrativas. Essa \u00e9 uma ideia relativamente nova. Come\u00e7ou com La Fontaine (1621\u20131695)<sup>2<\/sup> e \u00e9, portanto, datada e conectada \u00e0 necessidade de uma literatura ligada \u00e0 pedagogia. Se considerarmos esse tipo de g\u00eanero, perceberemos que elas s\u00e3o muito variadas e ricas. Al\u00e9m disso, praticamente todos os povos tiveram as suas, um modo universal de pensar sobre o mundo.<\/p>\n<p><strong>Avisa l\u00e1 \u2013<\/strong> Muitas vezes, os livros \u201cpoliticamente corretos\u201d infantis fazem lembrar a literatura de autoajuda dos adultos. \u00c9 poss\u00edvel estabelecer essa rela\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p><strong>Ilan \u2013<\/strong> Sim, ela \u00e9 clara. A literatura de autoajuda tenta apresentar respostas e solu\u00e7\u00f5es para uma vida feliz. Ela se afasta da realidade humana, e da pr\u00f3pria literatura, que n\u00e3o oferece respostas, mas exp\u00f5e conflitos e reflete a vida. O \u201cpoliticamente correto\u201d das hist\u00f3rias infantis tamb\u00e9m tenta fazer as crian\u00e7as felizes. Atualmente, a tristeza \u00e9 algo que aflige. Existe um tabu em rela\u00e7\u00e3o a esse sentimento. H\u00e1 uma ideia corrente de que se estamos tristes \u00e9 porque falhamos em algo. Isso \u00e9 um ideal de toda a sociedade. A meu ver, est\u00e1 ligado \u00e0 necessidade de fazer com que as pessoas consumam, sejam felizes, tenham sucesso, sejam bem-sucedidas. No caso das crian\u00e7as, se as vemos tristes tendemos a pensar que falhamos na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>(Ana Carolina Carvalho, psic\u00f3loga, escritora, colaboradora do Instituto Avisa L\u00e1 e do Museu da Pessoa, ambos em S\u00e3o Paulo (SP). Escreve tamb\u00e9m para o blog Penade Aluguel: http:\/\/www.blogpenadealuguel.blogspot.com)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>O fil\u00f3sofo su\u00ed\u00e7o Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) defendia que a crian\u00e7a era um ser inocente e bom por natureza e que a sociedade \u00e9 que a corrompia.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Escritor franc\u00eas de contos, poemas, m\u00e1ximas e f\u00e1bulas. Ganhou notoriedade mundial com este \u00faltimo g\u00eanero. Al\u00e9m de tornar mais atuais as f\u00e1bulas de Esopo, tamb\u00e9m criou suas pr\u00f3prias, dentre elas A cigarra e a formiga e A raposa e as uvas. As narrativas de La Fontaine s\u00e3o permeadas de pensamentos filos\u00f3ficos com forte moralidade did\u00e1tica e, apesar de t\u00e3o antigas, mant\u00eam-se vivas at\u00e9 hoje.<\/p>\n<h4>Sobre o entrevistado<\/h4>\n<p>Ilan Brenmam nasceu em Israel em 1973 e mora em S\u00e3o Paulo desde 1979. \u00c9 psic\u00f3logo, contador de hist\u00f3rias h\u00e1 mais de 15 anos e escritor. Entre seus livros, est\u00e3o At\u00e9 as princesas soltam pum, As 14 p\u00e9rolas da \u00cdndia, ambos publicados pela Brin que-Book; O turbante da sabedoria e outras hist\u00f3rias de Nasrudin, editado pela SM Edi\u00e7\u00f5es, entre outros.<\/p>\n<h4>Palavra do leitor<\/h4>\n<p><strong>O turbante da sabedoria e outras hist\u00f3rias de Nasrudin, de Ilan Brenmam.<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-4211\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_39_ilan4.jpg\" alt=\"avisala_39_ilan4\" width=\"180\" height=\"266\" \/>Eu gostei do livro porque os contos s\u00e3o de muita sabedoria e, claro, do personagem principal, que \u00e9 Nasrudin, e das hist\u00f3rias da religi\u00e3o do Al\u00e1. Nasrudin \u00e9 s\u00e1bio e engra\u00e7ado e as hist\u00f3rias v\u00e3o desde a sua inf\u00e2ncia at\u00e9 sua morte. A hist\u00f3ria que eu mais gostei se chama Madrugando, que \u00e9 um conto engra\u00e7ado e muito esperto. Mas se eu contar vai estragar a surpresa. O melhor mesmo \u00e9 voc\u00ea ler o livro e descobrir porque Nasrudin \u00e9 t\u00e3o esperto!<br \/>\n(Jo\u00e3o Magalh\u00e3es, 7 anos)<\/p>\n<p><strong>O p\u00f3 do crescimento e outros contos, de Ilan Brenman, Editora Martins Fontes.<\/strong><br \/>\nComo voc\u00ea pode entender do t\u00edtulo, O p\u00f3 do crescimento \u00e9 um livro de contos, a maioria deles, fant\u00e1sticos. A hist\u00f3ria que eu mais gostei chama-se \u201cUma hist\u00f3ria de muita pregui\u00e7a\u201d. E eu gostei dessa hist\u00f3ria porque eu achei muito engra\u00e7ada. Uma das coisas engra\u00e7adas \u00e9 que o sobrenome das pessoas \u00e9 nome de comida, por exemplo, Bertina Alm\u00f4ndega Lentilha. A hist\u00f3ria \u00e9 sobre uma fam\u00edlia muito pregui\u00e7osa que inventou at\u00e9 umas calcinhas e cuecas que absorviam o xixi. Tudo isso s\u00f3 para n\u00e3o ir ao banheiro. Mas eu n\u00e3o vou contar tudo, s\u00f3 n\u00e3o fique com pregui\u00e7a de ler o livro porque \u00e9 muito legal!<br \/>\n(Teresa Magalh\u00e3es, 9 anos)<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-4212\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_39_ilan5.jpg\" alt=\"avisala_39_ilan5\" width=\"190\" height=\"257\" \/><\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Ilan Brenman, contato: ilan@ilan.com.br e ibrenman@uol.com.br &#8211; Site: http:\/\/www.ilan.com.br<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong>Livros<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O p\u00f3 do crescimento e outros contos, de Ilan Brenman, Editora Martins Fontes. Tel.: (11) 3106-9133.<\/li>\n<li>O turbante da sabedoria e outras hist\u00f3rias de Nasrudin, de Ilan Brenmam. SM Edi\u00e7\u00f5es. Tel.: (11) 3847-8920.<\/li>\n<li>At\u00e9 as princesas soltam pum, de Ilan Brenmam. Brinque-Book. Tel.: (11) 3032-6436.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-4213 aligncenter\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_39_ilan3.jpg\" alt=\"avisala_39_ilan3\" width=\"176\" height=\"196\" \/><\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Personagens de narrativas que provocam medo e tristeza nas crian\u00e7as s\u00e3o fundamentais para que elas reconhe\u00e7am seus sentimentos e possam refletir sobre seus dramas, segundo Ilan Brenmam. Por Ana Carolina Carvalho<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":3969,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[400],"tags":[1110,26,512,852,264,851,151,853,42],"class_list":{"0":"post-4205","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-39","8":"tag-revista-avisa-la-2009","9":"tag-ana-carolina-carvalho","10":"tag-discriminacao","11":"tag-fabulas","12":"tag-historias","13":"tag-ilan-brenmam","14":"tag-leitura","15":"tag-politicamente-correto","16":"tag-preconceito","18":"post-with-thumbnail","19":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4205","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4205"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4205\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3969"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4205"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4205"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4205"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}