{"id":3853,"date":"2008-10-08T20:42:14","date_gmt":"2008-10-08T23:42:14","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=3853"},"modified":"2023-03-27T19:06:24","modified_gmt":"2023-03-27T22:06:24","slug":"acalentar-e-acalantos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/jeitos-de-cuidar\/acalentar-e-acalantos\/","title":{"rendered":"Acalentar e acalantos"},"content":{"rendered":"<h5>Quem canta para um beb\u00ea dormir primeiro se acalma com a toada e, assim, transmite tranq\u00fcilidade para o pequeno que est\u00e1 sendo embalado<\/h5>\n<div id=\"attachment_3854\" style=\"width: 345px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3854\" class=\" wp-image-3854  \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos1.jpg\" alt=\"avisala_36_jeitos1.jpg\" width=\"335\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos1.jpg 558w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos1-209x300.jpg 209w\" sizes=\"auto, (max-width: 335px) 100vw, 335px\" \/><p id=\"caption-attachment-3854\" class=\"wp-caption-text\">Sempre Juntas, Sandra Guinle<\/p><\/div>\n<p>Costumamos dizer com rela\u00e7\u00e3o a certas coisas que elas s\u00e3o t\u00e3o antigas quanto o homem. Outras vezes, sobre essas, ou outras coisas, afirmamos que s\u00e3o t\u00e3o naturais como o andar para frente. Ambas as afirma\u00e7\u00f5es integram nosso repert\u00f3rio corriqueiro. \u00c0 sua maneira, dizem algo da verdade, como tamb\u00e9m a mascaram. Desconhe\u00e7o se existe uma hist\u00f3ria sobre os acalantos, assim como temos uma cronologia sobre a vestimenta ou os modos \u00e0 mesa. No entanto, n\u00e3o duvido de que as cantigas de ninar sejam t\u00e3o velhas quanto o homem, bem como t\u00e3o naturais quanto andarmos para frente. Arrisco-me nesta afirma\u00e7\u00e3o: o fato de um adulto embalar um beb\u00ea \u00e9 inerente \u00e0quilo que chamamos humanidade. Acalentar n\u00e3o \u00e9 dedicadamente apreendido como, por exemplo, a escrita na escola, embora o ser humano seja o \u00fanico animal capaz de fazer isso e, portanto, em certo sentido, o escrever tamb\u00e9m entranhe algo de nossa sempre fr\u00e1gil exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Afirmar que cantarmos para adormecer o outro seja t\u00e3o velho quanto o ser humano e t\u00e3o natural quanto o caminhar n\u00e3o significa, no entanto, que seja dado de gra\u00e7a, que essa pr\u00e1tica caia do c\u00e9u ou, em outras palavras, que o adulto \u2013 a imensa maioria das vezes a m\u00e3e, mas n\u00e3o excludentemente \u2013, que cantarola no escuro tentando fazer adormecer o pequeno, n\u00e3o esteja implicado nesse ato. Em suma, todos fazem o poss\u00edvel quando colocam seus esfor\u00e7os no acalento, assim como tudo aquilo que \u00e9 decididamente humano bem pode, tamb\u00e9m, em dado momento, desmanchar-se no ar. Os animais n\u00e3o cantam para seus filhotes. N\u00e3o apenas porque os animais n\u00e3o falam \u2013 mesmo que \u00e0s vezes isso possa nos parecer, como no caso dos papagaios \u2013, sen\u00e3o tamb\u00e9m porque os filhotes n\u00e3o s\u00e3o seus filhos, ou seja, seus filhotes.<\/p>\n<p>N\u00f3s embalamos nossas crian\u00e7as porque s\u00e3o nossas ou, caso n\u00e3o o sejam, porque bem poderiam s\u00ea-lo. O acalentar e o filiar s\u00e3o duas caras de uma mesma moeda. No entanto, o acalentar e o familiar s\u00e3o verso e reverso de uma mesma realidade. Os bichos n\u00e3o fazem suas crias adormecerem com m\u00fasicas, pois n\u00e3o t\u00eam fam\u00edlia, mesmo que possam andar em bandos na natureza. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel pensar que, por exemplo, os gorilas n\u00e3o tenham fam\u00edlia porque n\u00e3o podem, de direito e de fato, recitar can\u00e7\u00f5es ao anoitecer.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Nana, nen\u00ea<\/strong><br \/>\nA sele\u00e7\u00e3o de cantigas do acervo do museu virtual<sup>1<\/sup> passa de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. O traspasso n\u00e3o \u00e9 linear. Nenhum adulto entrevistado lembra quando a pr\u00f3pria m\u00e3e entoava can\u00e7\u00f5es na hora do dormir quando pequeno. Essa lembran\u00e7a \u00e9 imposs\u00edvel. As pessoas dizem ter cantarolado ou ainda cantarolar \u00e0s crian\u00e7as de agora aquilo que lembram ter ouvido quando a m\u00e3e ou a av\u00f3 embalava um irm\u00e3o ou aquilo que recordam que elas disseram alguma vez para a crian\u00e7a, j\u00e1 crescida, ter cantarolado quando ela era pequeninha. \u00c9 claro que tamb\u00e9m h\u00e1 casos de quem diz lembrar n\u00e3o ter podido dormir quando j\u00e1 maiores e, assim, lembrar a cantoria. Essas composi\u00e7\u00f5es s\u00e3o quase sempre curtas. Talvez para que, assim, possam ser repetidas uma e outra vez. Ou qui\u00e7\u00e1 o fato de elas serem repetidas uma e outra vez at\u00e9 o incerto dormir do beb\u00ea as torne r\u00e1pidas. Quem sabe? Quando um pouco mais longas, as letras se desdobram em repeti\u00e7\u00f5es. Talvez porque o adulto pede e volta a pedir que o pequeno durma. Ser\u00e1?<\/p>\n<p>Por outro lado, de uma gera\u00e7\u00e3o a outra, um acalanto gera outros e cada um pode virar um outro. Minha filha, Sof\u00eda, logo de in\u00edcio se revelou de bem dormir. No entanto, deu \u00e0 m\u00e3e e a mim algumas boas oportunidades. O Arroro mi Nena que cantarolei n\u00e3o \u00e9 muito bem aquele do acervo. \u00c0s vezes, arrisquei uma vers\u00e3o mais simples; outras, uma mistura desse com aquele Du\u00e9rmete Ni\u00f1o. Tamb\u00e9m houve noites nas quais me aventurei a dar costura a outras improvisadas deriva\u00e7\u00f5es, muito embora eu n\u00e3o seja dado \u00e0 musicalidade, como uma boa parte da minha fam\u00edlia tampouco \u00e9. A m\u00e3e de Sof\u00eda, por outro lado, acalantou uma e outra vez com gra\u00e7a musical o Nana Nen\u00ea que a cuca vem pegar, mas era uma outra vers\u00e3o daquela do acervo na qual a mulher ia para o cafezal, enquanto o homem estava na ro\u00e7a. Minha esposa, T\u00e2nia, tamb\u00e9m cantou aquela do Boi da Cara Preta. Eu gostava de escut\u00e1-la entoar, em particular, essa \u00faltima que lembra do temor \u00e0s caretas. Certa vez, quando ouvia essa m\u00fasica \u2013 j\u00e1 pela vez n\u00e3o sei das quantas \u2013, consegui escutar a refer\u00eancia ao medo de careta. Antes, ela tinha passado despercebida. Na seq\u00fc\u00eancia me retornou, retroativamente, aquela outra que a cuca vem pegar o nen\u00e9m porque ele n\u00e3o quer dormir, bem como aquele outro verso em espanhol do Du\u00e9rmete Ni\u00f1o no qual o cuco vir\u00e1 comer o beb\u00ea tamb\u00e9m se ele teimar em n\u00e3o dormir. Curioso, n\u00e3o?<\/p>\n<p>De fato, j\u00e1 ouvi h\u00e1 tempos gente que diz que as cantigas de ninar n\u00e3o seriam adequadas aos pequeninos, uma vez que veiculariam supostas amea\u00e7as. Essa e outras reclama\u00e7\u00f5es similares s\u00e3o filhas da ilus\u00e3o que reza fazer coisas supostamente ajustadas tanto \u00e0 suposta intelig\u00eancia, quanto \u00e0 suposta ingenuidade ou pureza infantil. Semelhante cren\u00e7a na possibilidade de existir tal conformidade na vida junto \u00e0s crian\u00e7as \u00e9 isso mesmo uma ilus\u00e3o, ou seja, uma cren\u00e7a animada por um desejo de encontrar a harmonia que sempre falta ao rendez-vous. Os acalantos n\u00e3o t\u00eam como serem adequados, talvez porque eles devam tanto acalentar quanto acalantar, justamente, essa falta de harmonia entre o adulto e o beb\u00ea. Ent\u00e3o, a letra vale pelo que diz essa falta de propor\u00e7\u00e3o para o cuidador que a escuta al\u00e9m do que ouve. Em outras palavras, ele cantarola no escuro para assim ninar algo de si, embora pare\u00e7a ser a crian\u00e7a a destinat\u00e1ria da cantiga. Quem n\u00e3o fez isso no escuro alguma vez? Certamente, isso n\u00e3o fez com que enxergasse melhor, mas deve ter iluminado uma luz no fim do t\u00fanel para, assim, caminhar mais tranq\u00fcilo.<\/p>\n<div id=\"attachment_3855\" style=\"width: 261px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3855\" class=\" wp-image-3855  \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos2.jpg\" alt=\"Tempestade, Sandra Guinle\" width=\"251\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos2.jpg 419w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos2-228x300.jpg 228w\" sizes=\"auto, (max-width: 251px) 100vw, 251px\" \/><p id=\"caption-attachment-3855\" class=\"wp-caption-text\">Tempestade, Sandra Guinle<\/p><\/div>\n<p>Nesse sentido, as cantorias com vistas a fazer dormir o nen\u00e9m talvez, primeiro, tragam calmaria ao adulto e essa, por sua vez, sentida na pele e nos ouvidos, seja a que fa\u00e7a dormir o pequeno. Mas por que os pais estariam intranq\u00fcilos \u00e0 noite? Podemos responder: porque o beb\u00ea n\u00e3o dorme e eles t\u00eam de levantar cedo no dia seguinte para ir trabalhar! Mas se tudo nas nossas vidas fosse t\u00e3o linear e mec\u00e2nico, n\u00f3s n\u00e3o ser\u00edamos t\u00e3o humanos como somos.<\/p>\n<p><strong>M\u00fasica para acalmar<\/strong><br \/>\n\u00c0 noite ficamos, de fato, inquietos. Na tranq\u00fcilidade do escuro, enxergamos a fragilidade da exist\u00eancia e a imensid\u00e3o das for\u00e7as da natureza. A noite de hoje tamb\u00e9m nos lembra as de nossa inf\u00e2ncia, \u00e0 merc\u00ea do car\u00e1ter, sempre em \u00faltima inst\u00e2ncia, ineduc\u00e1vel da realidade pulsional, da densidade insistente dos afetos. Por outro lado, uma crian\u00e7a pousa no colo de sua m\u00e3e e, embora n\u00e3o seja o in\u00edcio absoluto de nada, pois a hist\u00f3ria j\u00e1 estava em curso, a\u00ed se instala uma diferen\u00e7a entre um antes e um depois. Agora, a senhora de plant\u00e3o se depara com o fato de aceitar, ou n\u00e3o, ser m\u00e3e desse ser que chega ao mundo sempre mais ou menos estrangeiro com rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles que j\u00e1 o habitam faz tempo. Essa decis\u00e3o, que implica uma ado\u00e7\u00e3o, uma acolhida, ecoa no horizonte e manda \u00e0s favas o suposto instinto materno. Os beb\u00eas dormem de dia, s\u00e3o mais soci\u00e1veis \u00e0 noite, choram por coisas que os grandes n\u00e3o entendem, fazem todo o tipo de caretas \u2013 ser\u00e1 que \u00e9 por isso que a m\u00fasica Boi da Cara Preta faz alus\u00e3o \u00e0s caretas que amedrontam? \u2013, falam uma l\u00edngua que n\u00e3o parece ser de f\u00e1cil compreens\u00e3o, dentre outras coisas meio esquisitas \u00e0 vida j\u00e1 feita cotidiana e familiar.<\/p>\n<p>Nesse sentido, n\u00e3o \u00e9 para menos que a natureza estrangeira do rec\u00e9m- chegado vire intranq\u00fcilidade. Um rec\u00e9m-nascido \u00e9, de fato, estrangeiro ou ele \u00e9 considerado tal? Semelhante pergunta n\u00e3o tem resposta. O importante \u00e9 ele ser recebido como se o fosse, pois isso metaforiza o inevit\u00e1vel desencontro no real entre o adulto e o pequeno ser. Que ele seja encarado como se fosse um estrangeiro n\u00e3o \u00e9 equivalente a que o seja, como se fosse um extraterrestre ou um selvagem. Do indiv\u00edduo considerado um selvagem, aquele que se toma por civilizado pretende manter certa dist\u00e2ncia. Se o acha um bom selvagem, ent\u00e3o querer\u00e1 estud\u00e1-lo de forma minuciosa e cient\u00edfica para, assim, saber da exata medida da diferen\u00e7a que h\u00e1 entre ambos e, dessa maneira, apagar o estranho mist\u00e9rio que tanto anima um quanto angustia o outro. Ao contr\u00e1rio, se se trata de um mal selvagem, o civilizado tentar\u00e1 livrar-se da temer\u00e1ria estranheza organizando uma campanha de exterm\u00ednio.<\/p>\n<p>Por outro lado, do extraterrestre, no fundo, nada queremos saber. T\u00e3o-s\u00f3 queremos manter sempre a mesma dist\u00e2ncia que, ao mesmo tempo, nos permita ador\u00e1-lo, sonh\u00e1-lo, como tamb\u00e9m fugirmos dele caso lhe ocorra aproximar-se um pouco mais. Tanto um quanto o outro s\u00e3o tratados diferentemente de algu\u00e9m de outro lugar ao qual lhe supomos, com maior ou menor simpatia, que possui coisas de um outro mundo para nos contar, bem como lhe supomos estar interessado em saber como n\u00f3s somos. Em suma, receber um estrangeiro d\u00e1 samba, enquanto um beb\u00ea, como se o fosse, bem pode fazer soar acalantos! Ao contr\u00e1rio, n\u00e3o ninamos nem extraterrestres nem selvagens: eles n\u00e3o t\u00eam nada a nos dizer, nem n\u00f3s a lhes cantarolar.<\/p>\n<p>Uma m\u00e3e fala para seu filho na espera de que ele aprenda sua l\u00edngua e, dessa forma, possa contar a ela sobre essas coisas de outro mundo, vindo, assim, ambos a serem menos estranhos entre si e, portanto, mais familiares os dois. Uma mulher sup\u00f5e ao rec\u00e9m-chegado ao mundo a mesma iniciativa comunicativa que ela possui, bem como a sua mesma intelig\u00eancia para o di\u00e1logo. Como n\u00e3o supor? Caso n\u00e3o o fizesse, ent\u00e3o n\u00e3o falaria ao beb\u00ea. Assim, ela fala de dia e cantarola \u00e0 noite. Por\u00e9m, uma m\u00e3e tamb\u00e9m sabe que tanto essa iniciativa comunicativa quanto essa intelig\u00eancia est\u00e3o ainda tomadas por certa fragilidade. Por isso mesmo ela insiste: fala de dia e cantarola \u00e0 noite. De onde adv\u00e9m semelhante insist\u00eancia vocal?<\/p>\n<p>Certa vez, Sigmund Freud<sup>2<\/sup> \u2013 o pai da psican\u00e1lise \u2013 afirmou: \u201c(&#8230;) a evolu\u00e7\u00e3o da civiliza\u00e7\u00e3o pode ser simplesmente descrita como a luta da esp\u00e9cie humana pela vida. E \u00e9 essa a batalha de Tit\u00e3s que nossas bab\u00e1s tentam apaziguar com sua cantiga de ninar!\u201d.<\/p>\n<p>(Leandro de Lajonqui\u00e8re, professor titular na Universidade de S\u00e3o Paulo, respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Estudos e Pesquisas Psicanal\u00edticas e Educacionais sobre a Inf\u00e2ncia)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Vasto patrim\u00f4nio humano, manifesto pelas cantigas entoadas em v\u00e1rias l\u00ednguas por diferentes povos, est\u00e1 sendo reunido num grande acervo virtual de grava\u00e7\u00f5es e imagens, por iniciativa do Instituto Audit\u00f3rio Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo (SP).<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Austr\u00edaco, criador da Psican\u00e1lise. (1856 \u2013 1939)<\/p>\n<div id=\"attachment_3856\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3856\" class=\" wp-image-3856  \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos3.jpg\" alt=\"Ventania, Sandra Guinle\" width=\"550\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos3.jpg 916w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/02\/avisala_36_jeitos3-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><p id=\"caption-attachment-3856\" class=\"wp-caption-text\">Ventania, Sandra Guinle<\/p><\/div>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Texto dispon\u00edvel em: http:\/\/www.auditorioibirapuera.com.br \/acalanto_texto_leandrolajonquiere.aspx<br \/>\nContato com o autor: Leandro de Lajonqui\u00e8re. E-mail: ldelajonquiere@uol.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem canta para um beb\u00ea dormir primeiro se acalma com a toada e, assim, transmite tranq\u00fcilidade para o pequeno que est\u00e1 sendo embalado. Por Leandro de Lajonqui\u00e8re<\/p>\n","protected":false},"author":149,"featured_media":3857,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4,398],"tags":[1110,804,803,545,806,807,802,805],"class_list":{"0":"post-3853","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-jeitos-de-cuidar","8":"category-revista-avisala-37","9":"tag-revista-avisa-la-2009","10":"tag-acalantar","11":"tag-acalanto","12":"tag-bebes","13":"tag-cancoes","14":"tag-dormir","15":"tag-leandro-de-lajonquiere","16":"tag-ninar","18":"post-with-thumbnail","19":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3853","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/149"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3853"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3853\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3857"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3853"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3853"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3853"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}