{"id":379,"date":"2000-04-16T18:31:43","date_gmt":"2000-04-16T21:31:43","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=379"},"modified":"2023-03-27T10:22:38","modified_gmt":"2023-03-27T13:22:38","slug":"alguem-morou-aqui-antes-de-nos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/alguem-morou-aqui-antes-de-nos\/","title":{"rendered":"Algu\u00e9m morou aqui antes de n\u00f3s"},"content":{"rendered":"<h5>Os \u00edndios, primeiros habitantes do Brasil, tiveram grande influ\u00eancia em nossa forma\u00e7\u00e3o cultural e social. No entanto, conhecemos pouco das diferentes etnias que povoaram nossas terras. Mesmo nas cidades que se originaram de povoa\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, pouco se sabe sobre quem eram essas pessoas e como viviam . Este \u00e9 o caso da cidade paulista de Embu das Artes ou melhor M&#8217;Boy, aldeia original dos \u00edndios guaranis. Diante disso, educadoras da creche Em\u00edlia, no Embu, propuseram \u00e0s crian\u00e7as estudar um pouco do passado desses povos que habitaram o Brasil muito antes das caravelas portuguesas aportarem aqui, 500 anos atr\u00e1s.<\/h5>\n<p><!--more--><\/p>\n<div id=\"attachment_387\" style=\"width: 326px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-387\" class=\"size-full wp-image-387\" title=\"avisala_03_tempo5\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_03_tempo5.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o: Silvana Augusto sobre desenho das crian\u00e7as\" width=\"316\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_03_tempo5.jpg 316w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_03_tempo5-270x300.jpg 270w\" sizes=\"auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><p id=\"caption-attachment-387\" class=\"wp-caption-text\">As crian\u00e7as demonstraram possuir muitos conhecimentos, mas vimos que pod\u00edamos ampli\u00e1-los<br \/>(Ilustra\u00e7\u00e3o: Silvana Augusto sobre desenho das crian\u00e7as)<\/p><\/div>\n<p>Os \u00edndios guaranis foram os primeiros a habitar as terras do Embu, no entanto, nossas crian\u00e7as s\u00f3 ouviam falar deles no dia 19 de abril, e ainda assim tinham na maioria da vezes informa\u00e7\u00f5es estereotipadas que n\u00e3o condiziam com a atual condi\u00e7\u00e3o de nossos \u00edndios. Por isso, pensamos ser de grande import\u00e2ncia pesquisar com as crian\u00e7as, moradoras desse munic\u00edpio, as marcas deixadas pela cultura ind\u00edgena, relacionando-a com o nosso cotidiano.<\/p>\n<p>Para dar in\u00edcio ao projeto, partimos do que as crian\u00e7as j\u00e1 sabiam sobre os \u00edndios, as hip\u00f3teses que elas tinham sobre o assunto:<\/p>\n<p>\u2013 O \u00edndio tamb\u00e9m tem mulheres e morava aqui no Embu e a\u00ed foram para outra selva. Selva \u00e9 s\u00f3 mato e o \u00edndio tamb\u00e9m come carne e bebe \u00e1gua \u2013 comentou Grasiele numa de nossas conversas.<\/p>\n<p>\u2013 Os \u00edndios n\u00e3o falam a nossa l\u00edngua, eles t\u00eam filhos e mulheres e ficam sem blusa e sem suti\u00e3 \u2013 disse Larissa.<\/p>\n<p>\u2013 Os \u00edndios tomam banho no rio \u2013 completou Karoline.<\/p>\n<p>\u2013 \u00cdndio come mandioca e a Bianca falou que eles comem peixe \u2013 observou Rodrigo.<\/p>\n<p>\u2013 Eles pegam flecha para ca\u00e7ar e comem frutos do mato \u2013 disse J\u00e9ssica.<\/p>\n<p>\u2013 O \u00edndio tem casa para ficar morando \u2013 disse Wanderson.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 uma cabana e faz com pano e pau \u2013 completou Milton.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as demonstraram possuir muitos conhecimentos, mas vimos que pod\u00edamos ampli\u00e1-los pesquisando, buscando, crian\u00e7as e adultos, mais informa\u00e7\u00f5es. Est\u00e1vamos em polgados, na esperan\u00e7a de encontrar algo substancial da cultura ind\u00edgena em nossa cidade. Propusemos ent\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as uma investiga\u00e7\u00e3o desse assunto. Entre as etapas percorridas nesse trabalho, vale citar o estudo do mapa do munic\u00edpio, que \u00e9 portador de muitas informa\u00e7\u00f5es, visitas ao museu do Embu e ao Museu de Antropologia e Etnologia da USP, leitura e aprecia\u00e7\u00e3o de lendas e livros de hist\u00f3ria ind\u00edgena, confec\u00e7\u00e3o de instrumentos musicais t\u00edpicos, aprecia\u00e7\u00e3o do artesanato local, utens\u00edlios e outros objetos ind\u00edgenas, escuta e frui\u00e7\u00e3o dos cantos, culin\u00e1ria de alguns alimentos como o chib\u00e9 e outros que podiam ser comparados com muitos de nossos alimentos.<\/p>\n<p>Tanta pesquisa, leitura de livros, de imagens e debates entre as crian\u00e7as e os adultos da creche nos mostraram que o \u00edndio \u00e9 uma pessoa real, que existe no mundo e n\u00e3o apenas nas p\u00e1ginas dos livros de hist\u00f3rias, diferente das figuras estereotipadas que sempre aparecem nos desenhos animados, livros did\u00e1ticos, etc.<\/p>\n<p>Contudo, descobrimos tamb\u00e9m que infelizmente nada, ou quase nada, ficou da cultura ind\u00edgena no nosso munic\u00edpio: ningu\u00e9m sabe que a na\u00e7\u00e3o ind\u00edgena que viveu na regi\u00e3o \u00e9 a Guarani, e que o nome Embu \u00e9 de origem ind\u00edgena. O dono do restaurante de comida t\u00edpica, que oferecia pratos ind\u00edgenas, desistiu de faz\u00ea-lo porque, segundo ele e outros comerciantes, \u00edndio n\u00e3o faz sucesso com turista. Apenas algumas ruas receberam nomes tupi-guaranis , mas n\u00e3o h\u00e1 mais nada de marcante ou que lembre de fato que os \u00edndios estiveram por aqui.<br \/>\nO trabalho com as crian\u00e7as desvelou parte da hist\u00f3ria esquecida e possibilitou que outras pessoas conhecessem mais, apreciando o material produzido na exposi\u00e7\u00e3o de encerramento do projeto.<\/p>\n<h4><strong>N\u00e3o existe o &#8220;\u00edndio&#8221; brasileiro, mas diferentes culturas ind\u00edgenas<\/strong><\/h4>\n<blockquote><p>&#8220;Somos iguais e diferentes. Iguais no corpo, na intelig\u00eancia e no respeito. Diferentes na l\u00edngua, no jeito, no costume. Somos todos iguais e diferentes: \u00edndios, negros e brancos.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>(Professores ind\u00edgenas do Acre &#8211; Referencial Curricular Nacional para as Escolas Ind\u00edgenas\/MEC)<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;O Brasil \u00e9 uma na\u00e7\u00e3o constitu\u00edda por grande variedade de grupos \u00e9tnicos, com hist\u00f3rias, saberes, culturas e, na maioria das situa\u00e7\u00f5es, l\u00ednguas pr\u00f3prias. Tal diversidade sociocultural \u00e9 riqueza que deve ser preservada. (\u2026) Cada povo ind\u00edgena que vive hoje no Brasil \u00e9 dono de universos culturais pr\u00f3prios. Sua variedade e sua originalidade s\u00e3o um patrim\u00f4nio importante n\u00e3o apenas para eles pr\u00f3prios e para o Brasil, mas, de fato, para toda a humanidade. S\u00e3o mais de 200 os povos ind\u00edgenas que vivem hoje no Brasil. Falam mais de 170 l\u00ednguas diferentes (muitas t\u00e3o diversas e incompreens\u00edveis entre si quanto o portugu\u00eas e o chin\u00eas) e seus territ\u00f3rios localizam-se por todo o pa\u00eds. Al\u00e9m das diferen\u00e7as relativas \u00e0 l\u00edngua, ao modo de viver (de organizar-se socialmente, economicamente, politicamente) e de pensar (sobre o mundo, sobre a humanidade, a vida e a morte, o tempo e o espa\u00e7o), t\u00eam mem\u00f3rias de percursos e experi\u00eancias hist\u00f3ricas diversas, de seus contatos com outros povos ind\u00edgenas e n\u00e3o-\u00edndios. Da reflex\u00e3o sobre essas trajet\u00f3rias, de suas teorias sobre o cosmos e sobre os seres, dos significados que constru\u00edram para as coisas e os acontecimentos, nascem diferentes vis\u00f5es de mundo, expressas na arte, na m\u00fasica, nos mitos, nos rituais, nos discursos. Esse \u00e9 um processo sem fim. Culturas e l\u00ednguas s\u00e3o frutos da heran\u00e7a de gera\u00e7\u00f5es anteriores, mas est\u00e3o sempre em eterna constru\u00e7\u00e3o, reelabora\u00e7\u00e3o, cria\u00e7\u00e3o, desenvolvimento. O respeito ao direito, \u00e0 diferen\u00e7a &#8211; exigido no Brasil pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal &#8211; \u00e9 o principal recurso para a continuidade do processo de constru\u00e7\u00e3o desse patrim\u00f4nio vivo, sempre renovado em seus conte\u00fados e possibilidades e de valor inestim\u00e1vel.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>(Multietnicidade, Pluralidade e Diversidade &#8211; Referencial Curricular Nacional para as Escolas Ind\u00edgenas, MEC, p\u00e1g. 22)<\/p>\n<h4><strong>Leitura: Mitos e lendas ind\u00edgenas<\/strong><\/h4>\n<div id=\"attachment_388\" style=\"width: 273px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-388\" class=\"size-full wp-image-388 \" title=\"avisala_03_tempo6\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_03_tempo6.jpg\" alt=\"Desenho: Tales\" width=\"263\" height=\"353\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_03_tempo6.jpg 263w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_03_tempo6-223x300.jpg 223w\" sizes=\"auto, (max-width: 263px) 100vw, 263px\" \/><p id=\"caption-attachment-388\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Enfim, quando se mergulha no mundo dos mitos e lendas, \u00e9 importante n\u00e3o s\u00f3 apontar as semelhan\u00e7as estruturais das hist\u00f3rias narradas pelo mundo<br \/>afora, mas tamb\u00e9m ressaltar as variantes, as diferen\u00e7as e os ensinamentos que elas podem conter.&#8221; Quer ouvir uma hist\u00f3ria? Lendas e Mitos no Mundo da Crian\u00e7a, Helo\u00edsa Pietro.<br \/>Desenho: Tales<\/p><\/div>\n<p>Lendo mitos de um povo podemos conhecer mais sobre sua cultura. Existe no mercado editorial uma boa oferta de livros que trazem esses textos adaptados para o p\u00fablico infantil. Por\u00e9m, muitos textos foram exageradamente simplificados, infantilizados e descaracterizados. Dessa forma, informam pouco, ou, o que \u00e9 pior, informam mal, \u00e0s vezes at\u00e9 mesmo refor\u00e7ando o preconceito. Al\u00e9m disso, existem mitos mais e menos adequados para informar sobre diferentes povos. Os mitos n\u00e3o pretendem dar explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre os mist\u00e9rios da natureza; eles<br \/>\nservem para ordenar a vida das pessoas em comunidade e para representar um determinado tipo de comportamento.<\/p>\n<p>Esses comportamentos s\u00e3o bastante variados, por isso, um mito, que pode dizer muito sobre um determinado povo ind\u00edgena, pode n\u00e3o significar nada sobre<br \/>\noutro povo qualquer. Nesses casos, \u00e9 melhor selecionar previamente um repert\u00f3rio pequeno, apostando na qualidade e n\u00e3o na quantidade da leitura. \u00c9 interessante ressaltar nessas narrativas fatos antropol\u00f3gicos, caracter\u00edsticas e curiosidades a respeito da etnia como o casamento, a moradia, as festas e relatos das a\u00e7\u00f5es cotidianas da vida do povo que se quer estudar. Nossa bibliografia sugere algumas leituras, dentre elas, &#8220;Hist\u00f3rias de \u00cdndio&#8221;.<\/p>\n<h4><strong>Uma boa dica de leitura\u2026<\/strong><\/h4>\n<p>Hist\u00f3rias de \u00cdndio, editado pela Companhia das Letrinhas. Escrito por um &#8220;\u00edndio de verdade&#8221; \u2013 Daniel Munduruku \u2013, o livro traz \u00e0 tona a quest\u00e3o da diferen\u00e7a entre a cultura ind\u00edgena (mais especificamente a da tribo Munduruku) e a dos brancos, mas sem cair no pitoresco nem infantilizar ou menosprezar a figura do \u00edndio. Hist\u00f3rias de \u00cdndio tem tr\u00eas partes, tr\u00eas tipos de texto que enfocam de maneira diversa temas do universo ind\u00edgena. De forma po\u00e9tica e delicada, na primeira parte do livro, o autor descortina aspectos da cultura munduruku a partir da hist\u00f3ria de Kaxi, um menino que \u00e9 preparado para ser o paj\u00e9 dessa tribo. Trata-se do conto &#8220;O menino que n\u00e3o sabia sonhar&#8221;. De forma bem-humorada e incisiva, Daniel Munduruku apresenta, na segunda parte do livro, cr\u00f4nicas e depoimentos que nos fazem pensar sobre as rela\u00e7\u00f5es que nossa cultura tem com o \u00edndio, como ele pode ser v\u00edtima de nosso desconhecimento e de formas preconcebidas e preconceituosas de encarar seus jeitos de expressar e de saber. A leitura dessas cr\u00f4nicas pode ser um bom come\u00e7o de conversa, afinal de contas, quem \u00e9 que nunca se pegou numa vis\u00e3o um tanto estereotipada do \u00edndio, tal qual os personagens das cr\u00f4nicas de Daniel?<br \/>\nNa terceira e \u00faltima parte do livro, o autor oferece ao leitor um r\u00e1pido panorama da quest\u00e3o ind\u00edgena no Brasil, focalizando aspectos de sua variada cultura (cada grupo ou tribo possui caracter\u00edsticas distintas) e discutindo temas relativos \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o de seus valores e de sua civiliza\u00e7\u00e3o. O texto, que traz informa\u00e7\u00f5es claras sobre o tema, \u00e9 um bom est\u00edmulo para futuras pesquisas. Frui\u00e7\u00e3o, conversa e trabalho podem ser os desdobramentos dessas Hist\u00f3rias de \u00cdndio, um texto s\u00e9rio, uma edi\u00e7\u00e3o bem-cuidada e enriquecida pelos bel\u00edssimos desenhos da ilustradora Laurabeatriz. Bom trabalho!<\/p>\n<p>(Ana Carolina de Carvalho)<\/p>\n<p>Munduruku, Daniel. Hist\u00f3rias de \u00cdndios; ilustra\u00e7\u00e3o Laurabeatriz \/ S\u00e3o Paulo;<br \/>\nCompanhia das Letrinhas. N\u00famero de p\u00e1ginas:71; pre\u00e7o no cat\u00e1logo: R$21,00<\/p>\n<h5><strong>Ficha T\u00e9cnica<\/strong><\/h5>\n<p>O projeto Presente de \u00cdndio foi realizado na creche Maria Em\u00edlia, Embu, S\u00e3o Paulo, de agosto a dezembro de 1999, e dele participaram as professoras Regina Alves L. Oliveira, Renata da Silva Pinto e Sueli dos Santos Bispo, sob coordena\u00e7\u00e3o de Regiane Marques. Apoio: Instituto C&amp;A.<\/p>\n<h4><strong>Ponto de vista<\/strong><\/h4>\n<p>&#8220;Na creche Meu Abacateiro, onde trabalho, desenvolvi um projeto parecido. Eu quis mostrar \u00e0s crian\u00e7as como os \u00edndios convivem com os animais num determinado ambiente. N\u00e3o s\u00f3 a diversidade cultural, mas tamb\u00e9m a intera\u00e7\u00e3o com a vida natural, a diversidade da vida e dos ambientes e o respeito pela natureza. A vida humana \u00e9 assim, um ambiente determina muitos h\u00e1bitos e marca a cultura de um povo. Para as crian\u00e7as pequenas que est\u00e3o aprendendo sobre diferentes pap\u00e9is sociais, sobre como as sociedades se organizam, \u00e9 importante e interessante mostrar culturas diferentes da nossa. Saber como se organiza a vida humana e a cultura em outros ambientes.&#8221;<\/p>\n<p>(S\u00f4nia Maria Boaventura da Silva)<\/p>\n<h4><strong>Para saber mais:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>Tuparis e Tarup\u00e1s. Betty Mindlin, ed. Edusp, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 813-8837 \/ 818-4156 \/ 818-4160.<\/li>\n<li>Terra Gr\u00e1vida. Betty Mindlin, ed. Rosa dos Tempos, Rio de Janeiro, tel: (0XX21) 585 2000.<\/li>\n<li>A Quest\u00e3o Ind\u00edgena na Sala de Aula. Aracy Lopes da Silva, ed. Brasiliense, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 218-1488.<\/li>\n<li>A Tem\u00e1tica Ind\u00edgena na Escola. Aracy Lopes da Silva e Luis Grupioni, MEC \/ UNESCO, Bras\u00edlia, fax: (0XX61) 410-9274.<\/li>\n<li>Sociedades Ind\u00edgenas. Alcida Ramos, ed. \u00c1tica, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 3346-3346<\/li>\n<li>Xingu, Os Contos do Tamoim. Claudio e Orlando Villas Boas, ed. Kuarup, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 831-3412.<\/li>\n<li>Os \u00edndios, seus mitos. Claudio e Orlando Villas Boas, S\u00e3o Paulo, ed. Kuarup, tel: (0XX11) 831-3412.<\/li>\n<li>\u00cdndios do Brasil. Luiz Donizete e Bagi Grupioni, ed. Global, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 3277-7999.<\/li>\n<li>Contos e Lendas para as Crian\u00e7as da Am\u00e9rica Latina. v\u00e1rios autores, ed. \u00c1tica, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 3346-3346.<\/li>\n<li>Hist\u00f3rias de \u00cdndio. Daniel Munduruku, ed. Cia das Letrinhas, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 866 0801 \/ 866 0814.<\/li>\n<li>Ticuna: O Livro das \u00c1rvores. Jussara Gruber, tel: (0XX61) 468-2620.<\/li>\n<li>A Hist\u00f3ria dos \u00cdndios do Brasil. Manuela Carneiro da Cunha, Cia. das Letras, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 866-0801 \/ 866-0814.<\/li>\n<li>Ser \u00cdndio Hoje. Katsue Hamada e Zenum, ed. Loyola, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 6914-1922.<\/li>\n<li>Wamr\u00eam\u00e9 Za&#8217;ra &#8211; Nossa Palavra: Mito e Hist\u00f3ria do Povo Xavante. Serebur\u00e3, Hipru, Rupaw\u00ea, Serezabdi e Sere\u00f1imir\u00e3mi, ed. Senac, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 884-8122, 884-6575, 889-9294.<\/li>\n<li>Os Primeiros Habitantes do Brasil, cole\u00e7\u00e3o A Vida no Tempo. Norberto Luis Guarinello, ed. Atual, S\u00e3o Paulo, tel: (0XX11) 5071-2288.<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Na rede:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>N\u00facleo de Cultura Ind\u00edgena, e-mail: nci@mandic.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>CDs:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>Ihu todos os sons, Marlui Miranda, Eldorado.<\/li>\n<li>Ihee 2 Kewere, Marlui Miranda, Eldorado.<\/li>\n<li>Pau Brasil, Marlui Miranda, Eldorado.<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educadoras da creche Em\u00edlia, no Embu, propuseram \u00e0s crian\u00e7as estudar um pouco do passado desses povos que habitaram o Brasil muito antes das caravelas portuguesas aportarem aqui, 500 anos atr\u00e1s. Por Regina Oliveira, Renata Pinto<br \/>\ne Sueli Bispo<\/p>\n","protected":false},"author":21,"featured_media":2962,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[99,34],"tags":[1101,106,109,117,113,116,114,115,90],"class_list":{"0":"post-379","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-03","8":"category-tempo-didadico","9":"tag-revista-avisa-la-2000","10":"tag-embu","11":"tag-historia","12":"tag-indigena","13":"tag-indios","14":"tag-lendas","15":"tag-mboy","16":"tag-mitos","17":"tag-tempo-didatico","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/379","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/21"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=379"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/379\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2962"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=379"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=379"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=379"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}