{"id":3624,"date":"2007-07-02T11:51:56","date_gmt":"2007-07-02T14:51:56","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=3624"},"modified":"2023-03-27T18:47:58","modified_gmt":"2023-03-27T21:47:58","slug":"o-que-nos-contam-as-caveiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/conhecendo-a-crianca\/o-que-nos-contam-as-caveiras\/","title":{"rendered":"O que nos contam as caveiras"},"content":{"rendered":"<h5>Ao aproveitar o interesse das crian\u00e7as pelas horripilantes hist\u00f3rias de caveiras e esqueletos, professoras de s\u00e3o paulo encontram maneira criativa de pesquisar e vivenciar o corpo humano<\/h5>\n<div id=\"attachment_3626\" style=\"width: 444px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3626\" class=\"size-full wp-image-3626\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/caveiras.jpg\" alt=\"Desenhos feitos pelas crian\u00e7as da Escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Recreio e retirados da Revista Avisa L\u00e1, n\u00ba 15, junho\/2003\" width=\"434\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/caveiras.jpg 434w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/caveiras-300x156.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 434px) 100vw, 434px\" \/><p id=\"caption-attachment-3626\" class=\"wp-caption-text\">Desenhos feitos pelas crian\u00e7as da Escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Recreio e retirados da Revista Avisa L\u00e1, n\u00ba 15, junho\/2003<\/p><\/div>\n<p>O projeto Caveiras Imagin\u00e1rias, Esqueletos Cient\u00edficos foi desenvolvido ao longo do 2\u00ba semestre de 2006 com crian\u00e7as de cinco anos, na Escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Recreio, na cidade de S\u00e3o Paulo. Ao longo deste texto, relataremos nosso percurso, explicitaremos os objetivos e compartilharemos alguns frutos colhidos ao final da trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Antes de se configurar como um tema de estudos, o esqueleto humano despertava grande interesse no grupo, associado \u00e0s \u201chorripilantes\u201d hist\u00f3rias de terror, bastante requisitadas pelas crian\u00e7as! O livro Contos de enganar a morte, de Ricardo Azevedo, reinava soberano em nossas rodas de hist\u00f3ria, trazendo caveiras em suas ilustra\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da tem\u00e1tica recorrente do mo\u00e7o esperto que n\u00e3o quer \u201cbater as botas\u201d e, para tanto, inventa criativas estrat\u00e9gias para enganar a \u201cmarvada\u201d e adiar sua partida \u201cdesta para melhor\u201d.<\/p>\n<p>Desmistificando a associa\u00e7\u00e3o do esqueleto humano com hist\u00f3rias de terror, fantasmas e assombra\u00e7\u00f5es, propus \u00e0s crian\u00e7as a id\u00e9ia de estudarmos o corpo humano de maneira cient\u00edfica. Um desafio e tanto, que logo contou com a ades\u00e3o animada do interessado grupo de crian\u00e7as.<br \/>\n<!--more--><br \/>\n<strong>De onde v\u00eam os ossos?<\/strong><br \/>\nApalpando as partes mais duras de seus pr\u00f3prios corpos veio a descoberta: \u201cN\u00f3s tamb\u00e9m temos caveira!\u201d. E algumas crian\u00e7as, mais familiarizadas com o assunto, traziam ao grupo explica\u00e7\u00f5es interessantes: \u201cTodo mundo tem caveira. \u00c9 que quando a gente morre, nosso corpo derrete e s\u00f3 sobra a caveira!\u201d. Assim, as hip\u00f3teses sobre a exist\u00eancia de ossos em nosso corpo foram se configurando. Uns achavam que j\u00e1 nascemos com eles. Outros, pautados pela experi\u00eancia de conhecerem beb\u00eas \u201cmolinhos\u201d, pensavam que os ossos vinham atrav\u00e9s da dieta, composta por ossos de frango ou, ainda, que cresciam quando, dentro da barriga da m\u00e3e, os beb\u00eas s\u00e3o alimentados com ossos de outros animais. Eis um exemplo de nossas conversas:<\/p>\n<p>Crian\u00e7a 1: \u2013 As crian\u00e7as nascem sem ossos, depois elas crescem e os ossos crescem tamb\u00e9m.<br \/>\nProfessora: \u2013 E como \u00e9 que crescem?<br \/>\nCrian\u00e7a 1: \u2013 \u00c9 que a crian\u00e7a come osso de frango e a\u00ed o osso vai para ela e cresce!<br \/>\nProfessora: \u2013 Quem aqui come osso de frango?<br \/>\nCrian\u00e7a 2: \u2013 N\u00e3o, n\u00e3o. Quando eu nasci eu j\u00e1 tinha osso!<br \/>\nCrian\u00e7a 1: \u2013 Ah, ent\u00e3o \u00e9 porque sua m\u00e3e comeu frango quando voc\u00ea tava na barriga dela e o osso foi pra voc\u00ea!<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3627\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/caveiras2.jpg\" alt=\"caveiras2\" width=\"198\" height=\"243\" \/><br \/>\nDesde o in\u00edcio, discutir e problematizar as hip\u00f3teses levantadas, todas bastante plaus\u00edveis e bem articuladas com a viv\u00eancia das crian\u00e7as, foi o grande objetivo de nosso projeto de estudo. Mais do que encontrar as respostas certas, o enfoque nas perguntas e na busca por diferentes resolu\u00e7\u00f5es foi que moveu o grupo no processo de pesquisar. Neste contexto, registrar nossas descobertas tornou-se um importante ritual de sistematiza\u00e7\u00e3o do caminho percorrido e excelente meio de trabalhar com a linguagem escrita.<\/p>\n<p><strong>Registro das descobertas<\/strong><br \/>\nHouve v\u00e1rias maneiras de promover o registro e a troca de id\u00e9ias sistematizadas entre as crian\u00e7as. Em algumas ocasi\u00f5es, principalmente no in\u00edcio do projeto, cada crian\u00e7a ou dupla de crian\u00e7as escolhia um dos livros de pesquisa dispon\u00edveis em nosso acervo e o folheava livremente. Aqui, o objetivo era que as pr\u00f3prias crian\u00e7as elegessem, dentre as tantas tem\u00e1ticas e informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, aquela que gostariam de pesquisar num primeiro momento. Munidos de folhas sulfite e l\u00e1pis grafite, registravam suas sugest\u00f5es que, em um segundo momento, eram compartilhadas com o grupo.<\/p>\n<p>Definidos os temas de interesse, demos in\u00edcio \u00e0s pesquisas mais sistematizadas. As crian\u00e7as interessadas no c\u00e9rebro, por exemplo, se dedicavam \u00e0 pesquisa com minha ajuda, enquanto as outras se concentravam em atividades mais aut\u00f4nomas (massinha, jogos ou desenho). Na roda de conversa, troc\u00e1vamos, todos juntos, id\u00e9ias, descobertas e impress\u00f5es que eram registradas, coletivamente, em nosso Di\u00e1rio de Pesquisa (que foi como batizamos o livro de registro).<\/p>\n<p>Como dito anteriormente, a veracidade cient\u00edfica das informa\u00e7\u00f5es n\u00e3o era t\u00e3o importante quanto as hip\u00f3teses e as conclus\u00f5es a que o grupo chegava em nossas deliciosas conversas. Dessa forma, os registros se pautavam na compreens\u00e3o poss\u00edvel de nosso misterioso corpo humano. Esta concep\u00e7\u00e3o de ensino\/aprendizagem se vincula ao entendimento de que o conhecimento est\u00e1 em processo permanente de constru\u00e7\u00e3o e, segundo essa l\u00f3gica, \u00e9 sempre provis\u00f3rio e inacabado.<\/p>\n<p>Foi assim com o estudo dos ossos, das diferen\u00e7as anat\u00f4micas sexuais, do caminho percorrido pelos alimentos at\u00e9 se transformar em fezes, das fun\u00e7\u00f5es cerebrais e assim por diante. Muitos questionamentos, conversas, confronto de id\u00e9ias e busca por novas resolu\u00e7\u00f5es foram percorridos at\u00e9 que cheg\u00e1ssemos ao registro final de sistematiza\u00e7\u00e3o das pesquisas feitas.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3628\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/avisala_31_caveiras4a.jpg\" alt=\"avisala_31_caveiras4a\" width=\"262\" height=\"280\" \/><br \/>\n<strong>Hip\u00f3teses de escrita<\/strong><br \/>\n\u00c9 importante perceber que, nesta forma de planejar e articular as atividades de pesquisa, a escrita e o registro se vinculam ao uso social dos mesmos. A implica\u00e7\u00e3o disso para a pr\u00e1tica cotidiana \u00e9 que promovemos uma invers\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concep\u00e7\u00e3o tradicional de leitura e escrita. Em outras palavras, ao inv\u00e9s de a crian\u00e7a j\u00e1 saber ler e escrever convencionalmente para, depois, estar apta a pesquisar, ocorre o contr\u00e1rio. Movidas pela curiosidade e pelo desejo da descoberta, elas aperfei\u00e7oam seus conhecimentos a respeito da leitura e da escrita a partir e atrav\u00e9s de atividades significativas como, neste caso, a pesquisa do corpo humano.<\/p>\n<p>Aqui as coisas acontecem ao mesmo tempo e n\u00e3o h\u00e1 necessidade de que todas as crian\u00e7as tenham um mesmo n\u00edvel de conhecimento e habilidades. Frente aos desafios propostos, todos avan\u00e7am em seu pr\u00f3prio ritmo. N\u00e3o precisam tamb\u00e9m estar \u201cprontos\u201d ou preparados para desafio, posto que ele n\u00e3o se esgota, \u00e9 sempre reeditado e reproblematizado de acordo com os caminhos tra\u00e7ados. Alguns belos exemplos de nossas conclus\u00f5es e das hip\u00f3teses de escrita que as crian\u00e7as foram construindo ao longo desse percurso:<\/p>\n<p>O SRBO FAZ A GT PSA C MEX E TR IDIA FCA DRO D RNO<br \/>\n(O c\u00e9rebro faz a gente pensar, se mexer e ter id\u00e9ias. Fica dentro do cr\u00e2nio.)<\/p>\n<p>O MENINO CONEU 1 BISCOTO TI VAI DIRA COCO O COQO AS PLA BUDA<br \/>\n(O menino comeu um biscoito que vai virar coc\u00f4. O coc\u00f4 sai pela bunda.)<\/p>\n<p>O TETI E 1 OSO APARSC NAS CAVRA<br \/>\n(O dente \u00e9 um osso. Aparece na caveira.)<\/p>\n<p>OS BBS NACS DA BARGA DA MAI POR QUELA TENO UTRO QE \u00c9 ACASA DS BEBS<br \/>\n(Os beb\u00eas nascem da barriga da m\u00e3e porque l\u00e1 tem o \u00fatero, que \u00e9 a casa dos beb\u00eas.)<\/p>\n<p>A VZS TAC 2 BB DI 1 VS SO SO\u00c3 GMIOS<br \/>\n(\u00c0s vezes nascem dois beb\u00eas de uma vez s\u00f3. S\u00e3o g\u00eameos.)<\/p>\n<p>UDO MOREMOS NOSSO CAORPO VIRA POEIR<br \/>\n(Quando morremos nosso corpo vira poeira.)<\/p>\n<p>O SACO FICA ENBAXO DO PINTO QE QUARDA A SEMNTE<br \/>\n(O saco fica embaixo do pinto e guarda a semente.)<\/p>\n<p>NA FMA DU PIUI U PAI XA U OV IA MNI VI KA<br \/>\n(Na fam\u00edlia dos ping\u00fcins o pai choca o ovo e a m\u00e3e vai ca\u00e7ar.)<\/p>\n<p><strong>Visita inesperada<\/strong><br \/>\nTodas as crian\u00e7as participaram de nosso Di\u00e1rio de Pesquisa, cada uma a sua maneira e a seu tempo. No in\u00edcio, algumas estavam mais t\u00edmidas para escrever, mas, no decorrer das atividades, foram ganhando confian\u00e7a para arriscar suas hip\u00f3teses, sempre em um ambiente de respeito quanto ao processo percorrido por cada crian\u00e7a, rumo \u00e0 escrita alfab\u00e9tica.<\/p>\n<p>Assim, os temas pesquisados ganharam ares de ci\u00eancia sem que, contudo, deix\u00e1ssemos de lado a magia do faz-de-conta. As hist\u00f3rias de terror e as brincadeiras de monstro continuaram bastante requisitadas pelas crian\u00e7as, mesmo sabendo que esqueleto n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de \u201cser do mal\u201d. No transcorrer de nossos estudos, fomos presenteados com a visita do Paulo, um triatleta com a parte inferior da perna direita amputada. Esse acontecimento foi bastante marcante para todos n\u00f3s. Com o objetivo de desmistificar o mal-estar que eventualmente poderia causar a aus\u00eancia de uma das pernas, Paulo tratou do tema com a maior naturalidade.<\/p>\n<p>Respondeu \u00e0s perguntas das crian\u00e7as, contou hist\u00f3rias divertidas a respeito de sua perna e fez quest\u00e3o de nos mostrar a extremidade do membro amputado, que causou espanto geral nas crian\u00e7as: \u201cMas, cad\u00ea o sangue?\u201d \u201cComo que t\u00e1 fechado se, quando a gente corta, fica aberto?\u201d.<\/p>\n<p>Iniciou-se ent\u00e3o a procura geral por cicatrizes que, como a do Paulo, indicavam a hist\u00f3ria de cortes e machucados que j\u00e1 haviam sarado e, por essa raz\u00e3o, n\u00e3o mais tinham sangue nem do\u00edam. Ao final da visita, Paulo deu uma pequena demonstra\u00e7\u00e3o de corrida com sua pr\u00f3tese especial que, como disseram as crian\u00e7as: \u201c\u00c9 igual \u00e0 m\u00e3o do Capit\u00e3o Gancho!\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_3629\" style=\"width: 259px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3629\" class=\"size-full wp-image-3629\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/avisala_31_caveiras7.jpg\" alt=\"avisala_31_caveiras7.jpg\" width=\"249\" height=\"203\" \/><p id=\"caption-attachment-3629\" class=\"wp-caption-text\">Paulo mostra suas fotos de triatlo e as crian\u00e7as perguntam: \u201c\u2013 Voc\u00ea tira a perna para dormir?\u201d, \u201c\u2013 Como toma banho com ela?\u201d, \u201c\u2013 Sua perna tem chul\u00e9?\u201d&#8230;<\/p><\/div>\n<p><strong>Laborat\u00f3rio dos Sentidos<\/strong><br \/>\nPara al\u00e9m das atividades de pesquisa do corpo e de suas possibilidades de movimenta\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as participaram do que chamamos de Laborat\u00f3rio dos Sentidos. Momentos de massagem, alongamento e livre explora\u00e7\u00e3o dos movimentos foram planejados com o intuito de as crian\u00e7as vivenciarem outras possibilidades de gestos, posturas e movimentos, que n\u00e3o os explorados nas atividades cotidianas.<\/p>\n<p>Esses momentos possibilitaram a ocorr\u00eancia de posturas inusitadas, como o toque em diferentes partes do corpo, de si pr\u00f3prio e dos colegas; a escuta do sil\u00eancio e dos barulhos corporais emitidos naturalmente; a movimenta\u00e7\u00e3o de acordo com diferentes ritmos produzidos com nossos corpos, como bater palmas, bater os p\u00e9s no ch\u00e3o, estalar a l\u00edngua no c\u00e9u da boca, entre outros.<\/p>\n<p>As possibilidades, prefer\u00eancias e inc\u00f4modos das diferentes crian\u00e7as ficaram bastante explicitados nessas atividades. Uns n\u00e3o gostavam de massagem na barriga, outros n\u00e3o queriam ser tocados e ainda havia aqueles que queriam ser massageados por todos.<\/p>\n<p>Descobrir os pr\u00f3prios limites, respeit\u00e1-los por um lado, e tentar alarg\u00e1-los, por outro, foi um desafio constante e bastante revelador das peculiaridades de cada um. Tudo isso esteve presente nos dias de massagem, dando aos corpos, al\u00e9m da dimens\u00e3o cient\u00edfica (bastante explorada nos momentos de pesquisa e que nos torna iguais enquanto esp\u00e9cie), a dimens\u00e3o vivida e subjetiva, diante da qual todos somos diferentes!<\/p>\n<p>O projeto rendeu bons frutos entre as crian\u00e7as, tanto no que se refere \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o dos conhecimentos cient\u00edficos sobre o corpo humano, quanto em rela\u00e7\u00e3o ao avan\u00e7o nas hip\u00f3teses de escrita. Al\u00e9m disso, ap\u00f3s a visita de Paulo, o olhar de todos para as diferen\u00e7as corporais ficou mais agu\u00e7ado. As crian\u00e7as passaram a relatar hist\u00f3rias de pessoas conhecidas que andam de muletas ou cadeira de rodas e passaram a ter um olhar mais cuidadoso com as crian\u00e7as da pr\u00f3pria escola que s\u00e3o portadora de algum tipo de necessidade especial.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-3630\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/avisala_31_caveiras6.jpg\" alt=\"avisala_31_caveiras6\" width=\"153\" height=\"298\" \/><br \/>\n\u00c9 preciso mencionar a sempre importante contribui\u00e7\u00e3o dos pais, que foi fundamental para que cont\u00e1ssemos com boas fontes de pesquisa (atrav\u00e9s dos livros trazidos de casa) e uma bela \u201cvis\u00e3o panor\u00e2mica\u201d dos ossos que sustentam nosso corpo (atrav\u00e9s das radiografias emprestadas que nos acompanharam por todo o semestre, grudadas \u00e0 janela de vidro perto da sala). Sem esquecer, \u00e9 claro, dos diversos CDs de m\u00fasica de relaxamento e medita\u00e7\u00e3o, que nos renderam deliciosas tardes de massagem e alongamento: uma experi\u00eancia com os corpos reais de cada uma das crian\u00e7as do grupo<\/p>\n<p>(Marta Serra Young Picchioni e Bel Linares, professora e coordenadora pedag\u00f3gica, respectivamente, da Escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Recreio, na cidade de S\u00e3o Paulo)<\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Recreio<br \/>\nRua Mourato Coelho, 1390 \u2013 Pinheiros &#8211; S\u00e3o Paulo \u2013 SP. CEP: 05417-002 &#8211; Tel.: (11) 3032-6488 \/ 3813-0862<br \/>\nE-mail: secretaria@escolarecreio.com.br<br \/>\nProfessora: Marta Serra Young Picchioni<br \/>\nPsic\u00f3loga e coordenadora pedag\u00f3gica: Bel Linares<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong>Livros<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Contos de enganar a morte, Ricardo Azevedo. Ed. \u00c1tica. Tel.: (11) 3346-3000<\/li>\n<li>Dr. C\u00e3o, Babette Cole. Ed. \u00c1tica. Tel.: (11) 3346-3000<\/li>\n<li>Corpo humano: A descoberta de um mundo secreto, F. Willians. Ed. Globo.<\/li>\n<li>Cole\u00e7\u00e3o Pesquisas de conhecer: O corpo humano ed. Nova Cultural. Tel.: (11) 3039-0900<\/li>\n<li>Dicion\u00e1rio Larousse: Corpo humano<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3631\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/avisala_31_caveiras5.jpg\" alt=\"avisala_31_caveiras5\" width=\"309\" height=\"264\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/avisala_31_caveiras5.jpg 309w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2007\/07\/avisala_31_caveiras5-300x256.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao aproveitar o interesse das crian\u00e7as pelas horripilantes hist\u00f3rias de caveiras e esqueletos, professoras de s\u00e3o paulo encontram maneira criativa de pesquisar e vivenciar o corpo humano. Por Marta Serra Young Picchioni e Bel Linares<\/p>\n","protected":false},"author":125,"featured_media":6377,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,392],"tags":[1108,741,247,246,742,21,264,270,740,743,214],"class_list":{"0":"post-3624","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-conhecendo-a-crianca","8":"category-revista-avisala-31","9":"tag-revista-avisa-la-2007","10":"tag-bel-linares","11":"tag-ciencias","12":"tag-conhecimento","13":"tag-corpo-humano","14":"tag-escrita","15":"tag-historias","16":"tag-livros","17":"tag-marta-serra-young-picchioni","18":"tag-ossos","19":"tag-pesquisa","21":"post-with-thumbnail","22":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/125"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3624"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3624\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/6377"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}