{"id":3601,"date":"2007-07-01T11:56:47","date_gmt":"2007-07-01T14:56:47","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=3601"},"modified":"2023-03-27T18:48:16","modified_gmt":"2023-03-27T21:48:16","slug":"que-choro-e-esse","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/jeitos-de-cuidar\/que-choro-e-esse\/","title":{"rendered":"Que choro \u00e9 esse?"},"content":{"rendered":"<h5>Elemento constante da vida das crian\u00e7as pequenas e, portanto, da rotina dos educadores, o choro revela sentimentos e necessidades das crian\u00e7as e exige um ouvido atento de quem quer ajud\u00e1-las a se desenvolver bem<\/h5>\n<p>Embora haja muita produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre desenvolvimento infantil, nem sempre \u00e9 poss\u00edvel derivar do material acad\u00eamico uma pr\u00e1tica que ap\u00f3ie as quest\u00f5es interpessoais e emocionais enfrentadas pelos professores. Faltam mais relatos sobre situa\u00e7\u00f5es reais vividas, pois explicitar determinados epis\u00f3dios cotidianos ajuda na reflex\u00e3o. Portanto, a decis\u00e3o de publicar o material a seguir visa contribuir para ampliar o olhar sobre o tema. No CEI Gr\u00e3o da Vida, no qual supervisiono<sup>1<\/sup> um grupo de estagi\u00e1rias de enfermagem da Universidade Santos Amaro \u2013 UNISA, a coordenadora pedag\u00f3gica Vera Figueiredo \u2013 Teca, ao conduzir um grupo de educadores no estudo de alguns cap\u00edtulos do livro \u00c9tica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil<sup>2<\/sup>, identificou como tema importante para estudo as necessidades individuais das crian\u00e7as pequenas.<\/p>\n<p>Algumas situa\u00e7\u00f5es relatadas ao longo dos grupos de estudo ajudam a pensar sobre a quest\u00e3o.<br \/>\n<!--more--><br \/>\n<strong>Os epis\u00f3dios<\/strong><\/p>\n<p><strong>Epis\u00f3dio 1:<\/strong><br \/>\nSegundo Teca: Em fevereiro de 2006, in\u00edcio de ano letivo, uma menina do grupo de crian\u00e7as entre um e dois anos (Ber\u00e7\u00e1rio 2) chamou minha aten\u00e7\u00e3o. Estava com uma express\u00e3o corporal de desconforto ps\u00edquico, parecia \u201cmuito sentida\u201d e chorava sentada em meio a algumas almofadas e brinquedos.<\/p>\n<p>Perguntei \u00e0s educadoras<sup>3<\/sup> o que estava ocorrendo e elas me relataram que j\u00e1 haviam feito algumas interven\u00e7\u00f5es, oferecido brinquedos, conversado, mas a crian\u00e7a n\u00e3o parava de chorar. Relataram tamb\u00e9m que a m\u00e3e havia dito que a menina n\u00e3o gostava de carinho, tampouco de contato f\u00edsico, por isso elas n\u00e3o se aproximaram mais e s\u00f3 ofereceram brinquedos.<\/p>\n<p>Como sei que as crian\u00e7as t\u00eam capacidade de se relacionar de forma diferente com diferentes pessoas, arrisquei e me aproximei da menina. Coloquei a m\u00e3o em suas costas e comecei a conversar, sentei a seu lado e novamente lhe ofereci brinquedos. Passados n\u00e3o mais que dez minutos, ela parou de chorar.<\/p>\n<p>Joselma, uma das educadoras, se espantou com o que viu e me disse: \u2013 \u00c9 a doutora Teca! Compreendi essa express\u00e3o como um reconhecimento de que eu era detentora de um saber que era diferente do dela, que se traduziu numa interven\u00e7\u00e3o bem-sucedida.<\/p>\n<p><strong>Epis\u00f3dio 2:<\/strong><br \/>\nOutro dia, na mesma sala de crian\u00e7as, estavam tr\u00eas estagi\u00e1rias do grupo de enfermagem, as educadoras e eu. Era um dia frio, muitas crian\u00e7as gripadas; de repente uma delas chama a aten\u00e7\u00e3o de todos porque n\u00e3o consegue parar de tossir. A crian\u00e7a me pareceu assustada com tanta tosse! Resolvi acolh\u00ea-la, colocando-a em meu colo. Ap\u00f3s uns 30 segundos ela parou de tossir, deixei-a aconchegada por uns minutos, n\u00e3o mais que cinco. Em seguida a coloquei numa almofada, onde dormiu. Decidi, como respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o continuada, tornar observ\u00e1vel para os educadores os fundamentos das minhas atitudes e interven\u00e7\u00f5es, de forma que eles pudessem construir conhecimentos para acolher as crian\u00e7as em suas diferentes necessidades.<\/p>\n<p><strong>Epis\u00f3dio 3:<\/strong><br \/>\nEm uma das reuni\u00f5es de estudo, lancei a pergunta:<\/p>\n<p>\u2013 Quantos tipos de choro voc\u00eas conhecem?<br \/>\nEducadoras: \u2013 Choro de manha, choro de dor, choro porque se machucou, choro porque quer alguma coisa, choro porque est\u00e1 chateado etc.<br \/>\nContinuei: \u2013 Vamos pensar neste choro a que damos o nome de manha. O que \u00e9 a manha?<br \/>\nEducadoras: \u2013 Ah! \u00c0s vezes \u00e9 aquele chorinho que a crian\u00e7a est\u00e1 querendo chamar aten\u00e7\u00e3o&#8230;<br \/>\n\u2013 E como costumamos falar sobre este choro?<br \/>\nEducadoras: \u2013 Se \u00e9 choro de manha, ah, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nada, a crian\u00e7a est\u00e1 s\u00f3 querendo chamar aten\u00e7\u00e3o&#8230;<br \/>\n\u2013 N\u00e3o \u00e9 interessante? A crian\u00e7a chora porque est\u00e1 querendo chamar aten\u00e7\u00e3o, a\u00ed achamos que isto n\u00e3o \u00e9 nada e n\u00e3o lhe damos aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEducadoras: \u2013 \u00c9 verdade.<br \/>\n\u2013 Mas a crian\u00e7a n\u00e3o chorou justo para isso? Para lhe darmos aten\u00e7\u00e3o? E por que n\u00e3o lhe damos aten\u00e7\u00e3o?<br \/>\nEducadoras: \u2013 Porque se lhe dermos aten\u00e7\u00e3o ela vai se acostumar. Vai querer ficar no nosso colo o tempo todo&#8230;<br \/>\n\u2013 Ser\u00e1? Esta \u00e9 a experi\u00eancia que voc\u00eas t\u00eam no dia-a-dia?<br \/>\nEducadoras: \u2013 N\u00e3o.<\/p>\n<p>Joselma, uma das educadoras, disse que queria contar uma hist\u00f3ria que aconteceu, parecida com as da Teca:<\/p>\n<p>A Clara foi uma crian\u00e7a de dif\u00edcil adapta\u00e7\u00e3o, ela sempre chegava chorando, n\u00e3o aceitava colo e passava a manh\u00e3 toda assim, ou quieta no mesmo lugar. Sempre vinha uma educadora para fazer algum convite, oferecendo brinquedos, mas nada adiantava. Utilizamos diversas estrat\u00e9gias, oferecendo o melhor, sem nenhum resultado positivo. Numa manh\u00e3, quando ela entrou na sala chorando e pediu para sua m\u00e3e deix\u00e1-la comigo, eu disse:<\/p>\n<p>\u2013 Hoje a Clara vai me ajudar a levar as fraldas novas para o banheiro. Sentei-a perto de mim e enquanto arrumava as fraldas, ficamos conversando. Percebi que este foi um dos melhores dias de Clara no CEI. Passamos a fazer a cada dia um convite diferente, aproveitando sua disponibilidade e desejo de nos ajudar na rotina. Hoje pela manh\u00e3 ainda fica um pouco por fora, mas percebemos que um acolhimento diferenciado para essa idade \u00e9 fundamental. Crian\u00e7as assim est\u00e3o sempre querendo algo especial das educadoras.<\/p>\n<p><strong>Reflex\u00f5es a partir dos estudos <\/strong><\/p>\n<p><strong>O choro fala<\/strong><br \/>\nOs seres humanos comunicam-se por v\u00e1rias linguagens al\u00e9m da oral, tais como a tonicidade corporal, as m\u00edmicas, gestos, a escrita, os desenhos&#8230; e tamb\u00e9m pelo choro. Esta \u00e9 uma das primeiras formas de express\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o com o outro. O primeiro choro anuncia o nascimento e a descoberta da respira\u00e7\u00e3o. Se vigoroso, \u00e9 entendido, por aqueles que assistem ao parto, como sinal de sa\u00fade do beb\u00ea. A partir da\u00ed, o choro serve para chamar aten\u00e7\u00e3o para uma poss\u00edvel fome, dor, desconforto, frio ou emo\u00e7\u00e3o que o beb\u00ea sente.<br \/>\nEvidentemente, ele n\u00e3o consegue nomear, compreender o que sente, nem sabe como livrar-se da sensa\u00e7\u00e3o desagrad\u00e1vel por si s\u00f3. Portanto, poder identificar as causas dos diferentes tipos de choro \u00e9 fundamental para o cuidador.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis pelos primeiros cuidados ficam atentos, em geral, ao tom, freq\u00fc\u00eancia e intensidade do choro, bem como \u00e0 tonicidade, aos movimentos corporais e \u00e0 m\u00edmica facial, sinais que indicam a causa do choro. Dessa forma, a dupla beb\u00ea-cuidador vai estabelecendo uma linguagem pr\u00f3pria que permite uma comunica\u00e7\u00e3o cada vez mais aprimorada, que se transforma em novas formas de express\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso, o adulto que fica mais perto do beb\u00ea sabe dizer se aquele choro \u00e9 disso ou daquilo:<\/p>\n<p>\u2013 Olha: ele chora e estica as perninhas, acho que \u00e9 c\u00f3lica.<\/p>\n<p>Ou ainda:<\/p>\n<p>\u2013 Ele chora e busca o seio, ent\u00e3o \u00e9 fome.<\/p>\n<p>A leitura do choro e outros sinais corporais que o acompanham permite n\u00e3o s\u00f3 a nomea\u00e7\u00e3o, mas, principalmente, respostas que podem ser mais ou menos bem-sucedidas, dependendo se atendem ou n\u00e3o \u00e0s demandas dos pequenos.<\/p>\n<p>A sintonia do cuidador com o beb\u00ea identifica e nomeia adequadamente as necessidades. Isto transmite \u00e0 crian\u00e7a seguran\u00e7a e a possibilidade de construir uma confian\u00e7a b\u00e1sica no cuidador, o que \u00e9 fundamental para as futuras rela\u00e7\u00f5es afetivas. Ao ouvir o choro, os adultos ficam alertas e buscam resolver o problema para que o beb\u00ea se acalme. Assim, o choro tem a importante fun\u00e7\u00e3o de manter o cuidador-educador atento \u00e0s necessidades expressas pelo beb\u00ea.<\/p>\n<p>H\u00e1 diferen\u00e7as entre a intensidade e a dura\u00e7\u00e3o do choro de beb\u00eas, conforme as pr\u00e1ticas culturais vigentes. Em geral, beb\u00eas que vivem em comunidades que proporcionam maior contato corporal e uma amamenta\u00e7\u00e3o que atende \u00e0 demanda infantil com mais freq\u00fc\u00eancia, choram menos.<\/p>\n<p><strong>Diferentes fases<\/strong><br \/>\nO choro sempre est\u00e1 presente na nossa vida, sobretudo nos momentos em que n\u00e3o conseguimos expressar apenas em palavras ou gestos o que sentimos, mesmo quando somos adultos ou idosos. Muitas vezes, no cotidiano, quando \u201cengolimos\u201d o choro nos sentimos muito mal e depois o choro chega sem controle. Chorar pode ser bom, auxiliando a colocar para fora ang\u00fastias e tristezas.<\/p>\n<p>Os beb\u00eas choram mais nos primeiros tr\u00eas meses de vida, com uma intensidade maior em torno de um m\u00eas e meio, per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o ao meio extra-uterino. Alguns choram mais que outros, e essas diferen\u00e7as continuam ao longo do primeiro ano de vida. Ap\u00f3s esse per\u00edodo, a freq\u00fc\u00eancia do choro diminuir\u00e1, mas poder\u00e1 reaparecer pr\u00f3ximo aos seis meses, tanto pelo desenvolvimento emocional como pelo surgimento dos dentes, que em geral coincide com o in\u00edcio do processo de desmame e a introdu\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o complementar. Afinal, s\u00e3o muitas mudan\u00e7as, para os beb\u00eas e para suas fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Em torno de nove ou dez meses, geralmente aumentam a freq\u00fc\u00eancia e a intensidade do choro, sobretudo \u00e0 noite, devido \u00e0 maior capacidade do beb\u00ea de diferenciar-se do outro e, conseq\u00fcentemente, sentir medo da separa\u00e7\u00e3o. Beb\u00eas choram mais durante per\u00edodos cr\u00edticos de desenvolvimento, o que \u00e9 explicado por mudan\u00e7as importantes no sistema nervoso, na forma de sentir e expressar as emo\u00e7\u00f5es. Assim, chorar faz parte das manifesta\u00e7\u00f5es do processo de desenvolvimento das crian\u00e7as, mas recomenda-se observar e identificar as necessidades em cada fase. Os beb\u00eas choram por fome, dor, frio, aten\u00e7\u00e3o, t\u00e9dio, frustra\u00e7\u00e3o ou cansa\u00e7o. O mesmo objeto que atraiu pode assustar, e apenas um cuidador-educador sens\u00edvel perceber\u00e1 as sutis diferen\u00e7as de express\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o, acolhendo-o e confortando-o.<\/p>\n<p>Em especial, beb\u00eas e crian\u00e7as pequenas choram na fase em que est\u00e3o se adaptando ao Centro de Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Embora seja um modo de expressar os sentimentos em rela\u00e7\u00e3o a ser deixado em local estranho pela fam\u00edlia, h\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de estranhamento ou abandono. \u00c9 preciso acolher este choro e mostrar-se solid\u00e1rio. Se a crian\u00e7a perceber que o educador compreende seus sentimentos e sabe que \u00e9 dif\u00edcil a separa\u00e7\u00e3o do ponto de vista emocional, ter\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de conforto, e o choro vai diminuir.<\/p>\n<p>Consolar as crian\u00e7as n\u00e3o significa apenas achar modos de silenciar o seu choro, mas ser sens\u00edvel \u00e0s suas emo\u00e7\u00f5es e necessidades, saber identific\u00e1-las e nome\u00e1-las. Isto gradativamente ensinar\u00e1 a crian\u00e7a a cuidar de si e do outro. Acolher as individualidades no coletivo n\u00e3o \u00e9 simples. Envolve os aspectos de organiza\u00e7\u00e3o da rotina, do espa\u00e7o e disponibilidade interna dos formadores, al\u00e9m de conhecimentos advindos de diferentes \u00e1reas \u2013 o que sugere um trabalho de forma\u00e7\u00e3o continuada eficiente.<\/p>\n<p><strong>Compreender e agir<\/strong><br \/>\nO epis\u00f3dio 3 mostra como, \u00e0s vezes, o aconchego parece m\u00e1gica: bastou pegar um pouquinho no colo e a crian\u00e7a parou de chorar ou de tossir! Este me pareceu ser o espanto das graduandas de enfermagem e da educadora da sala. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o contato f\u00edsico, h\u00e1 muito mais sentimento. O aconchego n\u00e3o \u00e9 simplesmente um ato f\u00edsico, mas tamb\u00e9m tem a ver com o jeito, com a inten\u00e7\u00e3o, com a empatia das educadoras com o sofrimento e o desamparo das crian\u00e7as que choram quando algo n\u00e3o vai bem. Esses epis\u00f3dios cotidianos nos convidam a explorar um pouco mais as motiva\u00e7\u00f5es e significados dos choros, bem como a pensar sobre as posturas dos formadores e educadores.<\/p>\n<p>Decifrar o choro de um beb\u00ea \u00e9 um desafio que mistura intui\u00e7\u00e3o, conhecimento e muita percep\u00e7\u00e3o daqueles que cuidam dele. Tranq\u00fcilidade \u00e9 essencial para lidar com o choro dos beb\u00eas e das crian\u00e7as pequenas. Se os adultos se desesperarem com o choro, o beb\u00ea sentir\u00e1 isso e ficar\u00e1 mais tenso, e poder\u00e1 chorar cada vez mais forte ou at\u00e9 mesmo convulsivamente.<\/p>\n<p>Na maior parte das vezes, uma atitude tranq\u00fcilizadora, como peg\u00e1-lo no colo ou conversar perto dele e baixinho, demonstrando que de fato o adulto tem disponibilidade para estar com ele, acalmar\u00e1 o beb\u00ea que est\u00e1 querendo, naquele instante, sentir-se protegido e amado.<\/p>\n<p>(Damaris Gomes Maranh\u00e3o, doutora em Enfermagem pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo \u2013 Unifesp e consultora em Sa\u00fade Coletiva do Instituto Avisa L\u00e1; Vera Christina Figueiredo, Joselma Veronez, Judite Santana, educadoras do CEI Gr\u00e3o da Vida)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>A narradora deste artigo \u00e9 Damaris, que contou com a colabora\u00e7\u00e3o de Vera, Joselma e Judite.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>\u00c9tica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil: O ambiente sociomoral na escola, Betty Zan e Rheta Devries. Ed. Artmed.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>Neste CEI h\u00e1 professores de Educa\u00e7\u00e3o Infantil e educadores leigos atuando juntos na educa\u00e7\u00e3o e cuidado infantil. Neste texto utilizaremos genericamente o termo \u201ceducadores\u201d.<\/p>\n<h4>Dicas que ajudam<\/h4>\n<ul>\n<li>Para professores de crian\u00e7as pequenas, o choro \u00e9 realmente um conte\u00fado importante, que necessita de a\u00e7\u00f5es formativas diferenciadas para dar conta da sua complexidade. A seguir, apresentamos algumas possibilidades:<\/li>\n<li>Apoio \u00e0 capacidade de observar as situa\u00e7\u00f5es cotidianas enfrentadas pelas crian\u00e7as e educadores.<\/li>\n<li>Registro desses momentos e posterior discuss\u00e3o em grupo, de forma que as a\u00e7\u00f5es feitas, algumas at\u00e9 inconscientemente, possam ser discutidas, analisadas de v\u00e1rios \u00e2ngulos e compreendidas.<\/li>\n<li>Possibilitar o exerc\u00edcio de colocar-se no lugar da crian\u00e7a, tentando compreender seu ponto de vista e buscando apreender as situa\u00e7\u00f5es sob a \u00f3tica infantil.<\/li>\n<li>Facilitar a discuss\u00e3o entre pares, visando saber expor id\u00e9ias, sentimentos, compartilhar a\u00e7\u00f5es e resultados.<\/li>\n<li>Ler e discutir textos te\u00f3ricos que d\u00e3o embasamento \u00e0s a\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Entidade: Gr\u00e3o da Vida\/CEI Manoel Bispo dos Santos &#8211; Rua Professor Oswaldo &#8211; Quirino Sim\u00f5es, 140, Vila Calif\u00f3rnia &#8211; S\u00e3o Paulo \u2013 SP. CEP: 04775-010 &#8211; Tel.: (11) 5523-2406 &#8211; E-mail: contato@graodevida.org.br<br \/>\nDiretora: Elza Sampaio<br \/>\nCoordenadoras pedag\u00f3gicas: Vera Christina Figueiredo (Teca). E-mail: teca@graodavida.org.br \/ Soraia de C\u00e1ssia F. L. Rego. E-mail: soraia@graodavida.org.br<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<ul>\n<li>Choro e conforto, Eillen Hayes. S\u00e9rie Johnson\u2019s Sa\u00fade e Carinho. Ed. Publifolha. Tel.: (11) 3224-2201<\/li>\n<li>\u201cColo: Um cuidado que educa\u201d, Damaris Gomes Maranh\u00e3o. In Revista Avisa l\u00e1 no 01 \u2013 set\/1999. Tel.: (11) 3032-5411.<\/li>\n<li>\u00c9tica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil: O ambiente sociomoral na escola, Betty Zan e Rheta Devries. Ed. Artmed. Tel.: 0800 703-3444. \/ (11) 3027-7000.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Elemento constante da vida das crian\u00e7as pequenas e, portanto, da rotina dos educadores, o choro revela sentimentos e necessidades das crian\u00e7as e exige um ouvido atento de quem quer ajud\u00e1-las a se desenvolver bem. 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