{"id":3439,"date":"2006-07-27T12:04:26","date_gmt":"2006-07-27T15:04:26","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=3439"},"modified":"2023-03-27T18:39:53","modified_gmt":"2023-03-27T21:39:53","slug":"lendas-brasileiras-e-computador-uma-combinacao-que-da-certo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/lendas-brasileiras-e-computador-uma-combinacao-que-da-certo\/","title":{"rendered":"Lendas brasileiras e computador: uma combina\u00e7\u00e3o que d\u00e1 certo"},"content":{"rendered":"<h5>Usar as novas tecnologias para envolver os alunos em situa\u00e7\u00f5es reais de comunica\u00e7\u00e3o por meio da leitura e escrita foi o desafio enfrentado pelo projeto \u201cAventuras com as Letras e as Teclas\u201d, realizado em Campinas (SP). Para promover esse aprendizado entre os alunos, foi preciso trabalhar na mesma dire\u00e7\u00e3o com os educadores<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3446\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas5.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas5\" width=\"262\" height=\"256\" \/><br \/>\nO projeto \u201cAventuras com as Letras e as Teclas\u201d foi desenvolvido pelo Grupo Comunit\u00e1rio Crian\u00e7a Feliz, na cidade de Campinas (SP) em 2005 e teve repercuss\u00f5es na EEPG Prof. Alberto Medaljon. Com a finalidade de diminuir o n\u00famero de crian\u00e7as e pr\u00e9-adolescentes com dificuldades na escrita e leitura, foi concebido como um projeto de forma\u00e7\u00e3o de educadores com tr\u00eas metas concretas: implantar uma biblioteca alternativa enquanto espa\u00e7o de uso comum para a escola, para o Grupo Comunit\u00e1rio e comunidade; desenvolver uma oficina de inform\u00e1tica que possibilitasse o acesso e o uso contextualizado do computador; e organizar uma oficina de contos com intuito de preparar adolescentes para serem contadores de hist\u00f3rias e assim se tornarem multiplicadores do projeto com outros grupos de crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O trabalho atendeu especificamente os educadores sociais do grupo de crian\u00e7as de 7 a 10 anos que j\u00e1 fazia parte da oficina de inform\u00e1tica. A equipe escolheu para trabalhar o g\u00eanero da narrativa liter\u00e1ria, mais especificamente as lendas, por oferecer oportunidade de conhecer outras culturas e ampliar os horizontes. O produto final deste projeto foi o livro Lendas Contadas e Aprendidas. As crian\u00e7as foram motivadas a pesquisar na Internet, digitar seus textos no Word e a fazer as ilustra\u00e7\u00f5es usando o Paint Brush<sup>1<\/sup>. O computador foi, assim, usado como ferramenta de aprendizado para estimular a leitura e a escrita de forma contextualizada e significativa.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<div id=\"attachment_3447\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3447\" class=\"size-full wp-image-3447\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lenda1.jpg\" alt=\"avisala_27_lenda1.jpg\" width=\"200\" height=\"272\" \/><p id=\"caption-attachment-3447\" class=\"wp-caption-text\">O produto final deste projeto foi o livro Lendas Contadas e Aprendidas<\/p><\/div>\n<p><strong>E os educadores?<\/strong><br \/>\nAo iniciar a forma\u00e7\u00e3o, logo nos deparamos com uma primeira dificuldade: desej\u00e1vamos que o educador revisse suas pr\u00e1ticas de ensino de leitura e escrita com seus alunos, mas esquecemos de investigar quais experi\u00eancias eles tinham como usu\u00e1rios da cultura escrita. Ao esperar que o educador realizasse a leitura em voz alta para as crian\u00e7as, por exemplo, n\u00e3o cuidamos de saber como ele fazia esta leitura, nem qual era a sua pr\u00e1tica nesse sentido. Muitas vezes o profissional tinha dificuldade em fazer a leitura, com falta de flu\u00eancia, problemas de entona\u00e7\u00e3o, dificuldade com pontua\u00e7\u00e3o etc. Se a id\u00e9ia era que ele oferecesse, por meio das rodas de leitura, um bom modelo de leitor, era necess\u00e1rio trabalhar com ele essa habilidade.<\/p>\n<p>Usamos na forma\u00e7\u00e3o o texto \u201cConcertos de Leitura\u201d<sup>2<\/sup>, de Rubens Alves, em que ele deixa muito clara a distin\u00e7\u00e3o entre ler e dominar a t\u00e9cnica de leitura. Ele mesmo descreve o horror que sentiu ao ouvir a leitura de um poema por uma aluna que n\u00e3o dominava a t\u00e9cnica. Passamos, ent\u00e3o, a realizar em nossos encontros leituras em voz alta. Com esses espa\u00e7os, sentimos avan\u00e7os nos educadores e ele se tornou, acima de tudo, um momento de descoberta de uma fragilidade que poderia ser trabalhada. Da mesma forma, ao trabalhar a produ\u00e7\u00e3o de texto, percebemos o quanto ela pode ser uma pr\u00e1tica totalmente distanciada do cotidiano desses educadores, que continuam a escrever porque \u201calgu\u00e9m manda\u201d. Como pod\u00edamos rever uma pr\u00e1tica de ensino da escrita se em seu cotidiano ele n\u00e3o fazia uso da escrita de forma proficiente? Criando uma situa\u00e7\u00e3o homol\u00f3gica<sup>3<\/sup>, propusemos que redigissem a justificativa para nosso projeto com as crian\u00e7as. Em primeiro lugar, pesquisamos em dicion\u00e1rios, na Internet, o significado das lendas.<\/p>\n<p>Depois, realizamos a leitura de uma variedade de justificativas de projetos para que pudessem construir seu texto. Fizeram o texto e numa etapa seguinte passamos \u00e0 revis\u00e3o. Nesse momento, realizamos a reflex\u00e3o sobre uma justificativa bem escrita e levantamos quais aspectos a caracterizavam como um bom texto. Os educadores passaram a revisar o pr\u00f3prio texto, e com isso ampliaram seu conhecimento sobre esse conte\u00fado t\u00e3o importante para desenvolver o comportamento escritor nas crian\u00e7as. At\u00e9 ent\u00e3o, para a maioria, revisar texto era apenas corrigir erros, assinalando em vermelho as falhas das crian\u00e7as. Quando perceberam que na revis\u00e3o poderiam reformular, melhorar o sentido, liminar e alterar palavras e trechos, abriram-se para estes comportamentos escritores e aceitaram que seus alunos tamb\u00e9m fizessem isto, o que transformou o trabalho de revis\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_3448\" style=\"width: 260px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3448\" class=\"size-full wp-image-3448\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas7.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas7.jpg\" width=\"250\" height=\"176\" \/><p id=\"caption-attachment-3448\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as usaram computadores para editar textos e fazer desenhos<\/p><\/div>\n<p><strong>Comportamento de escritor<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Define para quem vai escrever.<\/li>\n<li>Planeja sobre o que vai escrever.<\/li>\n<li>Decide que conte\u00fados ser\u00e3o abordados.<\/li>\n<li>Procura evitar informa\u00e7\u00f5es amb\u00edguas.<\/li>\n<li>Revisa mais de uma vez o que foi escrito.<\/li>\n<li>Submete o que escreveu a alguns leitores e, se necess\u00e1rio, revisa novamente.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>No mundo das lendas<\/strong><br \/>\nA primeira condi\u00e7\u00e3o criada para familiarizar as crian\u00e7as e os educadores com as lendas brasileiras foi a leitura de textos pelo educador. Ao conhecerem diferentes vers\u00f5es de uma mesma lenda, aumentaram seu repert\u00f3rio e foram se aproximando do g\u00eanero. Em seguida, elegeram as lendas preferidas e passaram a explor\u00e1-las com mais afinco. Leram ent\u00e3o os textos para as crian\u00e7as, que foram convidadas a reescrever a narrativa coletivamente e logo digit\u00e1-la, em duplas, no computador. Em paralelo, as crian\u00e7as foram estimuladas a criar as ilustra\u00e7\u00f5es, primeiro \u00e0 m\u00e3o e depois usando o Paint Brush.<\/p>\n<p>Para finalizar esta etapa, fizeram a revis\u00e3o de seus textos usando algumas ferramentas do Word como: desfazer digita\u00e7\u00e3o, escolher tipo, tamanho e cor da letra. E exploraram mais significativamente algumas teclas como \u201cbackspace\u201d, \u201cdelete\u201d, \u201cbarra de espa\u00e7o\u201d, \u201ccaps lock\u201d. Continuamos a descoberta das lendas, buscando a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura local e da tradi\u00e7\u00e3o oral, e convidamos um morador antigo da comunidade local para visitar o grupo e contar as hist\u00f3rias que conhecia. As visitas foram filmadas e, a seguir, em pequenos grupos, as crian\u00e7as transformaram a grava\u00e7\u00e3o em texto, estabelecendo as rela\u00e7\u00f5es entre a linguagem oral e a escrita.<\/p>\n<p>A seguir, um exemplo de texto coletivo produzido pelas crian\u00e7as a partir da hist\u00f3ria contada por um morador:<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3449\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas4.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas4\" width=\"303\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas4.jpg 303w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas4-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 303px) 100vw, 303px\" \/><\/p>\n<p><strong>Para se apropriar do g\u00eanero <\/strong><br \/>\nO grupo j\u00e1 tinha uma pr\u00e1tica de roda de hist\u00f3ria, que passamos a avaliar nos encontros de forma\u00e7\u00e3o. Percebemos o quanto ela se tornou sem sentido, apesar de ser sempre t\u00e3o recomendada. No geral, as rodas eram formadas com todas as crian\u00e7as atendidas, aproximadamente 50. \u00c9 f\u00e1cil imaginar a dificuldade para o educador manter a aten\u00e7\u00e3o e o envolvimento de todos.<\/p>\n<p>Propusemos de imediato a subdivis\u00e3o do grupo. E, com menos crian\u00e7as, iniciou-se a leitura de livros de lendas brasileiras. As educadoras que tinham uma experi\u00eancia anterior negativa com propostas desse tipo come\u00e7aram a se envolver e ficaram mais interessadas e participativas em ouvir a leitura de hist\u00f3rias. Al\u00e9m da roda de leitura, outras atividades foram propostas a fim de que as crian\u00e7as come\u00e7assem a refletir e ampliar o conhecimento sobre as propriedades dos textos (estrutura, caracter\u00edsticas, tra\u00e7os diferenciadores, finalidade, intencionalidade). A seguir, dois exemplos dessas iniciativas:<\/p>\n<ol>\n<li>Recontar a lenda \u2013 A turma foi convidada a recontar a lenda da Cobra Grande<sup>4<\/sup> a partir do quadro A Lenda da Cobra Grande, de Rybas<sup>5<\/sup>. Desta forma, exercitaram o dom\u00ednio da estrutura e dos tra\u00e7os diferenciadores desse tipo de texto. Ao usar como est\u00edmulo do reconto uma imagem art\u00edstica, enriquecemos o trabalho de ilustra\u00e7\u00e3o do livro. Outras imagens, como a Cuca de Tarsila do Amaral<sup>6<\/sup> e a Mula-sem-Cabe\u00e7a de Portinari<sup>7<\/sup>, tamb\u00e9m foram usadas.<\/li>\n<li>Reescrever a lenda \u2013 Tamb\u00e9m foi proposta a reescrita coletiva de uma lenda e sua digita\u00e7\u00e3o no computador. Esta atividade, no in\u00edcio, tomava um tempo muito grande, pois as crian\u00e7as n\u00e3o eram familiarizadas com o teclado, o que tornava a tarefa mais \u00e1rdua. No entanto, com o passar do tempo e o afinamento das duplas, esta proposta foi ganhando outra dimens\u00e3o e ao final j\u00e1 transcorria com mais tranq\u00fcilidade, at\u00e9 mesmo com a divis\u00e3o de pap\u00e9is entre a dupla.<\/li>\n<\/ol>\n<div id=\"attachment_3450\" style=\"width: 277px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3450\" class=\"size-full wp-image-3450\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas3.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas3.jpg\" width=\"267\" height=\"200\" \/><p id=\"caption-attachment-3450\" class=\"wp-caption-text\">Morador local conta lendas para crian\u00e7as<\/p><\/div>\n<p><strong>Trabalho no computador<\/strong><br \/>\nNo in\u00edcio, os educadores questionaram a estrat\u00e9gia de trabalhar em duplas no computador, e n\u00e3o foi f\u00e1cil romper o paradigma da a\u00e7\u00e3o individual. Num primeiro momento, as duplas foram formadas aleatoriamente, o que nos rendeu material para refletir em nossas supervis\u00f5es. O monitor respons\u00e1vel pelo grupo da oficina come\u00e7ou a perceber que deveria haver um preparo e crit\u00e9rio ao se elegerem as duplas. Crian\u00e7as que interagem bem em situa\u00e7\u00f5es de brincadeiras mais espont\u00e2neas n\u00e3o necessariamente s\u00e3o boas companheiras para trabalhar. Para alguns, sentar-se ao lado daquele que sabe mais \u00e9 um est\u00edmulo e serve de apoio para suas dificuldades. No entanto, para outros \u00e9 mais uma forma para se acomodar e desviar a aten\u00e7\u00e3o, pois sabem que sempre h\u00e1 algu\u00e9m que far\u00e1 a tarefa por eles. Ao longo do processo, mudamos as duplas e tivemos muitos casos de sucesso. Em outros, avaliamos que as parcerias n\u00e3o foram acertadas.<\/p>\n<p>Na proposta de reescrita da lenda usando o computador, foi comum ver uma divis\u00e3o de pap\u00e9is entre as duplas por iniciativa das pr\u00f3prias crian\u00e7as. Uma ditava o texto, enquanto a outra digitava e viceversa. Outras duplas preferiram se dividir de maneira diferente: um se responsabilizava pelo texto e o outro pela ilustra\u00e7\u00e3o e uso do Paint Brush. Avaliamos que houve um grande avan\u00e7o nessa din\u00e2mica, e as brigas e disputas, comuns no in\u00edcio, deram espa\u00e7o ao companheirismo e autonomia das decis\u00f5es sobre a melhor forma de trabalho. Outro ponto favor\u00e1vel foi que algumas crian\u00e7as que iniciaram o ano sem escrever aceitaram a ajuda e interven\u00e7\u00e3o do parceiro com mais conhecimento e apresentaram uma evolu\u00e7\u00e3o em suas hip\u00f3teses de escrita.<\/p>\n<p><strong>Hora da revis\u00e3o<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s os textos estarem todos digitados, iniciamos o trabalho de revis\u00e3o que inclu\u00eda, neste caso, n\u00e3o s\u00f3 a melhora do texto nos aspectos de ortografia, coer\u00eancia e coes\u00e3o, como tamb\u00e9m voltar o olhar para \u201cerros\u201d de digita\u00e7\u00e3o, comuns em qualquer trabalho com o editor de texto.<\/p>\n<p>Os principais \u201cerros\u201d observados foram:<\/p>\n<ol>\n<li>Mudan\u00e7a de linha ap\u00f3s t\u00e9rmino de palavra. Muitas vezes as crian\u00e7as usaram a tecla \u201center\u201d ao terminar de digitar uma palavra, ou no meio dela, e assim mudavam de linha sem haver necessidade.<\/li>\n<li>Excesso de espa\u00e7amento entre palavras. Sab\u00edamos que na revis\u00e3o t\u00ednhamos que cuidar da melhora do texto tanto na elabora\u00e7\u00e3o como na apresenta\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A partir dos erros, algumas situa\u00e7\u00f5es foram surpreendentes:<\/p>\n<ol>\n<li>Ao tentar apagar, corrigir alguma palavra, a crian\u00e7a perdia parte ou todo o texto e ent\u00e3o a descoberta da fun\u00e7\u00e3o \u201cvoltar a a\u00e7\u00e3o\u201d foi uma grande salva\u00e7\u00e3o e fez todo o sentido. Quando alguma crian\u00e7a se desesperava, j\u00e1 vinha outro em socorro e compartilhava esse saber, que tranq\u00fcilizava a dupla como se fosse uma m\u00e1gica.<\/li>\n<li>O corretor ortogr\u00e1fico, num primeiro momento, tamb\u00e9m foi assustador, pois as crian\u00e7as viam em seus textos as palavras n\u00e3o reconhecidas sublinhadas e para eles significava: \u201cEstou escrevendo errado\u201d. Obviamente, muitas palavras n\u00e3o estavam escritas da forma convencional, mas isto serviu para que juntos f\u00f4ssemos refletindo sobre a palavra e, depois, sobre o erro. Pois muitas vezes o sublinhado informava apenas que o computador n\u00e3o reconhecia aquela palavra por ser um nome ou mesmo uma express\u00e3o caracter\u00edstica da lenda, e assim passaram a lidar melhor com a quest\u00e3o. Em muitos casos, ap\u00f3s se certificarem de que a palavra estava escrita corretamente e mesmo assim continuava sublinhada, j\u00e1 saiam avisando pela sala: \u201cOlha, o computador n\u00e3o sabe o que \u00e9 Iara!\u201d.<\/li>\n<\/ol>\n<div id=\"attachment_3451\" style=\"width: 306px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3451\" class=\"size-full wp-image-3451\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas2.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas2.jpg\" width=\"296\" height=\"226\" \/><p id=\"caption-attachment-3451\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00f5es retiradas do livro Lendas Contadas e Aprendidas \/ fotos: Renata Frauendorf<\/p><\/div>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o do livro<\/strong><br \/>\nDesde o in\u00edcio, era muito claro, para o grupo de crian\u00e7as, que produziriam um livro que seria doado \u00e0 biblioteca da escola, reativada como parte do projeto. Um desdobramento interessante que n\u00e3o estava previsto na id\u00e9ia original foi a recupera\u00e7\u00e3o e melhoria da biblioteca da entidade. Hoje eles contam com um espa\u00e7o bem organizado, bem montado e com um bom acervo de livros, que inclui o livro produzido pelas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O envolvimento na produ\u00e7\u00e3o do livro foi grande e o momento mais especial foi a tarde de aut\u00f3grafos, quando compartilharam com pais, colegas e professores todo o saber conquistado. Cada crian\u00e7a recebeu um exemplar e saiu em busca da assinatura de seus colegas, ao mesmo tempo em que eram procurados pelos diferentes convidados. Era vis\u00edvel a express\u00e3o de orgulho e satisfa\u00e7\u00e3o de cada um presente no evento.<\/p>\n<p><strong>Avalia\u00e7\u00e3o do projeto<\/strong><br \/>\nApesar dos muitos desafios, consideramos o projeto bem-sucedido do ponto de vista das aprendizagens das crian\u00e7as e dos educadores. Ao considerar o contexto de educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o formal com educadores sociais acostumados a realizarem atividades socioeducativas com grandes grupos de crian\u00e7as, sem muitas condi\u00e7\u00f5es materiais, avaliamos de forma bastante positiva o trabalho realizado. Aparentemente o problema proposto \u00e0s crian\u00e7as foi a produ\u00e7\u00e3o de textos que seriam lidos por outras pessoas, mas a possibilidade de usar o computador em duplas gerou uma s\u00e9rie de novos desafios, que foram sendo gerenciados durante as supervis\u00f5es e encontros.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as apontaram em seus relatos avaliativos que o projeto contribuiu, e muito, para que melhorassem a rela\u00e7\u00e3o com a leitura e escrita, e tamb\u00e9m para que ampliassem o conhecimento do computador. Perceberam que evolu\u00edram ao ler e compreender sozinhos um texto, assim como ao participarem de uma reescrita.<\/p>\n<p>Como ganho adicional, destacamos tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o das ilustra\u00e7\u00f5es do livro, uma vez que as personagens, situa\u00e7\u00f5es, contextos foram todos criados e imaginados pelas crian\u00e7as. Ao atuar como escritores e ilustradores, as crian\u00e7as contribu\u00edram como autores de conte\u00fado, deixando sua marca pessoal.<\/p>\n<p><strong>Fala dos adultos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>\u201cAlunos que participaram do projeto desenvolveram mais suas habilidades de escrita e leitura\u201d \u2013 professor da escola.<\/li>\n<li>\u201cHouve melhora significativa, conseguem ouvir mais as leituras de hist\u00f3rias e isto refletiu na escrita e leitura; tamb\u00e9m houve enriquecimento do vocabul\u00e1rio&#8230;\u201d \u2013 educador da entidade.<\/li>\n<li>\u201cAs crian\u00e7as aumentaram o repert\u00f3rio, o que contribuiu para a melhora na produ\u00e7\u00e3o de textos\u201d \u2013 professor da escola.<\/li>\n<li>\u201cPercebi que houve um avan\u00e7o na escrita, pois no semestre passado a atividade era de correspond\u00eancia de cartas e eles tinham bastante dificuldade. Est\u00e3o escrevendo com mais rapidez e nitidez&#8230;\u201d \u2013 educadores.<\/li>\n<li>\u201cDesde o in\u00edcio deste semestre tem sido n\u00edtida a mudan\u00e7a de comportamento das crian\u00e7as do Grupo Comunit\u00e1rio que freq\u00fcentam o Sesc, no per\u00edodo da tarde. Elas t\u00eam demonstrado mais interesse pelas atividades e maior participa\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d \u2013 professores.<\/li>\n<li>\u201cEstas crian\u00e7as possuem um grande potencial de cria\u00e7\u00e3o e trabalho e, neste semestre, o aproveitamento foi bem maior em rela\u00e7\u00e3o ao semestre anterior. Aquela agita\u00e7\u00e3o exacerbada que impedia o di\u00e1logo, a conversa, praticamente cessou, com exce\u00e7\u00e3o dos momentos de euforia, que s\u00e3o pr\u00f3prios da crian\u00e7a\u201d \u2013 Relat\u00f3rio Sesc-Campinas.<\/li>\n<li>\u201cNo in\u00edcio as crian\u00e7as n\u00e3o conseguiam trabalhar em duplas. Na verdade, mais se atrapalhavam e tinham pouca intimidade com o teclado e barras de ferramenta. Ao longo do projeto, n\u00e3o s\u00f3 aprenderam a dividir o instrumento de trabalho, como aprimoraram o uso do mesmo\u201d \u2013 consultor.<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_3452\" style=\"width: 286px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3452\" class=\"size-full wp-image-3452\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas9.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas9.jpg\" width=\"276\" height=\"191\" \/><p id=\"caption-attachment-3452\" class=\"wp-caption-text\">A turma descobre suas hist\u00f3rias favoritas<\/p><\/div>\n<p><strong>Com a palavra, as crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<p>1. Voc\u00ea consegue se envolver ao fazer uma reescrita de uma lenda? Como \u00e9 sua participa\u00e7\u00e3o nesse momento?<\/p>\n<p>90% dos alunos respondeu que sim<\/p>\n<p>2. O que voc\u00ea mais gostou de fazer durante o projeto?<\/p>\n<ul>\n<li>Fazer desenho no computador<\/li>\n<li>Digitar<\/li>\n<li>Reescrever lendas<\/li>\n<li>Desenho \u00e0 m\u00e3o<\/li>\n<li>Usar internet para pesquisa<\/li>\n<li>Ouvir hist\u00f3rias<\/li>\n<li>Usar computador (em geral)<\/li>\n<li>Ler hist\u00f3rias<\/li>\n<\/ul>\n<p>(Renata Frauendorf, psicopedagoga da Cl\u00ednica Soma, em Campinas, e formadora do Instituto Avisa L\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Programa utilizado pelos usu\u00e1rios do Windows para desenhar.<br \/>\n<sup>2<\/sup>Rubem Alves \u00e9 professor, escritor, te\u00f3logo e psicanalista. O texto \u201cConcertos de Leitura\u201d est\u00e1 no livro Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir, Ed. Papirus.<br \/>\n<sup>3<\/sup>Situa\u00e7\u00f5es equivalentes, correspondentes, embora mais ou menos diversas.<br \/>\n<sup>4<\/sup>Uma das mais conhecidas lendas do folclore amaz\u00f4nico, esta lenda conta que uma \u00edndia, gr\u00e1vida da boi\u00fana (cobra-grande, sucuri), deu a luz a duas crian\u00e7as g\u00eameas, que na verdade eram cobras.<br \/>\n<sup>5<\/sup>Jos\u00e9 Ribamar Silva Nery (Rybas), artista pl\u00e1stico brasileiro.<br \/>\n<sup>6<\/sup>Tarsila do Amaral (1886-1973) \u00e9 considerada uma das mais importantes pintoras brasileiras.<br \/>\n<sup>7<\/sup>C\u00e2ndido Portinari (1903-1962), consagrado pintor brasileiro, destacou-se, tamb\u00e9m, nas \u00e1reas de poesia e pol\u00edtica.<\/p>\n<div id=\"attachment_3453\" style=\"width: 262px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3453\" class=\"size-full wp-image-3453\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas10.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas10.jpg\" width=\"252\" height=\"180\" \/><p id=\"caption-attachment-3453\" class=\"wp-caption-text\">Aprendendo a usar o corretor gr\u00e1fico<\/p><\/div>\n<h4>Trabalho em grupos<\/h4>\n<p>Agrupar os alunos deve ser uma a\u00e7\u00e3o intencional e criteriosamente planejada pelo professor. Tal a\u00e7\u00e3o deve estar baseada em tr\u00eas aspectos: o conhecimento dos alunos sobre o que se pretende ensinar, as caracter\u00edsticas pessoais dos alunos e a clareza do objetivo da atividade que se pretende propor. Deixar de considerar esses aspectos, em geral, resulta em agrupamentos improdutivos, baseados na improvisa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de contar com os conflitos cognitivos que, naturalmente, o trabalho em parceria provoca, o professor deve se preocupar em garantir que as atividades propostas sejam \u201cportadoras\u201d de desafios, ou seja, que carreguem em si um problema a ser resolvido, para que, na tentativa de solucion\u00e1-lo, os aprendizes coloquem em uso tudo o que j\u00e1 sabem sobre o conte\u00fado da tarefa.<\/p>\n<p>Dessa forma, maiores ser\u00e3o as possibilidades de os alunos progredirem em seu processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o, mesmo quando n\u00e3o puderem contar com a interven\u00e7\u00e3o direta do professor. As atividades individuais, incontestavelmente, devem ter um lugar entre as situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem propostas aos alunos, pois eles necessitam de espa\u00e7os em que possam trabalhar com suas pr\u00f3prias id\u00e9ias. No entanto, s\u00e3o as atividades que potencializam uma elabora\u00e7\u00e3o cooperativa do conhecimento que devem ser priorizadas.<\/p>\n<p>Dadas as diferen\u00e7as de saberes dos alunos, a maneira de intervir n\u00e3o deve ser a mesma para todos. \u00c9 preciso diversificar os tipos de ajuda: propor perguntas que requeiram n\u00edveis de esfor\u00e7o diferentes; oferecer uma informa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que promova o estabelecimento de novas rela\u00e7\u00f5es; ouvir o que o aluno tem a dizer sobre o que pensou para chegar a um determinado produto; estimular o progresso pessoal. Se quer que os alunos assumam como valores a coopera\u00e7\u00e3o, o respeito \u00e0s id\u00e9ias e maneiras de ser dos parceiros, a solidariedade e a justi\u00e7a, o professor precisa atuar de acordo com esses princ\u00edpios \u2013 ou seja, demonstrar em sala de aula atitudes de coopera\u00e7\u00e3o, de justi\u00e7a, de solidariedade etc. \u2013 e criar um ambiente que traduza os valores que pretende ensinar. Assim, por exemplo, se a coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos valores a ser ensinado, n\u00e3o basta discursar sobre o que s\u00e3o comportamentos cooperativos: \u00e9 preciso que a aula transcorra de fato em um clima cooperativo, no qual seja poss\u00edvel testemunhar e experimentar atitudes desse tipo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, ent\u00e3o, que o professor assuma a condi\u00e7\u00e3o de autor da pr\u00f3pria pr\u00e1tica pedag\u00f3gica: aquele que, diante de cada situa\u00e7\u00e3o, precisa refletir, buscar suas pr\u00f3prias solu\u00e7\u00f5es, construir novas estrat\u00e9gias, tomar decis\u00f5es, enfim, ter autonomia intelectual. Trilhar esse caminho exige estudo, reflex\u00e3o sobre sua a\u00e7\u00e3o, auto-avalia\u00e7\u00e3o, trabalho em parceria, intencionalidade e, principalmente, disponibilidade para aprender e experimentar.<\/p>\n<p>(\u201cColet\u00e2nea de textos\u201d. M\u00f3dulo 2, Unidade 2, Texto 6 (M2U2T6). Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores \u2013 PROFA \u2013 MEC. Dispon\u00edvel no site: www.mec.gov.br)<\/p>\n<h4>A revis\u00e3o usando um editor de texto<\/h4>\n<p>A revis\u00e3o por meio de um editor de texto apresenta uma vantagem objetiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 revis\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o escrita com l\u00e1pis e papel: para mudar uma parte do texto n\u00e3o h\u00e1 que voltar a escrev\u00ea-lo. Isso \u00e9 vantagem para todos os usu\u00e1rios, mas, especialmente para as crian\u00e7as, pois podem ensaiar alternativas \u00e0 primeira textualiza\u00e7\u00e3o e faz\u00ea-lo de maneira recorrente, sem necessidade de voltar a reescrever o texto cada vez. Al\u00e9m disso, as marcas de revis\u00e3o incorporadas no processo n\u00e3o ficam na tela, e tampouco no texto impresso. Tudo isto faz do computador um instrumento privilegiado para a tarefa de revis\u00e3o.<\/p>\n<p>(\u201cLa revisi\u00f3n de un texto ajeno utilizando un procesador de palabras\u201d, Sonia Luquez e Emilia Ferreiro in Lectura y Vida. Revista Latinoamericana de Lectura. Ano 24, no 2\/Junho 2003. Asociaci\u00f3n Internacional de Lectura Buenos Aires \u2013 Argentina)<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3454\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas11.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas11\" width=\"295\" height=\"238\" \/><\/p>\n<h4>Por dentro do projeto<\/h4>\n<p><strong>Justificativa<\/strong><br \/>\nAs crian\u00e7as podem elaborar textos com boa capacidade de comunica\u00e7\u00e3o. Mas para que isso aconte\u00e7a de fato, \u00e9 necess\u00e1rio que elas vivenciem situa\u00e7\u00f5es significativas de leitura, reconto, reescrita e produ\u00e7\u00e3o de texto, de forma que se apropriem da linguagem com que se escreve. Ao envolv\u00ea-las em situa\u00e7\u00f5es reais de comunica\u00e7\u00e3o, o professor possibilita que a crian\u00e7a aprenda que a escrita e leitura s\u00e3o atividades que atendem a diferentes fun\u00e7\u00f5es, como: comunicar-se, expressar id\u00e9ias, experi\u00eancias, opini\u00f5es, sentimentos, registrar, ter acesso ao que outras pessoas pensam.<\/p>\n<p>Considerando os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, e diante de pesquisas da did\u00e1tica de alfabetiza\u00e7\u00e3o, percebe-se claramente a necessidade de usar novos contextos para ensinar a ler e escrever. Assim, o computador torna-se uma ferramenta de trabalho muito importante. Para isso \u00e9 importante integrar o computador \u00e0 rotina da equipe de educadores, de forma a torn\u00e1-los usu\u00e1rios do mesmo, ampliando seu conhecimento sobre poss\u00edveis usos da m\u00e1quina no contexto da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Objetivos de aprendizagem<\/strong><br \/>\nPermitir que as crian\u00e7as:<\/p>\n<ol>\n<li>\u00a0Reflitam, ampliem e avancem em seus conhecimentos sobre leitura e escrita.<\/li>\n<li>Compreendam que a escrita e a leitura s\u00e3o atividades que atendem a diferentes fun\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Ganhem consci\u00eancia da capacidade de serem produtores de textos mesmo antes de saberem escrever convencionalmente.<\/li>\n<li>Percebam rela\u00e7\u00f5es entre as linguagens falada e escrita.<\/li>\n<li>Percebam as possibilidades de uso do computador no cotidiano, vivenciando momentos de brincar, jogar, usar recursos do editor de texto e da ferramenta para desenhar.<\/li>\n<li>Aproximem-se do sistema de conven\u00e7\u00f5es que rege a linguagem do computador, incluindo a utiliza\u00e7\u00e3o do mouse com agilidade, coordenando os movimentos.<\/li>\n<li>Conhe\u00e7am alguns usos do computador: edi\u00e7\u00e3o de textos, edi\u00e7\u00e3o de imagens, impress\u00e3o, jogos, passatempos etc.<\/li>\n<li>Aprendam quais cuidados devem ter no uso do computador.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Etapas previstas<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Leitura de diferentes g\u00eaneros textuais.<\/li>\n<li>Leitura de lendas.<\/li>\n<li>Pesquisa em sites sobre folclore e lendas.<\/li>\n<li>Escrita de listas: o que comp\u00f5e um livro; lendas preferidas do grupo etc.<\/li>\n<li>Proposta de escrita espont\u00e2nea: t\u00edtulos das lendas que j\u00e1 foram lidas, nome dos personagens que aparecem na hist\u00f3ria para ajudar na reescrita da lenda; trechos de lendas ditados pelo professor etc.<\/li>\n<li>Reescrita coletiva de lendas.<\/li>\n<li>Reconto oral de lendas.<\/li>\n<li>Criar um texto a partir de ilustra\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Produzir ilustra\u00e7\u00f5es para uma hist\u00f3ria lida.<\/li>\n<li>Digita\u00e7\u00e3o em duplas dos textos coletivos produzidos em sala.<\/li>\n<li>Revis\u00e3o do texto.<\/li>\n<li>Planejar etapas de elabora\u00e7\u00e3o do livro junto com as crian\u00e7as.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Produto<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Livro com lendas e ilustra\u00e7\u00f5es, que depois ser\u00e1 doado \u00e0 biblioteca da comunidade.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p><strong>Programa Apoio a Projetos de Atendimento a Crian\u00e7as e Jovens de 7 a 16 anos<\/strong><br \/>\n<strong><br \/>\nIniciativa e apoio:<\/strong><br \/>\nFundo Juntos pela Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Compostos pelas Organiza\u00e7\u00f5es: Instituto Arcor, Instituto C&amp;A Vitae e Federa\u00e7\u00e3o das Entidades Assistenciais de Campinas \u2013 FEAC<\/p>\n<p><strong>Projeto:<\/strong> Aventuras com as Letras e as Teclas<br \/>\n<strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Grupo Comunit\u00e1rio Crian\u00e7a Feliz &#8211; Rua Francisco Mesquita,106 \u2013 Vila Brandina \u2013 Campinas-SP &#8211; Tel: (19) 3294-4920 ou 3252-3110 &#8211; E-mail: cfeliz@feac.org.br<\/p>\n<p><strong>Equipe:<\/strong><br \/>\n<strong>Consultora Pedag\u00f3gica:<\/strong> Renata Frauendorf<br \/>\n<strong>Coordenadora do Projeto:<\/strong> Sidin\u00e9ia S. Zambelli Carreiro<br \/>\n<strong>Educadores:<\/strong> Andr\u00e9ia Profeta Cirlei e F\u00e1tima Zambelli Emerson Brigatti<\/p>\n<p><strong>Parceiro:<\/strong><br \/>\nEscola Estadual Professor Alberto Medaljon<br \/>\n<strong>Diretora:<\/strong> Solange Aparecida Gon\u00e7alves Zibim &#8211; Rua: Conselheiro Le\u00f4ncio de Carvalho,s\/no \u2013 Vila Brandina &#8211; CEP:13054-011 &#8211; Tel: (19) 3253-7994 E-mail: amedaljon@hotmail.com<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3455\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas8.jpg\" alt=\"avisala_27_lendas8\" width=\"341\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas8.jpg 341w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_lendas8-223x300.jpg 223w\" sizes=\"auto, (max-width: 341px) 100vw, 341px\" \/><\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong>Livros para o educador<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Passado e Presente dos Verbos Ler e Escrever, Emilia Ferreiro. Ed. Cortez. Tel.: (11) 3864-0111.<\/li>\n<li>Escola com que Sempre Sonhei sem Imaginar que Pudesse Existir, Rubem Alves, Ed. Papirus. Tel.: (19) 3272-4500.<\/li>\n<li>Contos Tradicionais do Folclore. Luis da C\u00e2mara Cascudo. Ed. Global. Tel.:(11) 3277-7999.<\/li>\n<li>Contos Tradicionais do Brasil, Luis da C\u00e2mara Cascudo. Ed. Global. Tel.: (11) 3277-7999.<\/li>\n<li>Ler e Escrever na Escola \u2013 O Real, o Poss\u00edvel e o Necess\u00e1rio, Delia Lerner. Ed. Artmed. Tel.: 0800-703-3444.<\/li>\n<li>G\u00eaneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores. Mercado das Letras. Tel.:(19) 3241-7514.<\/li>\n<li>Aprendizagem da Linguagem Escrita \u2013 Processos Evolutivos e Implica\u00e7\u00f5es Did\u00e1ticas, Liliana Tolchinsky Landsmann. Ed. \u00c1tica. Tel.: (11) 3990-1777<\/li>\n<li>O Ensino da Linguagem Escrita, Myriam Nemirovsky. Ed. Artmed. Tel.: (11) 0800-703-3444.<\/li>\n<li>\u201cO Que Fazer ap\u00f3s Ler uma Hist\u00f3ria para as Crian\u00e7as\u201d, Denise Nalini, avisa l\u00e1 no 22 &#8211; abr\/2005. Tel.: (11) 3032-5411.<\/li>\n<li>Contextos de Alfabetiza\u00e7\u00e3o Inicial, Ana Teberosky, Marta Soler Gallart &amp; colaboradores. Ed. Artmed. Tel.: 0800-703-3444.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Livros para as crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Meu Livro de Folclore. Ricardo Azevedo. Ed. \u00c1tica. Tel.: (11) 3990-1777.<\/li>\n<li>Armaz\u00e9m do Folclore. Ricardo Azevedo. Ed. \u00c1tica. Tel.: (11) 3990-1777.<\/li>\n<li>Um Saci no Meu Quintal. M\u00f4nica Stahel. Martins Fontes. Tel.: 3241-3677.<\/li>\n<li>O Boto Cor-de-Rosa. Rita Helena de A. M. Zingoni. Ed. Gryphus. Tel.: (11) 3253-5011.<\/li>\n<li>Iara \u2013 Cole\u00e7\u00e3o Pintando o Nosso Folclore. Maria Fernanda Antunes. Ed. FTD. Tel.: (11) 3253-5011.<\/li>\n<li>Lobisomen \u2013 Cole\u00e7\u00e3o Pintando o Nosso Folclore. Maria Fernanda Antunes. Ed. FTD. Tel.: (11) 3253-5011.<\/li>\n<li>Contos, Mitos e Lendas para Crian\u00e7as da Am\u00e9rica Latina. Ed. \u00c1tica. Tel.: (11) 3990-1777.<\/li>\n<li>O Curupira. Maria Fernanda Antunes. Ed. FTD. Tel.: (11) 3253-5011.<\/li>\n<li>Lendas e F\u00e1bulas \u2013 Cole\u00e7\u00e3o Bichos da \u00c1frica. Rog\u00e9rio Andrade Barbosa. Ed. Melhoramentos. Tel.: (11) 3874-0940.<\/li>\n<li>Saci \u2013 Cole\u00e7\u00e3o Pintando o Nosso Folclore. Maria Fernanda Antunes. Ed. FTD. Tel.: (11) 3253-5011.<\/li>\n<li>Quem Procura Saci Acha Perer\u00ea. Telma Guimar\u00e3es C. Andrade. Ed. Loyola. Tel.: (11) 6163-4275.<\/li>\n<li>Literatura Oral para a Inf\u00e2ncia e a Juventude, Henriqueta Lisboa, ilustra\u00e7\u00f5es de Ricardo Azevedo. Ed. Funda\u00e7\u00e3o Peir\u00f3polis. Tel.: (11) 3816-0699.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Sites para pesquisa<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>www.escolaquevale.org.br<\/li>\n<li>www.crmariocovas.sp.gov.br<\/li>\n<li>www.portinari.org.br<\/li>\n<li>http:\/\/sitededicas.uol.com.br\/cfolc.htm<\/li>\n<li>www.jangadabrasil.com.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Usar as novas tecnologias para envolver os alunos em situa\u00e7\u00f5es reais de comunica\u00e7\u00e3o por meio da leitura e escrita foi o desafio enfrentado pelo projeto \u201cAventuras com as Letras e as Teclas\u201d, realizado em Campinas (SP). Para promover esse aprendizado entre os alunos, foi preciso trabalhar na mesma dire\u00e7\u00e3o com os educadores. Por Renata Frauendorf<\/p>\n","protected":false},"author":10,"featured_media":3421,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[388,34],"tags":[1107,228,700,234,87,196,264,116,253,701,531],"class_list":{"0":"post-3439","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-27","8":"category-tempo-didadico","9":"tag-revista-avisa-la-2006","10":"tag-aprendizado","11":"tag-brasil","12":"tag-computador","13":"tag-comunicacao","14":"tag-cultura","15":"tag-historias","16":"tag-lendas","17":"tag-renata-frauendorf","18":"tag-revisao","19":"tag-tecnologia","21":"post-with-thumbnail","22":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3439","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/10"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3439"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3439\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3439"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3439"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3439"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}