{"id":3429,"date":"2006-07-25T22:31:11","date_gmt":"2006-07-26T01:31:11","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=3429"},"modified":"2023-03-27T18:40:00","modified_gmt":"2023-03-27T21:40:00","slug":"era-uma-vez-para-criancas-pequenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/era-uma-vez-para-criancas-pequenas\/","title":{"rendered":"\u201cEra uma vez\u201d para crian\u00e7as pequenas"},"content":{"rendered":"<h5>Desde os primeiros meses de vida, as hist\u00f3rias podem fazer parte da vida infantil. Ao ler ou contar hist\u00f3rias para beb\u00eas e crian\u00e7as pequenas, os professores abrem caminhos para uma intera\u00e7\u00e3o surpreendente com o mundo da leitura e da escrita<\/h5>\n<div id=\"attachment_3430\" style=\"width: 365px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3430\" class=\"size-full wp-image-3430\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex2.jpg\" alt=\"avisala_27_reflex2.jpg\" width=\"355\" height=\"252\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex2.jpg 355w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex2-300x212.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 355px) 100vw, 355px\" \/><p id=\"caption-attachment-3430\" class=\"wp-caption-text\">Leitura de hist\u00f3rias no ber\u00e7\u00e1rio<\/p><\/div>\n<p>Cada vez que um adulto l\u00ea para uma crian\u00e7a pequena, \u00e9 como fazer um convite para que ela ingresse no universo m\u00e1gico da linguagem. Uma experi\u00eancia que apresenta personagens divertidos, leva a lugares curiosos, oferece novos conhecimentos e permite inventar outras \u201crealidades\u201d. O encantamento provocado pela narrativa e pela rela\u00e7\u00e3o que o contador ou leitor cria com a crian\u00e7a favorece o interesse e a participa\u00e7\u00e3o dela nessas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Podemos considerar o contar e o ler hist\u00f3rias momentos privilegiados de intera\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as com a linguagem. Neles, um parceiro mais experiente ling\u00fcisticamente utiliza as hist\u00f3rias \u2013 um tipo de narrativa que facilita a aproxima\u00e7\u00e3o e o fortalecimento dos v\u00ednculos afetivos \u2013 para estabelecer uma situa\u00e7\u00e3o comunicativa com a turma.\u00a0 As crian\u00e7as aprendem a partir de sua intera\u00e7\u00e3o com o meio material e social. E, no caso da aprendizagem da l\u00edngua falada e escrita, n\u00e3o \u00e9 diferente: as crian\u00e7as aprendem por meio dos interc\u00e2mbios sociais gerados nas diversas situa\u00e7\u00f5es comunicativas, com diferentes parceiros.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nA amplia\u00e7\u00e3o da capacidade de comunica\u00e7\u00e3o ocorre de forma gradativa. \u00c9 um processo que acontece desde o nascimento, perdura ao longo de toda a vida e est\u00e1 intimamente relacionado com a quantidade e qualidade de participa\u00e7\u00f5es em atos comunicativos. O aprendizado da l\u00edngua oral e escrita possibilita a aproxima\u00e7\u00e3o e a participa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a em in\u00fameras atividades sociais, favorecendo a sua inser\u00e7\u00e3o cultural. Por meio da linguagem, ela pode se comunicar e se expressar, bem como ampliar seus conhecimentos.<\/p>\n<p><strong>Ler ou contar?<\/strong><br \/>\nO h\u00e1bito de compartilhar hist\u00f3rias guarda em si in\u00fameros significados. Est\u00e1 relacionado com cuidado afetivo, constru\u00e7\u00e3o da identidade, desenvolvimento da imagina\u00e7\u00e3o, capacidade de escutar os outros e de expressar id\u00e9ias e sentimentos, bem como de compartilhar conhecimentos. Tudo isso ocorre tanto na leitura quanto na conta\u00e7\u00e3o. Mas n\u00e3o podemos afirmar que as duas formas de compartilhar hist\u00f3rias sejam iguais. Cada uma carrega caracter\u00edsticas e peculiaridades, e \u00e9 interessante que n\u00f3s, professores de crian\u00e7as pequenas, possamos refletir sobre essas diferen\u00e7as.<\/p>\n<p>Ao contar uma hist\u00f3ria, podemos usar nossas pr\u00f3prias palavras, interpret\u00e1-la de diversas maneiras, utilizando os mais diferentes recursos. Podemos inclusive recri\u00e1-la, acrescentando-lhe novos elementos, provenientes de nossa imagina\u00e7\u00e3o ou do contexto em que estamos inseridos. Mais pr\u00f3xima da oralidade, a hist\u00f3ria que se conta \u00e9 mais flex\u00edvel, depende da pessoa que conta.<\/p>\n<p>Ao ler uma hist\u00f3ria, por sua vez, utilizamos palavras que est\u00e3o escritas. Embora seja poss\u00edvel interpretar de formas diferentes, modificar a entona\u00e7\u00e3o, a altura ou o timbre de voz, na leitura o texto \u00e9 sempre o mesmo, independentemente do leitor. Traz consigo marcas espec\u00edficas da l\u00edngua escrita e que n\u00e3o utilizamos cotidianamente ao falar. As aprendizagens envolvidas nesses dois tipos de situa\u00e7\u00e3o h\u00e3o de ser diferentes tamb\u00e9m. Ao participar de situa\u00e7\u00f5es de conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, al\u00e9m de se divertir, as crian\u00e7as aprendem mais sobre a l\u00edngua que se fala, ampliam seu repert\u00f3rio e seu universo imagin\u00e1rio, aprendem que as hist\u00f3rias n\u00e3o s\u00e3o objetos est\u00e1ticos, imut\u00e1veis, mas que podem ser recriadas, e aprendem como contar suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>J\u00e1 as situa\u00e7\u00f5es de leitura aproximam a crian\u00e7a do universo letrado, instigam a curiosidade pelos livros e seus conte\u00fados. Neste sentido, colabora para a democratiza\u00e7\u00e3o de um dos mais valiosos patrim\u00f4nios humanos, a escrita, que, como objeto sociocultural, deve estar dispon\u00edvel a todos, mesmo \u00e0queles que ainda n\u00e3o aprenderam a ler convencionalmente. O contador de hist\u00f3rias Ilan Brennan<sup>2<\/sup>, em sua tese de mestrado, afirma que a leitura em voz alta contribui para uma aproxima\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o-leitores com os livros: \u201cNa aus\u00eancia do leitor, os ouvintes retornar\u00e3o ao livro, agora como leitores solit\u00e1rios, buscando resgatar naquelas p\u00e1ginas a nossa presen\u00e7a. O que encontrar\u00e3o? N\u00e3o sabemos exatamente, mas o que podemos imaginar \u00e9 que v\u00e3o \u00e0 procura daquele momento proporcionado pela leitura em voz alta\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_3431\" style=\"width: 304px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3431\" class=\"size-full wp-image-3431\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex1.jpg\" alt=\"avisala_27_reflex1.jpg\" width=\"294\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex1.jpg 294w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex1-193x300.jpg 193w\" sizes=\"auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><p id=\"caption-attachment-3431\" class=\"wp-caption-text\">A Arca de No\u00e9 Vinicius de Moraes. Ed. Cia das Letras<br \/>A poesia e a musicalidade de Vinicius de Moraes encantam tamb\u00e9m as crian\u00e7as. Nesta obra, elas s\u00e3o convidadas a entrar numa brincadeira ritmada, cujos personagens principais s\u00e3o os animais da Arca de No\u00e9.<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel compreender desta fala de Brennan que esta aproxima\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o-leitores com os livros tem, num primeiro momento pelo menos, um sentido de resgate. \u00c9 como se, ao se relacionar com o livro, fosse poss\u00edvel recuperar algo significativo dos momentos prazerosos de escuta j\u00e1 vividos. Faz muito sentido&#8230; E a mim parece algo muito saud\u00e1vel de ser incentivado. Desafios do dia-a-dia Por implicar aprendizagens importantes para as crian\u00e7as, conclu\u00edmos que o ler e contar hist\u00f3rias pode e deve ocorrer na escola desde muito cedo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, sabemos que n\u00e3o basta conhecer a import\u00e2ncia desses atos para as crian\u00e7as. Realizar atividades de leitura e conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias com grupos de crian\u00e7as pequenas pode n\u00e3o ser t\u00e3o simples como parece. Como fazer os pequenos se interessarem pelas hist\u00f3rias e participarem das propostas? O que fazer com as crian\u00e7as que se dispersam durante a atividade? Como escolher as hist\u00f3rias para ler ou contar? Como saber quais s\u00e3o as mais interessantes? Que crit\u00e9rios utilizar? Como preparar a hist\u00f3ria? Que recursos utilizar? E o que fazer depois do fim da hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>Como nenhuma pr\u00e1tica educativa tem receita \u00fanica, pronta e certa, cada professor tem que entrar com sua parcela de investigador, observar seu grupo e experimentar at\u00e9 encontrar o seu jeito de trabalhar. Mas algumas dicas sobre a postura de respeito que cada um deve ter em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as e \u00e0s hist\u00f3rias podem nos ajudar nessa empreitada di\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>Prepara\u00e7\u00e3o do professor<\/strong><br \/>\nO professor que se prepara para a situa\u00e7\u00e3o de leitura ou de conta\u00e7\u00e3o com anteced\u00eancia ir\u00e1 conhecer muito melhor a hist\u00f3ria a ser lida ou contada. Se for ler, \u00e9 interessante que o fa\u00e7a antes em voz alta ou at\u00e9 mesmo que leia para algu\u00e9m, buscando interpretar adequadamente, colocando emo\u00e7\u00e3o de forma convincente e sem exageros. Para isso \u00e9 necess\u00e1rio buscar o sentido da narrativa. Regina Machado, contadora de hist\u00f3rias e importante pesquisadora na \u00e1rea, diz que \u201co importante inicialmente \u00e9 a clareza de que \u00e9 preciso buscar internamente uma inten\u00e7\u00e3o\u201d. Acrescenta que \u201cservir fielmente \u00e0 hist\u00f3ria \u00e9 ter a possibilidade de deixar-se levar por ela, permitindo que a hist\u00f3ria guie a voz, o gesto, o olhar, a cad\u00eancia da narra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Essa intencionalidade tamb\u00e9m deve ser considerada ao se contar uma hist\u00f3ria, e a prepara\u00e7\u00e3o do professor para tal situa\u00e7\u00e3o \u00e9 igualmente importante. Se for contar utilizando adere\u00e7os \u2013 por exemplo, uma pena colorida para indicar um p\u00e1ssaro, um len\u00e7o de pano para personificar uma princesa \u2013 , a prepara\u00e7\u00e3o e o treino ajudam para que n\u00e3o haja atropelos na hora da conta\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante n\u00e3o abusar na quantidade de coisas que se escolhe e se preocupar com a qualidade dessas escolhas tamb\u00e9m. Regina Machado diz que \u00e9 preciso considerar a \u201cefici\u00eancia po\u00e9tica\u201d do material escolhido, ou seja, a beleza, a sutileza e a adequa\u00e7\u00e3o dos objetos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que se quer representar. Eles n\u00e3o s\u00e3o a hist\u00f3ria e n\u00e3o devem tomar seu lugar, mas podem ser considerados brinquedos que ajudam a crian\u00e7a a imaginar e a construir a narrativa.<\/p>\n<p>Alguns professores chegam a se vestir como personagens de contos de fada para ler e\/ou contar hist\u00f3rias. Ser\u00e1 que \u00e9 preciso? Talvez haja uma desconfian\u00e7a de que o texto escrito, por si s\u00f3, n\u00e3o mobiliza as crian\u00e7as. Mas isto \u00e9 um engano. Boas hist\u00f3rias encantam os pequenos e a literatura bem escrita \u00e9 fonte de muitas rela\u00e7\u00f5es prazerosas na leitura. \u00c9 melhor uma leitura bem-feita a uma encena\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria. Teatro infantil \u00e9 coisa s\u00e9ria, que tamb\u00e9m tem valor em si. Precisa ser bem-feito e planejado, n\u00e3o aceitando uma improvisa\u00e7\u00e3o inconsistente.<\/p>\n<p><strong>Na hora da atividade<\/strong><br \/>\nO professor pode antecipar o que ser\u00e1 lido ou contado de forma breve e clara. Quando a crian\u00e7a sabe o que vai escutar, \u00e9 mais f\u00e1cil se situar e acompanhar a hist\u00f3ria. \u00c9 uma forma de ajud\u00e1-la a se organizar internamente para a atividade. \u00c9 importante estabelecer uma interlocu\u00e7\u00e3o com as crian\u00e7as. Olhar em seus olhos, ficar alerta \u00e0s rea\u00e7\u00f5es e demonstrar que a leitura ou a conta\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo realizada para elas! Ao se sentir mais segura e acolhida, a crian\u00e7a tem mais interesse em escutar atentamente.<\/p>\n<p>Mesmo preparando tudo da melhor maneira poss\u00edvel, \u00e0s vezes os pequenos precisam se movimentar durante a atividade. \u00c9 comum que necessitem gesticular ou falar para conseguir organizar o pensamento e manter a aten\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o est\u00e3o gostando. \u00c9 na verdade uma forma de a crian\u00e7a participar da situa\u00e7\u00e3o e compreender a hist\u00f3ria. Respeit\u00e1-la em suas necessidade significa tamb\u00e9m acolh\u00ea-la e favorecer sua integra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"attachment_3432\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3432\" class=\"size-full wp-image-3432\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex3.jpg\" alt=\"avisala_27_reflex3.jpg\" width=\"390\" height=\"446\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex3.jpg 390w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex3-262x300.jpg 262w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><p id=\"caption-attachment-3432\" class=\"wp-caption-text\">A Casa Sonolenta \u2013 Cole\u00e7\u00e3o Abracadabra Audrey Wood. Ed. \u00c1tica<br \/>Os personagens da casa sonolenta transformam uma noite de sono, um tanto agitada, num amanhecer alegre e ensolarado. As crian\u00e7as se deliciam com as repeti\u00e7\u00f5es que v\u00e3o acumulando personagens e a\u00e7\u00f5es<\/p><\/div>\n<p>Freq\u00fcentemente, as crian\u00e7as desenvolvem suas prefer\u00eancias e solicitam a narra\u00e7\u00e3o de uma mesma hist\u00f3ria repetidas vezes. \u00c9 comum tamb\u00e9m que nessas circunst\u00e2ncias antecipem as falas do professor ou narrem a hist\u00f3ria junto com o professor. Repetir a leitura ou a conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias com freq\u00fc\u00eancia \u00e9 fundamental para que as crian\u00e7as possam ir aos poucos se apropriando de seus elementos e participem mais ativamente da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A fidelidade ao que est\u00e1 escrito \u00e9 importante, buscando n\u00e3o alterar o texto das hist\u00f3rias, nem simplific\u00e1-lo substituindo palavras. As crian\u00e7as podem apreender os significados e o vocabul\u00e1rio novo pelo contexto. O apoio pode vir tamb\u00e9m das ilustra\u00e7\u00f5es. O contato com a linguagem em toda sua complexidade favorece a aproxima\u00e7\u00e3o com a cultura escrita.<\/p>\n<p><strong>Semeando autonomia<\/strong><br \/>\n\u00c0 medida que as crian\u00e7as forem desenvolvendo a fala, \u00e9 interessante propiciar momentos de reconto, ou seja, propor situa\u00e7\u00f5es nas quais as pr\u00f3prias crian\u00e7as escolhem e contam as hist\u00f3rias de sua prefer\u00eancia. Podem faz\u00ea-lo utilizando cen\u00e1rios e adere\u00e7os, contando hist\u00f3rias conhecidas, \u201cacontecidas\u201d ou inventadas, ou podem \u201cler\u201d os livros que j\u00e1 conhecem. As crian\u00e7as devem tamb\u00e9m interagir com os cen\u00e1rios, fantoches etc. E devem ter a oportunidade de manusear os livros. Para que sejam narradoras de suas pr\u00f3prias hist\u00f3rias e aprendam a interessar-se pelo mundo letrado, as crian\u00e7as precisam brincar com essas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O professor pode sempre expressar sua opini\u00e3o sobre o que narrou, comentar trechos estimulando as crian\u00e7as a faz\u00ea-lo tamb\u00e9m. Deve ajudar as crian\u00e7as a se expressarem, tomando cuidado para n\u00e3o transformar essa pr\u00e1tica em algo exaustivo, bem como para n\u00e3o reduzir essas situa\u00e7\u00f5es a verifica\u00e7\u00f5es sobre a compreens\u00e3o das crian\u00e7as ou a li\u00e7\u00f5es de moral.<\/p>\n<p>As hist\u00f3rias t\u00eam diversas interpreta\u00e7\u00f5es, e as crian\u00e7as, por sua vez, t\u00eam maneiras muito particulares de compreend\u00ea-las e relacionar o que ouviram com suas pr\u00f3prias experi\u00eancias. Considerando e respeitando seu modo particular e genu\u00edno de ser e de pensar, valorizando o que as crian\u00e7as t\u00eam a dizer ou expressar sobre o que escutaram, o trabalho com as hist\u00f3rias ser\u00e1 certamente uma atividade estimulante e prazerosa. E, sem d\u00favida, a partir dessas viv\u00eancias, tamb\u00e9m n\u00f3s professores podemos aprender muito sobre o universo imagin\u00e1rio das crian\u00e7as e das hist\u00f3rias. S\u00f3 nos resta aproveitar!<\/p>\n<p>(Ana L\u00facia Antunes Bresciane, psic\u00f3loga e formadora do Instituto Avisa L\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>As indica\u00e7\u00f5es de livros que aparecem no decorrer do artigo s\u00e3o de Ana Ben\u00ea e Fabiana Falc\u00e3o, formadoras do Instituto Avisa L\u00e1.<br \/>\n<sup>2<\/sup>Psic\u00f3logo, escritor e contador de hist\u00f3rias, com experi\u00eancia em a\u00e7\u00f5es de incentivo \u00e0 leitura.<\/p>\n<div id=\"attachment_3433\" style=\"width: 391px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3433\" class=\"size-full wp-image-3433\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex4.jpg\" alt=\"avisala_27_reflex4.jpg\" width=\"381\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex4.jpg 381w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex4-293x300.jpg 293w\" sizes=\"auto, (max-width: 381px) 100vw, 381px\" \/><p id=\"caption-attachment-3433\" class=\"wp-caption-text\">O Sapo Bocarr\u00e3o Keith Faulkner. Companhia das Letrinhas<br \/>De t\u00e3o guloso, o sapo Bocarr\u00e3o \u2013 assim chamado por causa de sua boca enorme \u2013 pergunta para todo mundo: &#8220;O que voc\u00ea gosta de comer?&#8221;. Com seus olhos arregalados, o sapo salta de p\u00e1gina em p\u00e1gina nesta deliciosa aventura. As crian\u00e7as se encantam com as imagens, com os efeitos de movimento combinados com sons feitos por quem l\u00ea. Sucesso garantido com os pequenos.<\/p><\/div>\n<h4>Como garantir uma boa roda de hist\u00f3ria?<\/h4>\n<p><strong>Encantamento do professor<\/strong> \u2013 Antes de tudo, as hist\u00f3rias escolhidas precisam encantar o professor. Se ele n\u00e3o gosta, \u00e9 dif\u00edcil que leia ou conte com entusiasmo. \u00c9 fundamental que o professor resgate as hist\u00f3rias que j\u00e1 conhece, que gostava de ouvir quando crian\u00e7a, que leia livros infantis e amplie seu pr\u00f3prio repert\u00f3rio de hist\u00f3rias. Assim, ele redescobrir\u00e1 o encantamento produzido por elas.<\/p>\n<p><strong>Enredo instigante<\/strong> \u2013 \u00c9 comum encontrar livros destinados a essa faixa et\u00e1ria que quase n\u00e3o t\u00eam texto. Muitos s\u00e3o compostos de palavras isoladas que acompanham uma imagem estereotipada. Isso n\u00e3o \u00e9 hist\u00f3ria! Um enredo interessante \u00e9 aquele que cont\u00e9m come\u00e7o, meio e fim, sem ser demasiadamente simplificado. Contudo, \u00e9 importante adequar tamanho e tipo de hist\u00f3ria \u00e0s condi\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as. Se elas n\u00e3o t\u00eam h\u00e1bito desenvolvido de escutar hist\u00f3rias, podem n\u00e3o conseguir permanecer muito tempo ouvindo. No in\u00edcio, d\u00ea prefer\u00eancia \u00e0s narrativas curtas e v\u00e1 introduzindo as mais longas aos poucos. Hist\u00f3rias de repeti\u00e7\u00e3o e de ac\u00famulo tamb\u00e9m s\u00e3o bem-vindas com crian\u00e7as pequenas.<br \/>\n<strong><br \/>\nFor\u00e7a da imagem<\/strong> \u2013 Na conta\u00e7\u00e3o, o professor pode preparar cen\u00e1rios e usar adere\u00e7os e\/ou fantoches. Oferecer esses apoios para as crian\u00e7as bem pequenas ajuda a construir mentalmente as cenas narradas. Sabendo disso, quando for ler, \u00e9 importante dar prefer\u00eancia aos livros com ilustra\u00e7\u00f5es visualmente claras e expressivas, j\u00e1 que as imagens tamb\u00e9m ap\u00f3iam as representa\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as. N\u00e3o s\u00e3o aconselh\u00e1veis as ilustra\u00e7\u00f5es que cont\u00eam muita informa\u00e7\u00e3o ou \u201cpolu\u00eddas\u201d visualmente.<\/p>\n<div id=\"attachment_3434\" style=\"width: 304px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3434\" class=\"size-full wp-image-3434\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex5.jpg\" alt=\"avisala_27_reflex5.jpg\" width=\"294\" height=\"354\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex5.jpg 294w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex5-249x300.jpg 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><p id=\"caption-attachment-3434\" class=\"wp-caption-text\">O Rei Bigodeira e Sua Banheira<br \/>Audrey Wood. Ed. \u00c1tica<br \/>Um rei que n\u00e3o quer sair de sua banheira. A corte fica em polvorosa. As crian\u00e7as acompanham interessadas as sugest\u00f5es e tentativas de tirar o rei de sua banheira. Ao final, riem muito com a solu\u00e7\u00e3o encontrada pelo autor.<\/p><\/div>\n<p><strong><br \/>\nHora certa<\/strong> \u2013 Reservar um hor\u00e1rio permanente na rotina para a leitura ou conta\u00e7\u00e3o ajuda na constru\u00e7\u00e3o de familiaridade das crian\u00e7as com as hist\u00f3rias. As crian\u00e7as pequenas precisam de estabilidade para se sentirem seguras e se organizar. Escolher um momento de maior tranq\u00fcilidade \u00e9 fundamental, pois os pequeninos t\u00eam uma necessidade vital de se movimentar e se dispersam com mais facilidade, j\u00e1 que est\u00e3o descobrindo o mundo ao seu redor e precisam explor\u00e1-lo intensamente. Se j\u00e1 estiverem parados h\u00e1 muito tempo ou acabaram de sair de alguma atividade agitada, ser\u00e1 naturalmente mais dif\u00edcil atra\u00ed-los para um momento introspectivo como o da escuta de hist\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>Espa\u00e7o aconchegante<\/strong> \u2013 O espa\u00e7o tamb\u00e9m \u00e9 um aspecto b\u00e1sico a ser preparado cuidadosamente. Deve ser aconchegante, de modo que as crian\u00e7as possam ficar \u00e0 vontade e se sentir bem. Tapetes e almofadas favorecem o aconchego.<\/p>\n<h4>Al\u00e9m da linguagem escrita<\/h4>\n<p>O livro apresentado por um adulto que o acha interessante pode, sem d\u00favida, ter um papel essencial na hist\u00f3ria de vida de uma crian\u00e7a e na forma como ela se apropria da linguagem. Um beb\u00ea ao qual se apresenta um livro, um lindo livro, um livro que amamos, manifesta sua emo\u00e7\u00e3o. Esta rea\u00e7\u00e3o nos faz refletir acerca da forma que as crian\u00e7as muito pequenas t\u00eam de pensar sobre as coisas. O livro de hist\u00f3rias \u00e9 portador de uma forma de linguagem que \u201cserve para contar\u201d. Com ele, propomos \u00e0s crian\u00e7as uma entrada paralela em uma forma de linguagem oral e escrita. A crian\u00e7a vai descobrir as hist\u00f3rias lidas e relidas. Ela vai se assegurar reencontrando seguidamente o mesmo texto. A perman\u00eancia das hist\u00f3rias a tranq\u00fciliza: o livro lido pela professora na escola ou em casa pelos pais \u00e9 sempre o mesmo.<\/p>\n<p>Ren\u00e9 Diatkine<sup>3<\/sup> tem a seguinte hip\u00f3tese: \u201cOs beijos, as palavras suaves na hora de dormir n\u00e3o s\u00e3o suficientes para lutar contra a ang\u00fastia do abandono e da morte que acomete as crian\u00e7as de tr\u00eas anos. Parece que uma hist\u00f3ria fict\u00edcia recontada, com outra estrutura diferente da linguagem oral cotidiana, faz efeito contra a angustia da separa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Com os livros, a crian\u00e7a vai descobrindo, de modo natural, a fun\u00e7\u00e3o da memoriza\u00e7\u00e3o e da escrita. De in\u00edcio, a hist\u00f3ria lida pode significar apenas uma melodia, um ritmo parecido com uma parlenda. \u00c9 um momento vivido com um adulto atento, sem o constrangimento das amarras materiais, um momento de gratuidade e de trocas em um espa\u00e7o de jogo e poesia, sem um fim utilitarista. Com um livro, convidamos a crian\u00e7a a reencontrar a express\u00e3o de pensamento de um outro que est\u00e1 ausente. N\u00f3s lhe oferecemos o olhar de um artista sobre o mundo.<\/p>\n<p>Escolhemos o livro porque somos sens\u00edveis ao jeito desse escritor escrever, n\u00f3s gostamos do jeito como diz as coisas, suas palavras e sua gram\u00e1tica nos tocam. Ou, ainda, queremos penetrar no universo desse ilustrador que exprime o que acabamos de dizer t\u00e3o bem. Com os livros, n\u00f3s emprestamos o talento de um artista para transmitir \u00e0 crian\u00e7a um olhar sobre a vida. Um outro modo de falar sobre o cotidiano.<\/p>\n<p>(Trecho extra\u00eddo do livro Lire des Livres \u00e1 des B\u00e9b\u00e9s, Dominique Rateau, cole\u00e7\u00e3o Mille et un B\u00e9b\u00e9, Editora Er\u00e8s, Toulouse, 1999. linguagem escrita)<br \/>\n<sup>3<\/sup>Psicanalista franc\u00eas (1918-1998)<\/p>\n<h4>Livros para crian\u00e7as de zero a tr\u00eas anos<\/h4>\n<ul>\n<li>A Arca de No\u00e9 &#8211; Vinicius de Moraes &#8211; Companhia das Letras<\/li>\n<li>A Arca de No\u00e9 &#8211; Recontado e ilustrado por Lucy Cousins- Brinque Book<\/li>\n<li>A Casa Sonolenta &#8211; Audrey e Don Wood &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>A Fam\u00edlia Ratat\u00e3o &#8211; Romain Simon &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>Aventuras de um Macaco &#8211; May d\u2019Alen\u00e7on &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>Bem-te-vi e Outras Poesias &#8211; Lalau e Laurabeatriz &#8211; Companhia das Letrinhas<\/li>\n<li>Bichon\u00e1rio &#8211; Nilson Jos\u00e9 Machado &#8211; Braga<\/li>\n<li>Brasileirinhos &#8211; Lalau e Laurabeatriz &#8211; Cosac &amp; Naif<\/li>\n<li>De Vez em Quando &#8211; Eva Furnari &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>Duas D\u00fazias de Coisinhas \u00e0 Toa que Deixam a Gente Feliz- Ot\u00e1vio Roth &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>Hist\u00f3rias com Poesia, Alguns Bichos &amp; Cia. &#8211; Duda Machado &#8211; Editora 34<\/li>\n<li>Historinhas de Contar &#8211; Natha Caputo e Sara Cone Bryant &#8211; Companhia das Letrinhas<\/li>\n<li>O Bal\u00e3o Azul! &#8211; Graciela Montes e Nora Hilb &#8211; Livros do Tatu<\/li>\n<li>O Gatinho Perdido &#8211; Deletaille Natacha &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>O Rei Bigodeira e Sua Banheira &#8211; Audrey e Don Wood &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>O Sapo Bocarr\u00e3o &#8211; Keith Faulkner &#8211; Companhia das Letrinhas<\/li>\n<li>Ou Isto ou Aquilo &#8211; Cec\u00edlia Meireles &#8211; Nova Fronteira<\/li>\n<li>Outras Duas D\u00fazias de Coisinhas \u00e0 Toa que Deixam a Gente Feliz &#8211; Ot\u00e1vio Roth &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>Quem Tem Medo de Cachorro &#8211; Ruth Rocha &#8211; Global<\/li>\n<li>Todo Dia &#8211; Eva Furnari &#8211; \u00c1tica<\/li>\n<li>Todo Mundo Vai ao Circo &#8211; Gilles Eduar &#8211; Companhia das Letrinhas<\/li>\n<li>Traquinagens e Estrepolias &#8211; Eva Furnari &#8211; Global<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_3435\" style=\"width: 341px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3435\" class=\"size-full wp-image-3435\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex7.jpg\" alt=\"avisala_27_reflex7.jpg\" width=\"331\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex7.jpg 331w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_27_reflex7-232x300.jpg 232w\" sizes=\"auto, (max-width: 331px) 100vw, 331px\" \/><p id=\"caption-attachment-3435\" class=\"wp-caption-text\">Ou Isto ou Aquilo<br \/>Cec\u00edlia Meireles. Ed. Nova Fronteira Confira a beleza da flor amarela, a do\u00e7ura de Arabela no peitoril de sua janela e tantas outras personagens destacadas na poesia de Cec\u00edlia Meireles. Esta \u00e9 uma obra imprescind\u00edvel para ampliar o repert\u00f3rio de poemas das crian\u00e7as de todas as idades<\/p><\/div>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong>Livros e revistas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Acordais: Fundamentos Te\u00f3rico-Po\u00e9ticos da Arte de Contar Hist\u00f3rias, Regina Machado. Editora DCL. Tel.: (11) 3932-5222.<\/li>\n<li>Atrav\u00e9s da Vidra\u00e7a da Escola: Uma Reflex\u00e3o sobre a Import\u00e2ncia da Leitura em Voz Alta de Obras Liter\u00e1rias na Educa\u00e7\u00e3o. Ilan Brennan \u2013 Tese de Mestrado. USP, 2005. Dispon\u00edvel na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP \u2013 Servi\u00e7o de Biblioteca e Documenta\u00e7\u00e3o. Tel.: (11) 3091-3433. E-mail: bibfe@edu.usp.br<\/li>\n<li>\u201cComunidade de Leitores &#8211; Id\u00e9ias para Quem Quer Ensinar a Gostar de Ler\u201d, Luciana de Oliveira Camargo. Revista avisa l\u00e1 no 07 &#8211; jul\/2001. Tel.: (11) 3032-5411.<\/li>\n<li>O Di\u00e1logo entre o Ensino e a Aprendizagem, Telma Weisz. Editora \u00c1tica. Tel.: (11) 3900-2100.<\/li>\n<li>\u201cO Espa\u00e7o da Leitura e da Escrita na Educa\u00e7\u00e3o Pr\u00e9-Escolar\u201d, Emilia Ferreiro. In: Reflex\u00f5es sobre Alfabetiza\u00e7\u00e3o. Ed. Cortez. Tel.: (11) 3873-7111.<\/li>\n<li>Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil: Movimento. MEC, 1998. Arquivos dispon\u00edveis no site: www.mec.gov.br.<\/li>\n<li>\u201cUm Ba\u00fa de Hist\u00f3rias para Ler e Contar\u201d, Katilian D. M. do Nascimento. Revista avisa l\u00e1 no 16 &#8211; out\/2003. Tel.: (11) 3032-5411.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde os primeiros meses de vida, as hist\u00f3rias podem fazer parte da vida infantil. Ao ler ou contar hist\u00f3rias para beb\u00eas e crian\u00e7as pequenas, os professores abrem caminhos para uma intera\u00e7\u00e3o surpreendente com o mundo da leitura e da escrita. Por Ana L\u00facia Antunes Bresciane<\/p>\n","protected":false},"author":75,"featured_media":3421,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,388],"tags":[1107,655,698,697,264,151,270,699,147],"class_list":{"0":"post-3429","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-reflexoes-do-professor","8":"category-revista-avisala-27","9":"tag-revista-avisa-la-2006","10":"tag-ana-lucia-antunes-bresciane","11":"tag-bebe","12":"tag-crianca-pequena","13":"tag-historias","14":"tag-leitura","15":"tag-livros","16":"tag-narrativas","17":"tag-roda","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3429","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/75"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3429"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3429\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3429"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3429"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3429"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}