{"id":3095,"date":"2005-07-17T16:30:49","date_gmt":"2005-07-17T19:30:49","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=3095"},"modified":"2023-03-27T18:01:25","modified_gmt":"2023-03-27T21:01:25","slug":"as-voltas-com-os-numeros-pesquisar-ordenar-e-comparar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/as-voltas-com-os-numeros-pesquisar-ordenar-e-comparar\/","title":{"rendered":"\u00c0s voltas com os n\u00fameros: pesquisar, ordenar e comparar"},"content":{"rendered":"<h5>De forma n\u00e3o convencional as crian\u00e7as recorrem a contagens e opera\u00e7\u00f5es para resolver pequenos problemas do cotidiano. A escola de educa\u00e7\u00e3o infantil pode contribuir decisivamente para a aproxima\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com os conhecimentos matem\u00e1ticos constru\u00eddos socialmente<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3097\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo1.jpg\" alt=\"avisala_23_tempo1\" width=\"361\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo1.jpg 361w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo1-236x300.jpg 236w\" sizes=\"auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><br \/>\nAinda que n\u00e3o freq\u00fcentem nenhuma escola as crian\u00e7as participam de uma s\u00e9rie de situa\u00e7\u00f5es envolvendo conhecimentos sobre a s\u00e9rie num\u00e9rica oral e seu uso em situa\u00e7\u00f5es de enumera\u00e7\u00e3o, assim como aprendem sobre escritas num\u00e9ricas em diferentes contextos \u2013 ao brincar com um telefone e dizer uma sucess\u00e3o de n\u00fameros, ao pedir uma determinada quantidade de biscoitos, quando um adulto lhe pergunta quantos anos tem, etc.<\/p>\n<p>\u201cA nota\u00e7\u00e3o num\u00e9rica aparece diante das crian\u00e7as como um dado da realidade.\u201d<sup>1<\/sup><!--more--><\/p>\n<p>Por um lado, abrir as portas da escola para os conhecimentos matem\u00e1ticos que as crian\u00e7as j\u00e1 possuem \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para o trabalho com essa \u00e1rea. Por outro, isto n\u00e3o esgota a sua finalidade. N\u00e3o se ensina matem\u00e1tica s\u00f3 para que as crian\u00e7as adquiram conhecimentos \u00fateis para o seu dia-a-dia, mas sim para que se apropriem de uma forma pr\u00f3pria de pensar e de fazer, constru\u00edda culturalmente.<\/p>\n<p>\u201cA escola \u00e9 sem d\u00favida a institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel por favorecer que as crian\u00e7as articulem sua experi\u00eancia extra-escolar com as quest\u00f5es que se pretende que aprendam; esta articula\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 espont\u00e2nea, n\u00e3o pode ficar sob a responsabilidade das crian\u00e7as.\u201d<sup>2<\/sup><\/p>\n<div id=\"attachment_3098\" style=\"width: 627px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3098\" class=\" wp-image-3098 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo2.jpg\" alt=\"avisala_23_tempo2.jpg\" width=\"617\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo2.jpg 1028w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo2-300x207.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo2-1024x708.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 617px) 100vw, 617px\" \/><p id=\"caption-attachment-3098\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as com a ajuda da professora ordenam os valores dos pacotes<\/p><\/div>\n<p><strong>Pensar sobre o sistema de numera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nGra\u00e7as \u00e0s investiga\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas, em particular \u00e0s pesquisas de Delia Lerner e Patricia Sadovsky, hoje sabemos que \u00e9 a partir do uso dos n\u00fameros, da an\u00e1lise e da reflex\u00e3o sobre o sistema de numera\u00e7\u00e3o que a crian\u00e7a constr\u00f3i conhecimentos sobre a numera\u00e7\u00e3o escrita. As crian\u00e7as entre 2 e 3 anos, na maioria das vezes, dependem das a\u00e7\u00f5es dos adultos para atribuir significados \u00e0s palavras que indicam n\u00fameros e \u00e0s escritas num\u00e9ricas.<\/p>\n<p>Essas aprendizagens variam de acordo com as situa\u00e7\u00f5es das quais participam. \u00c9 necess\u00e1rio, portanto, criar nas institui\u00e7\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o Infantil as condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas que propiciem diversos momentos em que as crian\u00e7as aprendam que os n\u00fameros possuem distintas fun\u00e7\u00f5es. Por exemplo, quando a professora marca o dia do anivers\u00e1rio de cada um no calend\u00e1rio ou conta a quantidade de crian\u00e7as para saber quantas folhas ser\u00e3o necess\u00e1rias distribuir, ao cantar can\u00e7\u00f5es que possibilitam a memoriza\u00e7\u00e3o de parte da s\u00e9rie num\u00e9rica, quando inclui materiais com n\u00fameros nas suas brincadeiras (telefone, panfleto de supermercado com pre\u00e7os), etc., o Centro de Educa\u00e7\u00e3o Infantil est\u00e1 contribuindo para que a crian\u00e7a construa paulatinamente conhecimentos matem\u00e1ticos.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as entre 4 e 6 anos, em geral, como j\u00e1 alcan\u00e7aram maior autonomia, podem participar simultaneamente de situa\u00e7\u00f5es envolvendo o funcionamento dos n\u00fameros em diferentes tipos de problemas e contextos e enfrentar problemas que lhes permitam avan\u00e7ar em seus conhecimentos sobre a s\u00e9rie num\u00e9rica e explorar suas regularidades.<\/p>\n<p>\u201cA an\u00e1lise das regularidades da numera\u00e7\u00e3o escrita \u00e9 uma fonte insubstitu\u00edvel de progresso na compreens\u00e3o das leis do sistema por parte das crian\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>Pretendendo socializar as atualizadas pesquisas sobre a did\u00e1tica da Matem\u00e1tica, a Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres pela Educa\u00e7\u00e3o (AME), localizada em Osasco, S\u00e3o Paulo, promoveu o curso A Aprendizagem e o Ensino da Matem\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, que tinha como objetivo auxiliar a planejar e analisar propostas de ensino envolvendo n\u00fameros e sistema de numera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dentre as propostas desenvolvidas pelas participantes durante o curso, uma atividade e projeto foram bem interessantes, e aproveito para compartilhar nesta revista.<\/p>\n<p><strong>Quanto custa cada saco de balas?<\/strong><br \/>\nA professora Gl\u00e1ucia Fischer Vicente, ap\u00f3s ler o artigo de Delia Lerner e Patricia Sadovsky e analisar as atividades sugeridas, decidiu propor para o seu grupo de crian\u00e7as uma lojinha de balas em que elas pudessem, ao organiz\u00e1-la, comparar e ordenar escritas num\u00e9ricas.<\/p>\n<p>A seguir, seu relato: <!--more-->A proposta era que as crian\u00e7as fizessem, com as balas iguais entre si, pacotes que tivessem quantidades diferentes (5, 8,12,15, 20 balas). Os pre\u00e7os desses pacotes seriam (em centavos) com os seguintes valores: 0,45; 0,10; 0,40; 0,60; 0,25; 0,85. Elas teriam que decidir qual o pre\u00e7o de cada tipo de pacote e anotar.<\/p>\n<p>A seguir, seria proposto que, em pequenos grupos, comparassem suas anota\u00e7\u00f5es com seus colegas e que, em caso de diverg\u00eancias, argumentassem a favor ou contra as diferentes anota\u00e7\u00f5es. Finalmente, se discutiria com todo o grupo para estabelecer acordos. Organizei a turma, distribui o material e lancei a proposta sem muita explica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apenas falei o necess\u00e1rio para aquele momento: \u201cVoc\u00eas t\u00eam a\u00ed cinco saquinhos, e cada um com um certo n\u00famero de balas. Ent\u00e3o contem quantas h\u00e1 em cada saquinho, depois observem os valores que est\u00e3o anotados na lousa e decidam entre voc\u00eas o pre\u00e7o de cada saquinho.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_3099\" style=\"width: 519px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3099\" class=\"size-full wp-image-3099\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo3.jpg\" alt=\"Fichas com a ordem dos valores dos saquinhos de balas \" width=\"509\" height=\"659\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo3.jpg 509w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo3-231x300.jpg 231w\" sizes=\"auto, (max-width: 509px) 100vw, 509px\" \/><p id=\"caption-attachment-3099\" class=\"wp-caption-text\">Fichas com a ordem dos valores dos saquinhos de balas<\/p><\/div>\n<p>Esta foi a hora do falat\u00f3rio, pois todos os grupos estavam em a\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo. Algumas crian\u00e7as davam sua opini\u00e3o, lutavam por ela e justificavam o porqu\u00ea do valor atribu\u00eddo a cada saquinho. Outras observavam ou simplesmente concordavam com o que os colegas decidiam. N\u00e3o fui capaz de anotar todas as falas dos alunos, a aula estava muito empolgante.<\/p>\n<p>Na hora da socializa\u00e7\u00e3o com toda a turma, pude conhecer mais claramente os crit\u00e9rios utilizados pelas crian\u00e7as para decidir o valor de cada saquinho. Comecei a perguntar:<\/p>\n<p>Profa: Quantas balas h\u00e1 em cada saquinho?<br \/>\nCrian\u00e7as: Tem um com 5, outro com 8, com 12, com 15 e com 20.<br \/>\nProfa: Ok!<br \/>\nProfa: Qual o saquinho que tem a maior quantidade de balas?<br \/>\n(Matheus): O de 20.<br \/>\nProfa: Certo.<br \/>\nProfa: Qual pre\u00e7o deve custar este saquinho?<br \/>\n(L\u00e9o e Matheus): 0,85.<br \/>\nProfa: Por qu\u00ea?<br \/>\nCrian\u00e7as: Onde tem mais balas custa mais caro!<br \/>\nProfa: Ok! E todos concordam?<br \/>\nCrian\u00e7as: Concordam.<br \/>\nProfa: Quanto deve custar o saquinho com 5 balas?<br \/>\nCrian\u00e7as: Essa foi f\u00e1cil! 0,10!<br \/>\nProfa: Por qu\u00ea?<br \/>\n(L\u00e9o): Porque \u00e9 o saquinho que tem menos bala.<\/p>\n<p>A partir dessa discuss\u00e3o as crian\u00e7as foram colocando os outros valores em ordem crescente considerando: maior n\u00famero de balas, maior pre\u00e7o, menor n\u00famero de balas, menor pre\u00e7o. Terminamos a atividade com a turma louca de vontade de chupar balas. Foi uma del\u00edcia essa atividade de negociar valores e comparar n\u00fameros.<\/p>\n<p><strong>Um projeto: o livro dos recordes<\/strong><br \/>\nA professora Fabiane Rodrigues se interessou por um projeto envolvendo ordena\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o de escritas num\u00e9ricas, analisado durante o curso, e considerou que ele poderia fazer sentido para seus alunos. Ela havia observado que, em suas conversas, as crian\u00e7as faziam compara\u00e7\u00f5es principalmente ligadas aos atributos f\u00edsicos:<\/p>\n<ul>\n<li>Quem tem o cabelo maior?<\/li>\n<li>Quem tem o p\u00e9 maior?<\/li>\n<li>Quem \u00e9 o mais alto da sala?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Prop\u00f4s para o grupo a confec\u00e7\u00e3o de um livro de recordes em que as crian\u00e7as precisariam relacionar cada situa\u00e7\u00e3o a sua informa\u00e7\u00e3o num\u00e9rica. Em roda, fizemos um levantamento sobre o que eram recordes. A maioria das crian\u00e7as n\u00e3o tinha id\u00e9ia do que isto significava, por isso organizei um cartaz com algumas reportagens sobre o assunto. Li algumas para elas e expliquei que recorde era quando algu\u00e9m ou alguma coisa era mais ou menos do que as outras. Ex.: o maior pr\u00e9dio do mundo, a menor bicicleta, a pessoa que tem mais tatuagens, etc.<\/p>\n<p>Num outro dia, propus para as crian\u00e7as organizarem um livro de recordes, onde ir\u00edamos colocar diversas informa\u00e7\u00f5es n\u00famericas nas quais os valores superassem os demais. As crian\u00e7as fizeram uma lista de itens que gostariam de pesquisar:<\/p>\n<ul>\n<li>A pessoa mais alta<\/li>\n<li>O maior p\u00e9<\/li>\n<li>O cabelo mais comprido<\/li>\n<li>Quem tem mais animais<\/li>\n<li>A pessoa mais velha<\/li>\n<li>A pessoa mais pesada<\/li>\n<li>Quem tem mais filhos<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Pesquisar, ordenar e comparar<\/strong><br \/>\nPara come\u00e7ar, propus que descobrissem quem era a crian\u00e7a mais alta da sala. Antes mesmo de iniciarmos a medi\u00e7\u00e3o, elas come\u00e7aram a comparar suas alturas encostando-se umas nas outras. Medi as crian\u00e7as com a fita m\u00e9trica e elas anotaram sua altura em peda\u00e7os de papel. Em seguida, dividi-as em pequenos grupos e pedi que descobrissem quem era a mais alta do seu grupo<sup>3<\/sup>.<\/p>\n<p>No in\u00edcio, ao comparar os n\u00fameros, as crian\u00e7as olhavam o primeiro e o \u00faltimo algarismo, dizendo ser maior o n\u00famero que come\u00e7ava ou terminava pelo algarismo maior. Ao comparar as alturas, deram-se conta de que os n\u00fameros eram muito parecidos (1,19; 1,20; 1,25). Ent\u00e3o passaram a consultar a tabela num\u00e9rica<sup>4<\/sup> ou a fita m\u00e9trica, relacionando a contagem oral com as escritas num\u00e9ricas, concluindo que o n\u00famero que vem depois \u00e9 maior.<\/p>\n<div id=\"attachment_3100\" style=\"width: 542px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3100\" class=\"size-full wp-image-3100\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo4.jpg\" alt=\"Crian\u00e7as consultam tabela num\u00e9rica\" width=\"532\" height=\"595\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo4.jpg 532w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo4-268x300.jpg 268w\" sizes=\"auto, (max-width: 532px) 100vw, 532px\" \/><p id=\"caption-attachment-3100\" class=\"wp-caption-text\">Crian\u00e7as consultam tabela num\u00e9rica<\/p><\/div>\n<p>Quando cada grupo j\u00e1 havia conclu\u00eddo a atividade, passamos para a roda, com a finalidade de socializarmos as descobertas e compararmos os n\u00fameros, e ent\u00e3o, saber quem era o mais alto da sala. Quando as crian\u00e7as descobriram quem era o mais alto da sala (Ricardo Jr.: 1,30 m), dei a elas um outro desafio: identificar a pessoa mais alta de toda a creche, incluindo os adultos.<\/p>\n<p>Para isso, elas sa\u00edram divididas em grupos, com uma lista contendo todos os nomes das funcion\u00e1rias (cada grupo tinha que entrevistar tr\u00eas funcion\u00e1rias), para descobrirem a altura de cada uma. Com a pesquisa pronta, novamente tiveram que ordenar os n\u00fameros, descobrir a maior altura pesquisada em cada grupo e socializar na roda, e assim descobrir quem era a pessoa mais alta da creche (Rose: 1,77 m).<\/p>\n<p>Conseguida essa informa\u00e7\u00e3o \u2013 devidamente anotada em cartazes que ficavam em exposi\u00e7\u00e3o no mural \u2013, as crian\u00e7as tiveram que encontrar algu\u00e9m que fosse mais alto do que a Rose, e para isso levaram um question\u00e1rio para ser preenchido junto aos familiares.<\/p>\n<p>Com as pesquisas em m\u00e3os, fizemos todo o processo de ordena\u00e7\u00e3o para descobrirmos quem era a pessoa mais alta de todas. Primeiro, descobrimos que o mais alto de todos era o Jos\u00e9, av\u00f4 do J\u00fanior, com 1,92 m. Mas como as crian\u00e7as poderiam continuar pesquisando, pouco depois a Mariana trouxe a informa\u00e7\u00e3o de que o Kiko do KLB (grupo musical) tinha 2,02 m, ou seja, era mais alto. Algumas semanas, depois li para eles uma reportagem sobre as Olimp\u00edadas e descobrimos que o jogador de v\u00f4lei do Brasil, o Rodrig\u00e3o, media 2,04 m. Ent\u00e3o, substitu\u00edmos o Kiko pelo Rodrig\u00e3o.<br \/>\n<strong><br \/>\nSistematizando os conhecimentos<\/strong><br \/>\nDurante todo o projeto eu ia ajudando a solucionar d\u00favidas das crian\u00e7as ao usar a tabela num\u00e9rica, na contagem oral, para saber qual n\u00famero vem antes ou depois, etc. Conseguimos sistematizar alguns conhecimentos importantes para o grupo:<\/p>\n<ul>\n<li>Quando a gente conta, o n\u00famero menor vem primeiro, o n\u00famero que vem depois \u00e9 maior.<\/li>\n<li>Quando o n\u00famero tem mais n\u00fameros ele \u00e9 maior.<\/li>\n<li>Quando o n\u00famero tem a mesma quantidade de n\u00fameros, tem que olhar o primeiro para saber qual \u00e9 o maior.<\/li>\n<li>Se o primeiro n\u00famero for igual, olhamos o segundo para saber qual \u00e9 o maior.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esse projeto rendeu muitas informa\u00e7\u00f5es para as crian\u00e7as sobre a ordem dos n\u00fameros e regularidades do nosso sistema de numera\u00e7\u00e3o. Tenho certeza de que elas se aproximaram um pouco mais da compreens\u00e3o do complexo sistema posicional.<\/p>\n<p>Os pais tamb\u00e9m vibraram e se envolveram com esse projeto. A cada nova pesquisa queriam saber quem havia conseguido o \u201cmais\u201d de todos, e procuravam achar outro maior, incentivando seus filhos a levarem a nova informa\u00e7\u00e3o para a creche.<\/p>\n<p><strong>Vantagens desse tipo de proposta<\/strong><br \/>\n\u201cPor que propor atividades centradas na compara\u00e7\u00e3o? Quando os n\u00fameros s\u00e3o representados atrav\u00e9s do sistema decimal posicional, a rela\u00e7\u00e3o de ordem adquire uma especificidade vinculada \u00e0 ordena\u00e7\u00e3o do sistema. \u00c9 justamente esta especificidade que se tenta mobilizar a partir das situa\u00e7\u00f5es de compara\u00e7\u00e3o que s\u00e3o propostas \u00e0s crian\u00e7as.\u201d<\/p>\n<p>As crian\u00e7as puderam colocar em jogo suas id\u00e9ias sobre o sistema de numera\u00e7\u00e3o que, muitas vezes, n\u00e3o coincidem com os procedimentos convencionais. Tiveram a oportunidade de formular e comunicar seus procedimentos, confront\u00e1-los com os dos colegas, considerando diferentes resolu\u00e7\u00f5es e afirma\u00e7\u00f5es. Argumentaram e procuraram validar seu ponto de vista, aceitar erros, corrigir tentativas frustradas e estabelecer alguns acordos.<\/p>\n<p>A principal dificuldade para ensinar e aprender sobre essa \u00e1rea do conhecimento consiste na maneira como se concebe a Matem\u00e1tica. \u00c9 comum, para evitar erros, os professores controlarem a situa\u00e7\u00e3o, muitas vezes induzindo as crian\u00e7as \u00e0 resposta correta.<\/p>\n<div id=\"attachment_3101\" style=\"width: 605px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-3101\" class=\"size-full wp-image-3101\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo6.jpg\" alt=\"P\u00e1gina do livro \u201cOs Mais Mais\u201d\" width=\"595\" height=\"502\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo6.jpg 595w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo6-300x253.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 595px) 100vw, 595px\" \/><p id=\"caption-attachment-3101\" class=\"wp-caption-text\">P\u00e1gina do livro \u201cOs Mais Mais\u201d<\/p><\/div>\n<p>Se quisermos que as crian\u00e7as \u201cfa\u00e7am Matem\u00e1tica\u201d, tomando decis\u00f5es, agindo como produtoras de conhecimento e n\u00e3o apenas executoras de instru\u00e7\u00f5es, precisamos abrir m\u00e3o desse controle.<\/p>\n<p>Ao propor que os alunos usem seus conhecimentos numa ampla variedade de problemas cuja resolu\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o lhes foi ensinada, que utilizem diversas estrat\u00e9gias para resolv\u00ea-lo, que provem, que se equivoquem, que revisem, que disponham de meios para poder determinar se um procedimento \u00e9 v\u00e1lido ou n\u00e3o, estamos proporcionando outro modo de relacionar-se com a Matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Assumir esse enfoque que prop\u00f5e que as crian\u00e7as reflitam sobre o objeto de conhecimento em toda sua complexidade, significa, necessariamente, aceitar respostas diferentes das convencionais, considerar a provisoriedade do conhecimento e o que as crian\u00e7as n\u00e3o sabem como algo a ser conquistado por elas.<\/p>\n<p>(Priscila Monteiro, formadora do Instituto Avisa L\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup> D. Lerner e P. Sadovsky, em Did\u00e1tica da Matem\u00e1tica, org. C. Parra e I. Saiz. Ed. Artmed.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> Municipalidad de la Ciudad de Buenos Aires \u2013 Actualizaci\u00f3n Curricular, documento de trabajo no 2. E.G.B. Primer Ciclo. www.buenosaires.gov.ar\/educacion\/docentes\/planeamiento\/docum\/matematica.php.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>Para organizar os grupos de trabalho Fabiane considerou os saberes de cada um de seus alunos, formando grupos em que os conhecimentos eram pr\u00f3ximos.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup>Na parede da sala Fabiane colocou uma tabela com n\u00fameros de 1 a 100, que as crian\u00e7as consultam com desenvoltura. A tabela foi organizada de dez em dez para que, ao consult\u00e1-la, as crian\u00e7as pudessem refletir e utilizar as regularidades do sistema de numera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h4>Planejamento da atividade<\/h4>\n<ul>\n<li>Enviar uma pesquisa para ser feita em casa, na qual as crian\u00e7as devem descobrir algu\u00e9m que seja mais alto do que a Rose, que mede 1,77 m.<\/li>\n<li>Dividir a turma em grupos de quatro crian\u00e7as cada.<\/li>\n<li>Anotar a resposta da pesquisa em um papel menor (nome e altura) para facilitar a ordena\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que na pesquisa h\u00e1 outras coisas escritas que n\u00e3o interessam nessa etapa da atividade (explica\u00e7\u00e3o da tarefa aos pais).<\/li>\n<li>Pedir que as crian\u00e7as ordenem as alturas para que descubram quem \u00e9 o mais alto do seu grupo de entrevistados. Durante a atividade, auxiliarei os grupos no processo de ordena\u00e7\u00e3o, questionando-os sobre os crit\u00e9rios utilizados para decidir qual \u00e9 o n\u00famero maior.<\/li>\n<li>Cada grupo levar\u00e1 para a roda o papel com o nome e a altura da pessoa mais alta que encontraram.<\/li>\n<li>Em roda, as crian\u00e7as ter\u00e3o que descobrir quem \u00e9 o mais alto de todos (ordenar). Os n\u00fameros estar\u00e3o no meio da roda, de maneira que todos possam visualiz\u00e1-los.<\/li>\n<li>Novamente irei question\u00e1los sobre os crit\u00e9rios que usaram para ordenar os n\u00fameros.<\/li>\n<li>Depois, colocarei o papel com o nome e a altura da pessoa mais alta no cartaz que est\u00e1 no mural, j\u00e1 com o nome do mais alto da sala e o mais alto da creche.<\/li>\n<li>Ao final da atividade, explicarei \u00e0s crian\u00e7as que esse nome poder\u00e1 ser substitu\u00eddo, desde que algu\u00e9m encontre uma outra pessoa mais alta do que a que j\u00e1 est\u00e1 ali.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Projeto Os Mais Mais<sup>5<\/sup><\/h4>\n<p><strong>Destinat\u00e1rios<\/strong><br \/>\nCrian\u00e7as da pr\u00e9-escola (6 a 7 anos)<\/p>\n<p><strong>Professora Respons\u00e1vel<\/strong><br \/>\nFabiane Aparecida Rodrigues<\/p>\n<p><strong>Formadora<\/strong><br \/>\nPriscila Monteiro<\/p>\n<p><strong>Objetivo<\/strong><br \/>\nEspera-se que com esse projeto as crian\u00e7as reflitam sobre as regras de organiza\u00e7\u00e3o do nosso sistema de numera\u00e7\u00e3o, colocando em jogo suas hip\u00f3teses, confrontando com a de seus colegas, estabelecendo crit\u00e9rios de compara\u00e7\u00e3o de escritas num\u00e9ricas.<\/p>\n<p><strong>Conte\u00fado<\/strong><br \/>\nCompara\u00e7\u00e3o e ordena\u00e7\u00e3o de escritas num\u00e9ricas isoladas.<\/p>\n<p><strong>Objetivo compartilhado com as crian\u00e7as<\/strong><br \/>\nMontar um livro dos \u201cmais mais\u201d (livro dos recordes).<\/p>\n<p><strong>Etapas previstas<\/strong><br \/>\n<strong>1\u00aa atividade:<\/strong><br \/>\nA professora seleciona e leva para a roda materiais do tipo livro dos recordes (Guinness Book, livro de curiosidades, etc.). Faz circular o material entre as crian\u00e7as, lendo algumas das curiosidades. Em seguida, prop\u00f5e ao grupo a elabora\u00e7\u00e3o de um \u201clivro dos mais mais\u201d, com informa\u00e7\u00f5es coletadas por eles.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa atividade:<\/strong><br \/>\nNovamente em roda, a professora combina com o grupo o tipo de informa\u00e7\u00e3o que ir\u00e3o coletar: idade, altura, n\u00famero de sapato, peso, n\u00famero de filhos, etc. As crian\u00e7as v\u00e3o fazendo as sugest\u00f5es e a professora vai anotando na lousa ou num cartaz.<\/p>\n<p><strong>3\u00aa atividade:<\/strong><br \/>\nA professora organiza uma pesquisa com as crian\u00e7as sobre a altura de cada um. Mede as crian\u00e7as com o aux\u00edlio de uma fita m\u00e9trica e anota a altura de cada um num peda\u00e7o pequeno de papel. Em outro momento, em grupos de 4, as crian\u00e7as comparam suas alturas e decidem quem \u00e9 o mais alto. A professora circula entre os grupos observando e questionando como fizeram para decidir qual \u00e9 o maior. Quando o grupo chegar a um consenso a professora recolhe o papel com o n\u00famero selecionado.<\/p>\n<p><strong>4\u00aa atividade:<\/strong><br \/>\nNo dia seguinte, a professora confecciona um cartaz para organizar os dados obtidos por todos os grupos. Cada grupo mostra o seu n\u00famero \u2013 \u00e9 aconselh\u00e1vel expor os n\u00fameros em local onde todos possam ver \u2013 e todos discutem e decidem qual \u00e9 o maior. Colocam no cartaz o papel com o maior n\u00famero encontrado.<\/p>\n<p><strong>5\u00aa atividade:<\/strong><br \/>\nA professora prop\u00f5e ao grupo que descubram qual \u00e9 a pessoa mais alta da escola. Para isso, organiza uma pesquisa em que as crian\u00e7as, divididas em grupos de 4, em hor\u00e1rios alternados, saem da sala, munidas com uma prancheta, papel e l\u00e1pis para entrevistar as pessoas da escola, perguntando sua altura \u2013 combina-se previamente quem cada grupo ir\u00e1 entrevistar.<\/p>\n<p>De volta \u00e0 sala, cada grupo se re\u00fane e decide qual \u00e9 o maior n\u00famero encontrado. Novamente a professora circula entre os grupos observando e questionando como fizeram para decidir qual \u00e9 o maior. Segue o procedimento da etapa anterior, confeccionando-se outro cartaz.<\/p>\n<p><strong>6a atividade:<\/strong><br \/>\nA professora prop\u00f5e que as crian\u00e7as pesquisem em suas casas se algu\u00e9m conhece uma pessoa mais alta do que a encontrada na escola. Para isso, as crian\u00e7as levam para casa um papel anotado com a altura da pessoa mais alta da escola. Escrevem nessa mesma folha, se preciso com ajuda de um adulto, a maior altura que conseguiram descobrir.<\/p>\n<p>De volta \u00e0 escola, as crian\u00e7as se re\u00fanem em grupos e decidem qual \u00e9 o maior n\u00famero dentre aqueles coletados. Novamente a professora organiza um cartaz, que pode ser grudado com velcro ou outro recurso como o quadro de pregas, para que possa trocar se as crian\u00e7as, mais tarde, encontrarem um n\u00famero maior.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-3102\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo5.jpg\" alt=\"avisala_23_tempo5\" width=\"327\" height=\"442\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo5.jpg 327w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_23_tempo5-221x300.jpg 221w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Esses procedimentos se repetem para cada informa\u00e7\u00e3o selecionada: idade, n\u00famero do cal\u00e7ado, e outras. As crian\u00e7as podem fazer entrevistas no bairro, pesquisar na internet, em livros, etc. Ao longo do projeto, as crian\u00e7as podem trazer novos n\u00fameros referentes aos itens j\u00e1 pesquisados, se considerarem que este \u00e9 maior do que o j\u00e1 encontrado.<\/p>\n<p>Quando todos os dados num\u00e9ricos estiverem organizados nos cartazes expostos na sala, a professora organiza o livro junto com seus alunos. Cada crian\u00e7a pode confeccionar seu pr\u00f3prio livro a partir das informa\u00e7\u00f5es coletadas pelo grupo. A cada dia a professora entrega uma p\u00e1gina para as crian\u00e7as colocarem uma das informa\u00e7\u00f5es (copiam dos cartazes) e fazerem sua ilustra\u00e7\u00e3o. No final, organizam as p\u00e1ginas, o \u00edndice e a introdu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><sup>5<\/sup> Projeto elaborado durante o curso de Matem\u00e1tica promovido pela AME.<\/p>\n<p><strong>Realiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Centro de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Casa do Aprender \u2013 Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres pela Educa\u00e7\u00e3o (AME)<br \/>\n<strong>Curso:<\/strong> Aprendizagem e Ensino da Matem\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o Infantil Tel.: (11) 3603-5536. E-mail: ame_casadoaprender@ig.com.br<br \/>\n<strong>Professora:<\/strong> Priscila Monteiro<br \/>\nLocais em que os projetos aconteceram: Creche Casa do Aprender &#8211; Rua: Piacat\u00fa, 2058 \u2013 Jardim Munhoz Osasco \u2013 SP. CEP: 06240-160 Tel.: (11) 3696-8354. E-mail: casadoaprende@hotmail.com<br \/>\n<strong>Equipe Gerente:<\/strong> Irene Longhi<br \/>\n<strong>Coordenadora pedag\u00f3gica:<\/strong> Maria da Guia Vieira Batista<br \/>\n<strong>Educadora:<\/strong> Fabiane Aparecida Rodrigues<br \/>\nCentro Presbiteriano Humanit\u00e1rio de A\u00e7\u00e3o Social (Cephas)<br \/>\nCentro Presbiteriano de Educa\u00e7\u00e3o Infantil &#8211; Av. Amazonas 1.255 \u2013 Cohab II \u2013 Carapicu\u00edba &#8211; S\u00e3o Paulo \u2013 SP. CEP: 06327-270 &#8211; Tel.: (11) 4187-6217<br \/>\n<strong>Equipe Diretora:<\/strong> Solange Gon\u00e7alves Mendon\u00e7a Moreira<br \/>\n<strong>Coordenadora pedag\u00f3gica:<\/strong> Josilda Gomes de Amorim Souza<br \/>\n<strong>Educadora:<\/strong> Gl\u00e1ucia Fischer Vicente<\/p>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<ul>\n<li>Did\u00e1tica da Matem\u00e1tica: Reflex\u00f5es Psicopedag\u00f3gicas, de Cec\u00edlia Parra Irm\u00e3 Saiz e organizadoras. Ed. Artes M\u00e9dicas. Tel.: (11) 221-9033. Edi\u00e7\u00e3o esgotada. Encontrado em bibliotecas e sebos<\/li>\n<li>O Homem que Calculava, de Malba Tahan. Ed. Record. Tel.: (11) 3331-6766<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sites:<\/p>\n<ul>\n<li>www.somatematica.com.br<\/li>\n<li>http:\/\/www.terra.com.br\/matematica<\/li>\n<li>www.livrariacultura.com.br \u2013 entrar no Cultura News, mar\u00e7o\/05.\u00a0 H\u00e1 uma \u00f3tima entrevista com o professor de Matem\u00e1tica Antonio Jos\u00e9 Lopes, conhecido como Bigode<\/li>\n<\/ul>\n<p>Agradecimento especial a Cl\u00e1udia Rocha (educadora de CEI na cidade de S\u00e3o Paulo, que colaborou no registro do projeto), pelo registro minucioso durante a apresenta\u00e7\u00e3o deste trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A escola de educa\u00e7\u00e3o infantil pode contribuir decisivamente para a aproxima\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com os conhecimentos matem\u00e1ticos constru\u00eddos socialmente. Por Priscila Monteiro<\/p>\n","protected":false},"author":45,"featured_media":3096,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[384,34],"tags":[1106,637,78,644,214,282,281],"class_list":{"0":"post-3095","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-23","8":"category-tempo-didadico","9":"tag-revista-avisa-la-2005","10":"tag-informacao","11":"tag-matematica","12":"tag-numeracao","13":"tag-pesquisa","14":"tag-priscila-monteiro","15":"tag-valores","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/45"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3095"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3095\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}