{"id":2576,"date":"2004-09-07T20:08:41","date_gmt":"2004-09-07T23:08:41","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=2576"},"modified":"2023-03-27T17:43:18","modified_gmt":"2023-03-27T20:43:18","slug":"muitas-revelacoes-na-historia-de-cada-escrita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/conhecendo-a-crianca\/muitas-revelacoes-na-historia-de-cada-escrita\/","title":{"rendered":"Muitas revela\u00e7\u00f5es na hist\u00f3ria de cada escrita"},"content":{"rendered":"<h5>Conhecer, acompanhar e analisar as hip\u00f3teses das crian\u00e7as sobre a escrita \u00e9 fundamental para o educador que alfabetiza. Em videira, munic\u00edpio do sul do brasil, professores desenvolveram um interessante trabalho de organiza\u00e7\u00e3o de portfolios sobre o processo de aquisi\u00e7\u00e3o da escrita de seus alunos<\/h5>\n<div id=\"attachment_2712\" style=\"width: 578px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2712\" class=\"size-full wp-image-2712\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_20_conhecendo1.jpg\" alt=\"avisala_20_conhecendo1.jpg\" width=\"568\" height=\"699\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_20_conhecendo1.jpg 568w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/avisala_20_conhecendo1-243x300.jpg 243w\" sizes=\"auto, (max-width: 568px) 100vw, 568px\" \/><p id=\"caption-attachment-2712\" class=\"wp-caption-text\">Cronologia da escrita de Sara<\/p><\/div>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o de Psicog\u00eanese da L\u00edngua Escrita<sup>1<\/sup>, em 1979, trouxe mudan\u00e7as significativas na teoria e na pr\u00e1tica da alfabetiza\u00e7\u00e3o. Baseado em pesquisas desenvolvidas por Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, o livro divulgou em larga escala os processos pelos quais as crian\u00e7as constroem conhecimentos sobre a escrita. As autoras, alicer\u00e7adas na consistente teoria de Jean Piaget, de quem foram alunas, lan\u00e7aram um olhar revelador sobre o sujeito que aprende. Gra\u00e7as a essas pesquisas, sabemos que as crian\u00e7as j\u00e1 possuem hip\u00f3teses sobre a escrita antes mesmo de escreverem convencionalmente, e que se utilizam delas quando come\u00e7am a escrever. O conhecimento que a crian\u00e7a vai construindo a respeito da l\u00edngua escrita tem in\u00edcio em seu ambiente social, a partir do acesso a diferentes materiais portadores da escrita, das observa\u00e7\u00f5es e das reflex\u00f5es sobre o seu uso.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nAcompanhar a aquisi\u00e7\u00e3o da escrita pela crian\u00e7a e observar de maneira informada (isto \u00e9, conhecendo a psicog\u00eanese da l\u00edngua escrita) as diferentes fases pelas quais ela passa, desde o momento em que come\u00e7a a diferenciar as marcas gr\u00e1ficas figurativas das n\u00e3o figurativas (desenho e escrita), passando pelo per\u00edodo em que encadeia letras sem a correspond\u00eancia sil\u00e1bica, at\u00e9 o per\u00edodo em que a correspond\u00eancia sil\u00e1bica acontece sem e com valor sonoro para, ent\u00e3o, alcan\u00e7ar o per\u00edodo alfab\u00e9tico. Em todas essas fases, a crian\u00e7a pensa ativamente sobre a escrita e j\u00e1 iniciou seu longo processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia de descobrir o que o aluno j\u00e1 sabe<\/strong><br \/>\nO olhar do professor para o conhecimento pr\u00e9vio do aluno \u00e9 premissa de um modo de ensinar baseado no construtivismo, pois considera o que a crian\u00e7a j\u00e1 sabe, que informa\u00e7\u00f5es ela j\u00e1 tem e que poder\u00e3o servir de apoio na aquisi\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos e na reconstru\u00e7\u00e3o de seu conhecimento.<\/p>\n<p>A aprendizagem, portanto, e o ensino, n\u00e3o s\u00e3o \u00fanicos e homog\u00eaneos em uma sala de aula. Dessa forma, um aspecto importante dentro dessa concep\u00e7\u00e3o de aprendizagem diz respeito \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de percurso, realizada durante o processo de aquisi\u00e7\u00e3o da escrita. Essa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 um instrumento que pode revelar tanto aquilo que os alunos est\u00e3o aprendendo, quanto se o trabalho do professor est\u00e1 acontecendo de forma produtiva, e principalmente, que interven\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser feitas para contribuir com o avan\u00e7o da aprendizagem.<\/p>\n<p>Os diagn\u00f3sticos iniciais por meio de atividades espec\u00edficas (ditado) ou, entrevistas individuais sobre o que a crian\u00e7a escreveu possibilita ao professor ter pistas sobre o que o aluno pensa.<\/p>\n<p><strong>Acompanhando os saberes dos alunos em Videira <\/strong><br \/>\nCom o intuito de acompanhar as crian\u00e7as em processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o, professores do munic\u00edpio de Videira3, em Santa Catarina, organizaram um trabalho com portfolios de seus alunos do pr\u00e9 at\u00e9 o fim da primeira s\u00e9rie do Ensino Fundamental, seguindo o seu trajeto na escrita e observando a evolu\u00e7\u00e3o de suas hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>Esse trabalho foi realizado a partir do PROFA \u2013 Programa de Forma\u00e7\u00e3o para Professores Alfabetizadores. Nesse munic\u00edpio os professores seguem com os mesmos alunos durante todo o processo inicial de alfabetiza\u00e7\u00e3o, o que possibilita o acompanhamento longitudinal de seu percurso.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as em portfolios seguiu a linha do tempo da evolu\u00e7\u00e3o da escrita de cada uma delas, valorizando cada etapa do processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o e enfatizando a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento do aluno em seu percurso, e n\u00e3o apenas seu resultado final. Vale dizer ainda que a import\u00e2ncia do trabalho com os portfolios reside na possibilidade de o professor poder avaliar a produ\u00e7\u00e3o de seus alunos a partir de seus trabalhos mais significativos, para ent\u00e3o propor novas atividades.<\/p>\n<p>A seguir, o relato da coordenadora do PROFA, Rosane:<\/p>\n<p>Num primeiro momento, os professores consideraram importante mostrar algumas entrevistas individuais sobre a escrita feitas com as crian\u00e7as, pois isto possibilitava a an\u00e1lise dos conhecimentos delas no in\u00edcio de 2002 e como evolu\u00edram com o passar dos dias.<\/p>\n<p>Em seguida, expuseram atividades de listas, por ser esse um tipo de texto que, al\u00e9m de bastante trabalhado pelos professores, \u00e9 muito utilizado socialmente e, por isso, significativo para a crian\u00e7a. E inclu\u00edram uma atividade de leitura de textos que se sabe de cor, por considerarem muito importante a crian\u00e7a ter de acionar as estrat\u00e9gias de leitura e p\u00f4r em jogo o que sabe para aprender o que n\u00e3o sabe, rompendo com a id\u00e9ia de que \u00e9 preciso decodificar tudo para aprender a ler.<\/p>\n<p>Ainda nas atividades de pr\u00e9-escola, foi realizada, no final do ano, a escrita de um texto que se sabe de cor, feita em duplas, que nos mostra uma escrita alfab\u00e9tica. Essa evolu\u00e7\u00e3o prova que, se bem trabalhada, a crian\u00e7a vai ressignificando suas id\u00e9ias, passando, ao final de aproximadamente um ano, de uma escrita pr\u00e9-sil\u00e1bica a uma escrita alfab\u00e9tica.<\/p>\n<p>Nesta turma, quase todos terminaram o ano com uma escrita alfab\u00e9tica e lendo convencionalmente. Isso nos deixou muito entusiasmados com a proposta e nos provou que os resultados s\u00e3o muito positivos, pois promovem um processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o significativo j\u00e1 na pr\u00e9-escola, quando a crian\u00e7a \u00e9 colocada desde cedo em um contexto de letramento que exige leitura e escrita.<\/p>\n<p>Durante o ano, a professora trabalhou muito com literatura infantil e organizou uma esp\u00e9cie de ficha de controle, na qual os alunos registravam o empr\u00e9stimo dos seus livros. Dessa forma, sabiam que t\u00edtulos j\u00e1 tinham lido, os de que mais gostavam, etc. Consideramos esta uma boa atividade, pois permite ao aluno saber que a escrita serve como registro do que \u00e9 importante ser lembrado, configurando-se numa situa\u00e7\u00e3o real de escrita.<\/p>\n<p>Em 2003, a professora lan\u00e7ou o projeto \u201cLendas e personagens do folclore brasileiro\u201d, promovendo uma pesquisa exaustiva sobre o assunto em livros, internet e revistas. Atrav\u00e9s da leitura do que os alunos haviam produzido, fez-se uma sele\u00e7\u00e3o do que era mais interessante, que foi editado sob a forma de um livro de lendas e personagens folcl\u00f3ricos, para ser doado para a Biblioteca da Escola.<\/p>\n<p>Nessa produ\u00e7\u00e3o, pudemos ver quanto as crian\u00e7as se apropriaram das caracter\u00edsticas ling\u00fc\u00edsticas da lenda e do texto descritivo, pois tinham que caracterizar os personagens e reescrever as lendas. Esse projeto foi socializado com outras turmas da escola, e cada crian\u00e7a quis confeccionar o seu pr\u00f3prio livro. Foi muito significativo para elas, pelo fato de terem um produto final concreto a ser apresentado e doado para algu\u00e9m.<\/p>\n<p>(Rosane Likoski Gubiani, formadora do programa PROFA Manuten\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Videira. Com contribui\u00e7\u00f5es da equipe de reda\u00e7\u00e3o da revista avisa l\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup> Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, Psicog\u00eanese da L\u00edngua Escrita. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1985.<\/p>\n<h4>A escrita de Sara<\/h4>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da escrita de Sara, aluna da professora Marisa Rosane Delani, da Escola de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica Vilson Pedro Klein\u00fcbing, durante os anos 2002 e 2003, quando estava no pr\u00e9 e na primeira s\u00e9rie do Ensino Fundamental, respectivamente<\/p>\n<p><strong>Escrita pr\u00e9-sil\u00e1bica<\/strong><br \/>\nNesta etapa, Sara j\u00e1 utiliza letras convencionais, tiradas ou n\u00e3o de seu nome e, portanto, j\u00e1 possui muitos conhecimentos. H\u00e1 ainda uma mistura de n\u00fameros e pseudo letras. Sua escrita sugere que est\u00e1 numa transi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 hip\u00f3tese da quantidade de letras \u2013 uma ou tr\u00eas para cada palavra. Quando utiliza tr\u00eas letras, n\u00e3o as repete na mesma palavra: crit\u00e9rio de variedade interna. E quando a professora pede que leia, o faz de uma vez s\u00f3, da esquerda para a direita.<\/p>\n<div id=\"attachment_2713\" style=\"width: 183px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2713\" class=\"size-full wp-image-2713\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo2.jpg\" alt=\"mar\u00e7o de 2002\" width=\"173\" height=\"276\" \/><p id=\"caption-attachment-2713\" class=\"wp-caption-text\">mar\u00e7o de 2002<\/p><\/div>\n<p><strong>Em 08\/04\/02, ainda pr\u00e9-sil\u00e1bica<\/strong><br \/>\nSara j\u00e1 n\u00e3o escreve nenhuma palavra utilizando-se de apenas uma letra. A n\u00e3o repeti\u00e7\u00e3o das letras na mesma palavra se mant\u00e9m, assim como a forma com que l\u00ea: direto, da esquerda para a direita.<\/p>\n<div id=\"attachment_2714\" style=\"width: 190px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2714\" class=\"size-full wp-image-2714\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo3.jpg\" alt=\"abril de 2002\" width=\"180\" height=\"318\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo3.jpg 180w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo3-169x300.jpg 169w\" sizes=\"auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px\" \/><p id=\"caption-attachment-2714\" class=\"wp-caption-text\">abril de 2002<\/p><\/div>\n<p><strong>Da escrita pr\u00e9-sil\u00e1bica para a sil\u00e1bica<\/strong><br \/>\nUm m\u00eas e uma semana depois, e olha o que est\u00e1 acontecendo com a Sara! H\u00e1 uma transi\u00e7\u00e3o da fase pr\u00e9-sil\u00e1bica para a sil\u00e1bica. \u00c9 importante saber que essa passagem n\u00e3o se d\u00e1 definitivamente de uma hora para a outra, justamente porque a crian\u00e7a est\u00e1 construindo e testando as suas hip\u00f3teses, e \u00e9 por isso que ela pode apresentar escritas t\u00e3o diferentes no mesmo momento. No caso da Sara, para escrever \u201cbolo\u201d e \u201cpastel\u201d, ela manteve a escrita pr\u00e9-sil\u00e1bica, mas aumentou o n\u00famero de letras utilizadas nas duas palavras.<\/p>\n<div id=\"attachment_2715\" style=\"width: 235px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2715\" class=\"size-full wp-image-2715\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo4.jpg\" alt=\"maio de 2002\" width=\"225\" height=\"285\" \/><p id=\"caption-attachment-2715\" class=\"wp-caption-text\">maio de 2002<\/p><\/div>\n<p>A leitura tamb\u00e9m se d\u00e1 de forma direta, da esquerda para a direita. No entanto, ao escrever \u201ccoca\u201d, \u201cchocolate\u201d e \u201ccuca maluca\u201d, Sara escreve de forma sil\u00e1bica, pois atribui a cada letra a s\u00edlaba da palavra. H\u00e1 uma fonetiza\u00e7\u00e3o da escrita, que caracteriza essa fase.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 interessante notar que h\u00e1 valor sonoro na escrita de Sara, ou seja, ela representa a s\u00edlaba pela vogal correspondente ao seu som; a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o est\u00e1 na palavra \u201cchocolate\u201d, em que ela utilizou um \u201ce\u201d para a s\u00edlaba \u201cco\u201d, o que pode ter sido causado pela recusa em repetir a mesma letra seguidamente.<\/p>\n<p>Sara parece estar passando por muitos conflitos cognitivos. Quando escreve \u201cpastel\u201d, \u201cbolo\u201d e \u201ccoca\u201d, coloca letras a mais, que s\u00e3o riscadas no momento da leitura. Ao ler pastel, bolo e brigadeiro o faz silabicamente. Em \u201cmorango\u201d Sara acrescenta um \u201co\u201d pois n\u00e3o acha poss\u00edvel um final com \u201ct\u201d. Em \u201cbis\u201d o conflito acerca da quantidade de letras se explicita na leitura. Para ela, como para todas as crian\u00e7as nessa etapa, ao escrever uma palavra \u00e9 necess\u00e1rio ter um m\u00ednimo de 3 letras, e ao ler \u201cessa palavra\u201d lhe parece ter apenas uma letra. Ent\u00e3o, ao ler, faz o movimento de juntar todas as letras em uma \u00fanica emiss\u00e3o sonora.<\/p>\n<div id=\"attachment_2716\" style=\"width: 239px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2716\" class=\"size-full wp-image-2716\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo5.jpg\" alt=\"junho de 2002\" width=\"229\" height=\"314\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo5.jpg 229w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo5-218x300.jpg 218w\" sizes=\"auto, (max-width: 229px) 100vw, 229px\" \/><p id=\"caption-attachment-2716\" class=\"wp-caption-text\">junho de 2002<\/p><\/div>\n<p>Depois de praticamente um ano participando de v\u00e1rias atividades de leitura e escrita, recebendo ajuda da professora e de colegas mais experientes, Sara avan\u00e7ou muito. Est\u00e1 alfab\u00e9tica, ainda que com erros ortogr\u00e1ficos. \u201cApontador\u201d, \u201cmochila\u201d e \u201cl\u00e1pis\u201d est\u00e3o pr\u00f3ximas da escrita convencional. A escrita de \u201cgiz\u201d ainda lhe traz d\u00favidas. Analisando o seu percurso, podemos afirmar com toda a certeza que ela trabalhou muito para chegar at\u00e9 aqui, observando a escrita de muitas palavras, escrevendo e se questionando, utilizando e descartando diferentes hip\u00f3teses.<\/p>\n<div id=\"attachment_2717\" style=\"width: 354px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2717\" class=\"size-full wp-image-2717\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo6.jpg\" alt=\"setembro de 2002\" width=\"344\" height=\"355\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo6.jpg 344w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo6-290x300.jpg 290w\" sizes=\"auto, (max-width: 344px) 100vw, 344px\" \/><p id=\"caption-attachment-2717\" class=\"wp-caption-text\">setembro de 2002<\/p><\/div>\n<p>Os pr\u00f3ximos textos de Sara mostram como ela evoluiu em sua escrita em apenas dois anos. \u00c9 certo que sua escola promoveu um ambiente letrado, oferecendo diversidade textual, garantindo v\u00e1rias atividades com a l\u00edngua escrita, que possibilitaram que ela analisasse e refletisse sobre as regularidades do sistema e sobre a linguagem com a qual se escreve. A partir da observa\u00e7\u00e3o dos exemplos a seguir, uma outra conclus\u00e3o a que podemos chegar diz respeito \u00e0 pertin\u00eancia dos textos propostos para escrita. N\u00e3o se escreve por escrever, a escrita tem uma fun\u00e7\u00e3o comunicativa.<\/p>\n<div id=\"attachment_2718\" style=\"width: 560px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2718\" class=\"size-full wp-image-2718\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo7.jpg\" alt=\"01\/conhecendo7.jpg\" width=\"550\" height=\"503\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo7.jpg 550w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/conhecendo7-300x274.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><p id=\"caption-attachment-2718\" class=\"wp-caption-text\">1) maio de 2003 &#8211; O sapo 2) Texto sobre<br \/>o Urutau, escrito em agosto de 2003<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em videira, munic\u00edpio do sul do brasil, professores desenvolveram um interessante trabalho de organiza\u00e7\u00e3o de portfolios sobre o processo de aquisi\u00e7\u00e3o da escrita de seus alunos. Por Rosane Likoski Gubiani<\/p>\n","protected":false},"author":89,"featured_media":3241,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13,381],"tags":[1105,1325,97,21,607,606,429,605,25],"class_list":{"0":"post-2576","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-conhecendo-a-crianca","8":"category-revista-avisala-20","9":"tag-revista-avisa-la-2004","10":"tag-alfabetizacao","11":"tag-aprendizagem","12":"tag-escrita","13":"tag-formacao","14":"tag-profa","15":"tag-professores","16":"tag-rosane-likoski-gubiani","17":"tag-silabica","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/89"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2576\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}