{"id":253,"date":"2000-01-12T20:52:14","date_gmt":"2000-01-12T22:52:14","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=253"},"modified":"2023-03-27T10:19:55","modified_gmt":"2023-03-27T13:19:55","slug":"tematizacao-da-pratica-pedagogica-um-bom-caminho-para-a-formacao-do-professor-e-tambem-do-formador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/tematizacao-da-pratica-pedagogica-um-bom-caminho-para-a-formacao-do-professor-e-tambem-do-formador\/","title":{"rendered":"Tematiza\u00e7\u00e3o da Pr\u00e1tica Pedag\u00f3gica: um bom caminho para a forma\u00e7\u00e3o do professor (e tamb\u00e9m do formador\u2026)"},"content":{"rendered":"<h5>Tematizar a pr\u00e1tica \u00e9 quando professores analisam em conjunto com um\u00a0parceiro<sup>1<\/sup> mais experiente situa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas j\u00e1 vivenciadas. Essa a\u00e7\u00e3o permite a todos o desenvolvimento da capacidade de estabelecer rela\u00e7\u00f5es, de saber explicar o que foi feito, de fazer escolhas mais ativas e de selecionar uma dentre v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es, impedindo a repeti\u00e7\u00e3o de velhos h\u00e1bitos improdutivos ou a\u00e7\u00f5es realizadas por tentativa e erro. \u00c9 o momento da tomada de consci\u00eancia de teorias impl\u00edcitas que vinham sustentando seu fazer cotidiano, de confronto te\u00f3rico e de constru\u00e7\u00e3o de novos referenciais para o trabalho. Neste artigo, a orientadora pedag\u00f3gica usa a filmagem em v\u00eddeo para mostrar como \u00e9 poss\u00edvel tematizar com profundidade a pr\u00e1tica educativa, proporcionando reais avan\u00e7os na aprendizagem das crian\u00e7as e o desenvolvimento profissional dos professores<!--more--><\/h5>\n<div id=\"attachment_256\" style=\"width: 217px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-256\" class=\"size-medium wp-image-256\" title=\"avisala_02_reflexoes2\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_02_reflexoes2-207x300.jpg\" alt=\"desenho de Tatiane, 5 anos\" width=\"207\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_02_reflexoes2-207x300.jpg 207w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_02_reflexoes2.jpg 245w\" sizes=\"auto, (max-width: 207px) 100vw, 207px\" \/><p id=\"caption-attachment-256\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Amarelinha&#8221; foi o tema escolhido para trabalhar com sequ\u00eancia num\u00e9rica<\/p><\/div>\n<p>Desde o ano passado, come\u00e7amos a recorrer \u00e0 filmagem em v\u00eddeo de algumas situa\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas de trabalho com as crian\u00e7as ocorridas em nossa escola. Inicialmente utilizados como instrumento de registro \u2013 com o objetivo de partilhar com os pais os momentos vividos em sala com as crian\u00e7as \u2013, esses v\u00eddeos funcionaram posteriormente como material important\u00edssimo de an\u00e1lise do trabalho realizado pelo professor, nos encontros de forma\u00e7\u00e3o. Continuamos com as filmagens este ano e gostaria de partilhar com voc\u00eas um trabalho realizado com as turmas de 4 anos.<\/p>\n<p>O planejamento de matem\u00e1tica feito para essas classes se constituiu numa seq\u00fc\u00eancia de atividades que teve como ponto principal &#8220;A Amarelinha&#8221;. O tema foi escolhido por n\u00f3s com os objetivos de resgatar uma brincadeira prazerosa para as crian\u00e7as e, ao mesmo tempo, trabalhar com a seq\u00fc\u00eancia num\u00e9rica. A seq\u00fc\u00eancia envolveu diversas atividades: a<br \/>\nbrincadeira no p\u00e1tio utilizando v\u00e1rias amarelinhas que estavam riscadas no ch\u00e3o, momentos de conversa sobre as experi\u00eancias das crian\u00e7as nessa brincadeira e momentos coletivos e individuais de montagem da amarelinha, nos quais a s\u00e9rie num\u00e9rica era sempre enfatizada. A finaliza\u00e7\u00e3o seria a montagem individual de uma &#8220;Amarelinha&#8221;, pelas crian\u00e7as, em papel pardo, para ser levada para casa. T\u00ednhamos cinco salas de Inf. II (4 anos) nesse processo de trabalho, e n\u00e3o foi dif\u00edcil registrar os diversos momentos de desenvolvimento das atividades j\u00e1 citadas nas diferentes turmas.<\/p>\n<p><strong>Primeiras descobertas, quase sem querer<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro registro foi feito pela pr\u00f3pria professora de uma das classes, com o objetivo de discutir a atividade na reuni\u00e3o de pais, sem imaginar que rico material ter\u00edamos para discutir depois. Uma das dificuldades que tivemos era o fato de a professora estar por tr\u00e1s da c\u00e2mera, o que impedia uma observa\u00e7\u00e3o mais detalhada de sua atua\u00e7\u00e3o no processo. Nesse registro vemos as crian\u00e7as no ch\u00e3o, cada uma com a sua amarelinha montada no papel pardo e a representa\u00e7\u00e3o dos quadradinhos feita com folhas de sulfite. Gostaria de deixar claro que cada crian\u00e7a colou a folha de sulfite no papel pardo tendo como par\u00e2metro as suas viv\u00eancias com a amarelinha. Assim, havia diversos tipos de representa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<div id=\"attachment_257\" style=\"width: 328px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-257\" class=\"size-full wp-image-257\" title=\"avisa2_reflexoes2\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisa2_reflexoes2.jpg\" alt=\"Amarelinha com papel sulfite\" width=\"318\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisa2_reflexoes2.jpg 318w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisa2_reflexoes2-300x178.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/><p id=\"caption-attachment-257\" class=\"wp-caption-text\">As crian\u00e7as fazem a distribui\u00e7\u00e3o das folhas de sulfite, representando a &#8220;amarelinha&#8221;<\/p><\/div>\n<p>Por meio das cenas filmadas, observamos a professora escrevendo os n\u00fameros solicitados pelas crian\u00e7as, entregando-lhes o sulfite e em seguida as crian\u00e7as colocando o n\u00famero na amarelinha. O papel da professora nessa atividade foi o de fornecer os n\u00fameros e manter-se como uma observadora da a\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, que utilizavam, como recurso para trabalhar, o conhecimento que possu\u00edam. Um exemplo interessante registrado no v\u00eddeo confirma essa situa\u00e7\u00e3o: como a professora s\u00f3 fornecia o n\u00famero que era solicitado pela crian\u00e7a, uma<br \/>\namarelinha ficou s\u00f3 com os n\u00fameros 1 e 2:<\/p>\n<div id=\"attachment_258\" style=\"width: 118px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-258\" class=\"size-full wp-image-258\" title=\"avisa2_reflexoes\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisa2_reflexoes.jpg\" alt=\"As crian\u00e7as numeram as \" width=\"108\" height=\"192\" \/><p id=\"caption-attachment-258\" class=\"wp-caption-text\">As crian\u00e7as numeram as &#8220;casas&#8221;<\/p><\/div>\n<p>Ao analisarmos a situa\u00e7\u00e3o, ficou claro que o objetivo da professora \u2013 que era o de levar as crian\u00e7as a usar a s\u00e9rie num\u00e9rica em ordem \u2013 n\u00e3o se concretizou. Nesse caso, provavelmente a crian\u00e7a realizou uma correspond\u00eancia com o n\u00famero de casas, ou seja, 1 casa \u00e9 1, 2 casas \u00e9 2!<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o interessante que observamos na filmagem foi que muitas crian\u00e7as colaram os n\u00fameros aleatoriamente, mas, ao recitarem os<br \/>\nn\u00fameros, o faziam corretamente. Assim como para n\u00f3s, essa quest\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o estava clara para a professora. Portanto, n\u00e3o houve interven\u00e7\u00e3o no sentido de utilizar o que as crian\u00e7as j\u00e1 sabiam (s\u00e9rie num\u00e9rica oral) como ponto de refer\u00eancia para a ordena\u00e7\u00e3o e &#8220;leitura&#8221; dos n\u00fameros, o que resultaria numa amarelinha vi\u00e1vel de ser utilizada e levada para casa.<\/p>\n<p><strong>Tornando observ\u00e1veis procedimentos comuns em sala<\/strong><\/p>\n<p>A segunda filmagem registrou uma atividade coletiva de montagem da amarelinha. As crian\u00e7as se distribu\u00edam em roda, em volta de uma \u00fanica amarelinha que estava sendo montada no papel pardo. A atividade consistia na coloca\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros que j\u00e1 haviam sido registrados em peda\u00e7os de papel dispostos ao lado, no ch\u00e3o. As crian\u00e7as tinham que colocar os n\u00fameros na amarelinha, e nesse processo a professora recorria sempre \u00e0 s\u00e9rie num\u00e9rica oral, que era recitada em coro por elas. A crian\u00e7a escolhida para fazer a colagem de um determinado n\u00famero era<br \/>\ndenominada pela professora, que passava a cola e entregava a ela para que o colasse no lugar certo.<\/p>\n<p>Nesse processo as crian\u00e7as n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de pensar em estrat\u00e9gias pr\u00f3prias, necess\u00e1rias para a montagem. Al\u00e9m de n\u00e3o terem possibilidade de interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es, pois seguiam as instru\u00e7\u00f5es da professora, que dirigiu integralmente a atividade. Buscando novas estrat\u00e9gias de trabalho com as crian\u00e7as Nas reuni\u00f5es que faz\u00edamos periodicamente t\u00ednhamos muitos questionamentos a respeito das seq\u00fc\u00eancias de atividades envolvendo a &#8220;Amarelinha&#8221;. Eram d\u00favidas detectadas por meio do acompanhamento sistem\u00e1tico do registro di\u00e1rio, e tamb\u00e9m por meio das trocas de experi\u00eancias feitas no HTC<sup>2<\/sup>. Portanto, continuamos com as filmagens. Dessa vez na classe de uma terceira professora, com a qual eu sempre estava trocando id\u00e9ias sobre as conquistas e d\u00favidas dessa proposta. Sugeri que a coloca\u00e7\u00e3o dos n\u00fameros na amarelinha fosse feita por duplas de crian\u00e7as, procedimento ainda n\u00e3o muito comum em nossa pr\u00e1tica, principalmente nessa faixa et\u00e1ria. Quando cheguei na sala, as crian\u00e7as j\u00e1 estavam com suas amarelinhas no ch\u00e3o e a professora registrando os n\u00fameros que iria fornecer, em pequenos peda\u00e7os de papel. Na filmagem ficou n\u00edtido o quanto \u00e9 importante o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es. Observamos a riqueza que existe nesse processo, quando, no trabalho de uma das duplas, houve busca de estrat\u00e9gias diversificadas para a solu\u00e7\u00e3o dos problemas que apareciam. Vimos a a\u00e7\u00e3o de uma crian\u00e7a ensinando \u00e0 outra a importante estrat\u00e9gia de leitura de n\u00fameros fazendo uso do calend\u00e1rio que temos na sala: ela come\u00e7ava a contar desde o n\u00famero 1 at\u00e9 chegar ao n\u00famero desejado. Esse processo se repetiu algumas vezes, at\u00e9 a amarelinha ficar completa. Vimos tamb\u00e9m a import\u00e2ncia do professor estar atento \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos subgrupos de trabalho, para que todos se beneficiem do interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es. Essa intera\u00e7\u00e3o entre as crian\u00e7as possibilita avan\u00e7os em seus conhecimentos.<\/p>\n<p><strong>Analisar nosso pr\u00f3prio trabalho permite detectar falhas e avan\u00e7ar<\/strong><\/p>\n<p>Essa filmagem e sua an\u00e1lise nos mostrou a necessidade de repensar nossas concep\u00e7\u00f5es referentes ao di\u00e1logo entre ensino e aprendizagem. No que tange ao ensino, principalmente com rela\u00e7\u00e3o ao papel do professor, que \u00e9 o respons\u00e1vel por fazer interven\u00e7\u00f5es que ajudem as crian\u00e7as; e no que tange \u00e0 aprendizagem, enquanto situa\u00e7\u00e3o que deve envolver desafios, interc\u00e2mbio e coopera\u00e7\u00e3o entre as crian\u00e7as. Ap\u00f3s todo esse processo, t\u00ednhamos em m\u00e3os um material riqu\u00edssimo, que traduzia uma mesma proposta de seq\u00fc\u00eancia de atividades de amarelinha, com diferentes abordagens, tanto de aprendizagem, na perspectiva das crian\u00e7as, quanto de ensino, na perspectiva dos professores. O pr\u00f3ximo passo foi pensar em como fazer para discutir com as professoras com maior profundidade. Elaborei algumas quest\u00f5es para direcionar o olhar e apoiar a reflex\u00e3o junto ao grupo de professoras. Ao mesmo tempo, fui levantando uma bibliografia de apoio.<\/p>\n<p>Como o nosso trabalho nunca \u00e9 solit\u00e1rio, socializei a proposta com outras orientadoras, minhas colegas, que me ajudaram a pensar em quest\u00f5es para o encontro sobre tematiza\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2013 Quais as compet\u00eancias que as professoras julgavam ter sido constru\u00eddas pelas crian\u00e7as durante as atividades filmadas?<\/p>\n<p>\u2013 Como essas compet\u00eancias foram constru\u00eddas ?<\/p>\n<p>\u2013 Em quais momentos as crian\u00e7as agiram como produtoras de conhecimento e n\u00e3o apenas como executoras de instru\u00e7\u00f5es ?<\/p>\n<p>\u2013 Em quais situa\u00e7\u00f5es tiveram a oportunidade de trocas com os parceiros ?<\/p>\n<p>\u2013 Como analisam as diversas estrat\u00e9gias utilizadas pelas professoras?<\/p>\n<p>\u2013 Qual o conte\u00fado n\u00e3o previsto no planejamento?<\/p>\n<p>Al\u00e9m do enfoque na a\u00e7\u00e3o do professor, segundo sua concep\u00e7\u00e3o de aprendizagem, ir\u00edamos discutir tamb\u00e9m os conte\u00fados e objetivos vinculados \u00e0 \u00e1rea de matem\u00e1tica que haviam sido trabalhados. Iniciamos o trabalho no HTC enfatizando o objetivo da tematiza\u00e7\u00e3o, ou seja, a valoriza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica que temos atualmente na escola, com suas diferentes concep\u00e7\u00f5es de aprendizagem, como precioso instrumento de reflex\u00e3o e de aprimoramento do processo de ensino e de aprendizagem.<\/p>\n<p><strong>Uma an\u00e1lise que vai al\u00e9m do &#8220;estou certo ou errado&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Na tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica n\u00e3o se busca descobrir o certo ou o errado, mas o que funciona para a aprendizagem e o que n\u00e3o funciona. Com esse enfoque, a discuss\u00e3o sobre a pr\u00e1tica se tornou mais tranq\u00fcila para todos n\u00f3s. Acredito que esse momento tenha se tornado um marco em nossa escola, pois evidenciou-se a import\u00e2ncia do trabalho de tematiza\u00e7\u00e3o, a clareza dos objetivos perseguidos e o reconhecimento dessa pr\u00e1tica como um material de forma\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s assistirem ao v\u00eddeo, as professoras se reuniram em subgrupos para refletir e debater as quest\u00f5es, com o objetivo de suscitar uma an\u00e1lise mais detalhada. Esse momento promoveu oportunidades de trocas, questionamentos, levantamentos de d\u00favidas, confronto de id\u00e9ias e ocupou diversos HTCs.<\/p>\n<p>A seguir, alguns pontos levantados e discutidos:<\/p>\n<ul>\n<li>a import\u00e2ncia das crian\u00e7as em saber recitar a s\u00e9rie num\u00e9rica, como recurso a ser utilizado na leitura num\u00e9rica (como aprendemos com o texto de D\u00e9lia Lerner);<\/li>\n<li>a descoberta do professor de que a &#8220;leitura&#8221; num\u00e9rica era um conte\u00fado que estava presente na atividade, e que n\u00e3o foi considerado como tal; como esse conte\u00fado n\u00e3o havia sido considerado na elabora\u00e7\u00e3o da proposta, aceitamos que as crian\u00e7as colassem os n\u00fameros como quisessem, n\u00e3o fazendo nenhuma interven\u00e7\u00e3o e tendo como resultado amarelinhas totalmente desordenadas. Assim, ficamos satisfeitas<br \/>\ncom a recita\u00e7\u00e3o oral da sucess\u00e3o dos n\u00fameros pelas crian\u00e7as, mesmo quando esta n\u00e3o correspondia \u00e0s escritas num\u00e9ricas que elas apontavam com o dedinho;<\/li>\n<li>levantamos a quest\u00e3o da a\u00e7\u00e3o dos professores frente \u00e0 aprendizagem das crian\u00e7as. A discuss\u00e3o foi muito rica, pois ficou claro que \u00e0s vezes temos muito de &#8220;espontane\u00edstas&#8221;, ou seja, as a\u00e7\u00f5es ficam apenas na constata\u00e7\u00e3o do que a crian\u00e7a j\u00e1 sabe e do que ela n\u00e3o sabe, ou ainda somos muito &#8220;diretivas&#8221;, quando fazemos tudo e impedimos a a\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as frente \u00e0s situa\u00e7\u00f5es. Vimos que, tamb\u00e9m na terceira turma, se as crian\u00e7as aprenderam algo foi mais devido \u00e0s interven\u00e7\u00f5es do colega do que da professora. Como sair dessa situa\u00e7\u00e3o? Como chegar \u00e0 a\u00e7\u00e3o mais adequada frente \u00e0s diversas situa\u00e7\u00f5es com que nos deparamos?<\/li>\n<\/ul>\n<p>Houve muita discuss\u00e3o, mas pudemos concluir que a coopera\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial na rela\u00e7\u00e3o crian\u00e7a-crian\u00e7a, que a interven\u00e7\u00e3o do professor \u00e9 muito importante e precisa ser considerada. \u00c9 tamb\u00e9m fundamental que o professor tenha clareza dos objetivos e conte\u00fados das atividades. Estamos atualmente desenvolvendo outra atividade com a turma do Inf. II, &#8220;a montagem de uma trilha&#8221;, j\u00e1 com um novo olhar sobre os conte\u00fados, os objetivos, a a\u00e7\u00e3o do professor , suas interven\u00e7\u00f5es e as intera\u00e7\u00f5es entre as crian\u00e7as. Nesse processo, nos deparamos com novas d\u00favidas, que com certeza nos trar\u00e3o novos conhecimentos, e tudo isso enriquecer\u00e1 o processo de nossa forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Agrade\u00e7o muito a colabora\u00e7\u00e3o das professoras M\u00f4nica de F\u00e1tima C. de Oliveira, Cl\u00e1udia de Lima, Ana Lu\u00edsa Barbosa, da estagi\u00e1ria Patr\u00edcia Mara de Paula Santos e dos alunos do Inf. II. Afinal, a forma\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto da colabora\u00e7\u00e3o entre todos esses atores.<\/p>\n<p>(Maria Cristina K\u00f6the, Orientadora pedag\u00f3gica de uma escola de educa\u00e7\u00e3o infantil da Rede Municipal de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos EMEI &#8220;Profa. Zilda Costa de Oliveira em 1999)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-260\" title=\"avisala_02_reflexoes\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_02_reflexoes.jpg\" alt=\"Amarelinha na sala de aula\" width=\"328\" height=\"286\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_02_reflexoes.jpg 328w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_02_reflexoes-300x261.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px\" \/><\/p>\n<p>A amarelinha, nesse caso, foi usada como recurso para aprender em uma situa\u00e7\u00e3o orientada, com objetivos e conte\u00fados ligados \u00e0 matem\u00e1tica, tais como a &#8220;s\u00e9rie num\u00e9rica oral&#8221; e a &#8220;leitura num\u00e9rica&#8221;. \u00c9 importante lembrar que h\u00e1 in\u00fameras outras possibilidades de aprendizagem para as crian\u00e7as ao jogar amarelinha \u2013 quest\u00f5es ligadas ao movimento; equil\u00edbrio e for\u00e7a; conte\u00fados vinculados aos valores e atitudes no jogo; conhecimento cultural das diferentes formas de jogar, no\u00e7\u00e3o espacial etc. Sobretudo n\u00e3o se deve esquecer que jogar amarelinha deve ser possibilitado \u00e0s crian\u00e7as tamb\u00e9m sem objetivos espec\u00edficos, apenas pelo prazer e divers\u00e3o que essa brincadeira oferece.<\/p>\n<p><sup>1<\/sup> A este parceiro damos o nome de formador.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> Em muitas escolas p\u00fablicas foi institu\u00eddo o hor\u00e1rio de trabalho coletivo, que no Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 chamado de HTC. Ele acontece duas vezes por semana, com a dura\u00e7\u00e3o de duas horas e meia cada dia. Ele pode se constituir em um momento precioso para analisar a pr\u00e1tica, rever objetivos e conte\u00fados e replanejar.<\/p>\n<h4><strong>Bibliografia:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>A Did\u00e1tica da Matem\u00e1tica \u2013 Reflex\u00f5es. D\u00e9lia Lerner e outros. Artes M\u00e9dicas. Cap. 5 &#8211; Texto: &#8220;A Proposta \u00e9 produzir ou interpretar \u2013 a ordem \u00e9 um recurso&#8221; \u2013 p\u00e1g. 123<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para saber mais:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>Referencial Curricular Nacional para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil, MEC, Vol. 3 \u2013 p\u00e1gs. 207 a 223<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tematizar a pr\u00e1tica permite a todos o desenvolvimento da capacidade de estabelecer rela\u00e7\u00f5es, de saber explicar o que foi feito, de fazer escolhas mais ativas e de selecionar uma dentre v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es, impedindo a repeti\u00e7\u00e3o de velhos h\u00e1bitos improdutivos ou a\u00e7\u00f5es realizadas por tentativa e erro. Por Maria Cristina K\u00f6the<\/p>\n","protected":false},"author":15,"featured_media":1436,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[35,22,57],"tags":[1101,77,82,80,78,83,79,81],"class_list":{"0":"post-253","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-programas","8":"category-reflexoes-do-professor","9":"category-revista-avisala-02","10":"tag-revista-avisa-la-2000","11":"tag-amarelinha","12":"tag-formador","13":"tag-maria-cristina-kothe","14":"tag-matematica","15":"tag-numeros","16":"tag-sequencia-numerica","17":"tag-tematizar","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/15"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/253\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1436"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}