{"id":2327,"date":"2004-01-09T01:49:54","date_gmt":"2004-01-09T03:49:54","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=2327"},"modified":"2023-03-27T17:22:13","modified_gmt":"2023-03-27T20:22:13","slug":"viver-a-arte-uma-experiencia-transformadora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/viver-a-arte-uma-experiencia-transformadora\/","title":{"rendered":"Viver a arte, uma experi\u00eancia transformadora"},"content":{"rendered":"<h5>Rosa Iavelberg<sup>1<\/sup> \u00e9 arte-educadora e professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de S\u00e3o Paulo e tamb\u00e9m coordena o setor educativo do Centro Universit\u00e1rio Maria Ant\u00f4nia. Sua longa e importante trajet\u00f3ria na arte-educa\u00e7\u00e3o faz dela uma refer\u00eancia nacional. Nesta entrevista ela retoma o sentido da arte na educa\u00e7\u00e3o infantil e as novas demandas para a forma\u00e7\u00e3o do professor<\/h5>\n<p><strong>avisa l\u00e1: Que experi\u00eancias em artes visuais s\u00e3o fundamentais na educa\u00e7\u00e3o infantil?<\/strong><\/p>\n<p>Rosa: Em Educa\u00e7\u00e3o Infantil, o mais importante, o b\u00e1sico, \u00e9 a crian\u00e7a ter espa\u00e7o para viver a arte na escola. Ter oportunidade de fazer, criar, explorar materiais, poder se expressar. Ter garantido um momento, dentro das atividades que a escola programa, em que pode escolher, a partir de uma gama de ofertas, o que vai trabalhar e o que quer fazer. Pode parecer muito simples, mas \u00e9 complexo e \u00e9 a base de tudo.<\/p>\n<p>No plano da cria\u00e7\u00e3o e do trabalho do artista adulto h\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o, um m\u00e9todo que organiza a sua a\u00e7\u00e3o e que resulta na cria\u00e7\u00e3o de um produto. No caso da crian\u00e7a, a escola \u00e9 que vai organizar o espa\u00e7o dessa a\u00e7\u00e3o e auxiliar para que ela ocorra da maneira mais informada para a crian\u00e7a, pr\u00f3xima \u00e0s pr\u00e1ticas sociais.<\/p>\n<p><strong>O que a escola e o professor devem prover para que a crian\u00e7a expresse seu poder criativo?<\/strong><br \/>\n<!--more--><br \/>\nPodemos perguntar como aproximar essa crian\u00e7a, que \u00e9 t\u00e3o pequena, de uma atividade que para ela \u00e9 um potencial. Isso se faz com uma interven\u00e7\u00e3o adequada, que n\u00e3o bloqueie sua cria\u00e7\u00e3o. Embora a situa\u00e7\u00e3o tenha uma dire\u00e7\u00e3o \u2013 voc\u00ea faz propostas \u2013, o b\u00e1sico \u00e9 n\u00e3o tirar dela a oportunidade de fazer algo com uma marca pessoal. Um trabalho que limita a a\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a em arte \u00e9 ruim. Melhor \u00e9 aquele que abre possibilidades para ela se expressar, criar, se manifestar para aprender.<\/p>\n<p>Voc\u00ea faz uma proposta orientada, mas com graus de abertura. A partir da\u00ed, a crian\u00e7a vai descobrindo esquemas para desenhar, pintar, modelar e conhecer arte. Ela pode sempre criar em arte.O perigo \u00e9 o automatismo, o desconhecimento do professor sobre os processos de cria\u00e7\u00e3o, o que pode gerar propostas limitadoras.<\/p>\n<p><strong>Virou moda apresentar obras de artistas para as crian\u00e7as, propondo releituras. Como voc\u00ea v\u00ea isso?<\/strong><\/p>\n<p>Como um desvio muito grande dos novos paradigmas. A arte que se ensina na escola n\u00e3o pode estar distante de pr\u00e1ticas sociais. N\u00e3o basta voc\u00ea saber que \u00e9 da articula\u00e7\u00e3o do fazer e do conhecer que nasce a cria\u00e7\u00e3o. Isso ainda \u00e9 muito pouco e pode gerar propostas mec\u00e2nicas. \u00c9 preciso saber como esse processo se d\u00e1 na pr\u00e1tica, tanto do artista que faz como da crian\u00e7a que aprende. A imagem do outro (obra), principalmente a do adulto, pode ser ponto de partida como fonte de gera\u00e7\u00e3o de imagens. Mas n\u00e3o pode ser a \u00fanica fonte de gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A pr\u00e1tica de observa\u00e7\u00e3o e recria\u00e7\u00e3o que parte de uma obra foi escolarizada no mau sentido, n\u00e3o \u00e9 essa a pr\u00e1tica art\u00edstica. O professor pegou um procedimento e generalizou, esquematizou aquilo como a \u00fanica possibilidade de cria\u00e7\u00e3o. Como conseq\u00fc\u00eancia, a crian\u00e7a logo capta que fazer arte \u00e9 isso: partir sempre de uma imagem dada, porque a escola \u00e9 uma refer\u00eancia forte. O problema disso \u00e9 n\u00e3o reconhecer como \u00e9 o processo de cria\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a, porque existe uma diferen\u00e7a do processo de cria\u00e7\u00e3o do adulto para o da crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Picasso fez releitura de Vel\u00e1squez. A diferen\u00e7a entre a proposta do professor e a a\u00e7\u00e3o de Picasso \u00e9 que, no caso do artista, ele \u00e9 o epicentro da a\u00e7\u00e3o. Na releitura proposta para as crian\u00e7as a a\u00e7\u00e3o est\u00e1 esquematizada, organizada e ordenada pelo professor, embora elas respondam a seu modo \u00e0 consigna dada.<\/p>\n<p><strong>Trata-se, ent\u00e3o, de uma proposta ruim?<\/strong><\/p>\n<p>Quando o professor prop\u00f5e um trabalho a partir de uma imagem, a releitura de Vel\u00e1squez, por exemplo, a princ\u00edpio n\u00e3o se trata de uma proposta ruim, pode ser uma boa tarefa. A crian\u00e7a pode aprender sobre Vel\u00e1squez, sobre cores, esquemas de desenhar figuras humanas, pode estar em jogo muita aprendizagem, O objetivo \u00e9 propor um conjunto de conte\u00fados e acompanhar as aprendizagens, para verificar o que as crian\u00e7as aprenderam. N\u00e3o se pode perder isso de vista.<\/p>\n<p>Mas quando isso \u00e9 feito, precisa convergir para as cria\u00e7\u00f5es infantis, para que os alunos possam enriquecer seus saberes quando se prop\u00f5em a fazer trabalhos em arte, quando almejam uma a\u00e7\u00e3o, quando decidem o que querem fazer. Podem, por exemplo, escolher por si mesmos uma imagem de onde partir.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio que esse processo de aquisi\u00e7\u00e3o de linguagem por interm\u00e9dio das informa\u00e7\u00f5es da cultura seja conhecido, mas que se conhe\u00e7a tamb\u00e9m como a crian\u00e7a trabalha, opera, sente, o que deseja, como resolve as pr\u00f3prias demandas. Isso tem que fazer sentido dentro daquilo que ela est\u00e1 fazendo, vivendo, ou seja, dentro do caminho que est\u00e1 percorrendo.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2329\" title=\"avisala_17reflex\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_17reflex.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_17reflex.jpg 360w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_17reflex-287x300.jpg 287w\" sizes=\"auto, (max-width: 360px) 100vw, 360px\" \/><br \/>\n<strong>Qual \u00e9 o papel da interven\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o infantil?<\/strong><\/p>\n<p>O que se observa em muitos casos \u00e9 que n\u00e3o existe um bloqueio art\u00edstico gerado pela escola, como se acreditou na escola renovada. O que havia era um desconhecimento pedag\u00f3gico das pr\u00e1ticas de interven\u00e7\u00e3o, principalmente no ensino fundamental. As crian\u00e7as eram abandonadas \u00e0 pr\u00f3pria sorte, por isso n\u00e3o aprendiam e n\u00e3o se desenvolviam em arte. Avan\u00e7amos muito. V\u00e1rias propostas colocadas pelo professor n\u00e3o s\u00e3o apenas prazerosas, mas tamb\u00e9m trabalhosas e criam obst\u00e1culos que implicam aprendizagens importantes para a vida.<\/p>\n<p>H\u00e1 que se pensar que a sala de aula \u00e9 uma microcomunidade de crian\u00e7as que pensam e produzem arte. O professor deve coloc\u00e1-las num contexto que d\u00ea acesso \u00e0s fontes de informa\u00e7\u00e3o, seja indo a espa\u00e7os expositivos e ateli\u00eas, seja levando a obra do artista ou reprodu\u00e7\u00f5es para a escola. Esse tipo de iniciativa \u00e9 muito importante para a crian\u00e7a, porque ela come\u00e7a imediatamente a estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com o que faz e a produ\u00e7\u00e3o do mundo adulto. E isso tem que estar a servi\u00e7o da cria\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias imagens.<\/p>\n<p>\u00c9 importante documentar os percursos individuais, organizar uma seq\u00fc\u00eancia, datar a produ\u00e7\u00e3o, retomar de tempos em tempos, rever antigas produ\u00e7\u00f5es com as crian\u00e7as, ver tamb\u00e9m o que o grupo produz para que ela possa progressivamente se perceber como sujeito de uma a\u00e7\u00e3o, sujeito que tem desejo, faz escolhas, tem o trabalho lido por outros, tem liberdade.<\/p>\n<p><strong>O que um professor precisa saber para trabalhar com a arte? Precisa ser um especialista da \u00e1rea?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO fato de o professor n\u00e3o produzir arte \u00e9 problem\u00e1tico. Ele precisa ter uma cultura em hist\u00f3ria da arte, e tamb\u00e9m experi\u00eancia pessoal em arte. \u00c9 fundamental, ainda, conhecer como a crian\u00e7a aprende e se desenvolve nas atividades art\u00edsticas, ou seja, conhecer a g\u00eanese do desenvolvimento, dessas transforma\u00e7\u00f5es que ocorrem tanto na produ\u00e7\u00e3o como na compreens\u00e3o das imagens, j\u00e1 que a produ\u00e7\u00e3o de imagens n\u00e3o \u00e9 desvinculada do mundo imag\u00e9tico.<\/p>\n<p>As imagens que a crian\u00e7a produz n\u00e3o v\u00eam do nada. Aqui no Brasil M\u00e1rio de Andrade documentou desenhos infantis desde 1914. Eles est\u00e3o no IEB (USP), e pode-se ver e analisar essa produ\u00e7\u00e3o.Voc\u00ea constata que a cultura, a visualidade de uma \u00e9poca,marca a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica da inf\u00e2ncia. J\u00e1 se podia fazer uma pequena hist\u00f3ria da arte na inf\u00e2ncia brasileira, documentando essas produ\u00e7\u00f5es. O professor precisaria conhecer const\u00e2ncias desta g\u00eanese tanto na produ\u00e7\u00e3o como na leitura das imagens, a rela\u00e7\u00e3o entre leitura e produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Que tipo de experi\u00eancia est\u00e9tica \u00e9 realmente transformadora na forma\u00e7\u00e3o do professor?<\/strong><\/p>\n<p>Viver a arte. A pr\u00e1tica de oficina associada ao estudo sobre arte e aprendizagem em arte. A experi\u00eancia transformadora \u00e9 aquela que vai associar a viv\u00eancia cultural \u00e0 a\u00e7\u00e3o criadora. E para o professor \u00e9 interessante que o saber conceitual esteja articulado a uma experi\u00eancia pr\u00e1tica. Por isso propomos agora o que temos chamado de viver arte. O professor, em sua forma\u00e7\u00e3o, precisa ter uma viv\u00eancia em arte; mas n\u00e3o \u00e9 a viv\u00eancia cultural apenas, \u00e9 preciso que essa viv\u00eancia tenha como objetivo sua cria\u00e7\u00e3o did\u00e1tica. Aprender para saber planejar e orientar uma aula de hist\u00f3ria da arte, uma oficina de cria\u00e7\u00e3o, uma visita a uma exposi\u00e7\u00e3o, para que as coisas fiquem realmente interligadas.<\/p>\n<p>Eu concordo com Perrenoud<sup>2<\/sup> quando diz o professor n\u00e3o precisa ser uma pessoa erudita. Mas requer-se dele uma certa cultura nas \u00e1reas de conhecimento, associada aos saberes da transposi\u00e7\u00e3o did\u00e1tica. Essa associa\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato mais importante.<\/p>\n<p>Na hora em que o professor cria seus pr\u00f3prios trabalhos percebe imediatamente o que est\u00e1 em jogo na cria\u00e7\u00e3o e isso opera uma transforma\u00e7\u00e3o fundamental em suas aulas. \u00c9 o que o sujeito internaliza da a\u00e7\u00e3o, incorporada nele na forma de um sujeito que sabe do que est\u00e1 falando, o que est\u00e1 fazendo, o que est\u00e1 ensinando, porque p\u00f4de ter essa experi\u00eancia significativa na sua a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o ele passa a perceber qual \u00e9 o lugar da cria\u00e7\u00e3o em arte. N\u00e3o \u00e9 um lugar qualquer, n\u00e3o se d\u00e1 de uma forma qualquer. Existe ordem, variedade, acaso e projeto.<\/p>\n<p><strong>Por que a viv\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o \u00e9 o ponto mais importante da forma\u00e7\u00e3o do professor?<br \/>\n<\/strong><br \/>\nO professor precisa ter uma viv\u00eancia de cria\u00e7\u00e3o em arte para saber o que \u00e9 desenhar, pintar etc. Se a crian\u00e7a fala que n\u00e3o sabe desenhar e voc\u00ea tamb\u00e9m n\u00e3o sabe, fica dif\u00edcil lidar com essa quest\u00e3o. Na realidade ela quer que voc\u00ea ensine e explicita isso a seu modo. Temos que saber ensinar, e n\u00e3o s\u00f3 dar o material e deixar fazer. Ensinar \u00e9 orientar momentos pr\u00e1ticos de atividade, tendo em conta que a quest\u00e3o t\u00e9cnica, de como funcionam os materiais, articula-se \u00e0s quest\u00f5es da pr\u00f3pria linguagem.<\/p>\n<p>Ao fazer um objeto de barro, por exemplo, a crian\u00e7a pode querer colar peda\u00e7os de sua pe\u00e7a com palito. Isso n\u00e3o funciona, quando secar vai se separar e pode quebrar. Se o professor n\u00e3o sabe o que acontece com esse material, n\u00e3o consegue orientar, Isso pode deixar a crian\u00e7a frustrada com o resultado final. S\u00e3o coisas importantes. A t\u00e9cnica \u00e9 apresentada pelo professor e recriada pela crian\u00e7a. O professor precisa dominar esses saberes para poder ensinar. Ele deve incentivar a experimenta\u00e7\u00e3o e a investiga\u00e7\u00e3o do aluno,mas tem um campo que \u00e9 da informa\u00e7\u00e3o, da adequa\u00e7\u00e3o, um saber constru\u00eddo por quem fez arte. Ao produzir, o professor encontra quest\u00f5es que as crian\u00e7as tamb\u00e9m se colocam: o que fazer, com que material, como us\u00e1-lo adequadamente, que cor escolher, quanto trabalho uma id\u00e9ia pode dar. Ser\u00e1 inevit\u00e1vel que, tendo vivido isso, ele n\u00e3o reproduza obras mec\u00e2nicas com as crian\u00e7as. Isso vai dar um sentido mais profundo para o seu trabalho.<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da USP, coordenadora do servi\u00e7o educativo do Centro Cultural Maria Ant\u00f4nia<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> Philippe Perrenoud \u00e9 su\u00ed\u00e7o, soci\u00f3logo, professor na Faculdade de Psicologia e Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o na Universidade de Genebra, autor de v\u00e1rios t\u00edtulos importantes na \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o de professores.<\/p>\n<p><strong>Contato<\/strong><br \/>\nRosa Iavelberg \u2013 e-mail: rosaiavelberg@uol.com.br Tel.: (11) 3255-5538 \/ 3255-7182 Site:www.usp.br\/mariaantonia \u2013 e-mail: mariantonia@edu.usp.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesta entrevista, Rosa Iavelberg retoma o sentido da arte na educa\u00e7\u00e3o infantil e as novas demandas para a forma\u00e7\u00e3o do professor<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3221,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,378],"tags":[1105,28,570,14,571,33,70,569],"class_list":{"0":"post-2327","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-reflexoes-do-professor","8":"category-revista-avisala-17","9":"tag-revista-avisa-la-2004","10":"tag-arte","11":"tag-arte-educacao-criacao","12":"tag-entrevista","13":"tag-exploracao","14":"tag-pintura","15":"tag-professor","16":"tag-rosa-iavelberg","18":"post-with-thumbnail","19":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2327"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2327\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}