{"id":2125,"date":"2003-10-02T01:00:25","date_gmt":"2003-10-02T04:00:25","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=2125"},"modified":"2023-03-27T17:05:32","modified_gmt":"2023-03-27T20:05:32","slug":"o-que-significa-cuidar-de-alguem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/jeitos-de-cuidar\/o-que-significa-cuidar-de-alguem\/","title":{"rendered":"O que significa cuidar de algu\u00e9m"},"content":{"rendered":"<h5>Cuidar dos beb\u00eas e educ\u00e1-los s\u00e3o faces da mesma moeda: a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento org\u00e2nico n\u00e3o est\u00e1 separada das atitudes e dos procedimentos que ajudam a crian\u00e7a a construir conhecimentos sobre a vida sociocultural<\/h5>\n<div id=\"attachment_2128\" style=\"width: 452px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2128\" class=\"size-full wp-image-2128\" title=\"avisala_16_jeitos\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_16_jeitos.jpg\" alt=\"\" width=\"442\" height=\"417\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_16_jeitos.jpg 442w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_16_jeitos-300x283.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 442px) 100vw, 442px\" \/><p id=\"caption-attachment-2128\" class=\"wp-caption-text\">M\u00e3es cuidando dos filhos no Congo<\/p><\/div>\n<p>Para refletirmos sobre o cuidado com crian\u00e7as atendidas em ber\u00e7\u00e1rio das unidades de educa\u00e7\u00e3o infantil, precisamos rever dois conceitos: ber\u00e7\u00e1rio e cuidado. De acordo com o dicion\u00e1rio de l\u00edngua portuguesa, \u201cber\u00e7\u00e1rio\u201d \u00e9 uma sala ou quarto das maternidades onde ficam os ber\u00e7os destinados \u00e0s crian\u00e7as rec\u00e9m- nascidas.<\/p>\n<p>Provavelmente foi com base nesta concep\u00e7\u00e3o que as primeiras creches da cidade de S\u00e3o Paulo, algumas localizadas em empresas, denominaram ber\u00e7\u00e1rio: o setor que atendia crian\u00e7as \u201cde ber\u00e7o\u201d. Em que pesem os avan\u00e7os na educa\u00e7\u00e3o infantil, a palavra ainda \u00e9 utilizada tanto para designar um setor da creche quanto uma unidade de educa\u00e7\u00e3o infantil destinada ao atendimento de crian\u00e7as menores de 2 anos.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nO termo beb\u00ea \u00e9 sin\u00f4nimo de crian\u00e7a, que por sua vez o \u00e9 de infante (que n\u00e3o fala) ou lactente (que mama). Alguns educadores classificam como beb\u00eas as crian\u00e7as at\u00e9 2 anos, outros compreendem que este termo se aplica apenas \u00e0quelas menores de 1 ano.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de sem\u00e2ntica. O significado que se atribui aos termos est\u00e1 relacionado a uma concep\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a e, conseq\u00fcentemente, ao conhecimento que se tem desta fase da inf\u00e2ncia, \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de necessidades e capacidades em desenvolvimento dependentes de cuidados e aprendizagens.<\/p>\n<p>Mas o que caracteriza esta fase que a diferencia da classifica\u00e7\u00e3o geral das crian\u00e7as? Diante da complexidade do desenvolvimento inicial do ser humano, destacamos a seguir alguns aspectos fundamentais da constru\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia corporal base da identidade simb\u00f3lica e das capacidades que caracterizam os seres humanos:<\/p>\n<ul>\n<li>a aquisi\u00e7\u00e3o da postura ereta, libertando as m\u00e3os e possibilitando a independ\u00eancia na locomo\u00e7\u00e3o e na explora\u00e7\u00e3o do ambiente em diferentes perspectivas;<\/li>\n<li>o desenvolvimento pleno do movimento de pin\u00e7a, possibilitando o uso de ferramentas, a manipula\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de materiais, o cuidado de si e do outro;<\/li>\n<li>o desmame gradativo associado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma, que amplia o paladar, leva \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos e desenvolve a capacidade digestiva dos alimentos cultivados e preparados pelo grupo cultural;<\/li>\n<li>o maior controle do corpo, incluindose a capacidade de reter e eliminar os dejetos corporais em momentos e locais considerados adequados;<\/li>\n<li>a produ\u00e7\u00e3o das primeiras marcas, garatujas e palavras que comunicam e transformam o pr\u00f3prio sujeito e o ambiente f\u00edsico e social.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Estas habilidades constru\u00eddas pela intera\u00e7\u00e3o do ser biol\u00f3gico com o ser social, da natureza com a cultura, por meio do cuidado constante de outro ser humano, possibilita a sobreviv\u00eancia e a constru\u00e7\u00e3o de significados.<\/p>\n<p>O beb\u00ea humano \u00e9 totalmente dependente do cuidado do outro para sobreviver e participar do meio cultural em que est\u00e1 inserido. Embora ainda seja incapaz de alimentar-se, manter-se aquecido e protegido de forma independente, ele possui habilidades que permitem comunicar suas necessidades a um cuidador sens\u00edvel.<\/p>\n<p>O processo de gesta\u00e7\u00e3o prepara a m\u00e3e, f\u00edsica e psiquicamente, para que esteja sens\u00edvel \u00e0s necessidades do seu beb\u00ea. Se apoiada pela fam\u00edlia e pela sociedade, ela ser\u00e1 o que Winnicott chama de \u201cm\u00e3e suficientemente boa\u201d.<\/p>\n<p><strong>O papel do educador<\/strong><br \/>\nOutros adultos, al\u00e9m da m\u00e3e biol\u00f3gica ou de seu substituto, s\u00e3o capazes de cuidar\/educar um beb\u00ea, mas esta tarefa demanda a constru\u00e7\u00e3o de um v\u00ednculo que, por sua vez, possibilita uma estreita sintonia, uma comunica\u00e7\u00e3o que Wallon denomina di\u00e1logo-t\u00f4nico, feita de gestos, m\u00edmicas, movimentos corporais e vocaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos primeiros anos de vida, evita-se separar a crian\u00e7a de seu principal cuidador, pois cada uma tem suas peculiaridades no sentir, pensar e ser, assim como as m\u00e3es, as fam\u00edlias e os educadores podem ser diferentes nas atitudes e nos procedimentos de cuidar\/educar.<\/p>\n<p>Os profissionais de educa\u00e7\u00e3o infantil e fam\u00edlias precisam manter uma rela\u00e7\u00e3o de parceria visando \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um contexto de desenvolvimento composto pelo ambiente da casa e da creche. Na casa o cuidado \u00e9 compet\u00eancia da fam\u00edlia com base nas rela\u00e7\u00f5es afetivas, nos conhecimentos, valores e normas do grupo constitu\u00eddo pelos la\u00e7os de parentesco.<\/p>\n<p>Na institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o infantil h\u00e1 profissionais que desenvolvem suas compet\u00eancias no cuidar\/educar tamb\u00e9m, com base em suas viv\u00eancias, em sua vis\u00e3o de mundo, em sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria de ter sido cuidado por algu\u00e9m.<\/p>\n<p>Entretanto \u00e9 preciso que estes profissionais reflitam e resignifiquem suas atitudes e procedimentos de cuidar \u00e0 luz dos estudos sobre cuidado e desenvolvimento humano, em sua rela\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a pequena. \u00c9 preciso refletir sobre o que caracteriza o cuidado.<br \/>\n<strong><br \/>\nO que significa cuidar de algu\u00e9m<\/strong><br \/>\nMuitos especialistas t\u00eam procurado definir esse significado. Maria Malta Campos, em 1994, ao escrever sobre a forma\u00e7\u00e3o do educador infantil, diz que o cuidado inclui todas as atividades que s\u00e3o integrantes ao educar: alimentar, lavar, trocar, curar, proteger, consolar.<\/p>\n<p>Profissionais de enfermagem v\u00eam realizando pesquisas sobre o processo de cuidar tanto no \u00e2mbito dos servi\u00e7os de sa\u00fade quanto na educa\u00e7\u00e3o infantil. (Leininger, 1988;Waldow, 1992; Maranh\u00e3o, 2000; Ver\u00edssimo, 2001).<\/p>\n<p>Leininger, enfermeira americana, define o cuidar\/cuidado como os atos de assistir, apoiar ou facilitar a um indiv\u00edduo ou a um grupo com necessidades evidentes ou antecipadas, melhorando sua condi\u00e7\u00e3o humana ou modo de vida.<\/p>\n<p>Segundo o fil\u00f3sofo Milton Mayeroff (1990), cuidar de outra pessoa, no sentido mais significativo, \u00e9 ajud\u00e1-la a crescer e realizar-se. \u00c9 uma forma de rela\u00e7\u00e3o com o outro que envolve uma atitude de preocupa\u00e7\u00e3o com o crescimento e desenvolvimento da pessoa humana em toda a sua complexidade.<\/p>\n<p>Esta atitude se desdobra em procedimentos que requerem conhecimentos. Segundo o autor, para cuidar de algu\u00e9m eu devo saber muitas coisas, eu devo saber, por exemplo, quem \u00e9 o outro, quais s\u00e3o seus poderes e suas limita\u00e7\u00f5es, quais s\u00e3o suas necessidades e o que conduz ao seu crescimento. Eu devo saber como responder a suas necessidades e quais s\u00e3o minhas pr\u00f3prias capacidades e limita\u00e7\u00f5es como cuidador.<\/p>\n<p>Em nosso meio, outro fil\u00f3sofo, Leonardo Boff (1999), sustenta que cuidado \u00e9 uma atitude fundamental mediante a qual a pessoa sai de si e centra-se no outro com desvelo e solicitude. Requer envolvimento e constru\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo.<\/p>\n<p>Webb &amp; Blond, 1995, pesquisadoras e professoras do ensino fundamental no Canad\u00e1, explicam que a complexa rela\u00e7\u00e3o entre cuidado e conhecimento requer um constante processo de reflex\u00e3o. As autoras afirmam que a divis\u00e3o e a hierarquia de valor, existentes entre cuidar e educar, t\u00eam suas ra\u00edzes na dicotomia entre conhecimento objetivo e subjetivo. Socialmente o conhecimento objetivo \u00e9 mais valorizado que o conhecimento subjetivo.<\/p>\n<div id=\"attachment_2129\" style=\"width: 485px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-2129\" class=\"size-full wp-image-2129\" title=\"avisala_16_jeitos2\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_16_jeitos2.jpg\" alt=\"\" width=\"475\" height=\"396\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_16_jeitos2.jpg 475w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/12\/avisala_16_jeitos2-300x250.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px\" \/><p id=\"caption-attachment-2129\" class=\"wp-caption-text\">Beb\u00eas e seus professores na creche Sinhazinha Meireles &#8211; SP<\/p><\/div>\n<p><strong>Uma vis\u00e3o tradicional<\/strong><br \/>\nTradicionalmente, os ber\u00e7\u00e1rios organizam a rotina de cuidados com os beb\u00eas de acordo com uma concep\u00e7\u00e3o restrita do termo, compreendendo que as necessidades atendidas s\u00e3o apenas as biol\u00f3gicas \u2013 higiene corporal, alimenta\u00e7\u00e3o, sono, banho de sol, seguran\u00e7a f\u00edsica.<\/p>\n<p>Nas creches p\u00fablicas pode-se confundir o atendimento dessas necessidades com o assistencialismo \u00e0s crian\u00e7as pobres, restringindo os cuidados com a alimenta\u00e7\u00e3o ao suprimento de nutrientes, os cuidados de higiene ao controle de infec\u00e7\u00f5es e parasitoses e os cuidados com o ambiente \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de acidentes.<\/p>\n<p>Nesta concep\u00e7\u00e3o dicot\u00f4mica, as \u201catividades educativas\u201d s\u00e3o mais valorizadas. Em alguns casos observamos uma hierarquia entre quem cuida e quem educa, compreendendo-se que o cuidar \u00e9 uma atividade menos qualificada do que o educar. Essa concep\u00e7\u00e3o de cuidado separa o corpo da mente; as emo\u00e7\u00f5es da raz\u00e3o; a cultura da natureza; a sa\u00fade da educa\u00e7\u00e3o; o cuidar do educar.<\/p>\n<p><strong>Em busca da integra\u00e7\u00e3o <\/strong><br \/>\nO Referencial Curricular Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Infantil prev\u00ea duas dimens\u00f5es curriculares, que na pr\u00e1tica ocorrem integradas \u2013 A Forma\u00e7\u00e3o Pessoal e Social e o Conhecimento de Mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos escrever sobre forma\u00e7\u00e3o do eu-ps\u00edquico sem escrever sobre o eu-corporal, sobre o indiv\u00edduo sem contrapor o grupo social. O sujeito ps\u00edquico est\u00e1 num corpo e atrav\u00e9s dele se perceber\u00e1 separado do outro e do mundo f\u00edsico.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s do corpo ele se expressa, reage, interage, comunica-se com o grupo social. Esse corpo, na crian\u00e7a, est\u00e1 em processo de crescimento e desenvolvimento, ou seja, crescimento em tamanho com conseq\u00fcentes mudan\u00e7as de propor\u00e7\u00f5es e especializa\u00e7\u00e3o de fun\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas.<\/p>\n<p>Esse processo de crescimento e desenvolvimento org\u00e2nico est\u00e1 relacionado todo o tempo com o processo de constru\u00e7\u00e3o do eu ps\u00edquico e das fun\u00e7\u00f5es intelectuais superiores. A mente existe dentro de um organismo integrado e para ele; as nossas mentes n\u00e3o seriam o que s\u00e3o se n\u00e3o existisse uma intera\u00e7\u00e3o entre o corpo e o c\u00e9rebro durante o processo evolutivo, o desenvolvimento individual e no momento atual. A mente teve primeiro que se ocupar do corpo, ou nunca teria existido (Dam\u00e1sio, 1996 ).<\/p>\n<p>Os cuidados que visam \u00e0 promo\u00e7\u00e3o do crescimento e desenvolvimento org\u00e2nico n\u00e3o est\u00e3o separados das atitudes e dos procedimentos que ajudam a crian\u00e7a a construir conhecimentos sobre a vida sociocultural. Portanto, cuidar dos beb\u00eas e educ\u00e1-los s\u00e3o faces da mesma moeda.<\/p>\n<p>O primeiro espelho do beb\u00ea s\u00e3o as atitudes do cuidador\/educador \u2013 seu tom de voz, seu jeito de tocar, de cuidar de suas necessidades mais prementes, como a fome, o frio, o desconforto postural. Antes de conhecer sua m\u00e3e ou educador pela vis\u00e3o ou pelo nome, o beb\u00ea conhece sua voz, seu cheiro e seu jeito de segurar. Os cuidados com o corpo e com o ambiente f\u00edsico s\u00e3o procedimentos derivados de atitudes que expressam inten\u00e7\u00f5es, sentimentos, com um significado ditado pelo contexto sociocultural.<\/p>\n<p>A rotina de cuidados corporais permite ao beb\u00ea construir uma no\u00e7\u00e3o de previsibilidade sobre seu entorno, o que resulta em seguran\u00e7a ps\u00edquica, al\u00e9m de permitir que o organismo imaturo se adapte gradativamente ao meio.<br \/>\n<strong><br \/>\nQuando cuidar \u00e9 educar <\/strong><br \/>\nSendo cuidado, o beb\u00ea aprende a cuidar de si mesmo, do outro, do ambiente, construindo sua identidade, autonomia e socializa\u00e7\u00e3o. Cuidar da crian\u00e7a, ensinar-lhe o cui-dado consigo mesma, com o outro e com o ambiente, demandam do educador habilidades e conhecimentos que t\u00eam base nas ci\u00eancias humanas e biol\u00f3gicas, transitando entre campos de atua\u00e7\u00e3o das profiss\u00f5es da \u00e1rea de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essas considera\u00e7\u00f5es, compreendemos que o educador infantil precisa construir conhecimentos e desenvolver habilidades para educar e cuidar das crian\u00e7as, possibilitando a forma\u00e7\u00e3o de pessoas com uma personalidade diferenciada e ao mesmo tempo integrada ao grupo social, independentes e ao mesmo tempo solid\u00e1rias, saud\u00e1veis no sentido de sentirem-se bem consigo mesmas, utilizando ao m\u00e1ximo suas potencialidades f\u00edsicas e ps\u00edquicas.<\/p>\n<p>(Damaris Gomes Maranh\u00e3o &#8211; Especialista em Sa\u00fade P\u00fablica pela Universidade de S\u00e3o Paulo. Mestre em Enfermagem Pedi\u00e1trica e Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo. Professora Assistente da Universidade Santo Amaro. Educadora e consultora em sa\u00fade coletiva do Instituto Avisa L\u00e1. Endere\u00e7o para correspond\u00eancia: Rua Diogo Rodrigues Marques, 56. S\u00e3o Paulo &#8211; 04677-040 &#8211; damaranhao @uol. com.br)<\/p>\n<h4>Bibliografia<\/h4>\n<ul>\n<li>Saber cuidar: \u00e9tica do humano \u2014 compaix\u00e3o pela terra. Leonardo Boff. Ed. vozes.Tel.: (11) 3256-0611.<\/li>\n<li>Educar e cuidar. Quest\u00f5es sobre o perfil do profissional de educa\u00e7\u00e3o infantil. In Brasil. Maria Malta Campos. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e do Desporto \u2014 Por uma pol\u00edtica de forma\u00e7\u00e3o do profissional de educa\u00e7\u00e3o infantil. Bras\u00edlia, MEC\/ DPEF\/COEDI.Texto dispon\u00edvel no site: http:\/\/www.anped.org.br<\/li>\n<li>O Erro de Descartes. Emo\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o e o c\u00e9rebro humano.A. Dam\u00e1sio. Companhia das Letras.Tel.: (11) 3707-3500 \/3707-3253.<\/li>\n<li>O cuidado como elo entre a sa\u00fade e a educa\u00e7\u00e3o. Damaris Gomes Maranh\u00e3o. Cadernos de Pesquisa, no 101, dezembro de 2000. Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas, S\u00e3o Paulo, 2000. Tel.: (19) 3289-5930 &#8211; site:www.fcc.org.br<\/li>\n<li>Cuidado: uma revis\u00e3o te\u00f3rica.V. R.Waldow. Revista Ga\u00facha de Enfermagem. Tel.: (51) 3316-5242 &#8211; e-mail: revista@enf.ufrgs.br<\/li>\n<li>Teacher Knowledge: the relationship between caring an knowing. Teaching &amp; Teacher Education.Vol. 11. K.Webb &amp; J. Blond.<\/li>\n<li>O olhar das trabalhadoras de creches sobre o cuidado da crian\u00e7a. M. de La \u00d3. Ver\u00edssimo,Tese de Doutorado. Escola de Enfermagem da Universidade de S\u00e3o Paulo. H\u00e1 uma biblioteca de teses na USP. Veja site:www.usp.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cuidar dos beb\u00eas e educ\u00e1-los s\u00e3o faces da mesma moeda: a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento org\u00e2nico n\u00e3o est\u00e1 separada das atitudes e dos procedimentos que ajudam a crian\u00e7a a construir conhecimentos sobre a vida sociocultural. 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