{"id":1819,"date":"2002-10-06T01:07:41","date_gmt":"2002-10-06T04:07:41","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=1819"},"modified":"2023-03-27T16:57:41","modified_gmt":"2023-03-27T19:57:41","slug":"mil-e-uma-noites-uma-aventura-de-faz-de-conta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/mil-e-uma-noites-uma-aventura-de-faz-de-conta\/","title":{"rendered":"Mil e Uma Noites &#8211; uma aventura de faz de conta"},"content":{"rendered":"<h5>Quando era professora, desenvolvi um projeto que procurava integrar o estudo sobre diferentes povos e o faz-de-conta da crian\u00e7a. Hoje, distanciada dessa experi\u00eancia, aproveito este espa\u00e7o para avaliar e refletir a respeito da rela\u00e7\u00e3o l\u00fadica que as crian\u00e7as estabelecem com o conhecimento, procurando mostrar, por meio de minha experi\u00eancia, como \u00e9 poss\u00edvel alimentar suas brincadeiras e ao mesmo tempo apresentar a elas uma outra cultura<\/h5>\n<p><!--more--><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1822\" title=\"avisala_12_arabes5\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes5.jpg\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"168\" \/><br \/>\nPenso que o aspecto l\u00fadico de que tanto falamos n\u00e3o est\u00e1 presente somente nas brincadeiras, mas no jeito de a crian\u00e7a pensar e representar o que conhece. Por isso, foi um interessante desafio, como professora, conciliar a pesquisa sobre diferentes culturas e o faz-de-conta. Lecionava para crian\u00e7as de 5 anos, para l\u00e1 de especiais, e muito interessadas em conhecer o mundo. Ainda guardo na lembran\u00e7a momentos significativos do trabalho com esse grupo.<\/p>\n<p>Durante o desenvolvimento do projeto denominado As Mil e Uma Noites, as crian\u00e7as transitavam ora pela realidade, ora pela fantasia, nas brincadeiras simb\u00f3licas alimentadas pelas informa\u00e7\u00f5es e inspira\u00e7\u00f5es vindas do conhecimento sobre diferentes povos \u00e1rabes. O casamento do estudo com o jogo resultou em uma parceria que deu certo.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Da literatura \u00e0 realidade de um povo<\/strong><br \/>\nIniciamos o estudo sobre a cultura \u00e1rabe com a leitura das Mil e Uma Noites. Eu lia ou contava quase que diariamente as hist\u00f3rias deste fabuloso legado cultural, que vem encantando diversas gera\u00e7\u00f5es e povoando a imagina\u00e7\u00e3o de muitos leitores. Interrompia a hist\u00f3ria, contada em cap\u00edtulos, sempre numa parte interessante para dar continuidade no dia seguinte.<\/p>\n<p>Em geral, essas hist\u00f3rias eram esperadas com grande entusiasmo pelas crian\u00e7as, que desejavam saber como se desenrolava a trama. Ali\u00e1s, o objetivo principal das hist\u00f3rias de Sherazade era manter o suspense para que ao dar continuidade \u00e0 narrativa, ela pudesse salvar assim sua pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste estudo, as crian\u00e7as tinham a id\u00e9ia de que os pa\u00edses \u00e1rabes, mesmo na atualidade, eram repletos de pal\u00e1cios e o\u00e1sis, tais como a refer\u00eancia que tinham do filme sobre Aladim. Para explorar mais o assunto, intercalamos as hist\u00f3rias de Sherazade com informa\u00e7\u00f5es sobre lugares e povos \u00e1rabes, cen\u00e1rios e personagens de boa parte das narrativas das Mil e Uma Noites.<\/p>\n<p>\u00cdamos coletando informa\u00e7\u00f5es a respeito do mundo \u00e1rabe, que congrega no total 22 pa\u00edses, por meio de livros, revistas de turismo, entrevistas com pessoas de origem \u00e1rabe, filmes, m\u00fasicas, obras de arte e da pr\u00f3pria literatura. Qual n\u00e3o foi o espanto do grupo ao realizar uma entrevista com um imigrante liban\u00eas e saber que nos pa\u00edses \u00e1rabes existe at\u00e9 McDonald\u2019s.<\/p>\n<div id=\"attachment_1823\" style=\"width: 254px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1823\" class=\"size-full wp-image-1823\" title=\"avisala_12_arabes1\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes1.jpg\" alt=\"\" width=\"244\" height=\"320\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes1.jpg 244w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes1-228x300.jpg 228w\" sizes=\"auto, (max-width: 244px) 100vw, 244px\" \/><p id=\"caption-attachment-1823\" class=\"wp-caption-text\">Em um lanche muito especial as crian\u00e7as conhecem alguns dos sabores da culin\u00e1ria \u00e1rabe<\/p><\/div>\n<p>Desse modo, as crian\u00e7as descobriram que o mundo imagin\u00e1rio da literatura tem s\u00f3lidas ra\u00edzes na cultura que o gerou e, por mais fant\u00e1stico que seja, est\u00e1 impregnado da hist\u00f3ria do lugar de origem: h\u00e1bitos, paisagens, perfumes, ess\u00eancias, sabores etc.<\/p>\n<p><strong>Conhecer o diferente para respeit\u00e1-lo<\/strong><br \/>\nCreio que o estudo de outra cultura \u00e9 sempre muito intrigante para crian\u00e7as de 5 anos, que est\u00e3o numa fase em que as intera\u00e7\u00f5es est\u00e3o em primeiro plano. Conhecer diferentes pessoas e seus jeitos de viver \u00e9 importante para quem est\u00e1 tratando de entender o mundo em que vive.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do que, um trabalho desse tipo permite \u00e0 crian\u00e7a perceber que diferentes costumes e valores t\u00eam sua raz\u00e3o de ser em determinados contextos hist\u00f3ricos e sociais. Dessa forma, podem ampliar sua vis\u00e3o sobre o mundo e aprender a respeitar tais diferen\u00e7as. Em diversas situa\u00e7\u00f5es podemos ver como as crian\u00e7as num primeiro momento estranham o diferente, mas percebem a exist\u00eancia de outros valores e costumes.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um primeiro passo para entender a l\u00f3gica do que \u00e9 estranho a elas, como \u00e9 o caso da pol\u00eamica gerada pela conversa que tivemos ap\u00f3s vermos uma fotografia de bedu\u00ednos fazendo suas refei\u00e7\u00f5es. A primeira rea\u00e7\u00e3o foi de estranhamento:<\/p>\n<p>\u2013 Que nojo! Comendo com as m\u00e3os! Fica tudo lambuzado! \u2013 dizia uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Sempre na perspectiva de encontrar contrapontos com nossa cultura, perguntei se comiam algum alimento com as m\u00e3os. Como resposta, v\u00e1rias possibilidades: sandu\u00edches, brigadeiro, salgadinhos, p\u00e3o, frutas, etc.<\/p>\n<p>Conversamos ent\u00e3o sobre a adequa\u00e7\u00e3o de comer alguns alimentos sem os talheres, ali\u00e1s grande parte dos pratos \u00e1rabes dispensa talheres. Quando viram um prato de sopa na fotografia, brincaram:<br \/>\n\u2013 Que nojento! J\u00e1 pensou tomar sopa com as m\u00e3os, assim \u00f3 \u2013 dizia uma outra crian\u00e7a, imitando com gestos.<br \/>\n\u2013 Voc\u00eas acham que eles tomam sopa dessa forma? \u2013 perguntei.<br \/>\n\u2013 N\u00e3o n\u00e9! \u2013 responderam todas. \u2013 \u00c9 s\u00f3 pegar como os japoneses e tomar assim, fazendo o gesto de levar o prato at\u00e9 a boca.<\/p>\n<p>Quando li para o grupo que os bedu\u00ednos usavam apenas a m\u00e3o direita para comer, porque limpavam suas necessidades com a esquerda, riram muito. Pontuei que era uma preocupa\u00e7\u00e3o com a higiene em um lugar onde havia escassez de \u00e1gua. Nesses momentos muitos comentavam:<\/p>\n<p>\u2013 Eu que n\u00e3o queria morar num deserto!<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o acontecia o contr\u00e1rio, todos manifestavam seu desejo de conhecer e at\u00e9 morar no deserto, mas, quando as dificuldades apareciam claramente, mudavam de opini\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Reconhecendo regularidades nos fen\u00f4menos sociais<\/strong><br \/>\nFoi interessante tamb\u00e9m discutir as formas que os bedu\u00ednos encontram para limpar as m\u00e3os: esfreg\u00e1-las na areia ou ent\u00e3o apanhar um punhado de areia e esfregar nas m\u00e3os.As crian\u00e7as ficaram conjecturando, ainda, como faziam para escovar os dentes. Ser\u00e1 que iriam desperdi\u00e7ar \u00e1gua? Ou colocariam tamb\u00e9m areia na boca para a higiene?<\/p>\n<p>Interessante rela\u00e7\u00e3o: se usam a areia para as m\u00e3os, por que n\u00e3o substituir a pasta de dente pela areia? Disse que achava estranha essa possibilidade, e elas tamb\u00e9m concordaram que esfregar as m\u00e3os na areia era uma coisa e encher a boca de areia, como imaginaram, outra bem diferente.<\/p>\n<p>No entanto, tivemos a informa\u00e7\u00e3o de que no sert\u00e3o brasileiro, at\u00e9 pouco tempo atr\u00e1s, tinha-se o costume de esfregar um punhado de areia para \u201cariar\u201d os dentes. Tirado o exagero de encher a boca de areia, as hip\u00f3teses das crian\u00e7as tinham uma certa l\u00f3gica, que eu mesma nem havia imaginado.<\/p>\n<div id=\"attachment_1824\" style=\"width: 191px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1824\" class=\"size-full wp-image-1824\" title=\"avisala_12_arabes2\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes2.jpg\" alt=\"\" width=\"181\" height=\"312\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes2.jpg 181w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes2-174x300.jpg 174w\" sizes=\"auto, (max-width: 181px) 100vw, 181px\" \/><p id=\"caption-attachment-1824\" class=\"wp-caption-text\">Tecidos, adere\u00e7os e objetos t\u00edpicos enriquecem o jogo de pap\u00e9is entre as crian\u00e7as<\/p><\/div>\n<p>\u00c9 curioso ver como o grupo foi percebendo que um modo de vida diferente do seu implica em outras rela\u00e7\u00f5es com o meio. Ao ler uma legenda de fotografia que falava a respeito do costume dos bedu\u00ednos de soltar o turbante e acender um incenso ap\u00f3s a refei\u00e7\u00e3o, para perfumar suas barbas e cabelos, logo comentaram:<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 pra ficar cheiroso n\u00e9! Tamb\u00e9m n\u00e3o tem chuveiro l\u00e1 no deserto<\/p>\n<p>Novas suposi\u00e7\u00f5es apareceram: \u2013 Se n\u00e3o tem banheiro&#8230; Ih! Como eles fazem coc\u00f4? Na areia! \u2013 comentou uma crian\u00e7a, rindo.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as realizavam in\u00fameras conex\u00f5es com o que estavam aprendendo<br \/>\nem diferentes situa\u00e7\u00f5es. Podiam inferir ou deduzir coisas a partir de alguns referenciais que j\u00e1 tinham, como no caso de uma situa\u00e7\u00e3o na qual uma crian\u00e7a do grupo,olhando para as bandeiras do mapa-m\u00fandi de nossa sala, reconheceu que uma delas deveria ser dos \u00e1rabes, pois tinha um sabre e escrita diferente (referia-se \u00e0 bandeira da Ar\u00e1bia Saudita).<\/p>\n<p>Nesses estudos, o mais importante n\u00e3o \u00e9 acumular informa\u00e7\u00f5es, mas sim estabelecer conex\u00f5es, saber fazer rela\u00e7\u00f5es a partir do que passam a conhecer.<\/p>\n<p><strong>O faz-de-conta enriquecido pelo estudo <\/strong><br \/>\nCom tanta motiva\u00e7\u00e3o, as crian\u00e7as sugeriram que fiz\u00e9ssemos uma cabana como a dos bedu\u00ednos no parque, para comermos um lanche. Assim fizemos um \u201clanche \u00e1rabe\u201d nas areias do p\u00e1tio, com direito a tenda, tapete e muitas guloseimas dessa cultura. Entretanto, deixamos de lado a id\u00e9ia de limpar as m\u00e3os com areia, pois n\u00e3o fazia sentido, j\u00e1 que t\u00ednhamos torneiras.<\/p>\n<p>Na perspectiva de enriquecer o faz-de-conta, fomos transformando nossa classe em um ambiente l\u00fadico,onde as crian\u00e7as podiam brincar e as descobertas do trabalho passaram a fazer parte do dia-a-dia. A possibilidade de fazer e usar turbantes, ter tapetes \u201cm\u00e1gicos\u201d, construir pal\u00e1cio, tendas, maquetes de deserto, fazer dromed\u00e1rio de sucata com uma estrutura para montar, confeccionar sabres etc., envolveu e motivou as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Foi positivo intercalar situa\u00e7\u00f5es nas quais elas obtinham novas informa\u00e7\u00f5es, refletiam sobre o que estavam aprendendo, faziam diferentes atividades, tais como: preparar receitas t\u00edpicas, conhecer locais impregnados da cultura \u00e1rabe, assistir a trechos selecionados de filmes sobre o tema, confeccionar materiais para a sala ficar parecida com um ambiente \u00e1rabe.<\/p>\n<p>O estudo ganhava corpo \u00e0 medida que as crian\u00e7as podiam brincar com o que aprendiam, ao mesmo tempo em que a pr\u00f3pria brincadeira era enriquecida pelas novas informa\u00e7\u00f5es que obtinham nos estudos. Impressionante, por exemplo, como a brincadeira com o dromed\u00e1rio, que j\u00e1 estava em nossa classe, ganhou vida depois que assistimos a um trecho do filme Lawrence da Ar\u00e1bia, que mostrava uma cena de tempestade de areia onde um dos personagens afunda em areia movedi\u00e7a.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1825\" title=\"avisala_12_arabes4\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes4.jpg\" alt=\"\" width=\"181\" height=\"180\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes4.jpg 181w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes4-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 181px) 100vw, 181px\" \/>As crian\u00e7as perceberam que era fundamental ter um dromed\u00e1rio no deserto, depois que viram a cena na qual um bedu\u00edno, ao soltar-se da corda presa a seu dromed\u00e1rio, \u201cafogou-se\u201d em areia movedi\u00e7a. J\u00e1 hav\u00edamos lido que os camelos eram especialistas nas trilhas do deserto, que tinham v\u00e1rias p\u00e1lpebras \u00e0 prova de qualquer tempestade de areia e que eram treinados para puxar os bedu\u00ednos para fora, quando estes ca\u00edam em areia movedi\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 com as imagens do filme tal informa\u00e7\u00e3o se tornou significativa. Repetiam em suas brincadeiras situa\u00e7\u00f5es de perigo, nas quais uma crian\u00e7a se jogava no ch\u00e3o, simulando estar em areia movedi\u00e7a, enquanto se agarrava \u00e0 corda presa ao dromed\u00e1rio. Divertiram-se muito nesses momentos.<br \/>\n<strong><br \/>\nA amplia\u00e7\u00e3o das fontes de pesquisa<\/strong><br \/>\n\u00c9 importante ressaltar que aproveit\u00e1vamos essas situa\u00e7\u00f5es mais l\u00fadicas para efetuar as pesquisas de imagem e texto, como \u00e9 o caso da confec\u00e7\u00e3o dos sabres. O grupo foi at\u00e9 a biblioteca da escola investigar como eram essas armas, como eram decoradas, para depois fazer as suas pr\u00f3prias, segundo modelos pesquisados, usando tinta prateada e dourada, tal como manda o figurino! Assim, t\u00ednhamos sempre um motivo real para pesquisar.<\/p>\n<p>Em uma outra ocasi\u00e3o, o grupo p\u00f4de entrevistar o pai de uma das crian\u00e7as, que era descendente de liban\u00eas. Para tanto, elaboraram um roteiro de entrevista bastante alimentado por todos os conhecimentos adquiridos nas v\u00e1rias etapas do projeto. Apareceram quest\u00f5es muito interessantes como:<\/p>\n<ol>\n<li>Tem cidade e deserto no L\u00edbano?<\/li>\n<li>Como escovar os dentes no deserto se l\u00e1 n\u00e3o tem \u00e1gua?<\/li>\n<li>Faz muito calor no L\u00edbano? Tem areia movedi\u00e7a? Voc\u00ea j\u00e1 pisou numa?<\/li>\n<li>Tem time de futebol no L\u00edbano? Qual o esporte preferido dos libaneses?<\/li>\n<li>Jogam futebol, basquete ou voley?<\/li>\n<li>Como se vestem?<\/li>\n<li>Como s\u00e3o as festas de anivers\u00e1rio? Tem brigadeiro?<\/li>\n<li>Como \u00e9 o dia das m\u00e3es e das crian\u00e7as? Tem dia dos velhos?<\/li>\n<li>Tem McDonald\u2019s?<\/li>\n<li>Como \u00e9 a festa de casamento?<\/li>\n<li>Como voc\u00eas comem? Voc\u00eas usam faca, colher ou garfo? O que comem?<\/li>\n<li>Do que as crian\u00e7as brincam no L\u00edbano? As crian\u00e7as t\u00eam brinquedos como dinossauro, power rangers, barbie?<\/li>\n<li>Tem escola no L\u00edbano? E uniforme?<\/li>\n<li>Como dormem? Tem cama?<\/li>\n<li>No L\u00edbano tem pal\u00e1cio?<\/li>\n<li>Tem calend\u00e1rio? O n\u00famero \u00e9 igual ao nosso?<\/li>\n<li>Como comemora o ano-novo?<\/li>\n<li>Tem piquenique?<\/li>\n<li>Como s\u00e3o os restaurantes no L\u00edbano?<\/li>\n<li>Voc\u00ea conhece a hist\u00f3ria das Mil e Uma Noites?<\/li>\n<li>Voc\u00ea j\u00e1 subiu num dromed\u00e1rio?<\/li>\n<li>Voc\u00ea usa sabre?<\/li>\n<li>O que voc\u00ea acha do Brasil? Voc\u00ea prefere morar no Brasil ou no L\u00edbano?<\/li>\n<li>Os \u00e1rabes desenham?<\/li>\n<li>Voc\u00ea pode contar at\u00e9 dez em \u00e1rabe?<\/li>\n<li>Como se fala tchau em \u00e1rabe?<\/li>\n<li>Os \u00e1rabes tomam banho?<\/li>\n<li>Como fala bom dia em \u00e1rabe?<\/li>\n<li>Os \u00e1rabes rezam? Onde?<\/li>\n<li>Como se escreve \u201cGrupo 5\u201d em \u00e1rabe?<\/li>\n<\/ol>\n<p>Muitas das novas informa\u00e7\u00f5es serviram imediatamente para ampliar o faz-de-conta que ficava, a cada dia, mais complexo.<\/p>\n<p><strong>Finalizando<\/strong><br \/>\nEm projetos desse tipo h\u00e1 um casamento entre uma situa\u00e7\u00e3o mais formal, oferecida pelo estudo, e uma situa\u00e7\u00e3o informal, que a brincadeira e o pensamento imaginativo oferecem. Penso que \u00e9 isso que torna a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento t\u00e3o prazerosa e instigante para as crian\u00e7as e seus professores. As crian\u00e7as durante este estudo estiveram exercitando o que sabiam sobre fic\u00e7\u00e3o e realidade e ao mesmo tempo aproveitaram ao m\u00e1ximo brincando do que queriam.<\/p>\n<p>(Adriana Klisys, Foi professora do grupo de 5 anos da Escola Logos. Hoje \u00e9 formadora do Instituto Avisa l\u00e1)<\/p>\n<div id=\"attachment_1826\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1826\" class=\"size-full wp-image-1826\" title=\"avisala_12_arabes3\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/avisala_12_arabes3.jpg\" alt=\"\" width=\"289\" height=\"232\" \/><p id=\"caption-attachment-1826\" class=\"wp-caption-text\">Brincar na areia movedi\u00e7a de faz-de-conta \u00e9 uma aventura divertida<\/p><\/div>\n<h4>Bibliografia<\/h4>\n<ul>\n<li>As Mil e Uma Noites. Ed. Brasiliense. Tel.: (11) 6198-1488.<\/li>\n<li>Hist\u00f3rias das Mil e Uma Noites. Ruth Rocha. FTD.Tel.: (11) 3253-5011.<\/li>\n<li>O Homem que Calculava. Malbatahan.<\/li>\n<li>Abdulla . Cole\u00e7\u00e3o Todo o Mundo, vol. 4. Cristina Von. Ed. Callis.Tel.: (11) 3842-2066.<\/li>\n<li>Povos do Passado \u2013 Os \u00c1rabes. Mokhatas Moktefi e V\u00e9ronique Ageorges. Ed.Augustus.Tel.: (11) 5561-5306.<\/li>\n<li>Revista Geogr\u00e1fica Universal: no 183, 246, 249. Ed. Abril.Tel.: (11) 3037-2000.<\/li>\n<li>Revista Terra: no 3, 4, 9. Ed. Peixes. Tel.: (11) 3049-3149.<\/li>\n<li>Os sete pilares da sabedoria.T.E Lawrence. Ed. Record.Tel.: (11) 3331-6760.<\/li>\n<li>Uma Hist\u00f3ria dos Povos \u00c1rabes. Albert Hourani. Ed. Companhia das Letras. Tel.: (11) 3167-0801.<\/li>\n<li>Cole\u00e7\u00e3o Contos do Deserto. FTD.Tel.: (11) 3611-3055.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Filmes (trechos previamente selecionados)<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Bal\u00e3o Branco<\/li>\n<li>Simbad, o Marujo<\/li>\n<li>O c\u00e9u que nos protege<\/li>\n<li>Lawrence da Ar\u00e1bia<\/li>\n<li>O Homem que Sabia Demais (cenas de restaurante marroquino)<\/li>\n<li>O Paciente Ingl\u00eas<\/li>\n<li>Gabeh<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Contatos na cidade de S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Liga Cultural \u00c1rabe. Pra\u00e7a Get\u00falio Vargas,130 1o andar. Guarulhos. S\u00e3o Paulo. Tel.: (11) 209-4122.<\/li>\n<li>Centro Cultural S\u00edrio. R.Augusta, 1053.Tel.: (11) 259-4880.<\/li>\n<li>Junta Isl\u00e2mica.Tel.: (11) 414-3564.<\/li>\n<li>Centro de Estudos \u00c1rabes &#8211; Fac. de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas \u2013USP,Av. Prof. Luciano Gualberto, 403.Tel.: (11) 3091-4299.<\/li>\n<li>Consulado do L\u00edbano &#8211; Av. Paulista, 688, 16o andar.Tel.: (11) 288-2399.<\/li>\n<li>Consulado da Rep\u00fablica \u00c1rabe-S\u00edria &#8211; Av. Paulista, 326.Tel.: (11) 285-5578.<\/li>\n<li>Consulado do Marrocos.Tel.: (11) 256-2146<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em um estudo sobre o mundo \u00e1rabe, vemos que \u00e9 poss\u00edvel alimentar as brincadeiras das crian\u00e7as e ao mesmo tempo apresentar a elas uma outra cultura. Por Adriana Klisys<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3195,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,373],"tags":[1103,437,189,246,196,500,501,109,188,499,214],"class_list":{"0":"post-1819","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-reflexoes-do-professor","8":"category-revista-avisala-12","9":"tag-revista-avisa-la-2002","10":"tag-adriana-klisys","11":"tag-brincadeiras","12":"tag-conhecimento","13":"tag-cultura","14":"tag-diferencas","15":"tag-geografia","16":"tag-historia","17":"tag-ludico","18":"tag-mundo-arabe","19":"tag-pesquisa","21":"post-with-thumbnail","22":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1819","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1819"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1819\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1819"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1819"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1819"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}