{"id":17748,"date":"2025-04-23T11:05:23","date_gmt":"2025-04-23T14:05:23","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=17748"},"modified":"2025-04-23T11:05:23","modified_gmt":"2025-04-23T14:05:23","slug":"ler-na-tempestade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/noticias\/ler-na-tempestade\/","title":{"rendered":"Ler na Tempestade*"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Por Ana Carolina Carvalho<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-17752 alignleft\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Captura-de-tela-2025-04-23-110328.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"174\" \/>Em um de seus discursos, o escritor turco Orhan Pamuk<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> escreveu: para mim, literatura \u00e9 rem\u00e9dio. E ele completou, dizendo que precisa de uma dose di\u00e1ria de boa literatura (sabemos, n\u00e3o \u00e9 qualquer rem\u00e9dio que nos serve) para manter-se s\u00e3o. Vivo. Para ele, essa dose di\u00e1ria essencial significa a sua necess\u00e1ria retirada do mundo.<\/p>\n<p>A frase de Pamuk, da literatura como rem\u00e9dio, me fez pensar:<\/p>\n<p><strong>O que pode a literatura curar? <\/strong><\/p>\n<p>Insano seria viver o tempo todo na realidade concreta, na vida dura, e na dureza da exist\u00eancia, na vida tantas vezes vazia dos compromissos cotidianos, sem espa\u00e7o para o sonho e para a imagina\u00e7\u00e3o. Sem a retirada do mundo. Quem aguentaria?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 um dia sequer que o ser humano n\u00e3o entre em contato com algum tipo de fic\u00e7\u00e3o. N\u00e3o podemos passar 24 horas sem apelar para um ref\u00fagio nas palavras ditas ou escritas, sem nos transportarmos para outro mundo, para mundos do era uma vez&#8230; do: \u201cE se fosse assim&#8230;\u201d. Dos pequenos devaneios di\u00e1rios aos grandes cl\u00e1ssicos, da piada cotidiana ao poema, da letra da can\u00e7\u00e3o ao conto, \u00e0 cr\u00f4nica, \u00e0 pe\u00e7a de teatro. N\u00e3o h\u00e1 um dia sequer que passemos sem a presen\u00e7a do liter\u00e1rio em nossas vidas. Trata-se de necessidade humana, como defende Antonio Candido<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, ao colocar a literatura no rol dos direitos humanos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de nenhuma sociedade que n\u00e3o tenha narrado hist\u00f3rias. Portanto, n\u00e3o h\u00e1 not\u00edcia de nenhuma sociedade que n\u00e3o tenha desenvolvido essa tecnologia de sobreviv\u00eancia ps\u00edquica e humana que s\u00e3o as hist\u00f3rias.<\/p>\n<p><strong>A literatura nos cura da realidade concreta. <\/strong><\/p>\n<p>A literatura, como toda a arte, \u00e9 uma confiss\u00e3o de que a vida n\u00e3o basta, escreveu Fernando Pessoa<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Somos seres de sonhos e de proje\u00e7\u00f5es, precisamos imaginar para poder existir. E temos uma vida, apenas. E ela n\u00e3o nos basta. Tamb\u00e9m porque queremos, desejamos conhecer outras exist\u00eancias, saber de outros sofrimentos, conhecer outros dilemas, saber de outras paix\u00f5es, brincar de ser outro ou outra, morrer de muitos distintos modos, percorrer caminhos diversos, e nos perder e nos encontrar de diferentes formas, desenhar novas geografias.<\/p>\n<p><strong>A literatura, portanto, tamb\u00e9m nos curaria da dor de termos uma exist\u00eancia limitada, colocando-nos em contato com vidas que jamais poder\u00edamos viver. Ela nos tira do confinamento de nossas vidas, como escreveu Rosa Montero<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>. <\/strong><\/p>\n<p>Lendo, podemos estar na pele de um outro e viver as suas dores. Percorrer caminhos em dire\u00e7\u00e3o ao grande mist\u00e9rio que \u00e9 o outro. Ler \u00e9 tentar responder \u00e0 pergunta imposs\u00edvel: como \u00e9 ser o outro? A pergunta que faz nascer e que sustenta a empatia, qualidade em falta e mais do que necess\u00e1ria ao humano (sobretudo nesses nossos tempos).<\/p>\n<p><strong>A literatura, portanto, cura o nosso ego\u00edsmo, a nossa falta de empatia. \u00a0E nos ajuda a amar o desconhecido e a nos compadecermos profundamente dele, partilhando suas dores e destinos, compreendendo a sua exist\u00eancia. <\/strong><\/p>\n<p>A literatura nos mostra muitos destinos poss\u00edveis. O escritor italiano Italo Calvino<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>, ao falar sobre os contos tradicionais italianos que adaptou em seu bel\u00edssimo F\u00e1bulas Italianas, nos ajuda a entender a perman\u00eancia dessas hist\u00f3rias no tempo: essas narrativas t\u00e3o antigas persistem e ainda t\u00eam o que nos dizer, ainda nos tocam e encantam porque nos apresentam um cat\u00e1logo farto de destinos humanos. Por isso ainda precisamos desses contos tradicionais, que vencem tempos e espa\u00e7os. Porque est\u00e3o ali in\u00fameros caminhos poss\u00edveis, dores, a profundidade do humano, as encruzilhadas, as escolhas, as consequ\u00eancias, as sa\u00eddas, derrotas, vit\u00f3rias, la\u00e7os, desfechos.<\/p>\n<p>Tantas vezes, a literatura \u00e9 guia.<\/p>\n<p><strong>Ela nos cura porque nos oferece caminhos para a nossa exist\u00eancia e nos coloca em contato com as vozes que vieram antes de n\u00f3s, amparando-nos e curando nosso desamparo. A literatura nos cura porque ela \u00e9 tamb\u00e9m \u00e9 nossa dose de esperan\u00e7a no humano, como s\u00e3o esses contos, que nos certificam de que, mesmo com todas as agruras e dificuldades, \u00e9 poss\u00edvel existir. <\/strong><\/p>\n<p>A literatura n\u00e3o nos abandona. A qualquer momento, podemos abrir um livro, encontrar ou reencontrar uma hist\u00f3ria que nos ajuda a narrar nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia, oferecendo espelho e colo. Ela \u00e9 hospitaleira. E assim nos cuida. No mais singular, na exist\u00eancia profundamente \u00fanica encontramos o universal, e podemos nos descobrir ali, reconhecendo algo nosso at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido.<\/p>\n<p><strong>A literatura cura o nosso medo de estarmos s\u00f3s, de n\u00e3o termos refer\u00eancias, de nos sentirmos p\u00e1rias, exclu\u00eddos, piores, nosso sentimento de estranheza perante o mundo, tantas vezes sentido. <\/strong><\/p>\n<p>Somos seres de crise, nascemos incompletos, sozinhos, vivemos logo de cara, uma separa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica e dependemos de um outro. Sabemo-nos mortais, mas desconhecemos a morte. E o al\u00e9m dela.\u00a0 E a literatura nos oferece palavras para que possamos narrar nossas maiores inseguran\u00e7as, nossos maiores medos, e narrando-os, lidamos melhor com eles, nos modificamos e transformamos as nossas rela\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo italiano Giorgio Agamben<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a> escreveu: \u201co homem moderno volta para a casa \u00e0 noitinha extenuado por uma mix\u00f3rdia de eventos de todo tipo, mas nenhum deles se tornou experi\u00eancia\u201d. Muitas coisas acontecem durante o dia com a gente, mas pouco realmente nos desloca, nos acontece ou nos toca. Parar para ler um livro, ver algo nunca feito com as palavras e ser tocado por isso, descobrir-se ali.<\/p>\n<p><strong>A literatura nos cura da falta de viver experi\u00eancias. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Mas h\u00e1 os tempos de crises profundas<\/strong>, de grandes cat\u00e1strofes, de vidas que experimentam trag\u00e9dias enormes, que as dilaceram, vidas que se desestruturam, ao perder tudo aquilo que reconhecemos como \u201cas nossas refer\u00eancias, o conhecido\u201d. H\u00e1 tempestades de todos os tipos, e elas podem acontecer hoje ou amanh\u00e3. Surpreendendo qualquer um de n\u00f3s. A morte do ser querido, a cidade devastada pela \u00e1gua, o bairro soterrado ou dominado pelo crime organizado, a guerra, a pobreza, a exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>E h\u00e1 in\u00fameras experi\u00eancias que nos mostram o que a literatura, que trata precisamente dos extremos humanos, pode fazer nessas situa\u00e7\u00f5es extremas.<\/p>\n<p>Mich\u00e9le Petit<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>, antrop\u00f3loga francesa que estuda a rela\u00e7\u00e3o das pessoas com os livros, e que nos inspirou a realizar essa conversa, relata experi\u00eancias bel\u00edssimas sobre este lugar que a literatura pode ter na vida de gente que vive situa\u00e7\u00f5es extremas. Em seu livro, A arte de ler, ou como resistir \u00e0 adversidade, ela apresenta muitos trabalhos realizados na Am\u00e9rica Latina. No Brasil, na Argentina, na Col\u00f4mbia&#8230; Na guerrilha, nas comunidades e nas ditas periferias, lugares em que os livros n\u00e3o costumam circular com tanta frequ\u00eancia, vistos como um luxo das elites, como objetos sup\u00e9rfluos diante da urg\u00eancia da sobreviv\u00eancia. Mas o que \u00e9 sobreviver? O que \u00e9 o existir humano? N\u00f3s existimos apenas para sobreviver materialmente?<\/p>\n<p>Nas situa\u00e7\u00f5es extremas, nas grandes crises, o que o encontro com a literatura pode fazer com quem mais sofre? O que se resgata ou o que se inaugura quando, nesses lugares, as pessoas s\u00e3o convidadas a ler ou ouvir hist\u00f3rias?<\/p>\n<p>Pensemos numa crian\u00e7a, em um abrigo \u2013 por causa de enchente ou guerra, a crian\u00e7a perdeu todas as refer\u00eancias que tinha. Sua casa, escola, brinquedos, sua cama, tudo o que constitu\u00eda seu porto seguro. Ent\u00e3o, se ela tem a felicidade de encontrar livros ela pode experimentar imaginar outras vidas, viver um pouco essas outras vidas, entrar e sair de mundos. Controlar um pouco mais onde poder\u00e1 estar. Construir um mundo pr\u00f3prio, protegido, uma geografia que permanece intacta. Reconstruir o seu mundo, dentro de si. E assim ganhar for\u00e7as para viver o que parece imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Encontrar palavras para poder narrar a sua experi\u00eancia, ser encorajada pelas palavras de um outro para poder narrar a si mesma, o que se passou com ela, se assim a ajudar. Simplesmente falar e contar outras hist\u00f3rias. Para poder achar uma forma de contar o que lhe aconteceu. Narrar o que acontece quando o que se passou \u00e9 muito terr\u00edvel pode significar uma sa\u00edda. Contudo, nem sempre temos, dentro de gente, palavras para contar o que est\u00e1 acontecendo: como uma crian\u00e7a pode narrar uma guerra? Sua cidade embaixo d\u2019\u00e1gua? Um abuso sexual? Onde ela pode achar as palavras para dar outras formas para o que lhe acontece? Para al\u00e9m dos fatos?<\/p>\n<p>O trauma, esse acontecimento sem inscri\u00e7\u00e3o anterior, sabemos, paralisa justamente porque n\u00e3o pode ser narrado. \u00c9 a invas\u00e3o do fato sem que se possa simboliz\u00e1-lo. Fatos s\u00e3o pedras duras, n\u00e3o h\u00e1 como fugir, escreveu Clarice Lispector<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>. Mas, se n\u00e3o podemos fugir delas, \u00e9 poss\u00edvel transformar a nossa rela\u00e7\u00e3o com o que aconteceu, e isso acontece por meio da linguagem. Sempre lembrando que \u00e0s vezes, tamb\u00e9m \u00e9 preciso acolher e respeitar o sil\u00eancio, e isso a literatura tamb\u00e9m pode fazer.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria mais emblem\u00e1tica de um trauma na literatura \u00e9 a hist\u00f3ria do sult\u00e3o Shariar que, tra\u00eddo por sua mulher, e tendo sido testemunha da trai\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m sofreu o irm\u00e3o, d\u00e1 um jeito de n\u00e3o mais passar por aquela dor. Resolve matar cada jovem que desposa, repetindo a cada noite o enlace, e o assassinato, pela manh\u00e3. Paralisado em sua dor, ele n\u00e3o pode mais amar. Sequer vive, preso em um ciclo de morte. At\u00e9 que chega Sherazade. E sabemos, ela o cura com palavras, com as hist\u00f3rias. E com a sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, h\u00e1 tamb\u00e9m para aquela crian\u00e7a que vive uma situa\u00e7\u00e3o extrema, a presen\u00e7a de um mediador. No encontro com a literatura, e ela tamb\u00e9m cura por causa disso, h\u00e1 um tri\u00e2ngulo que se forma, como bem definiu Yolanda Reyes, composto pelo livro, pelo mediador e por aquele que recebe a hist\u00f3ria. H\u00e1 algu\u00e9m que escolheu um livro, que oferece o seu tempo, a sua escuta, o seu sil\u00eancio, muitas vezes, ou a sua voz, que traz vozes mais long\u00ednquas, que podem contar sobre aventuras, amores, perdas, mortes, sobre seres fant\u00e1sticos e sobre mist\u00e9rios&#8230; Imaginem o que pode significar para a crian\u00e7a ser acolhida ali, entre aqueles que viveram antes dela, e tamb\u00e9m por aqueles que dispuseram estar ali, lhe oferecendo mundos e palavras, colo e hospitalidade para que ela possa viver melhor e com mais for\u00e7a nesse mundo em que estamos, lugar de tempestades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* Texto escrito para evento da Feira do Livro do Pacaembu<\/p>\n<p>___________________________________________________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Pamuk, Orhan. A maleta do meu pai. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2007. P. 73.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Candido. Antonio. \u201cO direito \u00e0 literatura\u201d, em: <em>V\u00e1rios Escritos<\/em>. Rio de Janeiro: Ouro sobre azul, 2011.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Pessoa, Fernando. Obras em prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986. P. 504<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Montero, Rosa. <em>O perigo de estar l\u00facida.<\/em> S\u00e3o Paulo: Todavia, 2023. P.29<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Calvino, Italo. <em>F\u00e1bulas Italianas<\/em>. S\u00e3o Paulo: Companhia das letras, 1992. P. 14<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Agamben, Giorigio. <em>Inf\u00e2ncia e hist\u00f3ria<\/em>. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2014. P. 22<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Petit. Mich\u00e8le. <em>A arte de ler ou como resistir \u00e0 adversidade<\/em>. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2009<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> Lispector, Clarice. <em>A hora da estrela.<\/em> S\u00e3o Paulo: Rocco, 1998.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Ana Carolina Carvalho &nbsp; Em um de seus discursos, o escritor turco Orhan Pamuk[1] escreveu: para mim, literatura \u00e9 rem\u00e9dio. E ele completou, dizendo que precisa de uma dose di\u00e1ria de boa literatura (sabemos, n\u00e3o \u00e9 qualquer rem\u00e9dio que nos serve) para manter-se s\u00e3o. Vivo. 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