{"id":15856,"date":"2023-08-21T09:47:49","date_gmt":"2023-08-21T12:47:49","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=15856"},"modified":"2023-08-21T10:46:35","modified_gmt":"2023-08-21T13:46:35","slug":"revisitando-nosso-acervo-nova-sessao-do-blog","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/noticias\/revisitando-nosso-acervo-nova-sessao-do-blog\/","title":{"rendered":"Revisitando nosso acervo &#8211; nova se\u00e7\u00e3o do blog"},"content":{"rendered":"<p>Estamos iniciando uma nova se\u00e7\u00e3o em nosso Blog:<strong> &#8220;Revisitando nosso acervo&#8221;!<\/strong><\/p>\n<p>A ideia desta se\u00e7\u00e3o partiu da possibilidade de oferecer aos nossos leitores artigos j\u00e1 publicados na Revista Avisa l\u00e1 que tratem, em conjunto, de tem\u00e1ticas espec\u00edficas a cada publica\u00e7\u00e3o, sempre com um texto de apresenta\u00e7\u00e3o, que abre cada cole\u00e7\u00e3o de artigos. Esperamos contribuir com as pr\u00e1ticas dos profissionais, com mais esta iniciativa.<\/p>\n<p>E, para come\u00e7ar, Cisele Ortiz, coordenadora adjunta do Avisa L\u00e1, nos brinda com um texto de abertura de artigos sobre a primeira tem\u00e1tica. Boa Leitura!<\/p>\n<p>_________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O que as crian\u00e7as aprendem lendo e ouvindo hist\u00f3rias?<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Cisele Ortiz <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Coordenadora adjunta do Instituto Avisa L\u00e1\u00a0 <\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15857 alignleft\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/litera11-300x261.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"261\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/litera11-300x261.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/litera11.jpg 401w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Desde a vida intrauterina, a partir do momento em que o beb\u00ea come\u00e7a a escutar, por volta do 5\u00ba m\u00eas da gesta\u00e7\u00e3o, ele reconhece o texto que foi lido ou a m\u00fasica que foi cantada. Reconhece e identifica a voz que interage com ele, mesmo na barriga. Esta afirma\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi demonstrada por evid\u00eancias em pesquisas nas quais a crian\u00e7a, ap\u00f3s nascer, reage \u00e0s vozes que conhece e aos textos lidos para ela, diferentemente de vozes e textos desconhecidos.<\/p>\n<p>Essa possibilidade abre para a crian\u00e7a uma porta para estabelecer v\u00ednculos, inicialmente com sua fam\u00edlia e, logo, ampliando para aqueles com quem interage e que se manifestam de forma po\u00e9tica ou melodiosa, ou seja, a crian\u00e7a vai entrando aos poucos na vida social.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a aprende na intera\u00e7\u00e3o, seja com outras crian\u00e7as ou com os adultos que a cercam. O livro lido ou a hist\u00f3ria contada s\u00e3o pontes, instrumentos, que facilitam essa intera\u00e7\u00e3o e promovem trocas entre as pessoas.<\/p>\n<p>Por meio da leitura a crian\u00e7a apropria-se de sua l\u00edngua materna e, aos poucos, vai compreendendo a diferen\u00e7a entre a oralidade e a escrita, j\u00e1 que os livros s\u00e3o portadores da linguagem escrita e as conversas, da linguagem oral. Portanto, ouvir ou ler hist\u00f3rias e conversar sobre elas, favorece o desenvolvimento da oralidade, da leitura e da escrita.<\/p>\n<p>Faz parte do senso comum pensar que ao ler a crian\u00e7a aprende novas palavras, ou seja, amplia seu vocabul\u00e1rio; o que \u00e9 verdade, mas tamb\u00e9m \u00e9 muito mais do que isso. A crian\u00e7a pensa sobre o que leu e n\u00e3o apenas repete; portanto, amplia o seu conhecimento cognitivo, pois faz reflex\u00f5es e levanta hip\u00f3teses sobre como se escreve.<\/p>\n<p>A literatura \u00e9 um marco cultural. Como \u00e9 direito da crian\u00e7a o acesso \u00e0 cultura, portanto, \u00e9 direito dela o acesso a bons livros liter\u00e1rios.<\/p>\n<p>Nas escolas e nas fam\u00edlias nem sempre as crian\u00e7as t\u00eam acesso a bons livros. Com a desculpa de preservar a integridade do acervo como n\u00e3o riscar, n\u00e3o rasgar, n\u00e3o perder os livros, eles ficam trancados em caixas ou em salas fechadas, com pouco acesso das crian\u00e7as. Ou, ainda, porque os livros de boa qualidade s\u00e3o caros, a alternativa \u00e9 oferecer para as crian\u00e7as livros baratos, sem qualidade est\u00e9tica e nem liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s dessas justificativas, h\u00e1 tamb\u00e9m a cren\u00e7a de que a crian\u00e7a n\u00e3o precisa disso agora, que ela n\u00e3o \u00e9 capaz de entender, que os livros podem ser mais simples, com poucas p\u00e1ginas. Desta forma, subestima-se a capacidade da crian\u00e7a e vai se aumentando a desigualdade social e cultural do nosso pa\u00eds. Enquanto algumas camadas sociais t\u00eam livros de qualidade em casa e na escola, outras n\u00e3o tem acesso nem em casa e nem na escola, quando seria super necess\u00e1rio que a escola atuasse contra a desigualdade, por meio desse instrumento poderoso.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as podem trocar impress\u00f5es e sensa\u00e7\u00f5es sobre a hist\u00f3ria ouvida, ampliando sua compreens\u00e3o \u00e0 medida que interage com seus colegas que entenderam ou interpretaram de outra forma, ampliando, assim, as camadas de leitura e sua vis\u00e3o de mundo, al\u00e9m, \u00e9 claro, de aprender mediado pelo professor e a conviver e respeitar a diversidade de ideias e opini\u00f5es.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um senso comum de que as crian\u00e7as n\u00e3o podem ter acesso a livros tristes ou que geram emo\u00e7\u00f5es fortes, como medo, tristeza, raiva e outros, ou ainda, que a hist\u00f3ria precisa ter uma moral a ser ensinada. Ora, se a crian\u00e7a puder ler todo tipo de livro ela poder\u00e1 ter, na literatura de qualidade, um bom aliado \u00e0 express\u00e3o de seus sentimentos, ideias e emo\u00e7\u00f5es! Viver a fantasia, colocar-se no lugar da personagem e observar esses sentimentos de fora \u00e9 muito diferente do que viver na intensidade da vida real.<\/p>\n<p>Se tudo isso n\u00e3o bastasse, a crian\u00e7a pode, sem d\u00favida nenhuma, desenvolver o pensamento criativo e a imagina\u00e7\u00e3o por meio dos enredos, das personagens, dos lugares, da fantasia com as quais conviver\u00e1.<\/p>\n<p>Por fim, a maneira como os adultos, sejam familiares, professores ou outros, apresentam os livros para as crian\u00e7as, a maneira como leem, como conversam e como lidam com o que as crian\u00e7as trazem nessas conversas, podem ou n\u00e3o desenvolver o interesse e o gosto pela leitura, desde muito cedo na vida da crian\u00e7a. E sempre \u00e9 tempo de isso acontecer, mas na forma\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as pequenas \u00e9 uma atividade essencial.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para finalizar repetimos aqui a genial frase de Ferreira Goulart e que cabe para a literatura tamb\u00e9m: \u201cA ARTE EXISTE PORQUE A VIDA N\u00c3O BASTA&#8221;.<\/p>\n<p>Leia mais sobre o assunto nos artigos da revista Avisa l\u00e1:<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/formacao-de-leitores-por-onde-comecar\/\">https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/formacao-de-leitores-por-onde-comecar\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/literatura-e-formacao-de-repertorio\/\">https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/literatura-e-formacao-de-repertorio\/<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-39\/o-politicamente-correto-nas-historias-infantis\/\">https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-39\/o-politicamente-correto-nas-historias-infant<\/a><\/p>\n<p>__________________________________________<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Texto escrito para o blog do Instituto Avisa L\u00e1.<\/p>\n<p>Foto: Lia Olival Costa e M\u00e1rcia F\u00e9lix<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos iniciando uma nova se\u00e7\u00e3o em nosso Blog: &#8220;Revisitando nosso acervo&#8221;! A ideia desta se\u00e7\u00e3o partiu da possibilidade de oferecer aos nossos leitores artigos j\u00e1 publicados na Revista Avisa l\u00e1 que tratem, em conjunto, de tem\u00e1ticas espec\u00edficas a cada publica\u00e7\u00e3o, sempre com um texto de apresenta\u00e7\u00e3o, que abre cada cole\u00e7\u00e3o de artigos. 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