{"id":15276,"date":"2017-05-14T20:09:03","date_gmt":"2017-05-14T23:09:03","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=15276"},"modified":"2024-10-28T16:13:55","modified_gmt":"2024-10-28T19:13:55","slug":"misturas-na-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisa-la-70\/misturas-na-educacao-infantil\/","title":{"rendered":"Misturas na Educa\u00e7\u00e3o Infantil"},"content":{"rendered":"<p>Alessandra Ancona de Faria e Maria Teresa Venceslau de Carvalho\u00b2<\/p>\n<hr \/>\n<p>Reconhecer o aprendizado que ocorre nas atividades de misturas d\u00e1 mais sentido a esta pr\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o infantil<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15277 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1-270x300.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1-270x300.jpg 270w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/1.jpg 372w\" sizes=\"auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/p>\n<p>Ao propormos para as crian\u00e7as a explora\u00e7\u00e3o de diferentes materiais, deparamo-nos com um poss\u00edvel desconhecimento, por parte dos educadores, tanto do desenvolvimento que ocorre com cada crian\u00e7a como dos cuidados necess\u00e1rios para a apresenta\u00e7\u00e3o da proposta. No cotidiano atual do trabalho em institui\u00e7\u00f5es ela tem recebido o nome gen\u00e9rico de \u201cTrabalho com melecas\u201d, uma vez que a a\u00e7\u00e3o de se lambuzar, sujar o corpo, \u201cproduzir melecas\u201d podem ser prazerosas para as crian\u00e7as e acabam assim sendo o foco da proposta. Fazer meleca pode ser uma das consequ\u00eancias da atividade, por\u00e9m<br \/>\noutros aspectos s\u00e3o fundamentais e devem ser considerados.<\/p>\n<p>A explora\u00e7\u00e3o das misturas permitir\u00e1 o contato prazeroso ou n\u00e3o, mas certamente sensorial dos materiais presentes. Esta explora\u00e7\u00e3o permite grandes descobertas nesta etapa do desenvolvimento em que o conhecimento se d\u00e1 prioritariamente pelos sentidos e pelo movimento. As aprendizagens s\u00e3o m\u00faltiplas. Lembramos que nem sempre, ou a todo o momento, as crian\u00e7as se divertem com a experi\u00eancia, pois nessa fase da vida, em que tudo \u00e9 novo, o estranhamento e o receio tamb\u00e9m podem fazer parte.<\/p>\n<p>Ressaltamos a diferen\u00e7a entre viver a experi\u00eancia ou observ\u00e1-la; portanto, embora ocorram aprendizados quando a crian\u00e7a observa a educadora preparar uma massinha ou acompanha a transforma\u00e7\u00e3o de uma bolinha de gel crescendo, os aprendizados s\u00e3o diferentes e mais potentes quando ela participa e explora com todos os seus sentidos. Afinal, suas primeiras descobertas e aprendizados sobre o mundo ocorrem pelo pr\u00f3prio corpo em a\u00e7\u00e3o, ou seja, elas constroem conhecimento a partir de suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>1Este artigo tem por base um material produzido em processo de forma\u00e7\u00e3o realizado em 2016 com as Auxiliares de Desenvolvimento Infantil (ADIs) da rede municipal de Educa\u00e7\u00e3o de Jundia\u00ed (SP), sob a coordena\u00e7\u00e3o de Cisele Ortiz do Instituto Avisa L\u00e1. 2Formadoras do Instituto Avisa L\u00e1.<\/h6>\n<h4>Sensa\u00e7\u00f5es e marcas<\/h4>\n<p>Embora a produ\u00e7\u00e3o de marcas seja uma caracter\u00edstica bastante presente nestas atividades, n\u00e3o \u00e9 sempre que ela ocorrer\u00e1, j\u00e1 que nem todos os materiais permitem uma visualiza\u00e7\u00e3o clara do gesto, do movimento, do corpo. Deixamos marcas pelo mundo de diferentes formas, seja com nossos desenhos, desde as cavernas, seja com esculturas, constru\u00e7\u00f5es e todas as m\u00faltiplas transforma\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o no qual vivemos. Em geral, esta proposta evidencia a possibilidade de deixar indicadores de nossas a\u00e7\u00f5es. Tra\u00e7os e sinais duradouros no papel, no ch\u00e3o, na parede, na pr\u00f3pria pele; ef\u00eameros na areia, na farinha, no l\u00edquido que se evapora.<\/p>\n<p>Cada subst\u00e2ncia proporciona um tipo de experi\u00eancia. Os materiais secos possuem caracter\u00edsticas diversas quando misturados com l\u00edquidos, j\u00e1 que sua plasticidade se transforma. Textura, consist\u00eancia, temperatura s\u00e3o algumas das propriedades de cada subst\u00e2ncia que podem ser sentidas nessa opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A caracter\u00edstica fundamental das misturas \u00e9 a plasticidade, isto \u00e9, a possibilidade de ser um material que se transforma, que se modifica por n\u00e3o ter a rigidez de uma madeira, de um metal ou de um pl\u00e1stico duro. Um dos aprendizados decorrentes desta experi\u00eancia se d\u00e1 exatamente por esta caracter\u00edstica t\u00e3o espec\u00edfica das crian\u00e7as pequenas: a sensorialidade e o movimento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15278 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2-300x119.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"119\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2-300x119.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2-768x306.jpg 768w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/2.jpg 975w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Cuidado e planejamento<\/strong><\/p>\n<p>Diversos aspectos devem ser considerados ao propormos a explora\u00e7\u00e3o da mistura, e alguns deles ser\u00e3o abordados por n\u00f3s.<\/p>\n<p>O fato de ser um material que se modifica implica sujeira no espa\u00e7o, nos materiais e nos corpos das crian\u00e7as. E como tudo que provoca mudan\u00e7as, pode gerar conflitos. Por tal motivo este tipo de atividade demanda uma comunica\u00e7\u00e3o mais estreita e cuidadosa com toda a comunidade institucional, assim como com a fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Importante valorizar o aprendizado poss\u00edvel com as v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es oferecidas e as diferen\u00e7as proporcionadas pela condi\u00e7\u00e3o criada, o que inclui o comportamento corporal previsto, o suporte utilizado e os utens\u00edlios oferecidos com a mistura.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-15279\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/3-294x300.jpg\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/3-294x300.jpg 294w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/3.jpg 682w\" sizes=\"auto, (max-width: 294px) 100vw, 294px\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-15281\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/5-300x298.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/5-300x298.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/5-150x150.jpg 150w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/5.jpg 734w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Em cada proposta, podemos observar a diversidade nas formas de propor, tanto no que diz respeito \u00e0 confec\u00e7\u00e3o da massa, que pode variar, como do local onde ser\u00e1 oferecida ou dos acess\u00f3rios que apoiar\u00e3o a explora\u00e7\u00e3o. Por exemplo, quando oferecemos massinha no ch\u00e3o de maneira que a crian\u00e7a possa se sentar ou se deitar para manuse\u00e1-la n\u00e3o ser\u00e1 a mesma rela\u00e7\u00e3o estabelecida no momento em que a massa estiver sobre uma mesa e a crian\u00e7a sentada na cadeira. Se ela pode usar objetos que amassem, como rolinhos, ou que contenham a massa, como potinhos, ela perceber\u00e1 possibilidades diversas daquelas percept\u00edveis somente com as m\u00e3os.<\/p>\n<p>O conceito de conten\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo dessas diferen\u00e7as. Embora a m\u00e3o contenha a massinha, coloc\u00e1-la em um pote permite que a crian\u00e7a explore uma das fun\u00e7\u00f5es dos potes e similares na nossa sociedade. O mesmo podemos pensar para os demais materiais a serem misturados e explorados.<\/p>\n<p>Apresentamos uma tabela com os elementos que t\u00eam sido utilizados nas creches e escolas para essas experi\u00eancias, evidenciando a diversidade de propostas e de aprendizados que a explora\u00e7\u00e3o de misturas permite.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-15282\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/6-236x300.jpg\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/6-236x300.jpg 236w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/6.jpg 583w\" sizes=\"auto, (max-width: 236px) 100vw, 236px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-15283\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/7-224x300.jpg\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/7-224x300.jpg 224w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/7.jpg 586w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/p>\n<p><strong>Valorizar a experi\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>A experi\u00eancia pode ser tomada como ato ou efeito de experimentar(-se), de provar algo novo, entrar em contato, explorar possibilidades. Na inf\u00e2ncia, temos uma prontid\u00e3o para viver experi\u00eancias, estamos mais dispostos e curiosos para descobrir novas possibilidades de uso de objetos, queremos desvendar mist\u00e9rios e conhecer ainda o que n\u00e3o conhecemos. Conforme o tempo vai passando, vamos tendo dificuldade de nos mantermos presentes em tudo o que fazemos. A presen\u00e7a \u00e9 fundamental, \u00e9 ela que nos mant\u00e9m conectados com o que est\u00e1 vivo, com o movimento, com o aqui e agora. \u00c9 o que acontece com as crian\u00e7as: quando est\u00e3o brincando, elas n\u00e3o est\u00e3o pensando em outra coisa, elas est\u00e3o fazendo e pensando, com o corpo presente, de forma presente aqui e agora\u201d.\u00b3<\/p>\n<p>Cada institui\u00e7\u00e3o, de acordo com suas possibilidades, deve procurar esclarecer o sentido destas propostas, e tamb\u00e9m conversar sobre as condi\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a, limpeza e higiene; sobre o valor dos alimentos; sobre organiza\u00e7\u00e3o e desorganiza\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Entender o significado de atividades como as que estamos propondo, ver as express\u00f5es de descoberta e de alegria dos beb\u00eas \u00e9 o que nos move sempre!<\/p>\n<hr \/>\n<h6>3 Intera\u00e7\u00f5es: onde est\u00e1 a arte na inf\u00e2ncia?, de Stela Barbieri. S\u00e3o Paulo: Blucher, 2012, p. 32.<\/h6>\n<p><strong>O que dizem os documentos<\/strong><\/p>\n<p>As pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que comp\u00f5em a proposta curricular da Educa\u00e7\u00e3o Infantil devem ter como eixos norteadores as intera\u00e7\u00f5es e a brincadeira e garantir experi\u00eancias que promovam o conhecimento de si e do mundo por meio da amplia\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias sensoriais, expressivas, corporais que possibilitem movimenta\u00e7\u00e3o ampla, express\u00e3o da individualidade e respeito pelos ritmos e desejos da crian\u00e7a. (Diretrizes Curriculares Nacionais para Educa\u00e7\u00e3o Infantil, 2010)<\/p>\n<p>Campo de experi\u00eancias \u2013 Espa\u00e7o, tempos, quantidades, rela\u00e7\u00f5es e transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as s\u00e3o curiosas, observadoras e buscam compreender o ambiente em que vivem, suas caracter\u00edsticas, suas qualidades, os usos e a proced\u00eancia de diferentes elementos da natureza e da cultura com os quais entram em contato, explorando-os e criando explica\u00e7\u00f5es sobre o \u201ccomo\u201d, o \u201cquando\u201d e o \u201cporqu\u00ea\u201d das coisas. Desde beb\u00eas, elas podem perceber o pr\u00f3prio corpo, o espa\u00e7o que ocupam, os tempos (no pular corda, nas brincadeiras e nas m\u00fasicas ritmadas) e podem construir sua consci\u00eancia corporal (sentir sua respira\u00e7\u00e3o, o pulsar e as batidas do cora\u00e7\u00e3o, os sons e os ru\u00eddos do corpo e da natureza, as sensa\u00e7\u00f5es de calor, frio, seco e molhado, as transforma\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es do seu corpo como as dores e as excre\u00e7\u00f5es). (Base Nacional Curricular para Educa\u00e7\u00e3o Infantil, segunda vers\u00e3o revista, 2016)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-15285 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/9-300x294.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/9-300x294.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/9.jpg 391w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Recomenda\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os alimentos, nas experi\u00eancias explorat\u00f3rias das crian\u00e7as, devem ser utilizados com parcim\u00f4nia.<\/p>\n<p>Os alimentos, nas experi\u00eancias explorat\u00f3rias das crian\u00e7as, devem ser utilizados com parcim\u00f4nia.<\/p>\n<p>Sempre que poss\u00edvel, os elementos da natureza devem estar muito pr\u00f3ximos das crian\u00e7as: terra, \u00e1gua, ar, insetos, plantas. As experi\u00eancias em que se puder usar terra, areia, folhas, galhos s\u00e3o prefer\u00edveis \u00e0quelas que usam alimentos industrializados:<\/p>\n<p>1) Porque as crian\u00e7as est\u00e3o diferenciando o que \u00e9 comest\u00edvel e o que n\u00e3o \u00e9. Estamos ensinando isso a elas a todo o momento.<\/p>\n<p>2) A melhor hora de experimentar os alimentos \u00e9 no hor\u00e1rio das refei\u00e7\u00f5es, colocar a m\u00e3o nos alimentos para sentir sua temperatura, textura e consist\u00eancia \u00e9 um comportamento esperado das crian\u00e7as, especialmente as de 6 a 8 meses at\u00e9 1,5 ano e 2 anos. \u00c9 neste momento em que as sensa\u00e7\u00f5es est\u00e3o agu\u00e7adas e a autonomia \u00e9 um fator preponderante em rela\u00e7\u00e3o aos demais. Crian\u00e7as comem com a m\u00e3o tamb\u00e9m pelo exerc\u00edcio de se alimentarem sozinhas.<\/p>\n<p>3) Os artistas usam alimentos quando querem transgredir. \u00c9 uma atitude consciente e volunt\u00e1ria, o que n\u00e3o \u00e9 o caso das crian\u00e7as.<br \/>\nExemplo de artista: Vick Muniz4<\/p>\n<p><strong>Culin\u00e1ria&#8230;\u00e9 mistura?<\/strong><\/p>\n<p>A atividade de culin\u00e1ria, presente nas escolas de Educa\u00e7\u00e3o Infantil, \u00e9 por natureza uma experi\u00eancia de misturar ingredientes, perceber e acompanhar transforma\u00e7\u00f5es: farinha e leite que viram massa, \u00f3leo e a\u00e7\u00facar que viram biscoitos, massa que assa e cresce, massa que muda de cor e forma quando sai do forno ou do liquidificador.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 uma atividade que tem outro fim espec\u00edfico, o de comer e de experimentar o sabor do alimento.<\/p>\n<p>Muito diferente disso, as experi\u00eancias com misturas N\u00c3O t\u00eam o fim de comer. Ao contr\u00e1rio, deve-se evitar que isso aconte\u00e7a<\/p>\n<p>Assim, inclu\u00edmos a culin\u00e1ria nas experi\u00eancias de misturas, lembrando que essa \u00e9 apenas uma parte de sua natureza.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>4 Artista pl\u00e1stico brasileiro, nascido em 1961. Ele faz experi\u00eancias com novas m\u00eddias e materiais.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alessandra Ancona de Faria e Maria Teresa Venceslau de Carvalho\u00b2 Reconhecer o aprendizado que ocorre nas atividades de misturas d\u00e1 mais sentido a esta pr\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o infantil Ao propormos para as crian\u00e7as a explora\u00e7\u00e3o de diferentes materiais, deparamo-nos com um poss\u00edvel desconhecimento, por parte dos educadores, tanto do desenvolvimento que ocorre com cada crian\u00e7a [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":227,"featured_media":17166,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1530],"tags":[],"class_list":{"0":"post-15276","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisa-la-70","9":"post-with-thumbnail","10":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15276","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/227"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15276"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15276\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17172,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15276\/revisions\/17172"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17166"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15276"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15276"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15276"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}