{"id":14612,"date":"2017-02-08T15:11:10","date_gmt":"2017-02-08T17:11:10","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=14612"},"modified":"2024-10-28T16:08:57","modified_gmt":"2024-10-28T19:08:57","slug":"contos-classicos-para-imaginar-brincar-e-aprender","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisa-la-69\/contos-classicos-para-imaginar-brincar-e-aprender\/","title":{"rendered":"Contos cl\u00e1ssicos para imaginar, brincar e aprender"},"content":{"rendered":"<p>LUCIANA OLIVEIRA DOS SANTOS\u00b9<\/p>\n<hr \/>\n<p>IMAGINA\u00c7\u00c3O, VONTADE DE DESENHAR, CONHECIMENTO DA LINGUAGEM ESCRITA DOS CONTOS CL\u00c1SSICOS E ENVOLVIMENTO DAS FAM\u00cdLIAS EM UM \u00daNICO PROJETO<\/p>\n<hr \/>\n<p>H\u00e1 alguns anos, desenvolvemos o projeto Contos cl\u00e1ssicos. O objetivo \u00e9 realizar um trabalho que aproxime as crian\u00e7as de 5 anos da linguagem caracter\u00edstica desse tipo de texto, garantir a amplia\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio das hist\u00f3rias cl\u00e1ssicas e tamb\u00e9m promover contextos interessantes para que os pequenos avancem no desenho e na escrita. Embora o projeto tenha sido feito ao longo dos \u00faltimos anos, ele nunca se d\u00e1 exatamente da mesma maneira, j\u00e1 que o conhecimento da professora vai se modificando, bem como os interesses e conhecimentos dos alunos, o que garante sempre um tom de novidade ao trabalho. Por outro lado, realizar o mesmo projeto ao longo de alguns anos possibilita que afinemos cada vez mais o nosso planejamento. A experi\u00eancia relatada nesse artigo remete ao trabalho feito em 2016, mas tamb\u00e9m aos de outros anos, cujas experi\u00eancias igualmente nos ensinaram tanto.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>1 Coordenadora pedag\u00f3gica da Associa\u00e7\u00e3o pela Fam\u00edlia \u2013 Escola Colibri. Este artigo foi elaborado com a colabora\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica de Ana Carolina Carvalho, formadora do Instituto Avisa L\u00e1.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14613 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1-4-173x300.jpg\" alt=\"\" width=\"173\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1-4-173x300.jpg 173w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/1-4.jpg 444w\" sizes=\"auto, (max-width: 173px) 100vw, 173px\" \/><\/p>\n<p>Para dar conta de todas as aprendizagens almejadas, a professora dessa faixa et\u00e1ria precisou planejar v\u00e1rias a\u00e7\u00f5es: escolher vers\u00f5es de qualidade dos contos cl\u00e1ssicos para ler cotidianamente, oferecendo \u00e0s crian\u00e7as refer\u00eancias de<br \/>\nnarrativas e de express\u00e3o escrita da l\u00edngua e ampliando o repert\u00f3rio das hist\u00f3rias lidas no grupo; disponibilizar os livros para as crian\u00e7as lerem as hist\u00f3rias ainda que n\u00e3o soubessem ler de forma convencional; criar de forma sistem\u00e1tica oportunidades para que os alunos recontassem as hist\u00f3rias conhecidas, organizar espa\u00e7os de leitura sentando em c\u00edrculo, melhor posi\u00e7\u00e3o para terem uma boa vis\u00e3o dos livros e dos gestos e atitudes do leitor, recorrer aos livros e CDs de hist\u00f3rias narradas, cen\u00e1rios com caixas, entre outros objetos, para estimular a imagina\u00e7\u00e3o e o reconto feito pelos pequenos.<\/p>\n<p>Foram desenvolvidas atividades importantes de acesso \u00e0s hist\u00f3rias, como a leitura pelo adulto e o reconto, sendo que a professora tinha clareza da diferen\u00e7a dessas situa\u00e7\u00f5es. Na leitura, o texto apresentado era lido integralmente, mantendo express\u00f5es t\u00edpicas da linguagem escrita, e at\u00e9 mesmo palavras supostamente desconhecidas pelo grupo. Dessa forma, a professora sabia que garantiria o acesso \u00e0 linguagem escrita, em toda a sua forma e sonoridade. As palavras lidas n\u00e3o s\u00e3o mais importantes do que as ditas oralmente, de mem\u00f3ria. S\u00e3o apenas diferentes e, certamente, insubstitu\u00edveis.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14614 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/2-4-300x177.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/2-4-300x177.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/2-4.jpg 741w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Emilia Ferreiro\u00b2, estudiosa interessada em saber como as crian\u00e7as pensam a linguagem escrita, afirma que a leitura pode ser entendida como um grande palco, onde \u00e9 preciso descobrir os atores e os autores. Segundo ela, as crian\u00e7as veem a leitura como algo m\u00e1gico, mas o que confere essa magia n\u00e3o s\u00e3o apenas os personagens, temas ou qualquer acess\u00f3rio usado por quem l\u00ea. Para ela, parte dessa magia est\u00e1 na descoberta da estabilidade da escrita e da capacidade de representa\u00e7\u00e3o que um texto pode inspirar.<\/p>\n<p><strong>Ler e contar hist\u00f3rias<\/strong><\/p>\n<p>S\u00e3o duas situa\u00e7\u00f5es importantes e que devem ser planejadas com cuidado pela professora de Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Uma n\u00e3o substitui a outra. Quando lemos uma hist\u00f3ria, colocamos a crian\u00e7a em contato com a linguagem escrita: sua forma, suas express\u00f5es, o trabalho de um autor ou de um tradutor. Quando escreve, o autor escolhe com cuidado as palavras de seu texto, compondo um ritmo, uma sonoridade, que contribuem para o entendimento e a emo\u00e7\u00e3o do leitor. Por isso, n\u00e3o devemos substituir as palavras por outras que acreditamos ser mais f\u00e1ceis. Como diz Emilia Ferreiro, a crian\u00e7a deve aprender que a linguagem escrita \u00e9 fixa: encontramos sempre o mesmo texto quando voltamos a um livro. Quando contamos uma hist\u00f3ria \u00e9 o contr\u00e1rio: a linguagem oral \u00e9 mais flex\u00edvel, perme\u00e1vel \u00e0s circunst\u00e2ncias, aos ouvintes, a quem conta. Isso n\u00e3o quer dizer que vale improvisar! Muito pelo contr\u00e1rio; nas duas situa\u00e7\u00f5es, o planejamento \u00e9 fundamental. Na hora de ler uma hist\u00f3ria, \u00e9 preciso conhecer muito bem o enredo, os ritmos do texto, as poss\u00edveis paradas, pensar na entona\u00e7\u00e3o. Na hora de contar, precisamos estar muito apropriados do enredo, escolher se vamos usar objetos que nos ajudem a prender o ouvinte, as palavras com as quais vamos compor a nossa narrativa, express\u00f5es e ou termos que anunciar\u00e3o o in\u00edcio e t\u00e9rmino da hist\u00f3ria.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>2 Psicolinguista argentina que realizou diversos estudos sobre a concep\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a a respeito da aprendizagem da leitura e escrita, \u00e9 respons\u00e1vel pelos fundamentos da Psicog\u00eanese da L\u00edngua escrita.<\/h6>\n<p><strong>Incentivando a imagina\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A professora leu muitas hist\u00f3rias para o grupo, e a escolhida para a reescrita pelos alunos foi Branca de Neve e os sete an\u00f5es, n\u00e3o \u00e0 toa uma hist\u00f3ria bastante conhecida por todos. Dessa maneira, apropriados do enredo, poderiam focar os desafios na elabora\u00e7\u00e3o da narrativa. Mas n\u00e3o foi apenas na reescrita do conto que a escrita apareceu. Durante a leitura feita em cap\u00edtulos, as crian\u00e7as ficaram t\u00e3o interessadas e envolvidas na narrativa que manifestaram a vontade de avisar Branca de Neve sobre os perigos que aguardavam por ela. Foi uma \u00f3tima deixa para criar mais um contexto significativo para as crian\u00e7as escreverem.<\/p>\n<p>Aproveitando o envolvimento das crian\u00e7as, a professora incentivou a imagina\u00e7\u00e3o e perguntou ao grupo o que pode ser feito para ajudar Branca de Neve. A nossa escola fica no meio de um bosque com muita vegeta\u00e7\u00e3o, o que favorece cen\u00e1rios para brincar e imaginar. As crian\u00e7as, pensando que a personagem poderia muito bem passear no bosque, sugeriram a escrita de bilhetes para serem colocados nos troncos das \u00e1rvores de uma trilha que disseram ser encantada. Ao perceber o movimento do grupo na trama do faz de conta, a professora deu corda \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o infantil. No dia seguinte, quando voltaram \u00e0 trilha, encontraram uma carta da Branca de Neve agradecendo os avisos. Para retribuir o gesto de preocupa\u00e7\u00e3o, ela deixou tamb\u00e9m ma\u00e7\u00e3s do amor como forma de gratid\u00e3o. No momento em que as ma\u00e7\u00e3s e a carta foram encontradas, as crian\u00e7as sentiram medo de encontrar a bruxa m\u00e1 e de as ma\u00e7\u00e3s estarem envenenadas, mas, por outro lado, sentiram-se encantadas e extremamente curiosas sobre a real exist\u00eancia da Branca de Neve. A professora ouviu, acolheu as falas das crian\u00e7as e foi \u201cpuxando fios\u201d da mem\u00f3ria e das falas das crian\u00e7as para que constru\u00edssem novos cen\u00e1rios para o mesmo conto.<\/p>\n<p><strong>Da leitura \u00e0 escrita coletiva<\/strong><\/p>\n<p>Considerando um conhecimento adquirido pelo grupo \u2013 de que as hist\u00f3rias possuem diferentes vers\u00f5es \u2013, a professora sugeriu que o grupo escrevesse a sua, uma vers\u00e3o dos alunos do grupo 5 da escola. Para ter certeza de que o enredo j\u00e1 estava dominado pelas crian\u00e7as, a professora sugeriu que elas recontassem partes da hist\u00f3ria, recuperando detalhes da narrativa. Nesse momento, a professora atuava como escriba e reescrevia o que as crian\u00e7as ditavam, colaborando na sistematiza\u00e7\u00e3o e compilando as falas dos alunos. Como int\u00e9rprete das crian\u00e7as, a professora mais uma vez exerce seu papel de media\u00e7\u00e3o entre a cultura escrita e os protagonistas do processo. Acolhendo-os nesse per\u00edodo peculiar da vida, cheio de curiosidades, permitiu ao grupo escolher o produto final do projeto: a produ\u00e7\u00e3o de um livro com a reescrita coletiva, e que teria como destino final a biblioteca da escola. Dia a dia teciam o livro retomando partes da hist\u00f3ria, relendo os trechos escritos para que os alunos expressassem suas opini\u00f5es e sugest\u00f5es. O desenvolvimento da escrita coletiva envolvendo todo o grupo na produ\u00e7\u00e3o do livro permitiu que as crian\u00e7as participassem n\u00e3o s\u00f3 com o texto, mas tamb\u00e9m com as ilustra\u00e7\u00f5es, desenhando personagens e cen\u00e1rios da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14615 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/3-4-300x121.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"121\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/3-4-300x121.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/3-4-768x309.jpg 768w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/3-4.jpg 888w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Escrita coletiva \u2013 texto ditado ao professor<\/strong><\/p>\n<p>Quando propomos uma atividade como essa \u00e0s crian\u00e7as, precisamos ter clareza de que elas ser\u00e3o as autoras, ou seja, ditar\u00e3o o texto produzido oralmente ao professor, que assume o papel de escriba do grupo. Evidentemente, sendo um escritor experiente, o professor dever\u00e1 fazer perguntas ao grupo que ajudem a elabora\u00e7\u00e3o do texto, poder\u00e1 propor revis\u00f5es ao longo da escrita, fazendo releituras frequentes e perguntando se est\u00e1 bom, se h\u00e1 algo que pode ser alterado, alguma palavra que pode ser substitu\u00edda por outra etc. Mas nunca escrever pelas crian\u00e7as! Ou seja, n\u00e3o vale escrever o que as crian\u00e7as n\u00e3o disseram literalmente, colocando express\u00f5es t\u00edpicas da linguagem escrita em ideias que as crian\u00e7as apenas lan\u00e7aram. Por exemplo: se as crian\u00e7as dizem: a\u00ed, a Branca de Neve comeu e morreu; n\u00e3o vale escrever na lousa: Ent\u00e3o, a Branca de Neve mordeu a ma\u00e7\u00e3 envenenada e morreu. \u00c9 preciso sempre problematizar com o grupo, para que as crian\u00e7as cheguem a um resultado que tenha jeito de texto escrito.<\/p>\n<p>Por exemplo: A\u00ed&#8230; essa express\u00e3o aparece nos textos escritos? Ser\u00e1 que n\u00e3o encontramos outra melhor? O que Branca de Neve comeu? Ser\u00e1 que est\u00e1 claro para o leitor? Ela comeu a ma\u00e7\u00e3 toda? E por que morreu? Qualquer ma\u00e7\u00e3 pode matar? Assim por diante.<\/p>\n<p><strong>Uma comunidade de leitores<\/strong><\/p>\n<p>Tal experi\u00eancia d\u00e1 \u00e0s crian\u00e7as a oportunidade n\u00e3o apenas de aprender, mas tamb\u00e9m de transmitir os conhecimentos constru\u00eddos por elas para a sua comunidade. Mergulhadas no universo liter\u00e1rio, com o repert\u00f3rio de hist\u00f3rias bastante ampliado, as crian\u00e7as foram revelando suas experi\u00eancias leitoras, conversando sobre as suas prefer\u00eancias e fizeram uma indica\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria preferida e de outras hist\u00f3rias que leram ao longo do ano para diferentes grupos da escola, para os irm\u00e3os e para funcion\u00e1rios. Exercitando o comportamento de escritoras escreviam indica\u00e7\u00f5es individuais e uma coletiva que foram apresentadas com o formato de cart\u00e3o-postal e\/ou marcadores de p\u00e1gina na Mostra Cultural da escola. Muitas de nossas leituras acontecem porque algu\u00e9m nos indicou, ou fez isto profissionalmente, j\u00e1 que escreve em colunas de literatura etc. ou faz parte de nossas rela\u00e7\u00f5es pessoais. S\u00e3o leitores que trocam opini\u00f5es e impress\u00f5es sobre os livros, fazem indica\u00e7\u00f5es. Aprender que leitores experientes desenvolvem essas a\u00e7\u00f5es ajuda na forma\u00e7\u00e3o leitora das crian\u00e7as. Com isso em mente, incentivamos tamb\u00e9m essas a\u00e7\u00f5es entre as crian\u00e7as.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14616 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/4-4-300x144.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/4-4-300x144.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/4-4.jpg 591w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/strong><\/p>\n<p><strong>Cen\u00e1rio po\u00e9tico dos contos<\/strong><\/p>\n<p>As crian\u00e7as que ainda n\u00e3o leem convencionalmente por conta pr\u00f3pria podem conhecer por meio de um leitor mais experiente a beleza das hist\u00f3rias. Ao ler para as crian\u00e7as, a professora convida-as a mergulhar no mundo da magia liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Para contar de modo vivo como foi esse momento especial do projeto, apresentamos a seguir o relato da professora Ana Maria, do G5B:<\/p>\n<p>Com o projeto Contos cl\u00e1ssicos, mergulhamos nos contos de fadas dos Irm\u00e3os Grimm e Andersen e outros mais que, na sua ess\u00eancia, falam sobre magia. As crian\u00e7as se encantam quando entram nesse mundo e podem virar pr\u00edncipes, princesas, reis, rainhas, bruxas e at\u00e9 monstros que moram em castelos encantados.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14617 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/5-4-242x300.jpg\" alt=\"\" width=\"242\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/5-4-242x300.jpg 242w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/5-4.jpg 409w\" sizes=\"auto, (max-width: 242px) 100vw, 242px\" \/><\/p>\n<p>Ao ler e ouvir as hist\u00f3rias planejadas da semana, nos deparamos com o conto O homem que amava caixas, de Stephen Michael King. A hist\u00f3ria nos tocou fazendo refletir: Como uma simples caixa pode se transformar em brinquedos t\u00e3o bonitos e especiais? Um pai que constr\u00f3i brinquedos e brinca com seu filho? Um amor lindo para com o outro nos motivou e tamb\u00e9m pensamos por que n\u00e3o construirmos castelos com nossos pais utilizando caixas de tamanhos diferentes? Ser\u00e1 muito bom brincar com eles e aproveitar ao m\u00e1ximo a espontaneidade, o engajamento infantil. Tudo come\u00e7ou assim: cada crian\u00e7a levou para casa uma caixa encapada com papel Kraft: a tarefa era cada fam\u00edlia, junto com seu filho, construiria uma parte de um castelo. Poderiam explorar a criatividade e fazer da melhor forma poss\u00edvel qualquer castelo de qualquer pr\u00edncipe ou princesa. Podiam at\u00e9 se inspirar no castelo do conto O homem que amava caixas.<\/p>\n<p>Nos bilhetes das agendas havia pais perguntando se podiam acrescentar mais caixas na constru\u00e7\u00e3o, n\u00e3o queriam fazer s\u00f3 uma parte, queriam fazer um castelo inteiro.<\/p>\n<p>E assim que come\u00e7aram as produ\u00e7\u00f5es em casa, as crian\u00e7as chegavam \u00e0 escola contando o passo a passo, as etapas que estavam prontas e as que faltavam terminar, falavam tamb\u00e9m dos materiais que alguns pais compraram para ajudar na decora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Convite Liter\u00e1rio: 17\/10\/2016<\/strong><\/p>\n<h5>Senhores pais,<\/h5>\n<p>Leia com aten\u00e7\u00e3o e carinho o conto O homem que amava caixas. Queremos compartilhar com voc\u00eas como o amor do pai para o filho foi demonstrado num simples e encantado momento de brincar.<\/p>\n<p>No final do conto deixamos uma tarefa para que possam fazer com o filho(a). Temos a certeza de ser uma viv\u00eancia de sabedoria e amor. Divirtam- se com a tarefa!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14618 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/6-4-247x300.jpg\" alt=\"\" width=\"247\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/6-4-247x300.jpg 247w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/6-4.jpg 408w\" sizes=\"auto, (max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/><\/p>\n<h5>Vamos ao conto!<\/h5>\n<p>Era uma vez um homem<br \/>\nO homem que tinha um filho,<br \/>\no filho amava o homem<br \/>\ne o homem amava caixas.<\/p>\n<p>Caixas grandes<br \/>\ncaixas redondas<br \/>\ncaixas pequenas<br \/>\ncaixas altas<br \/>\ntodos os tipos de caixas!<\/p>\n<p>O homem tinha dificuldade em dizer ao filho que o amava;<br \/>\nent\u00e3o, com suas caixas, ele come\u00e7ou a construir coisas para seu filho.<br \/>\nEle era perito em fazer castelos<br \/>\ne seus avi\u00f5es sempre voavam&#8230;<br \/>\na n\u00e3o ser, claro, que chovesse.<\/p>\n<p>As caixas apareciam de repente, quando os amigos chegavam,<br \/>\ne, nessas caixas, eles brincavam&#8230;<br \/>\ne brincavam&#8230;<br \/>\ne brincavam.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas achava que o homem era muito estranho.<br \/>\nOs velhos apontavam para ele.<br \/>\nAs velhas olhavam zangadas para ele.<br \/>\nSeus vizinhos riam dele pelas costas.<\/p>\n<p>Mas nada disso preocupava o homem,<br \/>\nporque ele sabia que tinham encontrado uma maneira especial de compartilharem&#8230;<br \/>\no amor de um pelo outro.<br \/>\n[livro de Stephen Michael King, da Brinquebook]<\/p>\n<h5>Fim!<\/h5>\n<p>E a tarefa \u00e9 que construam com o filho( a) uma parte do castelo de O homem que amava caixas. Vamos deixar o castelo na Mostra Cultural, que ser\u00e1 no m\u00eas de novembro de 2016 em nossa escola. Estaremos enviando a caixa para que use a criatividade (desenho, pintura, colagem). Deixe fluir a imagina\u00e7\u00e3o. Assim que terminar, envie a caixa de volta para a escola.<\/p>\n<p>Agradecemos a parceria!<br \/>\nProfessoras G5B<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14619 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/7-4-234x300.jpg\" alt=\"\" width=\"234\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/7-4-234x300.jpg 234w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/7-4.jpg 646w\" sizes=\"auto, (max-width: 234px) 100vw, 234px\" \/><\/p>\n<p>E aos poucos os castelos foram chegando \u00e0 escola, e todos paravam na sala para os apreciarem. As crian\u00e7as iam relatando para as visitas (funcion\u00e1rios, professores e alunos de outras turmas) as viv\u00eancias e de como foi feito cada detalhe, cada procedimento utilizado. Podiam ver o encantamento de cada crian\u00e7a, o comprometimento delas e das fam\u00edlias. Podemos ressaltar que a Mostra Cultural n\u00e3o aconteceu em um \u00fanico dia; ela aconteceu desde o momento das constru\u00e7\u00f5es dos castelos at\u00e9 a chegada deles na escola. E assim as crian\u00e7as foram se encantando mais e mais. Ao chegarem \u00e0 escola, pegavam giz e iam desenhar castelos na lousa todos ao mesmo tempo. Desenhavam em folhas de papel castelos, e vimos que s\u00f3 nos restava apoi\u00e1-los cada vez mais, oferecendo materiais e suportes para que expressassem todo esse querer desenhar e se tornassem protagonistas dessa constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O aluno Ryan levou de empr\u00e9stimo para casa o livro Filhotes de bolso, tamb\u00e9m do autor Stephen Michael King, e, no outro dia, veio comentando que no livro tinha um trecho da hist\u00f3ria de O homem que amava caixas. Fui conferir e era mesmo. Fiquei encantada por ele ter percebido o que antes nem eu havia observado.<\/p>\n<p>Ao assistir a um filme em que apareciam castelos, eles gritavam: \u201dOlha o castelo, pro!\u201d. E assim foi a nossa aventura com os castelos grandes, pequenos, m\u00e9dios, altos, baixos. Castelos cortados, abertos, fechados, desenhados, pintados, colados; enfim, todos lindos e cheios de criatividade. Na Mostra Cultural, montamos uma cidade de castelos com a contribui\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e fam\u00edlias.<\/p>\n<p>Lembrando que algumas fam\u00edlias vieram \u00e0 escola pessoalmente entregar os castelos, outros pais mandavam pelas pr\u00f3prias crian\u00e7as que vinham de \u00f4nibus, sendo que as maiores ajudavam as menores, at\u00e9 chegarem \u00e0 sala e, no fim, era s\u00f3 alegria.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-14622 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/10-1-182x300.jpg\" alt=\"\" width=\"182\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/10-1-182x300.jpg 182w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/10-1.jpg 450w\" sizes=\"auto, (max-width: 182px) 100vw, 182px\" \/><\/p>\n<p>Al\u00e9m dos castelos, empenharam-se na constru\u00e7\u00e3o de textos coletivos de indica\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, relatando suas impress\u00f5es das hist\u00f3rias lidas e ditando o texto para a professora. Tamb\u00e9m escreveram muitos bilhetes para os personagens, pedindo a eles que tomassem cuidado com os vil\u00f5es.<\/p>\n<p>E, ainda, depois de ouvirem as muitas vers\u00f5es dos contos, escolhemos o da Branca de Neve para a nossa reescrita. Foi uma escrita longa, por\u00e9m cheia de aventuras e tantos saberes.<\/p>\n<p><strong>Fim de hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Concluo que foi de grande valia acompanhar a professora e seu processo de forma\u00e7\u00e3o sendo acionado no desenvolvimento do projeto com os alunos \u2013 atores dos cen\u00e1rios e enredos. Os fios tecidos pelos tecel\u00f5es foram alinhavados nas narrativas, indica\u00e7\u00f5es e nos cen\u00e1rios po\u00e9ticos dos castelos, culminando na exposi\u00e7\u00e3o das produ\u00e7\u00f5es de cunho liter\u00e1rio em 26 de novembro de 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LUCIANA OLIVEIRA DOS SANTOS\u00b9 IMAGINA\u00c7\u00c3O, VONTADE DE DESENHAR, CONHECIMENTO DA LINGUAGEM ESCRITA DOS CONTOS CL\u00c1SSICOS E ENVOLVIMENTO DAS FAM\u00cdLIAS EM UM \u00daNICO PROJETO H\u00e1 alguns anos, desenvolvemos o projeto Contos cl\u00e1ssicos. O objetivo \u00e9 realizar um trabalho que aproxime as crian\u00e7as de 5 anos da linguagem caracter\u00edstica desse tipo de texto, garantir a amplia\u00e7\u00e3o do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":227,"featured_media":17159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1529],"tags":[],"class_list":{"0":"post-14612","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisa-la-69","9":"post-with-thumbnail","10":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14612","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/227"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14612"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14612\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17161,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14612\/revisions\/17161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14612"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14612"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14612"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}