{"id":13890,"date":"2015-10-07T19:15:17","date_gmt":"2015-10-07T22:15:17","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=13890"},"modified":"2024-10-28T15:57:14","modified_gmt":"2024-10-28T18:57:14","slug":"olhar-para-ver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisa-la-64\/olhar-para-ver\/","title":{"rendered":"Olhar para ver"},"content":{"rendered":"<p>MONIQUE DEHEINZELIN\u00b9<\/p>\n<hr \/>\n<p>ESTA S\u00c9RIE DE CONVERSA REFLEXIVA SOBRE A OBSERVA\u00c7\u00c3O DA CRIAN\u00c7A E SUAS EXPERI\u00caNCIAS TRAZ AGORA O OLHAR DE MONIQUE DEHEINZELIN E SEU PERCURSO PELAS ARTES<\/p>\n<hr \/>\n<h5>Voc\u00ea tem sido, desde muito tempo, uma observadora competente do pensamento e da a\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as pequenas. O<br \/>\nque nelas lhe encanta?<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13891 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/1-300x241.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/1-300x241.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/1.png 618w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Na crian\u00e7a, vemos a n\u00f3s pr\u00f3prios, n\u00e3o \u00e9 verdade? Ou, como bem disse [Gaston] Bachelard\u00b2, nela vemos a juventude de nossos atos. O que se v\u00ea nas crian\u00e7as \u00e9 a g\u00eanese, ou origem, do conhecimento, daquilo que nos constitui. Se a vida \u00e9 uma<br \/>\nd\u00e1diva, para cada crian\u00e7a \u00e9 vivida como abertura de possibilidades \u2013 muito mais do que necessidades ou impossibilidades; porque, se n\u00e3o fosse assim, ela n\u00e3o sobreviveria! Como ter\u00edamos aprendido a andar se tudo fosse s\u00f3 queda ou imperfei\u00e7\u00e3o? O que me encanta nas crian\u00e7as s\u00e3o os seus procedimentos, que v\u00eam de uma alian\u00e7a afetiva que a crian\u00e7a realiza em cada instante, entre observa\u00e7\u00e3o e imagina\u00e7\u00e3o. Interagindo com as situa\u00e7\u00f5es da vida a crian\u00e7a se safa inventando solu\u00e7\u00f5es. Isto \u2013 de n\u00e3o aceitar o que j\u00e1 est\u00e1 dado, pronto, posto na mesa do com\u00e9rcio social dos adultos \u2013 \u00e9 mais que encantador, \u00e9 a pr\u00f3pria vida com seus meandros.<\/p>\n<h5>A sua experi\u00eancia nos \u00faltimos anos tem se concentrado na for\u00e7a expressiva das crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pintura e tamb\u00e9m na implica\u00e7\u00e3o delas quando est\u00e3o trabalhando. Por que isso ocorre?<\/h5>\n<p>Um exemplo recente: Em uma folha de papel tamanho A3 (30 cm x 42 cm), com pastel oleoso, Eva (7 anos) quer fazer um c\u00e9u \u00e0 noite. Digo a ela que vai ser bem dif\u00edcil vencer o branco do papel com aquele l\u00e1pis nessa superf\u00edcie bem grande. Ent\u00e3o ela desenha, na folha ainda em branco, um ret\u00e2ngulo emoldurado, dentro do ret\u00e2ngulo uma lua em quarto crescente, para \u2013 a\u00ed sim! \u2013 pintar com canetinha azul, preta, magenta (compondo um escuro!) uma noite que se v\u00ea da janela, de dentro para fora de casa. No desenho atr\u00e1s do sof\u00e1 contemplamos o interior da sala \u2013 a m\u00e3e, o pai, um menino e uma menina vendo televis\u00e3o (sabendo que seria complicado desenhar qualquer cena na tela do televisor, ela anunciou: Est\u00e3o vendo s\u00f3 a ma\u00e7\u00e3 da Apple, tudo bem?, um vaso, um gato \u2013 e a janela com a noite l\u00e1 fora.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>1 Educadora e escritora em @treselefantes \u2013 Arte, Cultura e Educa\u00e7\u00e3o. E-mail: moniqued@uol.com.br. https:\/\/www.behance.net\/MoniqueDeheinzelin.<br \/>\n2 Fil\u00f3sofo e poeta franc\u00eas (1884-1962). Sua obra encontra-se no contexto da revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica promovida no in\u00edcio do s\u00e9culo XX pela Teoria da Relatividade.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13892 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/2-165x300.png\" alt=\"\" width=\"165\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/2-165x300.png 165w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/2.png 381w\" sizes=\"auto, (max-width: 165px) 100vw, 165px\" \/><\/p>\n<p>Antes de o desenho da crian\u00e7a ganhar exist\u00eancia \u2013 pelos seus procedimentos, nada disso estava pronto! Havia sim uma observa\u00e7\u00e3o do interior da casa e da impress\u00e3o que causa a noite pela janela \u2013 a partir desse afeto ela criou o seu desenho no mundo.<\/p>\n<p>Assim, no desenho, na pintura ou em qualquer de suas a\u00e7\u00f5es \u2013 aquelas que, como bem observa Lino de Macedo, t\u00eam valor de conhecimento, vemos a crian\u00e7a presente. Presen\u00e7a aqui significa implica\u00e7\u00e3o subjetiva em suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es.<br \/>\nEsquecer-se das obriga\u00e7\u00f5es e imposi\u00e7\u00f5es externas para mergulhar na pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o \u2013 que \u00e9 sempre uma tentativa de solucionar uma situa\u00e7\u00e3o real. Isto \u00e9 importante: contar com os pr\u00f3prios recursos, ter confian\u00e7a neles, agir com autorregula\u00e7\u00e3o e disciplina, n\u00e3o exclui o que acontece no entorno. A crian\u00e7a nos diz: Estou aqui, observo e vejo do meu<br \/>\njeito o que acontece e expresso o que sinto nessa intera\u00e7\u00e3o com a realidade.<\/p>\n<p>Isso \u00e9 poss\u00edvel porque as crian\u00e7as constituem a si pr\u00f3prias no conhecimento do mundo de acordo com o bin\u00f4mio sentir e agir. Confiando nas pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es, o que as afeta funciona como uma mola propulsora das a\u00e7\u00f5es: \u00e9 o que eu chamo de mobiliza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica (ou sens\u00edvel). A crian\u00e7a sente e age simultaneamente \u2013 ela n\u00e3o para pra pensar, constr\u00f3i o pensamento na a\u00e7\u00e3o. Por isso suas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o transformadoras, mudam a realidade e o modo de ser da crian\u00e7a. Para n\u00f3s adultos \u00e9 dif\u00edcil compreender esse processo de constru\u00e7\u00e3o, estamos habituados a agir de acordo com valores externos preestabelecidos \u2013 os preconceitos, segundo bin\u00f4mios bem menos inteligentes que o sentir-agir da crian\u00e7a: feio-bonito, certo-errado, bom-mau, e assim por diante. N\u00f3s perdemos a confian\u00e7a em nossos pr\u00f3prios procedimentos e, com isso, nos distanciamos da intelig\u00eancia da crian\u00e7a que consiste em estar presente nas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h5>Por que o jeito de sentir, pensar e agir das crian\u00e7as deve ser mat\u00e9ria-prima para o trabalho do professor? Como apoi\u00e1-lo para que veja isso?<\/h5>\n<p>Quando temos a imensa boa sorte de trabalhar com crian\u00e7as, \u00e9 preciso nos desvencilhar de muita tralha; \u00e9 como se nossa cabe\u00e7a fosse um s\u00f3t\u00e3o atulhado de coisas que n\u00e3o servem mais, girando incessantemente como antiga m\u00e1quina de lavar roupa. Como estar presente na pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o de educadora com esta barulheira infernal? Em primeiro lugar \u00e9 preciso considerar como estamos, como somos naquele instante, o que mobiliza nosso afeto. Tudo aquilo que estudamos e compreendemos agora faz parte de n\u00f3s e vai se atualizar em nossa a\u00e7\u00e3o \u2013 se estivermos presentes, tal como a crian\u00e7a est\u00e1. A partir desse contato consigo mesmo e com a crian\u00e7as, os procedimentos delas podem se tornar observ\u00e1veis para n\u00f3s.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13893 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/3-176x300.png\" alt=\"\" width=\"176\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/3-176x300.png 176w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/3.png 433w\" sizes=\"auto, (max-width: 176px) 100vw, 176px\" \/><\/p>\n<p>Um exemplo: Na Casa do Aprender, em Osasco (SP), est\u00e1vamos, eu e a educadora, com cinco crian\u00e7as entre um ano e meio e dois anos de idade que pintavam (ver Revista Avisal\u00e1, no 10). Acabou a tinta guache nas cores azul cyan, magenta e amarelo nos tr\u00eas potinhos do Marcelo. Fui buscar mais tinta e a educadora disse: N\u00e3o p\u00f5e pouquinho porque ele n\u00e3o gosta. Quando ele quer repetir o prato de comida, se n\u00e3o coloco bastante ele nem toca. Isso \u00e9 uma observa\u00e7\u00e3o muito fina e delicada da crian\u00e7a! E cabe muito bem a analogia entre paleta de tinta e prato de comida que a educadora intuiu. Assim se desenvolve o que hoje \u00e9 muito valorizado na Educa\u00e7\u00e3o Infantil \u2013 a escuta.<\/p>\n<p>Jean Piaget partiu sempre dessa escuta, nos primeiros tempos ouvindo os pr\u00f3prios filhos. E que escuta! Por exemplo, junto ao ber\u00e7o, mexendo as bochechas para observar a evolu\u00e7\u00e3o de condutas de imita\u00e7\u00e3o de sua filhinha ao longo dos seis primeiros meses de vida. E dessa observa\u00e7\u00e3o inferir que a imita\u00e7\u00e3o \u00e9 a origem do conhecimento. Ouvindo a crian\u00e7a, Piaget inventou uma nova disciplina, a Epistemologia Gen\u00e9tica. Epistemologia \u2013 ci\u00eancia que tenta compreender o conhecimento; Gen\u00e9tica \u2013 de G\u00eanese, do que gera, de onde se origina, de onde algo vem e como se desenvolve. Para n\u00f3s, educadores, as descobertas, em Epistemologia Gen\u00e9tica, funcionam como \u00f3culos de longo alcance. Com os \u00f3culos, podemos observar, ver e escutar as condutas e os procedimentos das crian\u00e7as, e propor a elas situa\u00e7\u00f5es e atividades significativas e transformadoras. Ao observarmos as produ\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as, ao possibilitarmos que elas se expressem, ao tentarmos compreender seus procedimentos, nos reinventamos a cada momento. Haver\u00e1 maior felicidade do que essa?<\/p>\n<h5>Em geral, a Educa\u00e7\u00e3o valoriza o resultado de uma a\u00e7\u00e3o, a aprendizagem que pode ser medida, mas a crian\u00e7a peque-<br \/>\nna n\u00e3o tem essa preocupa\u00e7\u00e3o. Se ela inicia uma a\u00e7\u00e3o, uma pintura ou um jogo simb\u00f3lico, est\u00e1 mais implicada com o pro-<br \/>\ncesso. Por qu\u00ea?<\/h5>\n<p>Em minha tese de doutorado \u2013 M\u00f3biles da a\u00e7\u00e3o: da cor \u00e0 experi\u00eancia est\u00e9tica. FEUSP 2013 \u2013, propus \u00e0s duplas de crian\u00e7as da Casa do Aprender que fizessem bolas de cores diferentes com base nas tr\u00eas cores prim\u00e1rias \u2013 azul cyan, magenta e amarelo. Tudo bem, consigna tranquila para elas \u2013 mas insepar\u00e1vel de pintar j\u00e1, aqui e agora! N\u00e3o existe, para as crian\u00e7as, uma prepara\u00e7\u00e3o, uma atividade avaliativa; existe a a\u00e7\u00e3o de pintar. E a\u00ed sim, mergulhadas nesta a\u00e7\u00e3o, pesquisam cores, imprimem ritmo aos gestos com o pincel, coordenam tudo ao mesmo tempo para completar sua experi\u00eancia est\u00e9tica. Nesse processo de pintar, podemos e devemos observar de que maneira elas coordenam as a\u00e7\u00f5es at\u00e9 estarem satisfeitas com o produto final. Com ou sem \u00f3culos de epistem\u00f3logos, observamos a g\u00eanese da pintura, o quanto gerou de aprendizagem, e pensamos a quest\u00e3o central para n\u00f3s: O que propor \u00e0s crian\u00e7as a seguir? Porque n\u00f3s, educadores, precisamos sempre estar atentos a estas tr\u00eas perguntas: O que ensinar? Como ensinar? O que e como avaliar? Sublinho o como por que \u00e9 um procedimento que gera a\u00e7\u00e3o. E porque n\u00e3o podemos fugir do car\u00e1ter de constru\u00e7\u00e3o dos procedimentos \u2013 da\u00ed o Construtivismo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13894 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/4-204x300.png\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/4-204x300.png 204w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/07\/4.png 535w\" sizes=\"auto, (max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><\/p>\n<h5>O Instituto Avisa L\u00e1 tem se empenhado em favorecer o olhar atento para a crian\u00e7a. Algo que praticamente sumiu ou talvez nem mesmo tenha tido espa\u00e7o nas escolas de Educa\u00e7\u00e3o Infantil \u00e9 o faz de conta. Voc\u00ea considera que essa \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que precisa existir? Por qu\u00ea?<\/h5>\n<p>Esse car\u00e1ter de constru\u00e7\u00e3o de todo conhecimento tem sua g\u00eanese ou origem no jogo simb\u00f3lico, ou faz de conta \u2013 uma coisa no lugar de outra, representar para si aspectos da realidade. Haveria felicidade maior do que manter esse jogo da crian\u00e7a na origem de nossas a\u00e7\u00f5es? O jogo rege, o jogo constitui, o jogo \u00e9 a crian\u00e7a. Escondo-me em p\u00e9 atr\u00e1s da coluna, reapare\u00e7o para Benjamim (1 ano) na mesma posi\u00e7\u00e3o, ele sorri. Escondo-me agachada atr\u00e1s da coluna, apare\u00e7o no p\u00e9 da coluna, Benjamim me esperava no alto. Apare\u00e7o ent\u00e3o do outro lado da coluna, quando ele, tal como um goleiro, tinha se preparado para qualquer apari\u00e7\u00e3o. Agora \u00e9 a vez dele, que desaparece atr\u00e1s do sof\u00e1 \u2013 se ele n\u00e3o me v\u00ea, eu tamb\u00e9m n\u00e3o o vejo! E assim vamos, o jogo de esconde-esconde segue pela vida afora. Na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, tenhamos a inten\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de configurar espa\u00e7os para o faz de conta, o jogo simb\u00f3lico \u00e9 a a\u00e7\u00e3o por excel\u00eancia da crian\u00e7a! Representar, colocar uma coisa no lugar de outra, simbolicamente, \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo o tempo todo. Se concebemos espa\u00e7os especialmente desenhados para ampliar a manifesta\u00e7\u00e3o do jogo, se aprendemos a observar como brincam as crian\u00e7as e a compreender seus procedimentos, estaremos no caminho de aprender a aprender. N\u00e3o \u00e9 esse o objetivo que se consolidou un\u00e2nime para a Educa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<h5>Como professora e pesquisadora, o que aprendeu com as crian\u00e7as?<\/h5>\n<p>Eu, com as crian\u00e7as, humildemente aprendo a viver, ou pelo menos tento!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>MONIQUE DEHEINZELIN\u00b9 ESTA S\u00c9RIE DE CONVERSA REFLEXIVA SOBRE A OBSERVA\u00c7\u00c3O DA CRIAN\u00c7A E SUAS EXPERI\u00caNCIAS TRAZ AGORA O OLHAR DE MONIQUE DEHEINZELIN E SEU PERCURSO PELAS ARTES Voc\u00ea tem sido, desde muito tempo, uma observadora competente do pensamento e da a\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as pequenas. O que nelas lhe encanta? 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