{"id":13522,"date":"2014-10-14T17:04:29","date_gmt":"2014-10-14T20:04:29","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=13522"},"modified":"2024-06-11T10:56:14","modified_gmt":"2024-06-11T13:56:14","slug":"pes-descalcos-na-educacao-infantil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisa-la-60\/pes-descalcos-na-educacao-infantil\/","title":{"rendered":"P\u00e9s descal\u00e7os na Educa\u00e7\u00e3o Infantil?"},"content":{"rendered":"<p>FABIANA COIMBRA E MAIRA TANGERINO\u00b9<\/p>\n<hr \/>\n<p>UM ASSUNTO QUE GERA POL\u00caMICA E D\u00daVIDAS EM PAIS, EDUCADORES E ESPECIALISTAS \u00c9 SE AS CRIAN\u00c7AS PODEM FICAR DESCAL\u00c7AS EM CRECHE E PR\u00c9-ESCOLAS. REFLETINDO AL\u00c9M DA POL\u00caMICA, DISCUTIMOS AQUI OS MITOS EM TORNO DESSE TEMA ARGUMENTANDO COMO PODE SER SAUD\u00c1VEL E PRAZEROSO A CRIAN\u00c7A FICAR DE P\u00c9 NO CH\u00c3O.<\/p>\n<hr \/>\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o para essa reflex\u00e3o nasceu em uma de nossas reuni\u00f5es de equipe\u00b2 em uma discuss\u00e3o sobre o motivo pelo qual os educadores n\u00e3o permitiam que as crian\u00e7as ficassem sem sapato no ambiente da creche. Ap\u00f3s a reuni\u00e3o, as enfermeiras perguntaram aos educadores das creches onde atuam: Por que voc\u00eas n\u00e3o deixam as crian\u00e7as ficarem com os p\u00e9s no ch\u00e3o?<\/p>\n<p>A resposta dos educadores sinalizou que, tantos eles como os pais, acreditavam que aquilo n\u00e3o era bom para as crian\u00e7as. Comumente, eles fazem escolhas que n\u00e3o permitem que as crian\u00e7as fiquem sem os seus sapatos em seu cotidiano.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>1 Fabiana Coimbra \u00e9 enfermeira da Unidade CEDUC Avon Interlagos e Maira Tangerino \u00e9 ber\u00e7arista da unidade CEDUC Natura<br \/>\n2 CEDUC &#8211; Centro de Forma\u00e7\u00e3o Profi ssional e Educacional LTDA. \u00c9 uma organiza\u00e7\u00e3o especializada na gest\u00e3o de creches mantidas por empresas privadas em diversos munic\u00edpios para atender os fi lhos dos seus trabalhadores.Cajamar.<\/h6>\n<p>Uma cena comum de observar \u00e9 a crian\u00e7a tirando o sapato e o educador vestindo seu p\u00e9 novamente e nomeando: \u201cAgora, voc\u00ea vai ficar com o seu sapato\u201d. H\u00e1 ainda m\u00e3es que costumam pedir, ao deixar seu filho na creche, que a educadora vigie a crian\u00e7a para que ela n\u00e3o tire o sapato durante o dia.<\/p>\n<p>A principal cren\u00e7a \u00e9 a de que o p\u00e9 no ch\u00e3o seria o respons\u00e1vel por resfriados e tosse nas crian\u00e7as. O p\u00e9 \u00e9 visto como um condutor de friagem, que causaria doen\u00e7as. Entretanto, a sola dos p\u00e9s \u00e9 pequena em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie corporal, assim, o contato com o piso da creche ou das resid\u00eancias n\u00e3o resfriaria o corpo da crian\u00e7a, embora em dias muito frios seja ser desconfort\u00e1vel. Al\u00e9m disso, doen\u00e7as respirat\u00f3rias s\u00e3o causadas por v\u00edrus ou bact\u00e9rias transmitidos por via respirat\u00f3ria e n\u00e3o pelo resfriamento do corpo. S\u00e3o prevenidos por boa ventila\u00e7\u00e3o, propor\u00e7\u00e3o adequada em metros quadrados do ambiente em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de crian\u00e7as, evitando o confinamento nas salas e, sobretudo, por meio da higiene das m\u00e3os e de vacinas especificas.<\/p>\n<p>Discutir os p\u00e9s no ch\u00e3o, literalmente, envolve, al\u00e9m de rever conceitos sobre a transmissibilidade das doen\u00e7as mais comuns entre as crian\u00e7as, pensar a finalidade e fun\u00e7\u00e3o cultural do uso do sapato na hist\u00f3ria do homem. Em um curso de forma\u00e7\u00e3o de professores em creches p\u00fablicas, uma das participantes relatou que havia sido educada pelos pais para sempre se manter cal\u00e7ada. Ela relatava que na sua fam\u00edlia de afro descendentes, a m\u00e3e sempre falava: \u201cN\u00e3o \u00e9 porque voc\u00eas s\u00e3o negros que n\u00e3o devem usar sapatos\u201d. Esta fala denota que a valoriza\u00e7\u00e3o do uso do sapato n\u00e3o est\u00e1 relacionada apenas \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o da sola do p\u00e9 ao piso, o que poderia causar doen\u00e7as, mas tamb\u00e9m ao fato de ser um acess\u00f3rio que comp\u00f5e uma vestimenta com valor social. A fala da m\u00e3e daquela educadora est\u00e1 relacionada ao fato dos negros, enquanto escravos, n\u00e3o usarem sapatos e \u00e0 perpetua\u00e7\u00e3o de um preconceito relativo \u00e0 cor e \u00e0 classe social.<\/p>\n<p>Para entender melhor, \u00e9 preciso revisitar a hist\u00f3ria dos sapatos e sua fun\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13523 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-2-300x197.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"197\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-2-300x197.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/1-2.jpg 639w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Sapato tem hist\u00f3ria<\/strong><\/p>\n<p>Os sapatos aparecem no Paleol\u00edtico, usados, inicialmente, para garantir a prote\u00e7\u00e3o do p\u00e9. Esse per\u00edodo da hist\u00f3ria foi marcado pela constante necessidade do homem de se adaptar \u00e0s adversidades impostas pela natureza, j\u00e1 que a terra era muito gelada. O homem que vivia na caverna precisava sair para buscar alimento, necessitando proteger o seu corpo com peles. Desse per\u00edodo, j\u00e1 s\u00e3o datadas as primeiras t\u00e9cnicas de curtir o couro para fazer sapatos. Mais tarde, no Egito Antigo, tamb\u00e9m encontramos registros do uso de sapatos, por\u00e9m, com uma finalidade diferente: somente os nobres e fara\u00f3s podiam vesti-los, com registros de que os \u00faltimos usavam sapatos adornados com ouro. Durante toda a hist\u00f3ria, a fun\u00e7\u00e3o do sapato foi sempre oscilante: usado tanto para proteger o p\u00e9, quanto para definir o lugar social dos indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>No Brasil, o sapato foi usado, inicialmente, como prote\u00e7\u00e3o dos p\u00e9s. Em 1808, com a chegada da corte real, ele se popularizou como artigo de moda e sinal de poder aquisitivo, sendo proibido aos escravos us\u00e1-los.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, o escritor brasileiro Monteiro Lobato criou o personagem Jeca Tatu: \u201chomem amarelo, franzino, inerte, que provoca a morte dos animais, queimadas, e possui baixa produ\u00e7\u00e3o\u201d, um homem que n\u00e3o usava sapatos. Lobato fazia uma cr\u00edtica \u00e0 imagem do her\u00f3i brasileiro, at\u00e9 ent\u00e3o retratado na literatura como o bom selvagem \u00edndio ou como corajoso caboclo. Sua inten\u00e7\u00e3o era fazer uma cr\u00edtica ao modelo de her\u00f3i adotado na literatura e desvelar as incoer\u00eancias sociais brasileiras. Jeca tamb\u00e9m era a representa\u00e7\u00e3o de tudo que um cidad\u00e3o brasileiro n\u00e3o deveria ser, j\u00e1 que o pa\u00eds estava come\u00e7ando a se industrializar e o homem ideal era o urbano. Contudo, anos mais tarde, Lobato reavaliou seu personagem, percebendo que sua sa\u00fade debilitada era sinal da falta de saneamento b\u00e1sico e de medidas cautelares de sa\u00fade. Diante disso, Lobato criou o Jeca Tatuzinho, personagem inspirado no primeiro, mas que, entre outras coisas, era um sertanejo inteligente que usava sapatos para se proteger do contato com o ch\u00e3o amaldi\u00e7oado, cheio de vermes. O personagem foi garoto propaganda do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade do Brasil e defendia o uso de sapatos como forma de proteger a pele contra a entrada de parasitas.<\/p>\n<p>Hoje em dia, existem sapatos de cores, materiais, modelos e formas variadas. S\u00e3o artigos de moda. Por tr\u00e1s dos sapatos, existe gente especializada para pens\u00e1-los e uma ind\u00fastria que movimenta em m\u00e9dia, no Brasil, R$ 90 bilh\u00f5es por ano. H\u00e1 setores diferentes, que disponibilizam a variedade de acordo com cada faixa et\u00e1ria, al\u00e9m de uma m\u00eddia robusta que incentiva o consumo. O sapato, sem d\u00favida, no senso comum, ainda \u00e9 sinal de poder econ\u00f4mico, j\u00e1 que os pre\u00e7os definem a capacidade de compra dos seus consumidores. Al\u00e9m disso, eles ainda definem lugares sociais, afinal, a mulher bem sucedida usa saltos altos, os oficiais do ex\u00e9rcito usam coturnos ou os mais relaxados ou pobres usam chinelos.<\/p>\n<p>E n\u00e3o podemos deixar de falar na ind\u00fastria do cal\u00e7ado com o alvo nas crian\u00e7as que reinventa modelos adultos em formatos menores com o objetivo de vestir os pequenos com estilo&#8230;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13524 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/2-2-300x249.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/2-2-300x249.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/2-2.jpg 486w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>Riscos e benef\u00edcios dos p\u00e9s descal\u00e7os<\/strong><\/p>\n<p>Sem d\u00favida, \u00e9 preciso que os pais e educadores zelem pela seguran\u00e7a dos filhos e usem os sapatos como protetores dos p\u00e9s em dias muito frios, em pisos muito quentes ou ainda em ambientes contaminados por esgoto, em lagoas ou \u00e1guas paradas, em areia ou terra desprotegida que pode ter parasitas. Esses s\u00e3o ambientes transmissores de doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Sapatos apropriados como t\u00eanis protegem os p\u00e9s em caminhadas, corridas ou em brincadeiras com outras crian\u00e7as em ambientes externos.<\/p>\n<p>Deve-se evitar andar descal\u00e7o em ambientes externos cobertos por pedregulho, com desn\u00edveis onde se possa trope\u00e7ar, ou com objetos cortantes ou pontiagudos que causem les\u00f5es.<\/p>\n<p>No entanto, a crian\u00e7a n\u00e3o precisa nem deve usar sapato o tempo todo. Ficar descal\u00e7a a ajuda a manter o equil\u00edbrio e a aperfei\u00e7oar a coordena\u00e7\u00e3o. Andar descal\u00e7o fortalece o peito e os m\u00fasculos do p\u00e9 e da perna do beb\u00ea, evitando o p\u00e9 chato e colaborando para o equil\u00edbrio.<\/p>\n<p>O contato com o ch\u00e3o na inf\u00e2ncia ajuda na forma\u00e7\u00e3o do p\u00e9. O calcanhar da crian\u00e7a est\u00e1 completo por volta dos cinco anos de idade, aos sete a marcha j\u00e1 se aproxima muito do que ser\u00e1 andar do adulto. Por\u00e9m, como o crescimento acontece at\u00e9 os 12 ou 15 anos, o p\u00e9 ainda n\u00e3o est\u00e1 formado. A rea\u00e7\u00e3o do p\u00e9 ao ch\u00e3o vai ajudando na constitui\u00e7\u00e3o dos ossos, al\u00e9m de ajustar a coluna ao equil\u00edbrio que vai sendo adquirido pela marcha.<\/p>\n<p>Andar em diferentes superf\u00edcies como ch\u00e3o, grama, areia, carpete ou madeira com os p\u00e9s descal\u00e7os, deixa o aprendizado da marcha mais divertido, al\u00e9m de permitir o contato com texturas e sensa\u00e7\u00f5es diferentes, oferecendo experi\u00eancias sensoriais importantes para o aprendizado da crian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Quando o beb\u00ea precisa come\u00e7ar a usar sapato?<\/strong><\/p>\n<p>Existe muita d\u00favida se o momento de colocar o sapato nos beb\u00eas \u00e9 quando eles come\u00e7am a ficar de p\u00e9 e a se movimentar. A maioria dos especialistas considera que os sapatos s\u00e3o necess\u00e1rios s\u00f3 quando a crian\u00e7a estiver andando na rua com frequ\u00eancia, pelos riscos j\u00e1 elencados.<\/p>\n<p>Em ambientes internos e limpos como em casa ou na creche, \u00e9 melhor deix\u00e1-lo andar descal\u00e7o, pois os dedos e a sola dos p\u00e9s agarram melhor no piso evitando escorreg\u00f5es em superf\u00edcies lisas. Reiterando, os sapatos podem ser usados nos ambientes externos e p\u00fablicos para evitar les\u00f5es ou contamina\u00e7\u00e3o com parasitas ou bact\u00e9rias que s\u00e3o transmitidas pelo contato com urina ou fezes de animais.<\/p>\n<p>Para se desvincular da ideia do uso cont\u00ednuo do sapato \u00e9 preciso entender a fun\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica desse objeto e assumir uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica quanto ao significado de seu uso, vinculado ao posicionamento social e econ\u00f4mico dos indiv\u00edduos. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio considerar a publicidade imperativa da m\u00eddia no que se refere ao consumo abusivo de sapatos, especialmente, para crian\u00e7as.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13525 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/3-2-300x281.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/3-2-300x281.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/3-2.jpg 388w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Para se desvincular da ideia do uso cont\u00ednuo do sapato \u00e9 preciso entender a fun\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica desse objeto e assumir uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica quanto ao significado de seu uso, vinculado ao posicionamento social e econ\u00f4mico dos indiv\u00edduos. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio considerar a publicidade imperativa da m\u00eddia no que se refere ao consumo abusivo de sapatos, especialmente, para crian\u00e7as.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as se sentem mais livres e n\u00f3s adultos n\u00e3o precisamos a todo o momento fazer com eles coloquem os sapatos. Fazer isso nos deixava bastante angustiados e cansados, afinal, era o dia todo colocando o sapato e a crian\u00e7a tirando. Percebi que o grupo fica feliz com o p\u00e9 no ch\u00e3o, andam e correm com mais confian\u00e7a&#8230; Pelas express\u00f5es, parece ser muito gostoso para eles sentir a textura lisa do ch\u00e3o da creche, a textura um pouco mais \u00e1spera do ch\u00e3o do parque ou a sensa\u00e7\u00e3o esfoliante da areia&#8230; A crian\u00e7a escolhe! Se ela tira o sapato, deixamos, mas, se n\u00e3o quiser tirar, tamb\u00e9m fica tudo bem. Fiquei mais tranquila na medida em que fui percebendo a boa rela\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as com o p\u00e9 descal\u00e7o; na medida, tamb\u00e9m, em que fui me convencendo sobre o quanto isso \u00e9 saud\u00e1vel!<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o pelo p\u00e9 no ch\u00e3o pode ser constru\u00edda como uma pr\u00e1tica saud\u00e1vel que legitima uma rela\u00e7\u00e3o mais humana com a terra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FABIANA COIMBRA E MAIRA TANGERINO\u00b9 UM ASSUNTO QUE GERA POL\u00caMICA E D\u00daVIDAS EM PAIS, EDUCADORES E ESPECIALISTAS \u00c9 SE AS CRIAN\u00c7AS PODEM FICAR DESCAL\u00c7AS EM CRECHE E PR\u00c9-ESCOLAS. REFLETINDO AL\u00c9M DA POL\u00caMICA, DISCUTIMOS AQUI OS MITOS EM TORNO DESSE TEMA ARGUMENTANDO COMO PODE SER SAUD\u00c1VEL E PRAZEROSO A CRIAN\u00c7A FICAR DE P\u00c9 NO CH\u00c3O. A [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":227,"featured_media":16794,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1520],"tags":[],"class_list":{"0":"post-13522","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisa-la-60","9":"post-with-thumbnail","10":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13522","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/227"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13522"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16800,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13522\/revisions\/16800"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16794"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}