{"id":13384,"date":"2022-04-07T20:07:07","date_gmt":"2022-04-07T23:07:07","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=13384"},"modified":"2022-04-07T20:43:04","modified_gmt":"2022-04-07T23:43:04","slug":"avisa-la-indica-esta-de-volta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/noticias\/avisa-la-indica-esta-de-volta\/","title":{"rendered":"O &#8220;Avisa L\u00e1 Indica&#8221; est\u00e1 de volta!"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hQl6-_Lyeqw\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-13385 alignleft\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/imagem-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"194\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/imagem-225x300.jpg 225w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/imagem.jpg 375w\" sizes=\"auto, (max-width: 194px) 100vw, 194px\" \/><\/a><\/h4>\n<p style=\"text-align: left;\">Retomamos a s\u00e9rie de v\u00eddeos e resenhas de livros de Ana Carolina Carvalho, formadora do Avisa L\u00e1.<br \/>\nNeste retorno, Ana Carolina comenta um livro que trata da rela\u00e7\u00e3o de diferentes leitores com os livros e aponta a leitura como uma experi\u00eancia singular.\u00a0 Nossa colunista revela conhecimento e sensibilidade, levando-nos a degustar suas palavras e apreciar as ilustra\u00e7\u00f5es que nos apresenta.<br \/>\nAl\u00e9m do v\u00eddeo, o texto narra uma experi\u00eancia que torna o livro ainda mais especial para ela.<br \/>\nClique na imagem para acessar o v\u00eddeo e leia a resenha abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Na terra dos livros, Quint Buchholz<\/strong><br \/>\n<strong>Editora Panda books <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ana Carolina Carvalho<\/strong><\/p>\n<p>J\u00e1 faz tempo que quero falar sobre esse livro. Minha hist\u00f3ria com ele come\u00e7ou em uma viagem. Como leitora, gosto de frequentar livrarias, sebos e bibliotecas de outros lugares. Saber como s\u00e3o esses espa\u00e7os dedicados \u00e0 leitura, estar perto de leitores de outras terras costuma fazer parte dos meus interesses quando viajo, sobretudo quando tenho a chance de ir para outros pa\u00edses (ultimamente, por v\u00e1rias raz\u00f5es, essas viagens andam imposs\u00edveis, fiquemos com as mem\u00f3rias das que fizemos). Se consigo minimamente entender a l\u00edngua, as visitas \u00e0s livrarias e sebos ficam com um atrativo a mais, j\u00e1 que posso me arriscar a comprar um ou outro livro de autores locais, cujos t\u00edtulos ainda n\u00e3o foram traduzidos, ou at\u00e9 mesmo adquirir uma edi\u00e7\u00e3o de um livro de que gosto muito, em formato diferente do publicado no Brasil. Por que n\u00e3o? Leitor tem cada mania&#8230;<\/p>\n<p>Talvez at\u00e9 nem seja mania, mas o jeito pr\u00f3prio de ler e de ser leitor: estar perto dos livros e de outros que tamb\u00e9m leem. Afinal, ser leitor n\u00e3o \u00e9 apenas estar diante de um livro e compreender seus sentidos. Tamb\u00e9m \u00e9 leitor aquele que reconhece e usufrui das muitas pr\u00e1ticas de leitura: a leitura solit\u00e1ria, compartilhada, coletiva ou em dupla, a conversa entre leitores, as indica\u00e7\u00f5es de livros, a ida frequente aos espa\u00e7os de leitura, a busca pelas resenhas e cr\u00edticas-pontes que nos fazem ler melhor. Ali\u00e1s, todas essas a\u00e7\u00f5es, ou se quisermos nomear \u201ccomportamentos leitores\u201d existem porque nos ajudam a ler melhor, nos colocam dentro do mundo da leitura, em rede, em comunidade. J\u00e1 pensou nisso? A leitura, ainda que seja feita na intimidade, a s\u00f3s, \u00e9 sempre permeada por outros, pelo outro \u2013 outro leitor, o escritor, aquele nos indicou o livro, aquela em que pensamos quando lemos e para quem vamos indicar nossa leitura. Enfim, uma grande rede nos sustenta quando lemos.<\/p>\n<p>Bem, tudo isso para falar do encontro com um livro. Ele se deu em uma livraria charmosa em Montevideo, Uruguai. Fiz essa viagem em 2017, com meus filhos. Antes de partir, fiz uma busca sobre as livrarias e sebos que poderia visitar. Encontrei a livraria <em>Escaramuza<\/em>, situada no bairro Cord\u00f3n, em Montevideo. Uma casa linda e antiqu\u00edssima, reformada com muito esmero para abrigar livros e um caf\u00e9 delicioso. Nessa visita, encontrei um autor at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido para mim: o alem\u00e3o Quint Buchholz (sim, n\u00e3o era um uruguaio, mas autor traduzido para o espanhol). Logo de cara, me encantei. Trata-se de um artista que se dedica a criar bel\u00edssimas imagens sobre o encontro com os livros e a leitura. Como poderia n\u00e3o me encantar? Seus tra\u00e7os lembram um pouco o artista belga Rene Magritte, importante nome da corrente surrealista. Ao seu modo, Buchholz tamb\u00e9m traz aspectos inusitados, pintando uma atmosfera on\u00edrica em meio a uma representa\u00e7\u00e3o realista das paisagens e figuras.<\/p>\n<p>No caso dos dois livros que encontrei nessa livraria, o que Buchholz procurava retratar era justamente a rela\u00e7\u00e3o das personagens com a leitura. Um dos t\u00edtulos chamava-se <em>Em el pa\u00eds de los libros<\/em> e a cada p\u00e1gina, surgia retratada uma experi\u00eancia diferente de leitura, em texto e imagens. Desde o primeiro salto de uma leitora que se aventura ao abrir um livro, passando pela leitora que prefere a calmaria, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0quele que enfrenta o bom combate, numa rela\u00e7\u00e3o totalmente diferente da que se sente acompanhada ao ler, ou a que se dedica a devaneios, e at\u00e9 mesmo aquele que escuta uma novidade quando abre um livro. Quantas experi\u00eancias diversas podem caber numa leitura. Vemos a cada p\u00e1gina, o leitor ou a leitora, ativos, que encontram o livro \u00e0 sua maneira, conferindo sempre sentidos pessoais. Os tra\u00e7os de Bucchholz tamb\u00e9m suscitam um tipo de experi\u00eancia, na medida em que nos deslocam, oferecendo paisagens nunca vistas. A cada p\u00e1gina, podemos tamb\u00e9m nos encontrar naqueles retratos inusitados, como um espelho revelando nosso jeito de ler e encontrar um livro.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que esse livro n\u00e3o existia no Brasil. Ali\u00e1s, nenhum do artista alem\u00e3o. Com o exemplar espanhol em m\u00e3os, fui em busca de uma editora que quisesse public\u00e1-los, traduzindo n\u00e3o aquela vers\u00e3o que eu tinha encontrado, mas do original em alem\u00e3o. Quem se encantou com o projeto foi a Tatiana Fulas, da editora Panda Books. E assim, nascia a vers\u00e3o brasileira chamada <em>Na terra dos livros<\/em>, com tradu\u00e7\u00e3o da Claudia Cavalcanti.<\/p>\n<p>Hoje em dia, as duas vers\u00f5es, em portugu\u00eas e em espanhol moram ao lado na estante. <em>Uno edifica um mundo em outro tempo. O outro vai lendo bem devagar<\/em>. <em>Otra nunca est\u00e1 sola cuando oscurece el cielo. <\/em>Ele olha o mundo de outros jeitos. Em ambas as l\u00ednguas, em nos desenhos, o que encontramos s\u00e3o declara\u00e7\u00f5es de amor \u00e0 diversidade e a singularidade de livros e de leitores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retomamos a s\u00e9rie de v\u00eddeos e resenhas de livros de Ana Carolina Carvalho, formadora do Avisa L\u00e1. 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