{"id":13263,"date":"2014-08-18T19:24:25","date_gmt":"2014-08-18T22:24:25","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=13263"},"modified":"2024-04-29T08:56:59","modified_gmt":"2024-04-29T11:56:59","slug":"diferentes-vozes-para-uma-mesma-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisa-la-59\/diferentes-vozes-para-uma-mesma-historia\/","title":{"rendered":"Diferentes vozes para uma mesma hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>CLAUDIENE DIAS DA SILVA, SANDRA DUARTE E RENATA FRAUENDORF\u00b9<\/p>\n<hr \/>\n<p>FORMA\u00c7\u00c3O A DIST\u00c2NCIA E PRESENCIAL A FAVOR DA ESCOLA: \u00c9 POSS\u00cdVEL PRODUZIR CONHECIMENTO A PARTIR DA INTER-RELA\u00c7\u00c3O ENTRE DIFERENTES ATORES NO PROCESSO FORMATIVO<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-13264\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1-13-300x245.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1-13-300x245.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/1-13.png 735w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Todo ano, no in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o continuada\u00b2 no munic\u00edpio de Ariquemes (RO), \u00e9 comum haver questionamentos e d\u00favidas dos participantes sobre a contribui\u00e7\u00e3o das atividades para transformar pr\u00e1ticas dentro da sala de aula, seu principal objetivo. Outra quest\u00e3o muito recorrente \u00e9 por que se investir no coordenador pedag\u00f3gico quando quem faz o trabalho na sala de aula \u00e9 o professor.<\/p>\n<p>Escrito de forma coletiva, este relato \u00e9 um exemplo de como essa forma\u00e7\u00e3o continuada pode caminhar unindo diferentes pessoas que atuam em inst\u00e2ncias distintas dentro de uma rede apoiada no trabalho de consultoria a dist\u00e2ncia; especialmente porque investe-se na discuss\u00e3o e na reflex\u00e3o a partir do contexto de trabalho, provocando diferen\u00e7as dentro da sala de aula e, principalmente, na qualidade da aprendizagem dos alunos.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>1 Claudiene e Sandra s\u00e3o formadoras locais da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o do Munic\u00edpio de Ariquemes (RO). Renata \u00e9 consultora do programa Al\u00e9m das Letras \/IAL.<br \/>\n2 O programa Al\u00e9m das Letras investe na forma\u00e7\u00e3o a distancia de coordenadores pedag\u00f3gicos de escolas da rede municipal de<br \/>\ndiferentes regi\u00f5es do Brasil.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-13265\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-13-224x300.png\" alt=\"\" width=\"224\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-13-224x300.png 224w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/2-13.png 617w\" sizes=\"auto, (max-width: 224px) 100vw, 224px\" \/><\/p>\n<p>Assim, a proposta de desenvolvimento de um projeto de Reescrita de Contos Africanos para as turmas de 2o ano da EMEIEF Jorge Teixeira nasceu dos estudos e das reflex\u00f5es sobre o conte\u00fado da produ\u00e7\u00e3o de textos realizados nos encontros de forma\u00e7\u00e3o na pr\u00f3pria escola\u00b3. Ao iniciar o projeto, a escola tinha no total 57 alunos de 2o ano, sendo 40 alfab\u00e9ticos e 17 n\u00e3o alfab\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Realizar um projeto de reescrita foi uma escolha intencional das professoras e da coordenadora, por entenderem que essa seria uma boa situa\u00e7\u00e3o did\u00e1tica para aproximar as crian\u00e7as da linguagem que se usa para escrever. Outra forma utilizada foi conhecer mais sobre a organiza\u00e7\u00e3o interna do g\u00eanero escrito estudado, mesmo para aqueles que ainda n\u00e3o sabiam ler e escrever convencionalmente.<\/p>\n<p>Para esse projeto escolheram as hist\u00f3rias do livro Contos ao redor da fogueira, de Rogerio Andrade Barbosa<sup>4\u00a0<\/sup>, uma vez que a maioria dos alunos estava familiarizada apenas com contos de fadas. Al\u00e9m de apresentar uma linguagem riqu\u00edssima, o texto era tamb\u00e9m a oportunidade de conhecer um autor diferente e assim, valorizar a influ\u00eancia da cultura africana no Brasil.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13266 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/3-13-228x300.png\" alt=\"\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/3-13-228x300.png 228w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/3-13.png 478w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><\/p>\n<p>\u2013 O texto que mais gostei foi o de Kumbu e o velho feiticeiro porque eles se transformaram em p\u00e1ssaros, eram m\u00e1gicos e podiam se transformar tamb\u00e9m em outros animais. E Kumbu era um menino muito poderoso e muito obediente \u2013 disse Eleandro, aluno de 2\u00ba ano.<\/p>\n<p>\u2013 Kumbu era muito corajoso e n\u00e3o deixava sua m\u00e3e passar fome, e era muito obediente. Ele enfrentava todos os perigos da floresta era m\u00e1gico e podia se transformar em v\u00e1rios animais \u2013 contou Felipe, aluno de 2\u00ba ano.<\/p>\n<p>Diante destes coment\u00e1rios realizados pelos alunos, \u00e9 poss\u00edvel se ter uma ideia do que o projeto suscitou na turma&#8230;<\/p>\n<hr \/>\n<h6>3 Os encontros de forma\u00e7\u00e3o foram realizados pela coordenadora pedag\u00f3gica Osvanilda Moreira Marcelino na pr\u00f3pria escola. O<br \/>\ntrabalho de reescrita j\u00e1 fazia parte do planejamento das professoras Alice Maria Mafessoni e Eliane Werner dos Santos.<br \/>\n4Rio de Janeiro: Agir, 1990.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13267 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4-13-300x245.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"245\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4-13-300x245.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/4-13.png 612w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>A forma\u00e7\u00e3o apoiando as aprendizagens<\/strong><\/p>\n<p>O caminho da forma\u00e7\u00e3o continuada<sup>5 <\/sup>\u00e9 o de ida e volta, pois ele nasce das demandas da sala de aula levantadas pelo professor e pela coordena\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica (CP), chega ao formador local que o compartilha com o consultor, e n\u00e3o se esgota a\u00ed. O trajeto de volta precisa acontecer at\u00e9 que se chegue, novamente, nas salas de aula. Para apoiar esse percurso e n\u00e3o cair na generalidade, formadores locais elaboram um projeto de forma\u00e7\u00e3o definindo n\u00e3o s\u00f3 o conte\u00fado did\u00e1tico a ser focado, mas tamb\u00e9m o conte\u00fado de forma\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0s CPs a partir das necessidades da rede como um todo.<\/p>\n<p>Os dois conte\u00fados s\u00e3o trabalhados paralelamente durante os encontros de forma\u00e7\u00e3o com os coordenadores, momento em que as formadoras locais dedicam tempo para discuss\u00e3o tanto de conte\u00fado referente \u00e0 pr\u00e1tica do professor, como aos conte\u00fados referentes \u00e0 forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Esses s\u00e3o dois fios condutores nesta forma\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o se quisermos uma escola com profissionais reflexivos, precisamos desvelar as concep\u00e7\u00f5es que sustentam a pr\u00e1tica, compreender o pensamento do coordenador sobre o conte\u00fado e criar situa\u00e7\u00f5es para problematizar esse conhecimento e dar outro sentido a ele. Nesta forma\u00e7\u00e3o em que n\u00f3s, formadoras locais, nos propusemos a dar suporte para o coordenador desenvolver sua fun\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m experienciamos esse mesmo processo a dist\u00e2ncia<sup>6 <\/sup>\u2013 declarou Claudiene, formadora local.<\/p>\n<p>\u2013 D\u00favidas, inseguran\u00e7as, dificuldades quanto ao conte\u00fado sempre surgem, mas a conversa a dist\u00e2ncia e os esclarecimentos diante de nossas quest\u00f5es foram nos tranquilizando e nos levando a entender que n\u00e3o somos detentores do conhecimento, pois tamb\u00e9m somos aprendizes nesta forma\u00e7\u00e3o \u2013 disse Sandra, formadora local.<\/p>\n<p>O interessante \u00e9 que o mesmo impacto no processo de aprendizagem sentido pelas formadoras era tamb\u00e9m sentido pelas coordenadoras, como podemos observar nas palavras da coordenadora pedag\u00f3gica:<\/p>\n<p><em>[&#8230;] Atrav\u00e9s de boas situa\u00e7\u00f5es problemas, as formadoras nos ajudavam a reconstruir nossos conhecimentos sobre o conte\u00fado da produ\u00e7\u00e3o de texto. Posso dizer que elas semeavam discuss\u00f5es as quais promoviam muitas reflex\u00f5es e suscitavam aprendizagens na sala de aula. Identificar as reais condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas de ensino de produ\u00e7\u00e3o de texto nos possibilitou a cria\u00e7\u00e3o de um novo contexto quanto a essa pr\u00e1tica dentro da escola. O segundo passo nesse encontro foi planejar como n\u00f3s coordenadores dever\u00edamos encaminhar o conte\u00fado com nossos professores. Na minha opini\u00e3o, esse \u00e9 um aspecto fundamental que fortalece essa forma\u00e7\u00e3o, pois al\u00e9m de estudarmos sobre o conte\u00fado, pensamos em como discutir com os professores, o que nos ajuda a atuar com mais s<\/em><em>eguran\u00e7a<sup>7<\/sup>.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6>5Programa Al\u00e9m das Letras.<br \/>\n6 Atrav\u00e9s de acompanhamento, reuni\u00f5es online e devolutivas das pautas e relat\u00f3rios feito pela consultoria do programa por meio do<br \/>\nambiente de colabora\u00e7\u00e3o oferecido pelo Instituto Avisa L\u00e1.<\/h6>\n<p>Para as formadoras locais, a a\u00e7\u00e3o integrada por meio de devolutivas ora presenciais, ora a dist\u00e2ncia, \u00e9 muito relevante. Isso porque, com ela, se busca subsidiar a pr\u00e1tica atrav\u00e9s de estudos e trocas de saberes. Consequentemente, o profissional pode melhorar sua pr\u00e1tica quando se disp\u00f5e a examin\u00e1-la, a pensar sobre ela. No in\u00edcio das discuss\u00f5es sobre produ\u00e7\u00e3o de texto, as pr\u00e1ticas mais recorrentes das professoras eram solicitadas por meio de temas e do oferecimento de gravuras, sem um prop\u00f3sito comunicativo, sem defini\u00e7\u00e3o do g\u00eanero ou um real destinat\u00e1rio. Situa\u00e7\u00f5es que se constituiriam em boas oportunidades para problematizar as condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas necess\u00e1rias \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bons textos, conforme conclu\u00edram as formadoras e a consultora nos momentos de supervis\u00e3o a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Dessa forma, surgiu a necessidade de levar as coordenadoras a compreender que o conte\u00fado da produ\u00e7\u00e3o de texto envolvia duas atividades distintas: reescrita e produ\u00e7\u00e3o de autoria, e que, por mobilizarem conhecimentos diferentes, seria necess\u00e1rio focar no aprofundamento da reescrita.<\/p>\n<p>Especificamente na EMEIEF Jorge Teixeira, a nova proposta de trabalho com os textos n\u00e3o se deu somente pelo entendimento do conte\u00fado, por parte da coordenadora, mas sim pelos encaminhamentos<br \/>\nque ela lan\u00e7ou m\u00e3o para promover essa compreens\u00e3o nos professores. Assim, as estrat\u00e9gias formativas de tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica e dupla conceitualiza\u00e7\u00e3o foram potentes ferramentas para que as aprendizagens fossem significativas para a equipe. Buscar respostas \u00e0s indaga\u00e7\u00f5es feitas pelos formadores serviu como ponto de partida para uma reflex\u00e3o sobre as concep\u00e7\u00f5es e os procedimentos pedag\u00f3gicos presentes na escola. Assim, uma das tarefas propostas aos coordenadores ao final do encontro foi a filmagem de uma situa\u00e7\u00e3o de reescrita em sala de aula ap\u00f3s todo um primeiro movimento de reflex\u00e3o junto com os professores da escola.<\/p>\n<hr \/>\n<p><strong>Estrat\u00e9gias Formativas<\/strong><\/p>\n<p>\u201cA tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica \u00e9 o exerc\u00edcio de olhar para a pr\u00e1tica da sala de aula como um objeto sobre o qual se pode pensar.\u201d (O di\u00e1logo entre o ensino e a aprendizagem, de Telma Weisz. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 2011.)<\/p>\n<p>\u201cAs situa\u00e7\u00f5es de dupla conceitualiza\u00e7\u00e3o t\u00eam um duplo objetivo: conseguir, por um lado, que os professores construam conhecimentos sobre um objeto de ensino, e por outro, que elaborem conhecimentos referentes \u00e0s condi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas necess\u00e1rias para que seus alunos possam apropriar-se<br \/>\ndesse objeto.\u201d (Ler e escrever na escola: o real, o poss\u00edvel e o necess\u00e1rio, de Delia Lerner. Porto Alegre:<br \/>\nArtmed, 2001.)<\/p>\n<hr \/>\n<p>Desse material, as formadoras extraiam conte\u00fados que julgavam relevantes para depois os retomar com o coordenador e ajud\u00e1-lo a enxergar o que ele n\u00e3o conseguia ver, ou mesmo para auxili\u00e1-lo a planejar como seria a devolutiva ao professor. Por\u00e9m, muitas vezes, elas recorriam nesse processo ao consultor antes de voltar \u00e0 escola e, dessa forma, a rede colaborativa ia se fortalecendo.<\/p>\n<p><em>[&#8230;] Um claro exemplo foi quando assistimos um v\u00eddeo produzido na escola no qual observamos alguns equ\u00edvocos, mas antes de fazermos a devolutiva para coordenadora sobre essa situa\u00e7\u00e3o, recorremos \u00e0 consultora apresentando nossas d\u00favidas. A forma como ela retornou nos possibilitou maior compreens\u00e3o e seguran\u00e7a para conversar com a coordenadora. Sab\u00edamos que precis\u00e1vamos tomar alguns cuidados, pois n\u00e3o se tratava de apenas dizer que n\u00e3o era uma reescrita, era necess\u00e1rio construir observ\u00e1veis, para que a pr\u00f3pria coordenadora pudesse constatar o problema no v\u00eddeo analisado. Nesta situa\u00e7\u00e3o, uma importante reflex\u00e3o para n\u00f3s formadoras foi a de retomar o conceito de reescrita e confront\u00e1-lo com o resultado da produ\u00e7\u00e3o coletiva dos alunos, realizada pela professora observada no v\u00eddeo em quest\u00e3o. At\u00e9 que os conhecimentos se efetivassem nas pr\u00e1ticas das professoras, v\u00e1rios caminhos foram percorridos, sempre tendo em vista a articula\u00e7\u00e3o entre teoria e pr\u00e1tica, de modo que pud\u00e9ssemos reconstru\u00ed-la. Na condi\u00e7\u00e3o de formadoras, compreendemos que por tr\u00e1s da devolutiva est\u00e1 o conhecimento te\u00f3rico, pois s\u00e3o eles que d\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de ampliar o conhecimento sobre o objeto de ensino, tamb\u00e9m de observar e analisar situa\u00e7\u00f5es e nelas intervir no momento prop\u00edcio de forma mais adequada. O outro empecilho \u00e9 que todo esse conhecimento precisava ser constru\u00eddo juntamente com a coordenadora da escola, pois a devolutiva \u00e0 professora seria feita por ela e n\u00e3o por n\u00f3s f<\/em><em>ormadoras<sup>8<\/sup>.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6>7Osvanilda Moreira Marcelino, coordenadora pedag\u00f3gica.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13268 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/5-13-300x242.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"242\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/5-13-300x242.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/5-13.png 620w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><strong>O papel da devolutiva no processo<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 se chegar a uma transforma\u00e7\u00e3o nas pr\u00e1ticas das professoras, muitos saberes precisam ser constru\u00eddos e reconstru\u00eddos. Nesse sentido, a devolutiva exerce papel important\u00edssimo porque, al\u00e9m de manter um di\u00e1logo entre os envolvidos na forma\u00e7\u00e3o, ela cumpre um papel de provocar reflex\u00e3o, seja do objeto de estudo, seja de como o coordenador pode comunic\u00e1-lo ao professor.<\/p>\n<p>Para as consultoras do programa<sup>9<\/sup>, a reflex\u00e3o efetivada em um espa\u00e7o coletivo permite que sejam suscitadas situa\u00e7\u00f5es que levem ao desenvolvimento de atitudes reflexivas sobre a pr\u00e1tica em sala de aula, n\u00e3o s\u00f3 do professor como tamb\u00e9m do coordenador e dos formadores locais. Sendo assim, a a\u00e7\u00e3o da consultora muitas vezes caminha no sentido de ajudar o formador a ter olhos para aquilo que n\u00e3o est\u00e1 conseguindo enxergar e a pensar em perguntas de forma que ele possa lan\u00e7ar m\u00e3o desse conhecimento em outras situa\u00e7\u00f5es analisadas, como podemos conferir no trecho abaixo:<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13269 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6-12-222x300.png\" alt=\"\" width=\"222\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6-12-222x300.png 222w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/6-12.png 588w\" sizes=\"auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/><\/p>\n<p><em>[&#8230;] Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cenas que assisti e que podem contribuir com as demais que voc\u00eas t\u00eam em m\u00e3os, as duas situa\u00e7\u00f5es observadas parecem muito escolarizadas, como uma atividade solta, algo que existe apenas dentro da escola e que pouco contribui para a forma\u00e7\u00e3o de produtores de texto. A impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 que basta ler a hist\u00f3ria uma vez e em seguida propor aos alunos a reescrita, como se isso fosse um processo simples, ou que o fato de j\u00e1 se saber escrever trouxesse em si esse conhecimento, o que sabemos, n\u00e3o \u00e9 verdade. Parece que esses professores t\u00eam uma ideia de que reescrever \u00e9 apenas recuperar o conte\u00fado tem\u00e1tico. Enfim, o foco fica mais centrado no resgate de partes da hist\u00f3ria e n\u00e3o na possibilidade de se apropriar das caracter\u00edsticas do g\u00eanero, pensar em como podem escrever aquela hist\u00f3ria e ent\u00e3o colocar em jogo conhecimentos referentes a linguagem escrita. Um exemplo disso \u00e9 a escolha do texto que n\u00e3o se ajusta a nenhum g\u00eanero escrito e n\u00e3o h\u00e1 autor conhecido. A que g\u00eanero pertence, \u00e9 uma f\u00e1bula? Um conto? Uma narrativa de aventura? Quem \u00e9 o autor? A escolha do texto \u00e9 fundamental se o que temos em mente \u00e9 que ao reescrever as crian\u00e7as se aproximem cada vez mais da organiza\u00e7\u00e3o interna do g\u00eanero, para que em outros momentos ao produzir um texto neste g\u00eanero recorram a esses conhecimentos que foram construindo ao longo de todo esse processo. Por que reescrever essa hist\u00f3ria? A quest\u00e3o que parece em jogo aqui \u00e9: em que contexto a situa\u00e7\u00e3o de reescrita faz sentido? Quando e por que propor aos alunos esta situa\u00e7\u00e3o de reescrita? O que selecionar para esse tipo de p<\/em><em>roposta<sup>10<\/sup><\/em><em>?<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6>8Reflex\u00f5es das formadoras locais Sandra e Claudiene, autoras deste texto.<br \/>\n9As formadoras do Avisa L\u00e1 que fazem a forma\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia nos munic\u00edpios.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13271 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/8-10-300x238.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/8-10-300x238.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/8-10.png 493w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Para a interven\u00e7\u00e3o fazer sentido \u00e9 fundamental que as discuss\u00f5es nas\u00e7am das quest\u00f5es dos professores, coordenadores ou mesmo dos formadores. Apesar de, aparentemente, estar fora do contexto escolar e afastado da realidade do munic\u00edpio, \u00e9 esse di\u00e1logo constru\u00eddo pela devolutiva aos relat\u00f3rios, ou \u00e0s pautas para subsidiar o encontro, que vai tecendo essa rede e diminuindo dist\u00e2ncias.<\/p>\n<p><em>[&#8230;] Acredito numa forma\u00e7\u00e3o que provoque no outro o desejo de reconstruir sua pr\u00e1tica a partir da constru\u00e7\u00e3o (ou reconstru\u00e7\u00e3o) do conhecimento. Para isso, diante de questionamentos ou mesmo equ\u00edvocos que observo em qualquer um dos sujeitos envolvidos na forma\u00e7\u00e3o, lan\u00e7o m\u00e3o de situ a\u00e7\u00f5es problemas, quest\u00f5es que fa\u00e7am os profissionais refletirem e ressignificarem alguns conceitos para que, assim, mais seguros, possam discutir e provocar a reflex\u00e3o no grupo em que atuam. Pois \u00e9 assim que eu tamb\u00e9m tenho aprendido e refletido sobre minha pr\u00e1tica.\u00a0 Nesse sentido, entendo que a devolutiva cumpre um papel de grande import\u00e2ncia na forma\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 pelo que se escreve, mas tamb\u00e9m pela forma com que se escreve, uma vez que o princ\u00edpio de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento deve ser o mesmo tamb\u00e9m com os adultos, independente da forma\u00e7\u00e3o que se pratica ser presencial ou n\u00e3o. As devolutivas jamais devem funcionar como verdades a<\/em><em>bsolutas<sup>11<\/sup><\/em><em>.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6>10 Observa\u00e7\u00f5es da consultora do Avisa L\u00e1, Renata Frauendorf, que \u00e9 tamb\u00e9m uma das autoras deste texto.<\/h6>\n<p>Assim, observamos que para os conhecimentos chegarem na ponta, \u00e0 sala de aula todos os envolvidos no processo tiveram que avan\u00e7ar em suas conceitualiza\u00e7\u00f5es, o que s\u00f3 pode acontecer quando a escola \u00e9 entendida como um espa\u00e7o privilegiado de forma\u00e7\u00e3o de professores no qual o coordenador assume a<br \/>\nimportante figura de formador.<\/p>\n<p>As professoras e a coordenadora conclu\u00edram o projeto certas dos avan\u00e7os das crian\u00e7as, tanto no que se refere \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o da linguagem escrita desse g\u00eanero, quanto \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses de escritas no caso dos alunos n\u00e3o alfab\u00e9ticos.<\/p>\n<p><strong>Reflex\u00f5es da consultora<\/strong><\/p>\n<p>Olhar para todo esse trabalho nos fez identificar muito das conversas tidas com as formadoras locais, ora em mensagens trocadas via e-mail, ou via comunicador instant\u00e2neo, devolutivas ou supervis\u00e3o online. Nesses momentos, pudemos perceber o quanto nossas trocas tinham sido produtivas e como o objetivo de incidir na qualidade do que \u00e9 oferecido aos alunos foi o que nos uniu em todo o projeto.<\/p>\n<p>O trabalho relatado ficou entre os finalistas do pr\u00eamio Professor Nota 10, da Funda\u00e7\u00e3o Victor Civita, em 2011, evidenciando que a pr\u00e1tica dessas professoras foi, de fato, transformada a partir das contribui\u00e7\u00f5es de uma coordenadora que participou de um processo de forma\u00e7\u00e3o continuada. A a\u00e7\u00e3o da coordenadora de levar, corajosamente, os conhecimentos descobertos e rec\u00e9m-incorporados para sua escola, incentivou algumas professoras a se arriscarem em busca de novos caminhos e possibilidades de atividades para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>O mesmo processo aconteceu com a coordenadora, que ao participar da forma\u00e7\u00e3o com a equipe t\u00e9cnica, viveu momentos de desconforto e de questionamentos provocados pelas formadoras locais que tinham como meta ressignificar o trabalho com a produ\u00e7\u00e3o de textos no munic\u00edpio. O trabalho com a reescrita j\u00e1 era frequente nas salas de aula, por\u00e9m, acontecia de forma descontextualizada. Como relataram as formadoras Claudiene e Sandra, as crian\u00e7as apenas reescreviam hist\u00f3rias porque a professora pedia. Era<br \/>\nnecess\u00e1rio avan\u00e7ar nesse aspecto e, para isso, o caminho mais indicado era a proposta de elabora\u00e7\u00e3o<br \/>\nde projetos did\u00e1ticos com foco na reescrita.<\/p>\n<p>Mas o que e como aconteceria era mesmo uma hist\u00f3ria que precisava ser escrita e vivida por todos aqueles que participaram dessa forma\u00e7\u00e3o. Sabemos que sempre h\u00e1 o que avan\u00e7ar, mas \u00e9 evidente que alunos, professores, coordenadora, formadores e consultores n\u00e3o terminaram esse projeto da mesma forma com que o iniciaram.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>11 Idem.<\/h6>\n<hr \/>\n<p><strong>Por dentro do projeto Reescritas<\/strong><\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong> Apropriar-se da linguagem escrita atrav\u00e9s de leitura e reescrita dos contos Ao redor da fogueira, de Rog\u00e9rio Andrade Barbosa. Desenvolver comportamentos escritores: planejar, ler, reler, textualizar, reescrever e revisar o texto. Ampliar o repert\u00f3rio de autores e contos conhecidos.<\/p>\n<p><strong>Conte\u00fado:<\/strong> Leitura e reescrita de contos Ao redor da fogueira.<\/p>\n<p><strong>Produto final:<\/strong> Uma exposi\u00e7\u00e3o, na semana do livro na escola, com o livro coletivo da turma feito a partir das reescritas das crian\u00e7as dos contos de Ao redor da fogueira.<\/p>\n<p><strong>P\u00fablico Alvo:<\/strong> 2\u00ba Ano.<\/p>\n<p><strong>Dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> 2 meses.<\/p>\n<h3>Etapas comentadas:<\/h3>\n<h5>1\u00aa etapa: Apresenta\u00e7\u00e3o do Projeto.<\/h5>\n<p><strong>2\u00aa etapa: Sequ\u00eancia de leituras dos contos <em>Ao redor da fogueira<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u201cPara compreender o significado de alguns dos contos era necess\u00e1rio compreender algumas express\u00f5es<br \/>\ne palavras espec\u00edficas. Ent\u00e3o, solicitamos \u00e0s crian\u00e7as que falassem as palavras e express\u00f5es utilizadas<br \/>\npelo autor que eles nunca tinham ouvido e que achavam diferentes. De vez em quando, rel\u00edamos alguns trechos para ajudar no levantamento e escrev\u00edamos a palavra\/express\u00e3o em um cartaz. Depois as crian\u00e7as levaram essa lista como tarefa de casa para que pesquisassem com os pais os significados.<\/p>\n<p>No outro dia, percebemos que as crian\u00e7as utilizaram diferentes fontes de pesquisas, como internet, livros<br \/>\ne dicion\u00e1rios. Fizemos, ent\u00e3o, uma nova lista com as palavras, express\u00f5es e significados pesquisados.<\/p>\n<p>Algumas express\u00f5es escolhidas pelas crian\u00e7as foram ordenhar as vacas; cen\u00e1rio desolador; vociferou<br \/>\ne tangendo.<\/p>\n<p>Nosso prop\u00f3sito era dar mais suporte a eles no momento da reescrita. N\u00e3o t\u00ednhamos a inten\u00e7\u00e3o de<br \/>\nque repetissem as mesmas express\u00f5es em seus textos, mas que percebessem a riqueza da linguagem utilizada pelo autor para descrever lugares e\u00a0objetos\u201d<sup>12<\/sup>.<\/p>\n<p><strong>3\u00aa etapa: Leitura \u00e0 professora da produ\u00e7\u00e3o coletiva de um dos contos trabalhados.<\/strong><\/p>\n<p><strong>4\u00aa etapa: Revis\u00e3o do texto coletivo<\/strong><\/p>\n<p>As professoras relataram que, nesta etapa de revis\u00e3o, utilizaram os conhecimentos previamente trabalhados junto \u00e0 coordenadora pedag\u00f3gica durante um dos encontros de forma\u00e7\u00e3o na escola. Na ocasi\u00e3o, discutiram-se os crit\u00e9rios de escolha do texto a ser revisado e a import\u00e2ncia de se eleger focos de revis\u00e3o por meio de reflex\u00f5es e an\u00e1lises j\u00e1 experenciadas e constru\u00eddas em estudos junto \u00e0s formadoras locais. Desse modo, conclu\u00edram que os textos escolhidos para an\u00e1lise coletiva n\u00e3o deveriam ser textos com problemas de diferentes naturezas, pois isso as levaria, certamente, a focar em aspectos ortogr\u00e1ficos, como costumava acontecer, restando apenas a fun\u00e7\u00e3o de corre\u00e7\u00e3o. Para o principal problema identificado nos textos da turma, e que se relacionava \u00e0 clareza dos mesmos, as professoras<br \/>\nconclu\u00edram que a revis\u00e3o centrada nos erros ortogr\u00e1ficos, naquele momento, pouco contribuiria no<br \/>\nsentido dos alunos compreenderem outros aspectos da revis\u00e3o, sobretudo os da busca por um texto cada vez mais claro e coerente para o leitor. Mais informadas sobre os saberes da turma e sobre os pontos em que deveriam investir, as professoras iniciaram a 5\u00aa etapa do projeto que focaria no trabalho em duplas.<\/p>\n<p><strong>5\u00aa etapa: Em duplas, reescrita dos contos<\/strong><\/p>\n<p>a. Reescrita, em duplas, dos contos Kumbu e Velho Feiticeiro.<br \/>\nObjetivo: Aproximar os alunos da linguagem escrita desse g\u00eanero.<br \/>\nb. Revis\u00e3o da reescrita dos contos Kumbu e Velho Feiticeiro.<br \/>\nObjetivo: Leitura para revisar o texto reescrito, adotando alguns comportamentos escritores no momento da revis\u00e3o para qualific\u00e1-lo.<br \/>\n<em>\u201cDurante a reescrita, observei que algumas crian\u00e7as apresentavam dificuldades de recuperar os fatos importantes com a escrita alfab\u00e9tica, o que tornou evidente <\/em><em>que n\u00e3o era a compreens\u00e3o do funcionamento <\/em><em>do sistema de escrita que lhes permitiria reescrever <\/em><em>e sim um conhecimento mais relacionado \u00e0 linguagem <\/em><em>escrita; ou seja, n\u00e3o bastava saber escrever, era <\/em><em>preciso saber a ordem dos acontecimentos, como <\/em><em>organiz\u00e1-los e relacion\u00e1-los. Assim, pude observar <\/em><em>que os alunos com escrita n\u00e3o alfab\u00e9tica puderam <\/em><em>contribuir bastante no momento da produ\u00e7\u00e3o dos <\/em><em>textos n\u00e3o s\u00f3 os ditando, mas auxiliando o parceiro <\/em><em>nesse desafio de pensar coerentemente a e<\/em><em>scrita13<\/em><em>.\u201d<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-13272 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/9-8-201x300.png\" alt=\"\" width=\"201\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/9-8-201x300.png 201w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/9-8.png 481w\" sizes=\"auto, (max-width: 201px) 100vw, 201px\" \/><\/p>\n<p><strong>c. Leitura em voz alta de um novo conto, Pedra m\u00e1gica.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong> leitura para conhecer o conto.<br \/>\n<em>\u2013 O texto Pedra m\u00e1gica era maior e mais interessante <\/em><em>porque tinha a parte onde os gafanhotos comem <\/em><em>tudo o que eles tinham e Kumbu encontra uma <\/em><em>velha que o interroga e o ajuda a encontrar comida, <\/em><em>mas ele tinha que ser obediente e esperto. O ca\u00e7ador <\/em><em>observa o menino e resolve pegar a pedra e come\u00e7ar <\/em><em>a vender a comida, ent\u00e3o recebe um castigo <\/em><em>pela desobedi\u00eancia \u2013 contou Reny, aluno de 2\u00ba ano.<\/em><\/p>\n<p><strong>d. Reescrita do conto Pedra m\u00e1gica.<\/strong><br \/>\n<strong>Objetivo:<\/strong> Aproximar os alunos da linguagem escrita desse g\u00eanero.<\/p>\n<p><strong>e. Revis\u00e3o da reescrita do conto Pedra m\u00e1gica.<\/strong><br \/>\n<strong>Objetivo:<\/strong> Leitura para revisar o texto reescrito adotando alguns comportamentos escritores no momento da revis\u00e3o para qualific\u00e1-lo.<\/p>\n<p><strong>6\u00aa Etapa: Elabora\u00e7\u00e3o do livro<\/strong><br \/>\n<strong>Objetivo:<\/strong> elaborar o livro.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>12Reflex\u00f5es das professoras Alice Maria e Eliane W.<\/h6>\n<hr \/>\n<h6>13Conforme refletiu a professora Eliane Werner.<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CLAUDIENE DIAS DA SILVA, SANDRA DUARTE E RENATA FRAUENDORF\u00b9 FORMA\u00c7\u00c3O A DIST\u00c2NCIA E PRESENCIAL A FAVOR DA ESCOLA: \u00c9 POSS\u00cdVEL PRODUZIR CONHECIMENTO A PARTIR DA INTER-RELA\u00c7\u00c3O ENTRE DIFERENTES ATORES NO PROCESSO FORMATIVO Todo ano, no in\u00edcio das a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o continuada\u00b2 no munic\u00edpio de Ariquemes (RO), \u00e9 comum haver questionamentos e d\u00favidas dos participantes sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":227,"featured_media":16713,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1519],"tags":[],"class_list":{"0":"post-13263","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisa-la-59","9":"post-with-thumbnail","10":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13263","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/227"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13263"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16714,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13263\/revisions\/16714"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/16713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}