{"id":12845,"date":"2013-11-17T17:36:39","date_gmt":"2013-11-17T19:36:39","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=12845"},"modified":"2023-08-11T10:49:02","modified_gmt":"2023-08-11T13:49:02","slug":"gestos-de-artistas-e-de-criancas-invadem-espacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisa-la-56\/gestos-de-artistas-e-de-criancas-invadem-espacos\/","title":{"rendered":"Gestos de artistas e de crian\u00e7as invadem espa\u00e7os"},"content":{"rendered":"<p>VANESSA SILVA SFAIR\u00b9<\/p>\n<hr \/>\n<p>EXPERIMENTA\u00c7\u00c3O E INVESTIGA\u00c7\u00c3O APOIANDO O TRABALHO DE MODELAGEM<\/p>\n<hr \/>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12846 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/1-3-286x300.png\" alt=\"\" width=\"286\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/1-3-286x300.png 286w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/1-3.png 718w\" sizes=\"auto, (max-width: 286px) 100vw, 286px\" \/><\/p>\n<p>Em reuni\u00f5es feitas com a coordenadora de Artes para reformula\u00e7\u00e3o dos objetivos da \u00e1rea de Artes Visuais, surgiu a ideia de uma sequ\u00eancia did\u00e1tica relacionada aos processos e conceitos de cria\u00e7\u00e3o da artista Anna Maria Maiolino\u00b2. Conclu\u00edmos que por mais que as crian\u00e7as tivessem contato com a modelagem da argila desde os 2 anos\u00b3, quando chegavam aos 5 anos ainda estavam limitadas \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o desse material de forma mais escolarizada e n\u00e3o art\u00edstica. Seu uso era restrito ao espa\u00e7o de um suporte de papel\u00e3o geralmente de 20cm x 20cm para apoiar a argila, a quantidade do material se limitava, na maioria das vezes, a \u00bd kg por crian\u00e7a e a modelagem era feita com as m\u00e3os ou materiais como palito, forminhas e espremedor de alho.<\/p>\n<p>Quer\u00edamos que as crian\u00e7as usassem o material com um olhar contempor\u00e2neo, com rela\u00e7\u00e3o a v\u00e1rios aspectos: ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, ideia de \u201cobra aberta\u201d (que n\u00e3o tem fim, podendo ser continuada), experimenta\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o das possibilidades do material feitos com o corpo todo (procedimentos de cria\u00e7\u00e3o) e a efemeridade ou n\u00e3o do trabalho criado. O percurso criador de Anna Maria Maiolino com a modelagem da argila veio ao encontro das nossas expectativas de tornar os conte\u00fados de Arte mais contempor\u00e2neos para essa faixa et\u00e1ria. Ao estudar os conceitos e procedimentos de cria\u00e7\u00e3o da artista, fui visualizando quais poderiam ser os objetivos, os conte\u00fados e as atividades a serem trabalhadas com as crian\u00e7as, at\u00e9 o final da sequ\u00eancia did\u00e1tica. Durante o processo de realiza\u00e7\u00e3o, pude ir avaliando para acrescentar, tirar ou adequar atividades.<\/p>\n<hr \/>\n<h6>1 Professora da turma de 5 anos da Escola Verde, Santos (SP).<br \/>\n2 Artista contempor\u00e2nea nascida na It\u00e1lia em 1942 e naturalizada brasileira.<br \/>\n3 Na escola, as crian\u00e7as de 5 e 6 anos desenvolvem semanalmente atividades de modelagem com argila.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12847 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2-3-300x140.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"140\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2-3-300x140.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2-3-1024x479.png 1024w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2-3-768x359.png 768w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/2-3.png 1359w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h5>Planejar a transforma\u00e7\u00e3o do barro<\/h5>\n<p>Alguns objetivos de aprendizagem estavam claros desde o in\u00edcio:<\/p>\n<p>\u2666 Ver a argila como um material que pode ser modelado no coletivo, n\u00e3o apenas individualmente.<br \/>\n\u2666 Ver a argila como um material que pode ser usado em quantidade e dimens\u00f5es variadas, n\u00e3o apenas<br \/>\ncabendo num suporte de papel\u00e3o pequeno, mas tamb\u00e9m em grandes espa\u00e7os como o parque da escola ou o ch\u00e3o da sala.<br \/>\n\u2666 Apreciar obras de argila feitas por Anna Maiolino para compar\u00e1-las com a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o: procedimentos de modelar, ocupa\u00e7\u00e3o da modelagem no espa\u00e7o, quantidade de argila utilizada, modelagem feita no coletivo, finitude ou n\u00e3o do trabalho e varia\u00e7\u00e3o ou repeti\u00e7\u00e3o de gestos impressos na argila e decalques com objetos.<br \/>\n\u2666 Trocar ideias a respeito da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o de modelagem para se chegar a uma \u00fanica ideia a ser realizada.<br \/>\n\u2666 Aceitar que sua produ\u00e7\u00e3o de modelagem com a argila pode ser ef\u00eamera.<\/p>\n<p>Iniciei a sequ\u00eancia perguntando para as crian\u00e7as se sabiam de onde vinha a argila, ao que algumas responderam:<br \/>\n<em>\u2013 A argila \u00e9 feita de lama.<\/em><br \/>\n<em>\u2013 \u00c9 barro, \u00e1gua.<\/em><br \/>\n<em>\u2013 \u00c9 suja, tem peda\u00e7os de coisas.<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<h6>4 Palavra de origem ind\u00edgena, do tupi towa&#8217;tinga, tendo seu significado designado como barro branco ou barro esbranqui\u00e7ado.<\/h6>\n<p>A fim de confirmar as informa\u00e7\u00f5es e aprofundar nossa pesquisa, mostrei ao grupo imagens de lugares de onde se retira a argila, como a beira do rio com a Tabatinga<sup>4<\/sup>. Puderam tamb\u00e9m apreciar utens\u00edlios e pe\u00e7as de decora\u00e7\u00e3o que s\u00e3o feitas com esse material, imagens de pessoas produzindo pe\u00e7as em olarias, usando as m\u00e3os e o torno. As crian\u00e7as perceberam que h\u00e1 argila de cores diferentes, o que acharam muito legal. Tamb\u00e9m ficaram impressionadas com a informa\u00e7\u00e3o de que tem gente que usa esse material para tratamento de beleza, ao se depararem com alguns exemplos nas fotos.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12848 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/3-3-300x237.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"237\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/3-3-300x237.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/3-3.png 717w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h5>Das m\u00e3os ao corpo todo<\/h5>\n<p>Para sair da experi\u00eancia conhecida de utilizar apenas as m\u00e3os na modelagem, propus uma atividade na qual puderam utilizar todo o corpo. Organizei, no ch\u00e3o, dois espa\u00e7os forrados com papel Kraft e bastante argila para cada crian\u00e7a, que p\u00f4de explor\u00e1-la da forma que quisesse, com as m\u00e3os e com o corpo. Livremente podiam fazer seus coment\u00e1rios sobre a nova experi\u00eancia. Dos dezenove alunos, tr\u00eas quiseram explorar apenas com as m\u00e3os e os bra\u00e7os na mesa; o restante tirou o sapato e experimentou diferentes sensa\u00e7\u00f5es no contato com a argila. Nesta atividade, as crian\u00e7as exploraram movimentos corporais amplos, por conta da grande quantidade de argila. Surgiram muitas possibilidades de ocupa\u00e7\u00e3o do material no espa\u00e7o da sala de aula e de modelagens variadas, trazendo uma nova dimens\u00e3o do fazer art\u00edstico. Por volta dos quatro, cinco anos, quando as crian\u00e7as come\u00e7am a ter maior controle e inten\u00e7\u00e3o de seus pr\u00f3prios movimentos, a viv\u00eancia das atividades de Artes \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia foi t\u00e3o prazerosa que escutei os seguintes coment\u00e1rios:<br \/>\n<em>\u2013 Vamos fazer mais vezes essa atividade?<\/em><br \/>\n<em>\u2013 \u00c9 muito legal!<\/em><br \/>\n<em>\u2013 Estou gostando muito, nunca tinha feito desse jeito.<\/em><br \/>\n<em>\u2013 Olha s\u00f3 como eu fiz!<\/em><br \/>\n<em>\u2013 Eu fiz assim, e olha s\u00f3 o que aconteceu.<\/em><\/p>\n<p>Nesse primeiro momento, a proposta era que explorassem o material \u00e0 vontade e aos poucos descobrissem as possibilidades de sua utiliza\u00e7\u00e3o. As sim, sem que fosse proposto diretamente, as crian\u00e7as foram cortando, apertando, grudando, es ticando, enrolando, pisando, forrando o corpo, furando. Eu caminhava entre elas para socializar as explora\u00e7\u00f5es, dando dicas do que cada um estava descobrindo. As crian\u00e7as tamb\u00e9m trocavam informa\u00e7\u00f5es sobre suas descobertas e experimentavam o que viam o colega fazer. Na atividade n\u00e3o havia a necessidade de modelar alguma imagem, por\u00e9m, ap\u00f3s experimentarem bastante, alguns alunos quiseram dar forma final \u00e0 sua argila. Juntaram suas partes e fizeram modelagens grandes, o que os impressionou.<\/p>\n<h5>Vida de artista e m\u00e3o na massa<\/h5>\n<p>No segundo momento, apresentei a sequ\u00eancia que ir\u00edamos estudar, fiz um semic\u00edrculo com os alunos para mostrar fotos da artista Anna Maria Maiolino, em diferentes \u00e9pocas de sua vida. Eles faziam perguntas e ficavam cada vez mais curiosos, o que me levou, ao longo da sequ\u00eancia, a fazer novas pesquisas para responder \u00e0s d\u00favidas. Para esse estudo usei material impresso, v\u00eddeos e fotos em datashow. Tamb\u00e9m deixei imagens da artista, de seus trabalhos e ateli\u00ea pendurados no mural da sala de aula para que as crian\u00e7as olhassem e conversassem \u00e0 vontade sobre as experi\u00eancias que estavam tendo com essa sequ\u00eancia.<\/p>\n<p>Os assuntos abordados nesta apresenta\u00e7\u00e3o foram sua nacionalidade, onde vive atualmente, sua profiss\u00e3o, os trabalhos que j\u00e1 exp\u00f4s em alguns pa\u00edses, entre outras quest\u00f5es levantadas pelos alunos.<\/p>\n<p>Por conta dos cabelos brancos da artista, perguntaram: <em>\u201cEla \u00e9 v\u00f3?\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Num terceiro momento, apresentei a imagem de uma obra da artista e fiz v\u00e1rias perguntas de observa\u00e7\u00e3o: Que material havia sido usado? Como achavam que ela havia feito aquela modelagem? Ela modela cada pe\u00e7a de um jeito diferente ou parecido? Como \u00e9? Onde a pe\u00e7a ser\u00e1 colocada? Ser\u00e1 que foi ela quem fez tudo? Quanto tempo demorou para fazer? Conseguir\u00edamos fazer algum trabalho parecido com este? Como?<\/p>\n<p>Expliquei que era um trabalho que ela inventou, mas que n\u00e3o foi s\u00f3 ela quem modelou tudo, pois precisou de ajudantes, sen\u00e3o demoraria muito tempo para fazer. Tamb\u00e9m informei que esse tipo de trabalho, que ocupa, modifica e transforma um espa\u00e7o, se chama instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A modalidade art\u00edstica instala\u00e7\u00e3o surgiu nos anos 1950, fazendo parte do per\u00edodo que abrange a Arte Contempor\u00e2nea. Instala\u00e7\u00e3o \u00e9 um trabalho tridimensional que pode interferir num espa\u00e7o j\u00e1 existente, fazendo parte dele e modificando-o, ou ent\u00e3o, ser montada como um espa\u00e7o novo, que n\u00e3o existia, onde o espectador pode entrar. Diferente de uma obra feita para ser olhada, como a pintura, a instala\u00e7\u00e3o prop\u00f5e ao espectador que para apreci\u00e1-la ele tamb\u00e9m a vivencie, n\u00e3o apenas com o sentido da vis\u00e3o, mas tamb\u00e9m com os demais. H\u00e1 instala\u00e7\u00f5es que s\u00e3o obras abertas, ou seja, o espectador pode continu\u00e1-la.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12849 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/4-3-193x300.png\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/4-3-193x300.png 193w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/4-3.png 525w\" sizes=\"auto, (max-width: 193px) 100vw, 193px\" \/><\/p>\n<h5>Anna Maria Maiolino<\/h5>\n<p>Nasceu na It\u00e1lia em 1942 e morou dos 12 aos 18 anos na Venezuela, mudando-se para o Brasil em 1960. \u00c9, portanto, uma artista brasileira que, desde o in\u00edcio, se integra ao novo meio cultural. Na escola conhece artistas com os quais participar\u00e1 do Nova Figura\u00e7\u00e3o, movimento que se afirmava, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, no Brasil. Ela integrou, em 1967, a mostra Nova Objetividade Brasileira, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e assinou a \u201cDeclara\u00e7\u00e3o dos Princ\u00edpios B\u00e1sicos de Vanguarda\u201d com H\u00e9lio Oiticica, Ant\u00f4nio Dias, Rubem Gerchman, Lygia Clark, Lygia Pape e outros. No mesmo ano realiza sua primeira exposi\u00e7\u00e3o individual, no Rio de Janeiro, mostrando xilogravuras.<\/p>\n<p>Em 1968 naturaliza-se brasileira e como artista segue as d\u00e9cadas posteriores explorando outras possibilidades para al\u00e9m do papel: corp\u00f3reas, espaciais, utiliza\u00e7\u00e3o de diversas m\u00eddias, suporte artesanal, trabalho com super 8, fotografia e instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 1989 inicia as s\u00e9ries de instala\u00e7\u00f5es: Terra modelada, laborando grande quantidade de argila, \u201cin sito\u201d. Participa de v\u00e1rias exposi\u00e7\u00f5es, mostras, bienais em diversos pa\u00edses e, em 2001, suas obras passam a integrar o acervo do MoMa de Nova Iorque.<\/p>\n<p>Em 2012 \u00e9 contemplada pelo pr\u00eamio Masp \u2013 Mercedez-Benz pelo conjunto de sua obra e participa da DOCUMENTA 13, em Kassel, Alemanha, com a obra Here &amp; There composta por uma grande instala\u00e7\u00e3o de argila, sons e vegeta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de uma grava\u00e7\u00e3o de sua voz declamando o poema Eu sou Eu, de sua autoria.<\/p>\n<h6>Fonte: site oficial http:\/\/annamariamaiolino.com\/pt\/index.html<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12850 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/5-3-300x216.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"216\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/5-3-300x216.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/5-3.png 728w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Dentre os diferentes tipos de instala\u00e7\u00f5es feitas de modelagens de argila que Anna Maria Maiolino j\u00e1 exp\u00f4s, escolhi mais duas que seguiam os procedimentos de cria\u00e7\u00e3o daquela que eles tinham apreciado e mostrei aos alunos. Em seguida compararam as tr\u00eas instala\u00e7\u00f5es percebendo as semelhan\u00e7as de materiais e jeitos de fazer. Propus que escolhessem, por meio de vota\u00e7\u00e3o, uma delas para iniciar a instala\u00e7\u00e3o do Grupo 3 e experimentar procedimentos de cria\u00e7\u00e3o que se aproximassem da experi\u00eancia da artista. Ou seja, realizar uma instala\u00e7\u00e3o de mesmo material e constru\u00edda com gestos feitos por eles, parecidos com os da instala\u00e7\u00e3o que escolheram.<\/p>\n<p>Depois disso discutimos como far\u00edamos, e pensando no espa\u00e7o que t\u00ednhamos para expor, organizamos os detalhes, tais como: em que ponto seriam colocadas as modelagens criando a instala\u00e7\u00e3o, como seriam dispostas, se far\u00edamos os mesmos gestos da argila, como a artista havia feito, ou mudar\u00edamos algo. Assim que definimos essas quest\u00f5es, partimos para a produ\u00e7\u00e3o. Tentaram deixar cada pe\u00e7a bastante semelhante \u00e0 original. As crian\u00e7as escolheram fazer pe\u00e7as de argila em que cada uma imprimia seus gestos em formas que pareciam p\u00e3ezinhos. Decidiram at\u00e9 quanto produziriam para conseguir montar a instala\u00e7\u00e3o que haviam planejado. A argila foi dada no local onde seria feita a instala\u00e7\u00e3o e as crian\u00e7as foram ent\u00e3o criando os gestos em forma de p\u00e3ezinhos (quantos quisessem). Quando o Grupo concluiu que j\u00e1 havia p\u00e3ezinhos em n\u00famero sufi ciente propus a montagem da instala\u00e7\u00e3o. Antes retomei o que haviam discutido em sala sobre como seria a instala\u00e7\u00e3o e organizei o grupo para que a montassem buscando seguir seu planejamento. Foi um momento muito importante de constru\u00e7\u00e3o do trabalho coletivo em que cada um teve de respeitar a vontade do grupo. Ajustamos, no momento da montagem da instala\u00e7\u00e3o, detalhes que antes n\u00e3o tinham sido discutidos nem previstos, tais como se os p\u00e3es ficariam grudados ou se teriam espa\u00e7os entre eles e quantas fileiras de p\u00e3es fariam.<\/p>\n<h5>Novas t\u00e9cnicas e experi\u00eancias<\/h5>\n<p>Em outra atividade \u2013 num quarto momento propus que fizessem, individualmente, decalques em placas de argila, pois assim poderiam experimentar outra maneira de modelar. Esse procedimento n\u00e3o \u00e9 usado pela artista, mas \u00e9 justamente isso que interessava que as crian\u00e7as percebessem, ao compararem sua experi\u00eancia de decalcar na placa com os trabalhos de Anna Maiolino.<\/p>\n<p>Assim, distribu\u00ed um saquinho para cada aluno recolher alguns objetos como pedrinhas, folhas etc. Convidei-os a sair da sala e percorrer a escola e seus jardins com esse olhar investigativo. Ao retornarem fizemos uma roda para aprecia\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o dos objetos recolhidos e as crian\u00e7as os classificaram dizendo onde haviam sido encontrados.<\/p>\n<p>Mostrei possibilidades de impress\u00e3o na argila com alguns daqueles objetos. Alisei uma placa de aproximadamente 25 cm utilizando o cabo de vassoura, como se fosse um rolo de macarr\u00e3o sobre a massa, tomando o cuidado para que a placa n\u00e3o ficasse fina, e imprimi alguns objetos deixando sua marca na superf\u00edcie. Em seguida, dei um peda\u00e7o de cabo de vassoura de 30 cm para cada crian\u00e7a fazer sua placa. Escolheram livremente os objetos que queriam decalcar em suas plaquinhas, podendo, inclusive, desfaz\u00ea-las e criar outras, at\u00e9 chegarem ao resultado final.<\/p>\n<p>Ajudei as crian\u00e7as a resolverem eventuais d\u00favidas e dificuldades, que tamb\u00e9m foram sendo discutidas e socializadas entre elas. Apreciamos os resultados tendo como foco o olhar para as diferentes possibilidades que surgiram. Perguntei aos alunos quais outros objetos imaginavam que fosse poss\u00edvel imprimir na argila. Logo deram mais ideias al\u00e9m dos objetos recolhidos, como palitos, tampinhas, barbante, pecinhas de jogo de encaixe&#8230; Depois, mostrando as instala\u00e7\u00f5es da artista, perguntei se ela tinha feito decalque de objetos como eles fizeram na placa de argila. Logo o grupo percebeu que as placas n\u00e3o tinham gestos como os dela, mas que deixavam marcas, como ela fazia.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12851 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/6-3-300x269.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/6-3-300x269.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/6-3-768x690.png 768w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/6-3.png 773w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Ainda seguindo a ideia de ocupar espa\u00e7os com gestos de argila e chegar a uma ideia \u00fanica de produ\u00e7\u00e3o, propus mais um trabalho coletivo de instala\u00e7\u00e3o \u2013 o quinto momento da sequ\u00eancia. Novamente as crian\u00e7as apreciaram instala\u00e7\u00f5es da artista, analisando as mesmas quest\u00f5es levantadas no terceiro momento, com alguns acr\u00e9scimos: O que ser\u00e1 que ela faz quando acaba a exposi\u00e7\u00e3o? O que acontece com a instala\u00e7\u00e3o? E com as argilas que ela modelou? Ser\u00e1 que a instala\u00e7\u00e3o dura para sempre?<\/p>\n<p>As crian\u00e7as sabiam que a instala\u00e7\u00e3o de p\u00e3ezinhos havia ficado por alguns dias no p\u00e1tio coberto da escola, que depois teve de ser desmontada e os p\u00e3ezinhos foram guardados numa caixa, dentro da sala. Por essa viv\u00eancia puderam refletir sobre o que devia acontecer com as instala\u00e7\u00f5es de Maiolino. Falaram,<br \/>\nent\u00e3o, que ela desmontava e guardava para montar novamente. Tamb\u00e9m falaram sobre o que podia quebrar. Aproveitando a reflex\u00e3o, informei que quando acabava o tempo da exposi\u00e7\u00e3o a artista desmontava a instala\u00e7\u00e3o e pedia a seus ajudantes que quebrassem a argila para que virasse p\u00f3 e fosse novamente usada. Todos acharam essa ideia muito legal e ficaram loucos de vontade de experimentar fazer o mesmo.<\/p>\n<p>Para essa segunda instala\u00e7\u00e3o as crian\u00e7as escolheram fazer gestos que modelavam cobrinhas, como viram em exposi\u00e7\u00f5es da artista e num dos v\u00eddeos que mostra Maiolino produzindo sua instala\u00e7\u00e3o com alguns de seus ajudantes. Aqui, diferente dos \u201cp\u00e3ezinhos\u201d, que foram criados no local da instala\u00e7\u00e3o, a atividade de instala\u00e7\u00e3o com \u201ccobrinhas\u201d foi feita em sala, levando alguns dias para ficar pronta. Depois transportamos as cobrinhas para o local onde seria montada a instala\u00e7\u00e3o. Elas queriam que ficasse grande, com bastante cobrinha, queriam que o trabalho tivesse visibilidade. Assim, produziram muitas pe\u00e7as, por v\u00e1rios dias, at\u00e9 que acharam que a quantidade era sufi ciente. O mais incr\u00edvel \u00e9 que n\u00e3o se cansaram de produzi-las, estavam muito envolvidos com a meta de deixar a instala\u00e7\u00e3o grande, como uma montanha (quase do tamanho deles) de cobrinhas de argila. Passaram a fazer cobrinha a qualquer momento livre do dia, como o momento de escolha, no in\u00edcio da aula, na espera dos pais no final do dia, quando jogam ou brincam. Fazendo uma avalia\u00e7\u00e3o do processo da sequ\u00eancia, achei importante ouvir a necessidade das\u00a0 crian\u00e7as e, assim, conclu\u00ed que estavam tomando para si esse aprendizado. Sempre que precis\u00e1vamos decidir algo, como o posicionamento das argilas ou se a quantidade produzida estava boa ou n\u00e3o, faz\u00edamos vota\u00e7\u00e3o a fim de atender \u00e0 vontade da maioria. Nas tomadas de decis\u00f5es, quando necess\u00e1rio, tamb\u00e9m sugeria a eles, de antem\u00e3o, duas ou tr\u00eas op\u00e7\u00f5es a fim de aperfei\u00e7oar o trabalho, e assim cheg\u00e1vamos ao consenso do que era mais adequado no momento.<\/p>\n<p>Durante as aprecia\u00e7\u00f5es vi que as crian\u00e7as ficaram muito interessadas em fazer modelagens com argila que tivessem as cores que a artista usava.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-12852\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7-2-230x300.png\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7-2-230x300.png 230w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/7-2.png 622w\" sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-12853\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/8-2-225x300.png\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/8-2-225x300.png 225w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/8-2.png 621w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p>Como n\u00e3o t\u00ednhamos acesso \u00e0 argila daquelas cores, achei importante acrescentar na sequ\u00eancia uma atividade n\u00e3o prevista inicialmente. Chegamos, assim, ao sexto momento da sequ\u00eancia, quando propus \u00e0s crian\u00e7as uma experi\u00eancia de tingir a argila para chegar \u00e0s cores que Anna usava, com tonalidades pr\u00f3ximas ao preto e ao vermelho.<\/p>\n<p>Seguindo a mesma ideia utilizada pela artista, de reutiliza\u00e7\u00e3o das argilas usadas nas instala\u00e7\u00f5es, propus que os alunos quebrassem as argilas que haviam sido modeladas. Isso aconteceu em um evento de final de semana com os pais, para serem novamente transformadas na mat\u00e9ria-prima de argila mole. Para isso, as crian\u00e7as pisaram com os sapatos e bateram com objetos duros na argila seca e modelada, deixando-a em pequenos peda\u00e7os. Depois, misturaram a argila com \u00e1gua e a amassaram por um tempo at\u00e9 que pudessem junt\u00e1-la com a tinta guache. Em seguida a colocaram para secar em bandejas, por alguns dias, at\u00e9 o ponto de poder ser usada. Nessa atividade puderam vivenciar o procedimento da artista de reutiliza\u00e7\u00e3o do material. Alguns dias depois, fizeram modelagens de bolinhas com cores diferentes de argila, como queriam, e montaram uma terceira instala\u00e7\u00e3o na escola. Quando a escola tem como princ\u00edpio fazer Educa\u00e7\u00e3o Ambiental com seus alunos \u2013 como \u00e9 o caso da Escola Verde \u2013 \u00e9 muito importante que esteja atenta \u00e0s possibilidades que as atividades de todas as \u00e1reas oferecem para isso. Foi o que aconteceu nessa proposta, com a intera\u00e7\u00e3o de diferentes \u00e1reas de conhecimento.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12854 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/9-1-300x220.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"220\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/9-1-300x220.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/9-1.png 738w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>No s\u00e9timo momento, fizemos nova aprecia\u00e7\u00e3o das obras da artista com imagens projetadas em datashow. Neste caso n\u00e3o se tratava de instala\u00e7\u00e3o, e sim de escultura. Perguntei se o Grupo gostaria de<br \/>\nexperimentar fazer alguma escultura parecida. Perguntei se achavam que os trabalhos eram instala\u00e7\u00f5es e responderam que sim. Nessa idade este conceito ainda n\u00e3o est\u00e1 bastante compreendido, portanto n\u00e3o insisti, mas viram que a artista continuou usando a argila, dessa vez esculpindo minhocas, em c\u00edrculos um sobre o outro. E quiseram experimentar tamb\u00e9m aquele jeito de fazer a argila. Separei as crian\u00e7as em grupos de quatro e cada uma foi fazendo seu c\u00edrculo de minhoca, e o grupo foi montando um em cima de outro, at\u00e9 uma determinada altura, que foi pensada levando em considera\u00e7\u00e3o a estabilidade da escultura montada. Com receio de que ca\u00edsse e para que os trabalhos realizados pelos pequenos grupos em sala n\u00e3o ficassem com tamanhos variados, decidimos \u201ca olho\u201d a altura da obra.<\/p>\n<p>No oitavo momento, analisamos uma instala\u00e7\u00e3o em que a artista grudava os gestos de argila na parede e retomei aquele grupo de quest\u00f5es que iniciei na primeira aprecia\u00e7\u00e3o, no terceiro momento da sequ\u00eancia. As crian\u00e7as disseram que ela devia usar cola para a argila n\u00e3o cair e que elas poderiam fazer a mesma coisa. Em um v\u00eddeo com a produ\u00e7\u00e3o dessa instala\u00e7\u00e3o elas puderam conferir como era feito. Assim, providenciei uma grande placa de madeira, forrei-a com tela de pl\u00e1stico e as crian\u00e7as foram preenchendo-a com pequenos gestos de argila, encaixando-as na tela com ajuda da cola. Antes de come\u00e7armos a colar, perguntei como iriam querer que ficassem as figuras de argila, qual formato e<br \/>\ncomo as dispor\u00edamos na madeira. Ap\u00f3s expressarem algumas ideias, a maioria decidiu seguir o gesto observado na obra da Anna Maria Maiolino, e optaram pela sugest\u00e3o de um colega em colocar os gestos modelados em ziguezague.<\/p>\n<p>Para finalizar o estudo solicitei que, em grupos de quatro crian\u00e7as, criassem uma modelagem diferente do que tinham visto at\u00e9 o momento nas obras da artista.<\/p>\n<p>Com os grupos montados as ideias foram surgindo, e, assim que decidiram o que iriam modelar, cada grupo come\u00e7ou a produzir. Quando j\u00e1 tinham feito uma quantidade sufi ciente de modelagem, come\u00e7aram a organizar a instala\u00e7\u00e3o no p\u00e1tio coberto, como haviam planejado coletivamente. Decidiram organizar as modelagens em forma de caracol, que ia aumentando de tamanho \u00e0 medida que colocavam o que produziam.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12855 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/10-1-282x300.png\" alt=\"\" width=\"282\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/10-1-282x300.png 282w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/10-1.png 694w\" sizes=\"auto, (max-width: 282px) 100vw, 282px\" \/><\/p>\n<h5>Intera\u00e7\u00e3o entre diferentes faixas et\u00e1rias<\/h5>\n<p>Num outro dia, na hora do parque dos primeiros anos do Ensino Fundamental, propus que cada grupo se posicionasse no p\u00e1tio coberto com bastante argila sobre uma mesa e que convidasse os alunos\u00a0 e outras turmas para experimentarem fazer aquelas formas e continuarem a instala\u00e7\u00e3o do caracol. Houve muito respeito entre todos. Os pequenos se sentiram muito importantes. Ao final, formou-se uma grande e linda instala\u00e7\u00e3o que permaneceu por um tempo sendo apreciada por todos da escola. No<br \/>\ndia da exposi\u00e7\u00e3o dessa sequ\u00eancia aos pais, os mesmos grupos propuseram que os pais experimentassem fazer as formas e ampliassem com eles a instala\u00e7\u00e3o do caracol.<\/p>\n<p>As avalia\u00e7\u00f5es do processo a partir dos objetivos iniciais aconteciam durante as atividades de produ\u00e7\u00e3o e aprecia\u00e7\u00e3o. As aprecia\u00e7\u00f5es dos trabalhos dos alunos e das obras da artista foram meios utilizados para avaliar o que eles j\u00e1 sabiam sobre a artista, quais procedimentos de produ\u00e7\u00e3o empregados, os materiais destinados a cada ideia, a ideia de finitude ou n\u00e3o, a ideia de efemeridade, a ocupa\u00e7\u00e3o da argila em diferentes espa\u00e7os, o trabalho coletivo. As vota\u00e7\u00f5es para as tomadas de decis\u00f5es ajudaram tamb\u00e9m no envolvimento dos alunos que estavam contribuindo pouco, garantindo que as decis\u00f5es fossem tomadas por todos.<\/p>\n<p>Sempre respeitei as limita\u00e7\u00f5es e as habilidades de cada um durante o processo de constru\u00e7\u00e3o das modelagens, o que realmente faz diferen\u00e7a nas expectativas que constru\u00edmos sobre cada aluno. Foram pouqu\u00edssimas as vezes que precisei estimular algum aluno nessa sequ\u00eancia, uma vez que o trabalho com argila era de total interesse do grupo-classe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>VANESSA SILVA SFAIR\u00b9 EXPERIMENTA\u00c7\u00c3O E INVESTIGA\u00c7\u00c3O APOIANDO O TRABALHO DE MODELAGEM Em reuni\u00f5es feitas com a coordenadora de Artes para reformula\u00e7\u00e3o dos objetivos da \u00e1rea de Artes Visuais, surgiu a ideia de uma sequ\u00eancia did\u00e1tica relacionada aos processos e conceitos de cria\u00e7\u00e3o da artista Anna Maria Maiolino\u00b2. Conclu\u00edmos que por mais que as crian\u00e7as tivessem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":227,"featured_media":15806,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1516],"tags":[],"class_list":{"0":"post-12845","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisa-la-56","9":"post-with-thumbnail","10":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12845","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/227"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12845"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12845\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15809,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12845\/revisions\/15809"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15806"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12845"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12845"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12845"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}