{"id":128,"date":"1999-09-06T20:25:41","date_gmt":"1999-09-06T23:25:41","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=128"},"modified":"2023-03-27T10:18:19","modified_gmt":"2023-03-27T13:18:19","slug":"nossas-raizes-conhecendo-povos-africanos-para-saber-mais-sobre-nos-mesmos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/educacao-infantil\/nossas-raizes-conhecendo-povos-africanos-para-saber-mais-sobre-nos-mesmos\/","title":{"rendered":"Nossas Ra\u00edzes: conhecendo povos africanos para saber mais sobre n\u00f3s mesmos"},"content":{"rendered":"<p>Conhecer diferentes culturas fica muito mais interessante quando planejamos as seq\u00fc\u00eancias de atividades dentro de um projeto did\u00e1tico. A id\u00e9ia de conhecer mais sobre povos africanos foi trabalhada em duas creches usando esta modalidade de organiza\u00e7\u00e3o do tempo did\u00e1tico. <!--more--><\/p>\n<div id=\"attachment_138\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-138\" class=\"size-medium wp-image-138\" title=\"avisala_01_tempo1\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo1-228x300.jpg\" alt=\"Bob Cust\u00f3dio a partir de foto de Seydou Keita\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo1-228x300.jpg 228w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo1.jpg 487w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><p id=\"caption-attachment-138\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;N\u00e3o se pode falar do povo brasileiro sem falar das or\u00edgens africanas&#8221;<br \/>(ilustra\u00e7\u00e3o de Bob Cust\u00f3dio a partir de foto de Seydou Keita)<\/p><\/div>\n<p>Os projetos Mama \u00c1frica e Aspectos Culturais da \u00c1frica envolveram pesquisa em v\u00e1rias fontes de informa\u00e7\u00e3o e registros por meio das diferentes linguagens. Proporcionaram \u00e0 todos os envolvidos, conhecimento e divers\u00e3o. Embora o assunto fosse praticamente o mesmo, o desenrolar das atividades esteve subordinado \u00e0s singularidades das crian\u00e7as, de seus professores, das comunidades onde as institui\u00e7\u00f5es se encontravam. Isto faz a riqueza dos projetos. Nenhum \u00e9 igual ao outro.<\/p>\n<p><strong>A escolha do assunto<\/strong><\/p>\n<p>A realidade brasileira \u00e9 plural: pelo pa\u00eds afora encontramos gente de todo jeito, de todos os credos, diferentes religi\u00f5es, costumes, etc. Essa diversidade \u00e9 fruto das in\u00fameras influ\u00eancias que sofremos ao longo de nossa hist\u00f3ria; um bom exemplo \u00e9 a influ\u00eancia negra. A chegada dos povos africanos teve tamanha import\u00e2ncia ao ponto de n\u00e3o se poder mais falar do povo brasileiro sem falar das origens africanas e da fus\u00e3o que se deu nas terras brasileiras.<\/p>\n<p>Apesar da sua presen\u00e7a e da ineg\u00e1vel import\u00e2ncia, ainda convivemos com situa\u00e7\u00f5es de preconceito muito recorrentes, apesar da maioria negra que frequenta grande parte das institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o. Por que esse assunto \u00e9 pouco discutido com as crian\u00e7as?<\/p>\n<p>H\u00e1 duas raz\u00f5es principais que ocultam uma discuss\u00e3o direta sobre o racismo: a ignor\u00e2ncia e o medo. Ignor\u00e2ncia sobre a situa\u00e7\u00e3o dos negros, sobre sua hist\u00f3ria, sua cultura e principalmente, ignor\u00e2ncia das rela\u00e7\u00f5es entre brancos e negros na nossa sociedade. Tanto desconhecimento gera atitudes que, movidas muitas vezes por atos inconscientes, refor\u00e7am ainda mais o preconceito. Ignorar a diferen\u00e7a, ignorar a palavra negro com medo de ofender ou humilhar as crian\u00e7as como se houvesse algum motivo para isso, s\u00e3o exemplos de atitudes que desconsideram a quest\u00e3o racial e n\u00e3o protegem as crian\u00e7as, ao contr\u00e1rio, dificultam a constru\u00e7\u00e3o da auto estima e da identidade das crian\u00e7as negras al\u00e9m de expor as crian\u00e7as brancas a uma rela\u00e7\u00e3o muito ruim com o poder.<\/p>\n<p>Para mudar essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se deve calar, ao contr\u00e1rio, \u00e9 importante explicitar a quest\u00e3o, falar sobre ela, informar para formar atitude. O preconceito deve ser enfrentado pelos educadores sem medo, tocando diretamente as quest\u00f5es, promovendo discuss\u00f5es diretas sobre informa\u00e7\u00f5es esclarecedoras pois quanto menos falamos, mais contribu\u00edmos para tornar o assunto proibido aos olhos das crian\u00e7as refor\u00e7ando assim o preconceito velado.<\/p>\n<p>Conhecer o passado e a cultura de povos africanos possibilita entender que muitos de nossos costumes vieram da \u00c1frica: comidas, m\u00fasica, vocabul\u00e1rio, at\u00e9 mesmo as hist\u00f3rias que nossas crian\u00e7as ouviram das m\u00e3es de leite e ainda ouvem at\u00e9 hoje por meio da tradi\u00e7\u00e3o oral. Ajuda a desenvolver uma atitude de respeito pela diferen\u00e7a, contribuindo efetivamente para a forma\u00e7\u00e3o da identidade e da auto estima de todas as crian\u00e7as que convivem numa institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n<div id=\"attachment_139\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-139\" class=\"size-medium wp-image-139\" title=\"avisala_01_tempo2\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo2-300x170.jpg\" alt=\"Bob Cust\u00f3dio com desenho de William Luis Ferreira (6 anos)\" width=\"300\" height=\"170\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo2-300x170.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo2-500x284.jpg 500w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo2.jpg 540w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><p id=\"caption-attachment-139\" class=\"wp-caption-text\">Projetos Mama \u00c1frica e Aspectos Culturais da \u00c1frica proporcionaram muita divers\u00e3o e conhecimento<br \/>(Bob Cust\u00f3dio com desenho de William Luis Ferreira &#8211; 6 anos, em 99<\/p><\/div>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2>Mama \u00c1frica: Comida, divers\u00e3o e arte<\/h2>\n<p>(Di\u00e1rios de Edileine Fonseca)<\/p>\n<p><strong>Grupo:<\/strong> pr\u00e9 (5 a 6 anos)<br \/>\n\u00c2mbito de experi\u00eancia: Conhecimento de mundo e Forma\u00e7\u00e3o Pessoal e Social Eixo de trabalho predominante: natureza e sociedade<br \/>\nTempo previsto: 4 meses<\/p>\n<p><strong>I &#8211; Objetivos: <\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Compartilhado, combinado e dividido com as crian\u00e7as:<\/strong><\/em> organizar um desfile afro e montar uma exposi\u00e7\u00e3o sobre costumes de alguns povos africanos para as fam\u00edlias e a comunidade.<\/p>\n<p><em><strong>Did\u00e1ticos: <\/strong><\/em>ampliar os conhecimentos das crian\u00e7as sobre a cultura africana para que possam saber mais sobre sua pr\u00f3pria cultura, estabelecendo algumas rela\u00e7\u00f5es entre o modo de vida de seu grupo social e outros grupos.<\/p>\n<p><strong>II &#8211; O que a professora quer que as crian\u00e7as aprendam? <\/strong><\/p>\n<p><em><strong>1. Conceitos (o que aprender) <\/strong><\/em><\/p>\n<ul>\n<li>aspectos da nossa cultura e de culturas diferentes da nossa.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em><strong>2. Procedimentos (como aprender) <\/strong><\/em><\/p>\n<ul>\n<li>observar e descrever caracter\u00edsticas dos h\u00e1bitos e costumes dos povos negros africanos, apoiado-se em leituras de imagens.<br \/>\n\u2022 comentar, formular perguntas dentro do contexto da discuss\u00e3o.<br \/>\n\u2022 confrontar opini\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\u2022 registrar as informa\u00e7\u00f5es adquiridas sobre o tema (desenho \/ escrita).<br \/>\n\u2022 saber usar diferentes fontes de informa\u00e7\u00e3o: livros, v\u00eddeo, obras de arte.<br \/>\n\u2022 saber usar o desenho como forma de registro.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em><strong>3. Atitudes <\/strong><\/em><\/p>\n<ul>\n<li>saber ouvir o relato dos amigos.<br \/>\n\u2022 conhecer para respeitar a diversidade cultural.<br \/>\n\u2022 interessar-se por conhecer grupos culturais em outros tempos hist\u00f3ricos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>A primeira pergunta sobre os negros<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Em uma de nossas primeiras conversas, as crian\u00e7as falaram que no Brasil existem pessoas com cabelos lisos outras com crespos, olhos azuis, verdes, marrom, cabelo loiro, castanho, preto, gente com pele branca e negra, e por fim falaram dos orientais. Disseram tamb\u00e9m que as pessoas vieram para o Brasil pois onde eles moravam devia ser muito chato. Algu\u00e9m apontou para a Cris, a professora que \u00e9 negra:<br \/>\n&#8211; Voc\u00ea morava num lugar muito chato e veio para c\u00e1?<br \/>\nO tempo destinado ao estudo dos nossos antepassados costuma ser mais interessante quando ajuda as crian\u00e7as a comparar, comentar, discutir, opinar, conversar, apreciar, etc porque dessa forma elas pensam o tempo todo e comumente descobrem mais do que a hist\u00f3ria oficial relata.<\/p>\n<p>A pesquisa nos livros; &#8220;Leitura de imagens&#8221;<br \/>\n\u2026Apresentei tr\u00eas atlas ilustrados e o livro &#8216;Crian\u00e7as como voc\u00ea da Unicef`. Conversamos sobre as diferen\u00e7as entre esses em rela\u00e7\u00e3o ao que haviam visto da outra vez. As crian\u00e7as se dividiram em grupos de 4 ou 5 e cada uma de n\u00f3s, educadoras, p\u00f4de ficar num grupo para intermediar a leitura das crian\u00e7as. Pedi a elas que observassem os desenhos e as gravuras e fizessem uma leitura das imagens (as crian\u00e7as ainda n\u00e3o liam convencionalmente).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa leitura, elas contaram para os amigos o que puderam observar. Durante a discuss\u00e3o nos pequenos grupos as crian\u00e7as, muito concentradas, falavam ao mesmo tempo apontando aquilo que lhes chamava mais a aten\u00e7\u00e3o. O grupo que estava comigo ficou impressionado quando viu a diversidade dos tipos \u00e9tnicos, em especial uma menina da Tanz\u00e2nia com uma roupa muito colorida e diferente. Ficavam apontando para as crian\u00e7as do livro e diziam: &#8216;esta sou eu! este \u00e9 fulano e est\u00e1 \u00e9 &#8230;&#8217; Fiquei lembrando que quando eu era pequena eu tamb\u00e9m gostava de fazer isso com personagens que admirava\u2026<\/p>\n<div id=\"attachment_145\" style=\"width: 269px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-145\" class=\"size-full wp-image-145\" title=\"avisala_01_tempo5\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo5.jpg\" alt=\"Navio Negreiro\" width=\"259\" height=\"670\" \/><p id=\"caption-attachment-145\" class=\"wp-caption-text\">Acima, Adriano, Barco de Ex\u00fa, s\u00e9c. XX, 55 cm, escultura em madeira<br \/>Abaixo, desenhos de N\u00fabia da Silva Brito (6 anos &#8211; 1997) e Diogo Ara\u00fajo (6anos, 1997): Navio negreiro<\/p><\/div>\n<p>\u2026Em seguida mostrei algumas gravuras (Debret, Rugendas, Verger etc) Diego pegou a folha e olhou-a de perto:<br \/>\nDiego M: Olha, t\u00e1 cheio de negros aqui dentro! Deve ser o navio negreiro.<br \/>\nWilian: Aquele que trazia os negros da \u00c1frica.<br \/>\n\u2026pararam para pensar um pouco o que estava faltando pesquisar e algu\u00e9m falou que eles n\u00e3o sabiam o que os escravos comiam.<\/p>\n<p>C 1 &#8211; Acho que era a mesma comida dos brancos.<br \/>\nC 2 &#8211; N\u00e3o, era farinha e \u00e1gua!<br \/>\nC 3 &#8211; No navio negreiro a gente viu que era farinha e \u00e1gua.<br \/>\nProfa &#8211; E qual ser\u00e1 o tipo de comida que tinham antes de serem escravizados?<br \/>\nIsto levou a outra pesquisa e dias depois\u2026<br \/>\n\u2026As crian\u00e7as me contaram que fizeram pa\u00e7oca no pil\u00e3o que uma senhora da comunidade emprestou para eles.<br \/>\nC 1 &#8211; \u00c9 um pil\u00e3o muito antigo.<br \/>\nC 2 &#8211; Tem cem anos!<br \/>\nC 3 &#8211; Foi o pai da D\u2026 que fez.<br \/>\nProfa &#8211; Os negros escravisados usavam o pil\u00e3o para moer milho, mandioca, caf\u00e9, amendoim\u2026<br \/>\nProfa &#8211; E voc\u00eas lembram de que madeira foi feito esse pil\u00e3o?<br \/>\nC 1 &#8211; Com madeira de eucalipto. N\u00f3s fizemos pa\u00e7oca e tem um pouco para voc\u00ea.<br \/>\nProfa &#8211; E o que voc\u00eas colocaram nessa pa\u00e7oca?<br \/>\nC 2 &#8211; Amendoim, farinha de mandioca e a\u00e7\u00facar.<br \/>\nC 3 &#8211; N\u00f3s &#8216;tamo&#8217; escrevendo a receita para levar para casa.<br \/>\nProfa &#8211; Minha av\u00f3 fazia pa\u00e7oca desse jeito, s\u00f3 que depois ela arrumava de uma forma que n\u00e3o desmanchava, a gente podia cortar com faca, mas n\u00e3o ficou assim, a nossa.<br \/>\nProfa &#8211; Mas ficou gostosa?<br \/>\nC 1 &#8211; Ficou! Ficou uma del\u00edcia! Todo mundo da creche comeu!<br \/>\n&#8211; O pessoal passava e perguntava o que \u00e9 que estava cheirando t\u00e3o gostoso! &#8211; refor\u00e7ou M\u00e1bia.<\/p>\n<p><strong>Aprendendo a pesquisar nos filmes<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Num outro dia fomos assistir ao filme Chico Rei: Pedi que ficassem atentos aos detalhes de vestimentas, aos trabalhos realizados pelos negros escravizados, ao navio negreiro, ao mercado onde homens, mulheres e crian\u00e7as negras eram vendidas ou compradas como<br \/>\nmercadoria, &#8230; As crian\u00e7as ficaram muito interessadas e n\u00e3o tiravam os olhos da TV\u2026 Quando eu adiantava o filme eles reclamavam. Mesmo cortando alguns trechos, as crian\u00e7as ficaram um bom tempo assistindo ao filme.<\/p>\n<p>Fui contando a hist\u00f3ria de Chico Rei e explicando alguns epis\u00f3dios. Eles tamb\u00e9m fizeram perguntas durante a apresenta\u00e7\u00e3o. Diego M. comentou cheio de ansiedade: &#8216;Nossa! D\u00e1 at\u00e9 vontade de chorar!&#8217;. Depois, as educadoras falaram sobre a import\u00e2ncia de assistirem aos filmes antes das crian\u00e7as para selecionarem partes e saberem se ele trata do assunto que est\u00e1 sendo estudado. Tamb\u00e9m apontaram como importante a apresenta\u00e7\u00e3o do filme, a forma como \u00e9 introduzido, contextualizado e de como \u00e9 importante colocarmos para as crian\u00e7as alguns pontos para serem observados.<\/p>\n<p><strong>Passado e presente<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Cris e M\u00e1bia est\u00e3o bastante empolgadas. M\u00e1bia disse que o ex-chefe da m\u00e3e dela \u00e9 nigeriano e poder\u00e1 nos emprestar alguns materiais. Ela conhece um pessoal que joga capoeira e quer lev\u00e1-los para uma apresenta\u00e7\u00e3o na creche. Cris conhece umas pessoas que fazem dan\u00e7a<br \/>\nafro e tamb\u00e9m sabem preparar algumas comidas. Agora a cada encontro temos uma novidade sobre o projeto, vamos descobrindo informa\u00e7\u00f5es e querendo cont\u00e1-las para as outras.<\/p>\n<div id=\"attachment_143\" style=\"width: 230px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-143\" class=\"size-medium wp-image-143\" title=\"avisala_01_tempo3\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo3-220x300.jpg\" alt=\"William brincando com objetos da exposi\u00e7\u00e3o\" width=\"220\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo3-220x300.jpg 220w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo3.jpg 271w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><p id=\"caption-attachment-143\" class=\"wp-caption-text\">William, 6 anos (em 1999), brinca com objetos da exposi\u00e7\u00e3o na sua sala de aula, ambientada durante o projeto<\/p><\/div>\n<p><strong>Momentos de Avaliar<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Durante as rodas de conversa sobre o projeto notei que enquanto<br \/>\num grupo expunha suas obseva\u00e7\u00f5es era preciso que fic\u00e1ssemos pedindo<br \/>\npara que os outros prestassem aten\u00e7\u00e3o. Ainda existe a quest\u00e3o de falarem ao mesmo tempo, parece que n\u00e3o tem tanta import\u00e2ncia o que o colega tem a dizer. Posso afirmar que eles estavam interessados durante a atividade em grupos pequenos e enquanto falavam tamb\u00e9m, mas<br \/>\nquando tiveram que escutar \u00e9 que foram elas\u2026<\/p>\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00e3o did\u00e1tica<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Talvez precisemos fazer com eles um combinado mais firme:<br \/>\nenquanto um amigo estiver falando os outros v\u00e3o ouvir e isso vai valer para todos n\u00f3s. \u00c9 importante que possam falar, participar e serem ouvidas. N\u00e3o \u00e9 isso que escrevemos nas orienta\u00e7\u00f5es<br \/>\ndid\u00e1ticas dos projetos? Ser\u00e1 que valorizamos a fala das crian\u00e7as? Ser\u00e1 que muitas vezes n\u00e3o fazemos mon\u00f3logos de assuntos que achamos legais mas que se tornam pouco interessantes? A quest\u00e3o \u00e9 valorizar a fala das crian\u00e7as, garantir que todos falem e sejam ouvidos, que o grupo trabalhe coletivamente discutindo sobre o que os colegas falam.<\/p>\n<p>(25\/9)<\/p>\n<p>\u2026A sala se tornou a casa do projeto. Aprendi muita coisa, palavras, conheci alguns objetos, pratos africanos. O mais interessante foi que toda creche se envolveu. Estou mais feliz ainda depois da exposi\u00e7\u00e3o , j\u00e1 que o nosso trabalho e o das crian\u00e7as foram reconhecidos. Quando passo ou vejo alguma coisa africana ou ligada \u00e0 \u00c1frica eu logo penso no projeto das crian\u00e7as. (M\u00e1bia, professora 12\/12\/1999)<\/p>\n<p>&#8230; particularmente acreditava que esse seria um tema fundamental at\u00e9 porque n\u00e3o se fala muito no assunto e na sala a grande maioria \u00e9 negra mas que n\u00e3o gostava de ser chamada assim. (Cris, professora)<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es sobre o projeto<\/strong><\/p>\n<p>Em Ermelino Matarazzo, h\u00e1 um grupo de consci\u00eancia negra bastante atuante pois o bairro tem um passado hist\u00f3rico. H\u00e1 inclusive um lugar que se chama Quilombo: dizem que foi mesmo! Apesar dessa proximidade, as crian\u00e7as n\u00e3o sabiam muito sobre o assunto; havia mesmo algo a ser descoberto.<\/p>\n<p>Por isso o projeto foi t\u00e3o significativo, valorizou a cultura negra e o trabalho das crian\u00e7as; seus frutos assumiram uma fun\u00e7\u00e3o na comunidade pois houve, ao final, apresenta\u00e7\u00e3o de dan\u00e7as, desfile, capoeira, fotos, &#8220;museu&#8221; de objetos da \u00c1frica\u2026 tudo o que as crian\u00e7as puderam ensinar num s\u00e1bado de lazer para as fam\u00edlias que vivem naquele bairro.<\/p>\n<h4>Aspectos Culturais da \u00c1frica: tratando preconceitos e construindo novos valores<\/h4>\n<p>Desestabilizar id\u00e9ias preconcebidas pode ajudar a crian\u00e7a a aprender novos valores.Esse foi o desafio que o projeto colocou \u00e0s professoras da creche Cantinho da Crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Relat\u00f3rios de Beatriz Gouveia<\/p>\n<p><strong>Preconceitos na sala de aula<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Ao procurar saber o que as crian\u00e7as sabiam sobre a \u00c1frica percebi que elas tinham muitas informa\u00e7\u00f5es: possuiam conhecimentos sobre a pobreza, lugares des\u00e9rticos, animais ferozes, capoeira e negros. Pude<br \/>\nperceber pelas falas que algumas crian\u00e7as t\u00e3o pequenas, 5, 6 anos mostravam intoler\u00e2ncia e desprezo pelas pessoas de pele mais escura, embora a maioria das crian\u00e7as da creche serem negras com diferentes tons de pele. Na primeira roda que mostrei o livro com imagens de crian\u00e7as negras, Rafael disse rindo:<br \/>\n&#8211; Essa menina parece uma macaca como a Maria Isabel.<\/p>\n<div id=\"attachment_146\" style=\"width: 240px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-146\" class=\"size-medium wp-image-146\" title=\"avisala_01_tempo4\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo4-230x300.jpg\" alt=\"(Rugendas, Negra com Crian\u00e7as, 1678, Litografia)\" width=\"230\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo4-230x300.jpg 230w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo4.jpg 341w\" sizes=\"auto, (max-width: 230px) 100vw, 230px\" \/><p id=\"caption-attachment-146\" class=\"wp-caption-text\">&#8220;Olha como ela carrega o beb\u00ea!&#8221;<br \/>(Rugendas, Negra com Crian\u00e7as, 1678, Litografia)<\/p><\/div>\n<p>Todos os seus colegas riram com ele. No mesmo momento respondi ao seu coment\u00e1rio:<br \/>\n&#8211; Voc\u00ea est\u00e1 enganado. Essa imagem mostra uma menina, n\u00e3o um bicho. Aqui no Brasil convivemos com crian\u00e7as muito diferentes, de muitas cores, tem negro, misturado, como voc\u00ea Rafael que \u00e9 mulato, tem a cor branca e a negra misturadas.<br \/>\nAo dizer isso, Rafael quase voou no meu pesco\u00e7o! Ficou ofendid\u00edssimo<br \/>\nmas eu continuei dizendo que t\u00ednhamos que respeitar todo mundo. Mais<br \/>\ntarde, Rita e Sueli, as professoras, me disseram que Rafael e outras crian\u00e7as n\u00e3o tocam nas que possuem a pele mais escura e quando s\u00e3o obrigadas a pegar na m\u00e3o, correm para lav\u00e1-las.<\/p>\n<p><strong>Enfrentando o preconceito<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Levei a revista Ra\u00e7a (especialmente pensada para o p\u00fabliconegro, da editora S\u00edmbolo) para a roda de conversa e conseguimos dar um passo importante em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diferen\u00e7as. Na revista h\u00e1 reportagens sobre<br \/>\nos artistas negros que fazem sucesso atualmente como Claudinho<br \/>\ne Bochecha e v\u00e1rios outros de conjuntos de pagode. Evidenciei que os artistas que eles tanto gostam est\u00e3o l\u00e1 porque representam o sucesso;<br \/>\neles buscam roupas, maquiagem, produtos de pele e cabelo, novos penteados, perfumes, tudo o que combina ainda mais com eles. As crian\u00e7as adoraram e pediram que eu continuasse lendo trechos da<br \/>\nreportagem sobre seus artistas preferidos, inclusive Rafael (o menino que se ofendeu quando eu disse que era mulato). Pediu para ler sozinho a revista e fechou essa roda com a m\u00e1xima do dia: &#8216;eu vou ter um filho negro&#8217;. A revista foi um marco importante; conciliou os negros com a imagem do sucesso e as crian\u00e7as passaram a olh\u00e1-los com mais respeito e admira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Estudar e brincar<\/strong><\/p>\n<p>\u2026Nessa semana encerraremos este projeto com um grande evento reunindo os v\u00e1rios aspectos conhecidos sobre o continente africano. Teremos um banquete com algumas comidas t\u00edpicas, pinturas, as imagens estudadas, panos e tecidos para montarmos roupas parecidas com as dos massai, acess\u00f3rios (colares, perfumes, brincos), v\u00eddeos sobre a selva africana, dan\u00e7as, m\u00fasicas e brincadeiras. Ser\u00e1 um dia de faz-de-conta alimentado por um universo africano.<\/p>\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es sobre o projeto <\/strong><\/p>\n<p>Beatriz criou uma oportunidade de tratar das quest\u00f5es raciais para aquela creche que assistia o preconceito racial entre as pr\u00f3prias crian\u00e7as, todos os dias, situa\u00e7\u00e3o que precisa ser revertida em uma institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o: ela explicitou o problema e as diferen\u00e7as, conversou abertamente. Mas vale ainda lembrar que para a aprendizagem de atitudes n\u00e3o basta apenas conversar na roda. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante mas n\u00e3o se pode esquecer que as crian\u00e7as pequenas aprendem muito na observa\u00e7\u00e3o e imita\u00e7\u00e3o dos adultos o que torna imprescind\u00edvel o cuidado das a\u00e7\u00f5es cotidianas numa institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o. Por isso \u00e9 importante observar os jeitos como os adultos tratam as diferentes crian\u00e7as e fam\u00edlias.<\/p>\n<h4><strong>Existem diferentes ra\u00e7as?<\/strong><\/h4>\n<p>&#8220;Em 1950 a Unesco convidou renomados cientistas para examinarem se de fato havia alguma comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de que a esp\u00e9cie humana poderia ser dividida em diferentes ra\u00e7as. Depois de muito estudo, os cientistas afirmaram categoricamente; os diferentes grupos humanos, em raz\u00e3o das cont\u00ednuas migra\u00e7\u00f5es, n\u00e3o podem ser divididos em diferentes ra\u00e7as. A ci\u00eancia n\u00e3o tem como classificar rigidamente determinado grupo partindo de caracter\u00edsticas f\u00edsicas, at\u00e9 porque \u00e9 vis\u00edvel a miscigena\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO que ocorre \u00e9 que cada grupo pode apresentar predomin\u00e2ncia de um ou outro tra\u00e7o f\u00edsico. H\u00e1 tamb\u00e9m grupos que fogem a quaisquer modelos. Exemplo t\u00edpico \u00e9 o dos abor\u00edgenes da Austr\u00e1lia &#8211; t\u00eam pele escura, nariz largo, mas cabelo ondulado. Nesse caso, os cientistas partem da hip\u00f3tese de que eles tiveram origem no cruzamento de dois grupos que se encontraram em raz\u00e3o de migra\u00e7\u00f5es, realizadas h\u00e1 milhares de anos.<\/p>\n<div id=\"attachment_147\" style=\"width: 229px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-147\" class=\"size-medium wp-image-147\" title=\"avisala_01_tempo7\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo7-219x300.jpg\" alt=\"Rugendas, Litografia, 1835\" width=\"219\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo7-219x300.jpg 219w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_01_tempo7.jpg 269w\" sizes=\"auto, (max-width: 219px) 100vw, 219px\" \/><p id=\"caption-attachment-147\" class=\"wp-caption-text\">N\u00e3o existem diferentes ra\u00e7as, mas uma \u00fanica esp\u00e9cie: a esp\u00e9cie humana<br \/>(Rugendas, Litografia, 1835)<\/p><\/div>\n<blockquote><p>(&#8230;) Noutras palavras, n\u00e3o existem &#8220;diferentes ra\u00e7as&#8221; mas uma \u00fanica esp\u00e9cie. Originados nessa esp\u00e9cie indivis\u00edvel, os diversos grupos desenvolveram diferentes l\u00ednguas, costumes, culturas, mas pertencendo todos \u00e0 mesma esp\u00e9cie: a esp\u00e9cie humana.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<p>(Maria Aparecida Silva Bento, Cidadania em Branco e Preto, discutindo as rela\u00e7\u00f5es raciais, ed \u00c1tica.)<\/p>\n<h4><strong>Para saber mais:<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>A M\u00e3o Afro-brasileira, Significado da Contribui\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e Hist\u00f3rica. Emanoel Ara\u00fajo e outros. S\u00e3o Paulo, Tenenge, 1988.<\/li>\n<li>Arte e Religiosidade Afro-brasileira. Frankfurt, C\u00e2mara Brasileira do Livro, 1994.<\/li>\n<li>Os Herdeiros da Noite, Fragmentos do Imagin\u00e1rio Negro \u2013 Palmares 300 anos. S\u00e3o Paulo, Pinacoteca do Estado, 1993.<\/li>\n<li>Cidadania em Branco e Preto, discutindo as rela\u00e7\u00f5es raciais. Maria Aparecida Silva Bento. S\u00e3o Paulo, \u00c1tica, 1997.<\/li>\n<li>Entre o rio e as nuvens \u2013 algumas hist\u00f3rias africanas. K\u00e1tia Canton e Dudi Maia Rosa. S\u00e3o Paulo, Difus\u00e3o Cultural do Livro,1997.<\/li>\n<li>Dicion\u00e1rio do Folclore Brasileiro. Lu\u00eds da C\u00e2mara Cascudo. Rio de Janeiro, INL, 1954.<\/li>\n<li>Viagem pitoresca e hist\u00f3rica ao Brasil. Jean Baptiste Debret. S\u00e3o Paulo, Edusp, 1978.<\/li>\n<li>Casa-Grande &amp; Senzala. Gilberto Freyre. Rio de Janeiro, Jos\u00e9 Olympio, 2 vols. 1954.<\/li>\n<li>Sobrados e Mucambos. Gilberto Freyre. Rio de Janeiro, Jos\u00e9 Olympio, 2 vols. 1954.<\/li>\n<li>Crian\u00e7as como voc\u00ea. Barnabas &amp; Anabel, Kindersley. UNICEF, \u00c1tica, 1996.<\/li>\n<li>Hist\u00f3rias da Preta. Helo\u00edsa Pires Lima. S\u00e3o Paulo, Cia. das Letrinhas, 1998.<\/li>\n<li>O Povo Brasileiro, A Forma\u00e7\u00e3o e o Sentido do Brasil. Darcy Ribeiro. S\u00e3o Paulo, Cia. das Letras, 1998.<\/li>\n<li>O espet\u00e1culo das ra\u00e7as. Lilia Schwarcz. S\u00e3o Paulo, Cia. das Letras, 1993.<\/li>\n<li>Ra\u00e7a e Diversidade. Lilia Schwarcz, S\u00e3o Paulo. Edusp, 1996.<\/li>\n<li>Influ\u00eancia \u00c1frica-Brasil e Brasil &#8211; \u00c1frica. In \u00c1frica Brasil. Pierre Verger. S\u00e3o Paulo, Pinacoteca do Estado, 1992.<\/li>\n<li>Jogo Duro, Uma Hist\u00f3ria de Negros que Passou em Branco. Lia Zatz. Belo Horizonte, Dimens\u00e3o, 1988.<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projetos Mama \u00c1frica e Aspectos Culturais da \u00c1frica estudaram povos africanos para saber mais sobre n\u00f3s mesmos. 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