{"id":12569,"date":"2013-02-06T19:06:33","date_gmt":"2013-02-06T21:06:33","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=12569"},"modified":"2022-11-04T17:51:05","modified_gmt":"2022-11-04T20:51:05","slug":"a-crianca-e-a-arte-busca-e-encontro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisa-la-53\/a-crianca-e-a-arte-busca-e-encontro\/","title":{"rendered":"A crian\u00e7a e a Arte: busca e encontro"},"content":{"rendered":"<p>DENISE NALINI E MARIANA AMERICANO\u00b9<\/p>\n<hr>\n<p>PENSAR EM UM TRABALHO QUE SE AP\u00d3IE EM ELEMENTOS DA ARTE CONTEMPOR\u00c2NEA COM CRIAN\u00c7AS DE 0 A 3 ANOS REQUER CONHECIMENTO SOBRE O DESENVOLVIMENTO INFANTIL<\/p>\n<hr>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12570 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-6-300x232.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"232\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-6-300x232.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/1-6.png 656w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Esta \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o\u00b2 que vai al\u00e9m do foco em um artista ou em uma obra. Nesse processo, procura-se um educador sens\u00edvel que consiga estabelecer um di\u00e1logo entre a crian\u00e7a e a arte produzida hoje.<\/p>\n<p>Os conceitos em jogo s\u00e3o busca e encontro. \u00c9 uma busca, pois significa observar as crian\u00e7as, sua forma de se relacionar em grupo e com o mundo e, a partir desse olhar cuidadoso, definir obras e artistas que conseguem conversar, dialogar com essas crian\u00e7as. \u00c9 encontro porque \u00e9 preciso aprender a observar para poder encontrar a Arte e as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Foi com esse mapa nas m\u00e3os, feito de observa\u00e7\u00f5es cotidianas, de estudos sobre Arte e sobre desenvolvimento e aprendizagem infantil, que come\u00e7amos o trabalho com as obras do artista dinamarqu\u00eas Olafur Eliasson (1967-) junto \u00e0s crian\u00e7as do Ber\u00e7\u00e1rio 1 do Centro de Educa\u00e7\u00e3o Infantil (CEI) Jardim Shangri-l\u00e1, na cidade de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<hr>\n<h6>1 Formadoras do Instituto Avisa L\u00e1 e coordenadoras da forma\u00e7\u00e3o de educadores no Centro de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Jardim Shangri-l\u00e1 em 2012.<br \/>\n2 Foram autoras deste projeto junto \u00e0s crian\u00e7as as professoras do Ber\u00e7\u00e1rio: Amanda Sequeira, K\u00e1tia Girlene Silva Leite e Antonia Maria de Farias Leite.<\/h6>\n<p>As professoras pretendiam dar continuidade ao trabalho realizado na \u00e1rea de Artes Visuais, no segundo semestre de 2012, e come\u00e7aram a pesquisar artistas contempor\u00e2neos que trabalhassem com instala\u00e7\u00f5es, que dialogassem com o que elas estavam trabalhando com os beb\u00eas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12571 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-6-198x300.png\" alt=\"\" width=\"198\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-6-198x300.png 198w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/2-6.png 459w\" sizes=\"auto, (max-width: 198px) 100vw, 198px\" \/><\/p>\n<p>Nessa pesquisa, encontraram v\u00e1rios artistas, entre eles: Carlos Cruz-Diez (1923-); Yayoi Kasuma (1929-) e Olafur Eliasson. Depois disso, as professoras come\u00e7aram a olhar de forma mais apurada para aquilo que as crian\u00e7as sabiam. Observaram o grupo suas condi\u00e7\u00f5es e possibilidades de desenvolvimento, necessidades de aprendizagens, saberes e desejos.<\/p>\n<p>Assim nasceu o projeto A cor luz, os reflexos e a luminosidade, buscando refer\u00eancias na obra de Olafur Eliasson, elaborado pelas professoras do grupo de crian\u00e7as de 1 ano:<\/p>\n<p><em>Olafur trabalha com espelhos, reflexos, cor, luz e luminosidade, usando o meio ambiente e a natureza para transformar seu entorno atrav\u00e9s dos reflexos, da luminosidade e da ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Por este motivo, seguiremos este caminho em busca dos objetivos almejados por n\u00f3s: explorar e experimentar a percep\u00e7\u00e3o das cores, a orienta\u00e7\u00e3o espacial, os diferentes planos e outras formas de envolvimento com a realidade. Assim as atividades que realizaremos junto aos beb\u00eas ajudar\u00e3o a ampliar sua experi\u00eancia de <\/em><em>corpo e espa\u00e7o como um todo. Esse artista tem uma preocupa\u00e7\u00e3o com a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o, al\u00e9m de gostar de explorar os ambientes. Isso conversa bastante com a fase que os beb\u00eas est\u00e3o, a de se descobrir e descobrir o outro.<\/em><br \/>\n(Justificativa do projeto elaborado pelas professoras do Ber\u00e7\u00e1rio.)<\/p>\n<h5>Sobre Olafur Eliasson<\/h5>\n<p>Olafur Eliasson nasceu em 1967 na cidade de Copenhague, Dinamarca. Viveu a inf\u00e2ncia entre Isl\u00e2ndia e Dinamarca.<\/p>\n<p>Formou-se na Academia Real de Belas-Artes, em Copenhague, e iniciou seu trabalho na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>Para ele, o processo de percep\u00e7\u00e3o da realidade est\u00e1 no centro de sua pesquisa art\u00edstica, que parte ci\u00eancias e envolve a recria\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos naturais. \u00c9 conhecido por suas esculturas e instala\u00e7\u00f5es de grandes dimens\u00f5es feitas de luz, \u00e1gua, espelhos que brincam com a luminosidade e at\u00e9 com sensa\u00e7\u00f5es t\u00e9rmicas para proporcionar uma experi\u00eancia espetacular ao p\u00fablico.<br \/>\nAlguns de seus trabalhos s\u00e3o:<\/p>\n<p>The weather project (2003), Take your time (2008), Prismas (2008), Your atmospheric colour atlas (2009), Your chance encounter (2010), Slow light sphere (2011), Seu planeta compartilhado [Your shared planet] (2011).<\/p>\n<p>Em 1995, Eliasson mudou-se para Berlim, Alemanha, e deu in\u00edcio ao Studio Olafur Eliasson. O est\u00fadio conta com uma equipe de 45 pessoas aproximadamente, entre artes\u00e3os, t\u00e9cnicos especializados, arquitetos, artistas, arquivistas, historiadores de arte, cozinheiros e administradores. Eles trabalham com Eliasson e, juntos, experimentam,<br \/>\ndesenvolvem, produzem e instalam obras, projetos e exposi\u00e7\u00f5es. Eles tamb\u00e9m cuidam do arquivamento, da comunica\u00e7\u00e3o e contextualiza\u00e7\u00e3o do seu trabalho.<\/p>\n<h6>Fonte: Olafur Eliasson. Dispon\u00edvel em: www.olafureliasson.net\/.<\/h6>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12572 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6-283x300.png\" alt=\"\" width=\"283\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6-283x300.png 283w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/3-6.png 423w\" sizes=\"auto, (max-width: 283px) 100vw, 283px\" \/><\/p>\n<h5>Arte contempor\u00e2nea para crian\u00e7as pequenas<\/h5>\n<p>As crian\u00e7as percebem o mundo com o corpo e com todos os sentidos. Elas veem o mundo n\u00e3o apenas com os olhos. S\u00e3o viv\u00eancias inaugurais, que contribuem&nbsp; para a forma\u00e7\u00e3o da sua pr\u00f3pria estruturaf\u00edsica e mental: o primeiro contato com a luz, com o toque, com os diferentes tipos de materiais. Os pequenos t\u00eam na experimenta\u00e7\u00e3o uma forma privilegiada de se desenvolver, conhecer e compreender o mundo. \u00c9 nesse lugar, da possibilidade da experi\u00eancia, da integra\u00e7\u00e3o entre Arte e vida e de um olhar sobre os sentidos do espectador que a Arte Contempor\u00e2nea nos convida a refletir. N\u00e3o se trata apenas da produ\u00e7\u00e3o do artista, e sim do encontro entre o espectador e suas sensa\u00e7\u00f5es\u00b3. \u00c9 uma arte que convida a ver al\u00e9m do olho, e, portanto, muito adequada para as crian\u00e7as pequenas.<\/p>\n<p>O uso da luz, das cores e dos espelhos desperta a curiosidade das crian\u00e7as, al\u00e9m de estimular o conhecimento sobre o pr\u00f3prio corpo e do espa\u00e7o, como confirma Antonia, professora do ber\u00e7\u00e1rio, em um de seus relatos:<\/p>\n<p><em>Em uma tarde, brincando com o nosso grupo de beb\u00eas, depois do lanche na sala, com a janela aberta ao sol, observei a luz se expandindo no espa\u00e7o. Como neste momento est\u00e1vamos explorando a &#8220;luz&#8221;, inspiradas nas&nbsp; obras de Olafur Eliasson, eu j\u00e1 tinha <\/em><em>preparado um espelho para fazer um m\u00f3bile. Ent\u00e3o, peguei aquele espelho e propus <\/em><em>uma brincadeira com as crian\u00e7as, aproveitando esse sol e a sua luminosidade natural. <\/em><em>Coloquei o espelho ao encontro da luz solar e as crian\u00e7as logo come\u00e7aram a interagir, brincando naquele canto. Em seguida, fui direcionando aquele reflexo na parede e no teto, e os beb\u00eas que se encontravam comigo perceberam aquele movimento. As crian\u00e7as se interessaram pela nova descoberta. Gabriela e Heloisa logo perceberam aquele reflexo que estava direcionado \u00e0 parede e correram para peg\u00e1-lo. Gabriela veio a mim e mostrou-me aquela luz; Heloisa tentou pegar a luz do reflexo, mas logo viu sua sombra e mudou de dire\u00e7\u00e3o ao Christopher e ao Luiz Ant\u00f4nio, e depois coloquei o reflexo na m\u00e3o <\/em><em>deles; eles fechavam a m\u00e3o tentando pegar a luz! Subi o reflexo at\u00e9 o teto e Marina, que estava com um brinquedo nas m\u00e3os, direcionou-o para cima e, assim, ria e se divertia com aquele reflexo que parecia um arco-\u00edris.<\/em><\/p>\n<p><em>Bryan e Luiz Alexandre corriam de um lado para o outro tentando pegar o reflexo de luz que passeava naquele espa\u00e7o, e Laura observava aquele movimento, sentada onde brincava. Foi muito interessante e fiquei feliz, pois pude aproveitar essa oportunidade, oferecendo aos beb\u00eas a possibilidade de cada um explorar do seu jeito o reflexo e a luz. As crian\u00e7as participaram e se divertiram muito naquele momento, fazendo descobertas e interagindo com algo extremamente atraente.<\/em><\/p>\n<hr>\n<h6>3 Os trabalhos de Lygia Clark e H\u00e9lio Oiticica, nos anos 1960-70, s\u00e3o exemplos de produ\u00e7\u00f5es que enfatizam essa ideia.<\/h6>\n<p><em>Com essa experi\u00eancia, as crian\u00e7as fizeram descobertas, explorando a luz, o espa\u00e7o e o corpo. Compartilhei a alegria e o prazer deles durante a realiza\u00e7\u00e3o da atividade e percebi como \u00e9 importante a media\u00e7\u00e3o e um olhar diferenciado para possibilitar a eles a oportunidade de se descobrir, descobrir o outro e o espa\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p>O que est\u00e1 sendo produzido hoje em termos de Arte ainda n\u00e3o tem uma marca de perman\u00eancia, nem sabemos o que ser\u00e1 hist\u00f3ria; s\u00f3 sabemos do passado e \u00e9 nele que buscamos refer\u00eancias para tecer coment\u00e1rios, ler cr\u00edticas de Arte. Somente o tempo e a experi\u00eancia vivida \u00e9 que v\u00e3o mostrar o caminho do que ser\u00e1 trilhado e valorizado no campo das artes.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12573 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4-7-300x221.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"221\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4-7-300x221.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/4-7.png 646w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Logo, o trabalho do educador \u00e9 delicado. Cabe a ele pensar: <em>O que eu escolho para oferecer <\/em><em>\u00e0s minhas crian\u00e7as? Quais as refer\u00eancias que eu <\/em><em>quero que elas construam? Que experi\u00eancias podemos <\/em><em>compartilhar?<\/em><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma quest\u00e3o pol\u00eamica, pois toda escolha deve partir de um crit\u00e9rio: aquilo que me toca, que dialoga com o meu repert\u00f3rio e com minha sensibilidade. Portanto, \u00e9 preciso que o educador frequente espa\u00e7os culturais e tenha contato com produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas para poder rever suas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Um exemplo interessante \u00e9 o da 29a Bienal de S\u00e3o Paulo (2010), que teve como tema \u201cViver junto e as reflex\u00f5es sobre a conviv\u00eancia\u201d. Como \u00e9 que se convive? Num espa\u00e7o de educa\u00e7\u00e3o infantil, este \u00e9 um conte\u00fado importante para o trabalho com as crian\u00e7as pequenas, por possibilitar diferentes abordagens, por privilegiar diferentes obras. Essa \u00e9 a hora que o educador, inspirado pela observa\u00e7\u00e3o do grupo, seleciona imagens, esculturas, instala\u00e7\u00f5es, pinturas que trazem a possibilidade de sentir e de experienciar. O educador deve colocar a crian\u00e7a em contato com todos os elementos poss\u00edveis, criando um ambiente prop\u00edcio para sua aprendizagem. Tem de se comprometer a disponibilizar materiais organizados e adequados para o uso das crian\u00e7as nos processos de cria\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h5>A import\u00e2ncia das escolhas<\/h5>\n<p>A escolha dos artistas deve passar pela constru\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias significativas para as crian\u00e7as. Elas est\u00e3o construindo, neste percurso, marcas muito profundas em sua vida. Como diz Fayga Ostrower (1920-2001) em seu livro Criatividade e processos de cria\u00e7\u00e3o<sup>4<\/sup>:<\/p>\n<p><em>As imagens referenciais n\u00e3o s\u00e3o herdadas. N\u00e3o s\u00e3o estere\u00f3tipos de percep\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o conceitos. Formam-se, basicamente, de modo intuitivo. Configurando-se em cada pessoa&nbsp; a partir de sua pr\u00f3pria experi\u00eancia e como \u201cdisposi\u00e7\u00e3o caracter\u00edstica\u201d dos <\/em><em>fen\u00f4menos, isto \u00e9, como imagem qualificada pela cultura, sua vis\u00e3o \u00e9 ao mesmo <\/em><em>tempo pessoal e cultural.<\/em><\/p>\n<hr>\n<h6>4 Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1977.<\/h6>\n<p>\u00c9 preciso observar tamb\u00e9m as refer\u00eancias dos professores. O que guia o seu trabalho e a escolha de um artista s\u00e3o as refer\u00eancias que ele teve em seu percurso formativo, al\u00e9m da mem\u00f3ria de sua aprendizagem na inf\u00e2ncia e o que ele tem como experi\u00eancia pessoal. Outro ponto a ser avaliado na hora de uma escolha \u00e9 a extens\u00e3o da obra de um artista. Por exemplo, n\u00e3o podemos falar que estamos trabalhando com Pablo Picasso (1881-1973), visto que a obra dele \u00e9 extensa, complexa, com diferentes fases e modos de perceber. \u00c9 preciso eleger alguns aspectos deste artista ou v\u00e1rios artistas que conversem entre si, uma determinada fase, algumas obras que inspirem o professor a oferecer experi\u00eancias significativas para as crian\u00e7as. \u00c9 necess\u00e1rio formular hip\u00f3teses sobre as quest\u00f5es que tocam aquele artista, considerar o que ele fala a fim de estimular as crian\u00e7as a pensarem um modo novo de fazer, de ver e de viver experi\u00eancias significativas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12574 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/5-5-300x248.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/5-5-300x248.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/5-5.png 469w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em>Na pesquisa que realizamos sobre o trabalho de Olafur Eliasson, percebi que ele tem muito a contribuir no desenvolvimento das crian\u00e7as de 1 a 2 anos, principalmente no trabalho que realiza com os espelhos e com a luminosidade. Este artista n\u00e3o trabalha com o concreto, ele usa a natureza e o meio ambiente para transformar seu entorno por meio do reflexo, da luminosidade e da ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e, por isso, \u00e9 que seguimos esse caminho em busca dos objetivos almejados para nossos beb\u00eas. Eles ir\u00e3o experimentar a percep\u00e7\u00e3o de cor, a orienta\u00e7\u00e3o espacial e outras formas de envolvimento com a realidade.<\/em> (K\u00e1tia, professora do Ber\u00e7\u00e1rio, ao justificar a escolha do artista para o projeto.)<\/p>\n<p>Dentre outras quest\u00f5es, a ocupa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o \u00e9 um dos temas que interessam a Olafur Eliasson. <em>Seu corpo da obra<\/em><sup>5<\/sup>, primeira exposi\u00e7\u00e3o individual do artista dinamarqu\u00eas no Brasil, decorre de uma pesquisa referente ao lugar que os corpos ocupam no espa\u00e7o: onde estamos e como esse ambiente nos recebe. Para as crian\u00e7as do Ber\u00e7\u00e1rio 1, que<br \/>\nest\u00e3o construindo sua identidade corporal e de localiza\u00e7\u00e3o, os reflexos, a luminosidade, os espelhos s\u00e3o uma fonte muito rica para a constru\u00e7\u00e3o dessa identidade corporal. Descobrir formas de ocupar o espa\u00e7o e ver o corpo ocupando esse lugar de v\u00e1rios \u00e2ngulos e possibilidades podem enriquecer esse processo.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as pequenas ainda t\u00eam uma vis\u00e3o do seu corpo fragmentada (\u201cas partes que eu vejo\u201d). O espelho nos possibilita ter uma vis\u00e3o mais integral de n\u00f3s mesmos e do outro. Por isso as crian\u00e7as se surpreendem ao perceber a imagem dela e a dos outros. Essa intera\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante prazerosa e alegre: as crian\u00e7as batem coisas, beijam e abra\u00e7am o espelho, escondem-se dele e depois reaparecem. Essa forma de construir sua imagem corporal, se olhar por inteiro em diferentes posi\u00e7\u00f5es e formas cria novas refer\u00eancias sobre quem se \u00e9 e como ocupa o espa\u00e7o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12575 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/6-6-300x193.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"193\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/6-6-300x193.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/6-6.png 558w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<h5>Construindo uma po\u00e9tica<\/h5>\n<p>A marca de um bom trabalho \u00e9 quando o educador est\u00e1 construindo uma po\u00e9tica com as crian\u00e7as, inspirado em um artista. Isto est\u00e1 muito distante de tentar que as crian\u00e7as \u201ccopiem\u201d as obras do artista. O que, inclusive para a faixa et\u00e1ria, se configuraria em um desprop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o consistente passa pela escolha de espa\u00e7o, tempos e materiais, sele\u00e7\u00e3o de obras e cria\u00e7\u00e3o de ambientes. Uma po\u00e9tica que retrata esse encontro, o do interesse e das necessidades das crian\u00e7as, com o que este artista tem a dizer, a mostrar, e, por que n\u00e3o, experienciar.<\/p>\n<hr>\n<h6>5 ELIASSON, Olafur. Seu corpo na obra. Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, 1o\/10\/2011 a 8\/1\/2012.<\/h6>\n<p>O trecho do relato da professora K\u00e1tia revela a constru\u00e7\u00e3o dessa po\u00e9tica:<\/p>\n<p><em>Na proposta que realizei com os beb\u00eas, eles teriam que usar o celofane para ver atrav\u00e9s dele, ocupando-se tanto do papel quanto do espa\u00e7o externo e da luz natural do sol. Recortei v\u00e1rios peda\u00e7os em cores e tamanhos variados. Ofereci a eles e, de imediato, vi a rea\u00e7\u00e3o nos olhos de cada um. Olhar de interroga\u00e7\u00e3o, mas ao mesmo tempo, de curiosidade em experimentar aquele material de todas as maneiras poss\u00edveis. A primeira rea\u00e7\u00e3o foi amassar, j\u00e1 que isto emite um barulho que chama bastante a aten\u00e7\u00e3o, e como eles s\u00e3o ligados a qualquer tipo de som, isso fez com que se envolvessem mais na proposta. Depois desse momento inicial de explora\u00e7\u00e3o do papel-celofane, apalpando-o, amassando-o, experimentado sua textura, comecei a olhar para cima, para o c\u00e9u, e falar:<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Nossa! Que bonito! Est\u00e1 tudo vermelho!<\/em><\/p>\n<p><em>Luiz Ant\u00f4nio me olhou e sorriu. Em seguida, colocou o celofane nos olhos e passou algum tempo olhando atrav\u00e9s dele. Passados alguns minutos, ele tirou e me olhou novamente e abriu mais um sorriso. Dessa vez era um sorriso de afirma\u00e7\u00e3o, de que era mesmo bonito.<\/em><\/p>\n<p><em>Quando Geovanna percebeu o que estava acontecendo, ela tamb\u00e9m colocou seu peda\u00e7o no rosto e ficou olhando atrav\u00e9s dele. Ela falou:<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Tati (K\u00e1tia) e balbuciava alguma coisa. Querendo me falar algo. Ent\u00e3o firmei uma conversa com ela.<\/em><\/p>\n<p><em>\u2013 Voc\u00ea est\u00e1 vendo tudo verde, Geovanna? Eu estou vendo tudo azul. Ela me olhou, sorriu e balbuciou algo, como quem queria dizer que tamb\u00e9m estava vendo. E voltou a colocar o celofane nos olhos novamente.<\/em><\/p>\n<p><em>Heloisa sorria. Ela \u00e9 uma crian\u00e7a muito alegre e gosta de experimentar tudo. Ent\u00e3o colocava o celofane no rosto e sorria, querendo dizer: \u201cEu tamb\u00e9m estou vendo\u201d. (&#8230;) O mais interessante nessa proposta \u00e9 que eles estavam bem tranquilos e \u00e0 vontade. Observavam atentamente como tinha que fazer e quando entendiam o sentido passeavam pelo gramado com o celofane nos olhos. Foi excelente a aceita\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o deles. Durante o passeio, eu ia indagando-os sobre o que estavam vendo e quais cores viam.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12576 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/7-6-300x189.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"189\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/7-6-300x189.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/7-6-768x485.png 768w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/7-6.png 802w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em>\u2013 Olhem! Daqui vejo tudo azul quando olho para o sol.<\/em> (Eu falava).<\/p>\n<p><em>E Gabriela questionava com seus balbucios e olhar de curiosidade. Logo quis trocar o seu celofane com o meu. Teve a curiosidade de ver tamb\u00e9m da mesma cor que eu havia falado.<\/em><\/p>\n<p><em>Ent\u00e3o continuei:<\/em><br \/>\n<em>\u2013 Quando olho para a grama ela fica um pouco vermelha.<\/em><\/p>\n<p><em>E logo todos olhavam para o ch\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p><em>Percebi, a partir das rea\u00e7\u00f5es deles, o qu\u00e3o \u00e9 importante a media\u00e7\u00e3o, a interven\u00e7\u00e3o e as perguntas do professor para ampliar o olhar dos beb\u00eas sobre o que est\u00e1 \u00e0 sua volta e a forma como isso os favorece.<\/em><\/p>\n<p><em>Contudo, o que mais me cativou foi a rea\u00e7\u00e3o deles, posterior \u00e0 proposta. Em outro momento da nossa rotina, espalhei pela sala, em cantos estrat\u00e9gicos, peda\u00e7os de celofane, no intuito de observar qual seria a atitude dos beb\u00eas, e enquanto brincavam nos cantos alguns encontravam o material, colocavam nos olhos e passeavam pela sala, observando o entorno naturalmente, como se aquilo fosse algo normal para eles. Isso me mostrou que a proposta teve e fez um sentido para eles. O que parecia uma simples brincadeira se tornou algo muito significativo, afirmando a ideia de que \u00e9 necess\u00e1rio <\/em><em>vivenciar diversas situa\u00e7\u00f5es, experimentar, tocar, sentir, transformando esses momentos de media\u00e7\u00e3o em novas descobertas e aprendizagens para as crian\u00e7as e para mim.<\/em><\/p>\n<h5>A Arte e a crian\u00e7a<\/h5>\n<p>Ao propiciar as experi\u00eancias inspiradas na obra de Eliasson aconteceram as conversas entre o artista e as necessidades das crian\u00e7as. A\u00ed Arte e educa\u00e7\u00e3o se encontram. E as crian\u00e7as nos d\u00e3o todos os exemplos de que isto est\u00e1 acontecendo.<\/p>\n<p><em>Realizamos uma atividade em sala e, para isso, preparamos o ambiente com papel laminado colorido nas paredes e no ch\u00e3o, colocamos objetos como a \u201ccolmeia\u201d6 virada para baixo que d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de uma mesa grande e baixa.<\/em><\/p>\n<p><em>Em cima colocamos garrafas pet com \u00e1gua e glitter, para emitir reflexos, e papel laminado, para o manuseio das crian\u00e7as. Encapamos algumas caixas pequenas para que elas pudessem se olhar, latas de leite, CDs e espelhos pequenos e m\u00e9dios de diversos formatos.<\/em><\/p>\n<p><em>A nossa inten\u00e7\u00e3o era oferecer novas descobertas com os reflexos emitidos. Organizamos o espa\u00e7o colocando uma instala\u00e7\u00e3o baseada na obra retirada da mostra \u201cSeu corpo na obra\u201d do Olafur. Adaptamos uma divis\u00f3ria, usando papel-celofane colorido, e organizamos cantos nos quais as crian\u00e7as pudessem explorar esses materiais.&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Ap\u00f3s tudo preparado, pedimos que as crian\u00e7as entrassem na sala, mas antes conversamos com os pequenos e perguntamos a eles: \u201cO que ser\u00e1 que temos naquela sala?\u201d E vimos as carinhas de alegria da turma.<\/em><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12577 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/8-6-254x300.png\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/8-6-254x300.png 254w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/8-6.png 538w\" sizes=\"auto, (max-width: 254px) 100vw, 254px\" \/><\/p>\n<p><em>Ao entrarem na sala, as crian\u00e7as logo come\u00e7aram a brincar nos cantos e a explorar os objetos ali propostos. Gabriela corria pela sala, explorando todo o espa\u00e7o. Assim que pegou um espelho, ela se olhou e mostrou para a educadora K\u00e1tia. Gabriela mostrava que, no espelho, tinha a imagem dela. Achamos isso bem legal. Caio brincou bastante com os espelhos. Ele passou um bom tempo se observando. Achei interessante a rea\u00e7\u00e3o dele; parecia que estava se reconhecendo. Geovanna brincou com a educadora K\u00e1tia no celofane: ela, de um lado; a educadora, de outro. Ela via a sala conforme a cor daquele celofane. Ant\u00f4nia apresentou os espelhos para Wesley, e ele ficou bastante interessado. A professora Nelian apresentou os CDs para algumas crian\u00e7as, como Vict\u00f3ria e Yago. Eu fui interagir com Caio na apresenta\u00e7\u00e3o dos espelhos. Todas as educadoras interagiram conforme a necessidade e a procura de cada crian\u00e7a. Pudemos perceber o quanto essa mudan\u00e7a na sala trouxe novas descobertas para as crian\u00e7as. Um exemplo bacana \u00e9 o da Marina, que se apoiou no pufe revestido de papel laminado, ficou olhando e apreciando o movimento que fazia com a cabe\u00e7a. Ela tamb\u00e9m subiu na colmeia e ficou brincando, tentando diferentes movimentos. Luis Fernando ficou em um canto olhando o papel <\/em><em>laminado fixado no ch\u00e3o, com espelhos e CDs nas m\u00e3os. Heloisa tamb\u00e9m explorou bastante o ambiente. Ela corria e subia na colmeia. Yago brincou de se olhar no espelho, e mostrava o espelho para mim. Victoria brincou de esconde-esconde com os celofanes. <\/em><em>Eu ficava de um lado, ela do outro. Ela dava gargalhadas pela possibilidade de me achar colorida. Assim, todas as crian\u00e7as puderam ampliar o olhar tanto sobre o espa\u00e7o quanto <\/em><em>sobre si mesmas em rela\u00e7\u00e3o aos outros. Essa intera\u00e7\u00e3o foi repleta de felicidade e alegria em estar naquele momento\u201d. <\/em>(Amanda, professora do Ber\u00e7\u00e1rio.)<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa experimenta\u00e7\u00e3o, as educadoras mediaram a constru\u00e7\u00e3o de objetos com as crian\u00e7as. As professoras pegaram o material \u2013 fita adesiva, barbante, entre outros \u2013 e come\u00e7aram a criar. Elas colocaram um guarda-chuva pendurado na sala e fixaram os objetos entregues pelas crian\u00e7as, formando um grande m\u00f3bile.<\/p>\n<p><em>Lu\u00eds Ant\u00f4nio e Yago ajudaram a pendurar os espelhos. Observando a brincadeira de olhar o pr\u00f3prio rosto, coloquei um espelho pequeno junto ao espelho fixo na parede. Temos no espelho da sala as fotos do rosto das crian\u00e7as, e assim elas podem olhar as fotos e, ao mesmo tempo, cada uma pode olhar a si pr\u00f3pria. Lu\u00eds ficou empolgado ao se ver e come\u00e7ou a sorrir.<\/em><\/p>\n<p><em>Esse foi um dia de novas descobertas para os <\/em><em>pequenos e de muita satisfa\u00e7\u00e3o para a equipe. <\/em><em>Percebemos o interesse e a participa\u00e7\u00e3o de <\/em><em>cada crian\u00e7a na realiza\u00e7\u00e3o das atividades. Com <\/em><em>isso elas trabalharam a descoberta de seu corpo e do outro, tendo contato com diversos <\/em><em>materiais e podendo, cada vez mais, explorar o <\/em><em>espa\u00e7o.<\/em> (Amanda, professora do Ber\u00e7\u00e1rio.)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-12578 alignright\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/9-5-300x243.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"243\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/9-5-300x243.png 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/9-5.png 402w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<hr>\n<h6>6 Conjunto de 6 caixas de papel\u00e3o, coladas lado a lado, que as crian\u00e7as brincam de entrar nelas e delas sair.<\/h6>\n<h5>As crian\u00e7as e a rela\u00e7\u00e3o com as Artes Visuais<\/h5>\n<p><em>Segundo o livro Children, Art, Artist:<\/em><br \/>\n<em>O trabalho dos artistas oferece alimento para o pensamento e para a imagina\u00e7\u00e3o, mas ao trabalhar com as crian\u00e7as o foco primeiro \u00e9, desde sempre, as pr\u00f3prias crian\u00e7as, com suas estrat\u00e9gias pr\u00f3prias para&nbsp;pensar, seus processos de construir conhecimentos e de estabelecer rela\u00e7\u00f5es.<\/em><br \/>\n<em>Assim, o que precisamos perseguir e aplicar quando trabalhamos com as crian\u00e7as s\u00e3o alguns dos processos que envolvem o ato criativo, tais como s\u00ednteses, tens\u00e3o explorat\u00f3ria, a intensa rela\u00e7\u00e3o com as coisas, a inven\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, met\u00e1fora, evoca\u00e7\u00e3o e analogia, coragem cultural e expressividade.<\/em><br \/>\n<em>O papel do professor \u00e9 tornar-se um observador competente da linguagem visual e das estrat\u00e9gias individuais&nbsp;ou em grupo das crian\u00e7as para que possa apoiar afinadamente a express\u00e3o aut\u00f4noma infantil.<\/em><\/p>\n<h6>Children, Art, Artist. the expressive languages of children the artistic language of Alberto Burri Reggio Children \u2013 Reggio Emilia \u2013 It\u00e1lia \u2013 www.reggiochildren.it<\/h6>\n<p>Olhar para o aluno e para a Arte, mas antes de tudo VIVER, experimentar, experienciar! Uma reflex\u00e3o constante que busca, nesse encontro, o que realmente faz sentido.<\/p>\n<p>Foi o Eliasson? N\u00e3o! Mas esse artista nos propiciou ver isso de outra maneira e, por meio dessa realimenta\u00e7\u00e3o, nos fez reformular nosso trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DENISE NALINI E MARIANA AMERICANO\u00b9 PENSAR EM UM TRABALHO QUE SE AP\u00d3IE EM ELEMENTOS DA ARTE CONTEMPOR\u00c2NEA COM CRIAN\u00c7AS DE 0 A 3 ANOS REQUER CONHECIMENTO SOBRE O DESENVOLVIMENTO INFANTIL Esta \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o\u00b2 que vai al\u00e9m do foco em um artista ou em uma obra. 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