{"id":12327,"date":"2021-09-01T16:05:39","date_gmt":"2021-09-01T19:05:39","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=12327"},"modified":"2021-09-01T16:05:41","modified_gmt":"2021-09-01T19:05:41","slug":"colo-de-cantiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/noticias\/colo-de-cantiga\/","title":{"rendered":"Colo de cantiga"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><strong>Lucila Silva de Almeida*<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>26.08.2021<\/strong><\/p>\n<p>A m\u00fasica est\u00e1 presente em nossas vidas desde o in\u00edcio da humanidade e, desde ent\u00e3o, tem se manifestado de diversas maneiras, produzindo trilhas sonoras que embalam nosso cotidiano.\u00a0 Ela \u00e9 um fen\u00f4meno universal, uma linguagem que todos entendem, \u00e9 um tra\u00e7o de uni\u00e3o entre os povos.<\/p>\n<p>A m\u00fasica gera conhecimento e tem especial significado porque opera com for\u00e7a total na percep\u00e7\u00e3o e na cogni\u00e7\u00e3o humana. N\u00e3o \u00e0 toa, para ser m\u00fasica, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que haja palavras; \u00e9 pelos sons, ru\u00eddos e sil\u00eancios que ela se faz presente. Quem de n\u00f3s nunca cantarolou um \u201clalal\u00e1\u201d, num momento de alegria ou at\u00e9 mesmo de raiva ou, sem se lembrar da letra de alguma can\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se deparou cantando com onomatopeias, como lindamente fazia o compositor e interprete brasileiro Adoniran Barbosa?<\/p>\n<p>Uma importante forma de express\u00e3o humana, a m\u00fasica est\u00e1 presente em nossas vidas desde o nosso nascimento; seja na pr\u00f3pria fam\u00edlia com os acalantos, as primeiras cantigas entoadas com o intuito de ninar um beb\u00ea. Ou, ainda, nas cantigas e brincadeiras com as pessoas com as quais convivem na escola, as crian\u00e7as est\u00e3o expostas a um cen\u00e1rio musical.<\/p>\n<p>Estudante de escola p\u00fablica, iniciei meus estudos na escola formal em 1985 e desde o atualmente chamado ensino fundamental, como tamb\u00e9m no ensino m\u00e9dio, jamais presenciei uma s\u00f3 aula de m\u00fasica na escola, assim como n\u00e3o tive um s\u00f3 minuto de aula sobre esse assunto ao cursar por quatro anos uma faculdade de Pedagogia.<\/p>\n<p>Minha \u00fanica refer\u00eancia de m\u00fasica na escola tratava-se daquela que estava a servi\u00e7o de outras aprendizagens ou acontecimentos, como apresenta\u00e7\u00f5es em festas juninas, das quais pouco me recordo, uma vez que pouco encontrava significados nas cansativas repeti\u00e7\u00f5es de passos.<\/p>\n<p>A m\u00fasica, na minha inf\u00e2ncia, estava muito mais presente fora da sala de aula. Ainda hoje sinto o pulso b\u00e1sico das parlendas, brincadeiras cantaroladas em meio a tantos meninos e meninas:<\/p>\n<p>Cai no Po\u00e7o? Po\u00e7o!<\/p>\n<p>Quem te tira? Meu bem!<\/p>\n<p>Quem \u00e9 seu bem? Algu\u00e9m?<\/p>\n<p>Tudo que eu mandar fazer, voc\u00eas \u2018fazer\u00e3o\u201d? Sim!<\/p>\n<p>E se n\u00e3o fizer?<\/p>\n<p>Forno!<\/p>\n<p>Filha do meio de uma fam\u00edlia de cinco irm\u00e3os tamb\u00e9m presenciei essas f\u00f3rmulas liter\u00e1rias rimadas por minha m\u00e3e, tios e outros adultos que se aproximavam. Assim, como toda parlenda, essas de minha inf\u00e2ncia se prestavam para embalar, cadenciar movimentos de acalanto e tamb\u00e9m tinham o intuito de entreter e distrair os pequenos.<\/p>\n<p>Minha rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica de quando pequena segue, tamb\u00e9m, pelos forr\u00f3s e can\u00e7\u00f5es sertanejas escutadas no colo da fam\u00edlia e pelas in\u00fameras cantigas entoadas nas mais variadas novenas ou celebra\u00e7\u00f5es da igreja, nas quais acompanhava meus pais.<\/p>\n<p>Outra boa mem\u00f3ria \u00e9 a dos momentos de recreio, em roda, em meu in\u00edcio de adolesc\u00eancia, em que cant\u00e1vamos e dan\u00e7\u00e1vamos a \u201cLinda Pastora\u201d, can\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o popular que hoje n\u00e3o permanece viva apenas em mim, como tamb\u00e9m nas crian\u00e7as com as quais tive o privil\u00e9gio de trabalhar. Essa era uma m\u00fasica que nos libertava &#8211; n\u00e3o t\u00ednhamos que aprender nada, estava ali pela companhia dos colegas e pelo divertimento existente.<\/p>\n<p>Quando era professora de pequenos cantava o tempo inteiro, em roda para acalmar o grupo de crian\u00e7as depois de uma agita\u00e7\u00e3o, para nos divertimos, para brincar, para iniciar algo; muitas vezes cantarolava can\u00e7\u00f5es conhecidas, muitas outras, inventava can\u00e7\u00f5es malucas e em outras tantas, fazia par\u00f3dias com can\u00e7\u00f5es que o grupo de crian\u00e7as conhecia.<\/p>\n<p>A paix\u00e3o pelas cantigas e a forma com que percebi que as can\u00e7\u00f5es cantadas conseguiam embalar um grupo de crian\u00e7as ao ouvir minha voz, fizeram-me reparar nesta escuta. Uma escuta que \u00e9 diferenciada de quando ouvem uma m\u00fasica num equipamento eletr\u00f4nico ou enquanto assistem os cantores em v\u00eddeo. Ali, numa roda comum sem instrumentos ou recursos tecnol\u00f3gicos, ficavam praticamente hipnotizados pela voz do adulto e, mesmo que soubessem de cor as can\u00e7\u00f5es, n\u00e3o cantavam, apenas escutavam.<\/p>\n<p>Durante um tempo, isto me incomodava: afinal aquela era uma \u201croda de m\u00fasica\u201d e as crian\u00e7as sabiam as can\u00e7\u00f5es, por que n\u00e3o cantavam e me ajudavam? Por que n\u00e3o cantavam se aquele momento era justamente para isto?<\/p>\n<p>Hoje, percebo que \u00e9 uma roda de m\u00fasica, mas n\u00e3o de cantoria. Diria: \u201c\u00e9 uma roda de ouvidoria\u201d, um ouvido que se p\u00f5e a escutar e que s\u00f3 depois, quase que s\u00f3 depois de tomado por este momento, \u00e9 que canta. Ao me ouvir cantar as crian\u00e7as colocavam em jogo uma aten\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, uma concentra\u00e7\u00e3o do pensamento.<\/p>\n<p>Com as crian\u00e7as percebi que havia um valor educativo pr\u00f3prio desta arte e que os acessos \u00e0s diferentes experi\u00eancias est\u00e9ticas que ela promove, contribuem efetivamente com os processos de constitui\u00e7\u00e3o do sujeito, consolidados n\u00e3o pelos seus resultados, mas pelo processo e pela pot\u00eancia comunicativa que a musica desenvolve.<\/p>\n<p>Com os pequenos tive a certeza que a m\u00fasica n\u00e3o precisa estar a servi\u00e7o das aprendizagens de outra \u00e1rea. Ela pode e deve estar a servi\u00e7o da CULTURA!<\/p>\n<p>\u00c9 pela voz do adulto que, como Lia de Itamarac\u00e1 (1977), cirandeira da Praia do Janga em Recife diz: \u201cA melodia principal quem diz \u00e9 a primeira voz \u00e9 a primeira voz\u201d, que a crian\u00e7a pequena tem iniciado sua pr\u00f3pria narrativa. Pela voz da m\u00e3e, do pai, dos av\u00f3s ou adultos mais pr\u00f3ximos a crian\u00e7a come\u00e7a a narrar sua hist\u00f3ria ao emprestar-se da voz do outro, que a insere nas narrativas e no contexto daquela cultura familiar.<\/p>\n<p>Ao cantar para a crian\u00e7a, estabelecemos um v\u00ednculo emocional e atrav\u00e9s do empr\u00e9stimo de nossa voz e do ritmo com que embalamos nossas can\u00e7\u00f5es, proporcionamos sua entrada na linguagem e, consequentemente, na cultura de um povo.<\/p>\n<p>O jeito com que embalamos os beb\u00eas com nossas can\u00e7\u00f5es nos remete ao universo infantil e nos aproxima deste novo ser. Este ato, embora pare\u00e7a simples e praticamente autom\u00e1tico, instant\u00e2neo, vem carregado de significados afetivos, sociais e culturais. Quando cantamos \u00e0s crian\u00e7as, formamos v\u00ednculos afetivos e culturais.<\/p>\n<p>Cantamos para os pequenos porque reconhecemos o encantamento que esse vaiv\u00e9m exerce. As crian\u00e7as, por sua vez, tentam nos imitar e responder essa iniciativa, estabelecendo novos significados para este momento, de maneira afetiva e cognitiva.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 uma das formas de materialidade da representa\u00e7\u00e3o do homem. Atrav\u00e9s da m\u00fasica, \u00e9 poss\u00edvel que as crian\u00e7as possam se perceber, sentir, experimentar, imitar os adultos e as crian\u00e7as maiores e, porque n\u00e3o dizer, refletir sobre o mundo. Quem de n\u00f3s, nunca se p\u00f4s a pensar sobre si mesmo e sobre o mundo, ouvindo uma can\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Ao cantarmos para a crian\u00e7a pequena, despertamos a percep\u00e7\u00e3o, a comunica\u00e7\u00e3o, a concentra\u00e7\u00e3o, a confian\u00e7a, a redu\u00e7\u00e3o do medo, o desenvolvimento da criatividade, a sensibilidade e a mem\u00f3ria, alguns dos aspectos da vida do humano.<\/p>\n<p>A m\u00fasica envolve o corpo e porque n\u00e3o dizer, a alma. Estabelece conex\u00f5es que nem sempre podem ser vistas pelos olhos, mas sentidas fortemente pelas vibra\u00e7\u00f5es do ritmo dos cora\u00e7\u00f5es que emanam a mais forte energia sonora.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da m\u00fasica, legitimamos a exist\u00eancia do outro, o filiamos \u00e0 nossa pr\u00f3pria exist\u00eancia, como Lajonqui\u00e8re (2008) diz: \u201cN\u00f3s embalamos nossas crian\u00e7as porque s\u00e3o nossas ou, caso n\u00e3o o sejam, porque bem poderiam s\u00ea-lo\u201d. O acalentar e o filiar s\u00e3o duas caras de uma mesma moeda.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 como morada, materialidade que, pela voz do outro, auxilia a crian\u00e7a rec\u00e9m-chegada a adentrar neste mundo e encontrar sua casa e se sentir aconchegado nela.<\/p>\n<p>Quando cantamos para uma crian\u00e7a pequena, n\u00e3o \u00e9 a m\u00fasica que est\u00e1 em jogo em si ou porque queremos inseri-las numa educa\u00e7\u00e3o musical; enquanto cantamos, constitu\u00edmos um forte v\u00ednculo com essa crian\u00e7a, n\u00e3o s\u00f3 pelo colo, que geralmente permeia estes momentos, mas pelo colo simb\u00f3lico, emprestado pela voz que lhe apresenta o mundo.<\/p>\n<p>Cantar para as crian\u00e7as pequenas, n\u00e3o s\u00f3 como um gesto de cuidado, de afeto, de amor, \u00e9 uma das maneiras de narrarmos o mundo, para que a crian\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 o conhe\u00e7a, mas se conhe\u00e7a, adquira caracter\u00edsticas do humano, possa apreciar, dar valor e import\u00e2ncia a essa experi\u00eancia.<\/p>\n<p>A m\u00fasica \u00e9 um gesto sonoro, que liga o adulto e a crian\u00e7a, favorecendo a troca de afeto e seguran\u00e7a para esse mundo novo cheio de sons, barulhos, ritmos, melodias que foi constru\u00eddo por muitas m\u00e3os e assim \u00e9 repassado.<\/p>\n<p>Assim como meus ex-alunos, minhas duas filhas gostam muito de me ouvir entoar uma cantiga de ninar, Ana, a mais velha e que tem atualmente nove anos, sempre se aconchega e \u201cmuda o corpo\u201d quando eu canto pra ela, certa vez ela me disse que me ouvir cantar \u00e9 como se voltasse no tempo em que era mais nova.<\/p>\n<p>Malu minha filha ca\u00e7ula, quando menor sempre fazia sons quando estava com muito sono e eu tentava lhe ninar em silencio e s\u00f3 parava de murmurar quando eu come\u00e7ava a cantar,\u00a0 n\u00e3o demorou para que eu percebesse que esse era seu jeito de me \u201cpedir\u201d cantigas.<\/p>\n<p>Querendo saber mais sobre esses \u201cmurm\u00farios\u201d descobri que h\u00e1 uma express\u00e3o em italiano chamada \u201cbocca chiusa\u201d que significa cantar com a boca fechada e que essa \u00e9 uma t\u00e9cnica usada para \u201caquecimento vocal\u201d.<\/p>\n<p>O que hoje em dia faz ainda mais sentido; aos dois anos e dez meses, Malu agora al\u00e9m de me convocar a cantar, escolhe sua pr\u00f3pria \u201cplaylist\u201d pedindo suas favoritas.<\/p>\n<p>Sua voz cantante aos poucos tem aparecido para \u201cacalentar\u201d as bonecas ou quando estamos juntas antes do sono (<em>como no \u00e1udio abaixo em que canta sua cantiga predileta atualmente<\/em>) e este tem sido seu novo jeito de se embalar neste mundo, dizem que quem canta seus males espanta; diria que uma crian\u00e7a cantando seus bens aproxima. Ao cantar ela tem melhorado sua fala, se acalmado e me acalmado vivendo instantes mais relaxados e harmoniosos.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-12327-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/ogg\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/WhatsApp-Audio-2021-08-31-at-13.26.07.ogg?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/WhatsApp-Audio-2021-08-31-at-13.26.07.ogg\">https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/WhatsApp-Audio-2021-08-31-at-13.26.07.ogg<\/a><\/audio>\n<p>Minha experi\u00eancia como professora tia e m\u00e3e cantante me revelou que embora \u201cleiga\u201d, somos todos tomados pelo desejo de inserir nossas crian\u00e7as no mundo em que vivemos e que n\u00e3o \u00e9 preciso uma \u201cvoz de cantora profissional\u201d para cantar para as crian\u00e7as que est\u00e3o pr\u00f3ximas. O que elas pedem n\u00e3o \u00e9 nosso conhecimento sobre as qualidades do som, t\u00e3o pouco exigem que nossa voz seja afinada, muito embora n\u00e3o desconsidere estes saberes, o que elas nos pedem \u00e9 a presen\u00e7a, esse contato permeado por gestos de cuidado, um colo atrav\u00e9s das cantigas, uma viva voz, recital que praticamente torna o adulto cantante algu\u00e9m para imitar e que revela que quem aprendeu a ouvir, um dia sai cantando! (<em>veja o v\u00eddeo no fim do post<\/em>)<\/p>\n<p>LAJONGUI\u00caRE, Leandro de. Acalentar e acalantos. <strong>Revista Avisa l\u00e1<\/strong>. S\u00e3o Paulo, n.36, outubro\/2008. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/jeitos-de-cuidar\/acalentar-e-acalantos\/\">http:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/jeitos-de-cuidar\/acalentar-e-acalantos\/<\/a><\/p>\n<p>__________________________________________________________________________<\/p>\n<p><strong>(*) Lucila Silva de Almeida<\/strong>\u00a0\u2013 Pedagoga com p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o em \u201cEduca\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as de 0 a 3 anos\u201d pelo Instituto Singularidades \u2013 SP.<br \/>\u00c9 autora do livro \u201cIntera\u00e7\u00f5es: Crian\u00e7as, brincadeiras brasileiras e escola\u201d \u2013 Editora Blucher e co-autora do livro \u201cParlendas para Brincar\u201d e \u201cAdivinhas para Brincar\u201d Editora Panda Books e \u201cPr\u00e1ticas comentadas para Inspirar\u201d Editora do Brasil .<br \/>Professora do Curso de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o \u201cEduca\u00e7\u00e3o Infantil: Investiga\u00e7\u00f5es e Saberes com crian\u00e7as de 0 a 3 anos pelo Instituto Singularidades<br \/>Formadora de professoras da rede p\u00fablica e privada desde 2002, atualmente trabalha em projetos e programas de forma\u00e7\u00e3o de professores pelo Instituto Avisa L\u00e1 e atua como Coordenadora Pedag\u00f3gica no Projeto Varre Vila, projeto de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental na empresa COM VOC\u00ca servi\u00e7os de treinamento.<\/p>\n\n\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/player.vimeo.com\/video\/595830921?h=91614b9f33&amp;title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0\" width=\"226\" height=\"400\" frameborder=\"0\" allow=\"autoplay; fullscreen; picture-in-picture\" allowfullscreen=\"\"><\/iframe>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lucila Silva de Almeida* 26.08.2021 A m\u00fasica est\u00e1 presente em nossas vidas desde o in\u00edcio da humanidade e, desde ent\u00e3o, tem se manifestado de diversas maneiras, produzindo trilhas sonoras que embalam nosso cotidiano.\u00a0 Ela \u00e9 um fen\u00f4meno universal, uma linguagem que todos entendem, \u00e9 um tra\u00e7o de uni\u00e3o entre os povos. 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