{"id":11887,"date":"2021-05-26T10:15:53","date_gmt":"2021-05-26T13:15:53","guid":{"rendered":"https:\/\/avisala.org.br\/?p=11887"},"modified":"2021-05-26T10:33:19","modified_gmt":"2021-05-26T13:33:19","slug":"familias-brincantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/noticias\/familias-brincantes\/","title":{"rendered":"Fam\u00edlias Brincantes!"},"content":{"rendered":"<p>Na &#8220;Semana Mundial do Brincar&#8221;, <strong>Lucila Silva de Almeida<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a><\/strong>, formadora do Avisa L\u00e1,\u00a0 relata uma experi\u00eancia que a fez refletir sobre o brincar, a escola e as fam\u00edlias. Confira!<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-11888 alignleft\" src=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IMG-5204-225x300.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IMG-5204-225x300.jpg 225w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IMG-5204-768x1024.jpg 768w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IMG-5204-1152x1536.jpg 1152w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IMG-5204-1536x2048.jpg 1536w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/IMG-5204-scaled.jpg 1920w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/p>\n<p>Fui convidada para ser professora de um m\u00f3dulo sobre o Brincar num curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o para especialistas em crian\u00e7as de 0 a 3 anos e, justamente no m\u00eas em que as aulas ocorreriam em 2020, fomos invadidos pela not\u00edcia da pandemia assolando o mundo. Na \u00e9poca n\u00e3o sab\u00edamos quanto tempo levar\u00edamos em isolamento, como seria, qual a melhor atitude a tomar. Ponderamos e optamos por adiar o m\u00f3dulo, deixando-o para o ano seguinte, j\u00e1 na reta final do curso. Afinal, entend\u00edamos que o brincar pressup\u00f5e, antes de tudo<strong>, presen\u00e7a<\/strong>. Como dar\u00edamos as m\u00e3os em uma brincadeira de roda a dist\u00e2ncia? Como far\u00edamos as oficinas de brincadeiras por meio de uma janelinha no computador?<\/p>\n<p>Eis que a pandemia foi se arrastando, abril de 2021 chegou e, ainda, n\u00e3o pod\u00edamos nos aglomerar. Substituir o m\u00f3dulo? Jamais! Afinal, como linguagem primordial da inf\u00e2ncia, n\u00e3o d\u00e1 para falar em crian\u00e7a pequena sem pensar no brincar. A realidade nos imp\u00f4s a necessidade de discutir o brincar mesmo que a dist\u00e2ncia!<\/p>\n<p>Entre cantigas e algumas brincadeiras de movimento fomos pensando as narrativas do brincar, o brincar heur\u00edstico, os materiais de largo alcance, os tempos e os espa\u00e7os, o papel do professor &#8211; profissional brincante ao trazer, em sua ess\u00eancia, as brincadeiras, as proposi\u00e7\u00f5es para as crian\u00e7as brincarem, profissional que brinca ao escolher os materiais e ao organizar os espa\u00e7os e que d\u00e1 tempo suficiente para as crian\u00e7as viverem suas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Nestas conversas sobre o brincar, as perguntas que sempre voltavam \u00e0 cena eram: \u201co que propor relacionado ao brincar nesta pandemia? Quais as sugest\u00f5es de propostas? Como fazer tudo isto nesta pandemia?\u201d Conversa vai, brincar vem, chegamos \u00e0s discuss\u00f5es sobre propostas a dist\u00e2ncia, sobre o olhar dos pais, as devolutivas das fam\u00edlias e das escolas e tamb\u00e9m \u00e0 falta de escuta efetiva e di\u00e1logo entre o retorno dos familiares e as inten\u00e7\u00f5es dos professores.<\/p>\n<p>Falamos sobre a necessidade de propostas que possam ser revisitadas mais de uma vez; de as crian\u00e7as poderem vivenciar as mesmas explora\u00e7\u00f5es numa sequ\u00eancia e n\u00e3o em atividades independentes; da possibilidade de encontros s\u00edncronos com os pequenos para coisas simples, como brincar de pensar jeitos de entrar num castelo e salvar uma princesa; ou, ainda, para conversar sobre si ou para ouvir hist\u00f3rias que possam ser disparadoras de brincadeiras e de novos di\u00e1logos.<\/p>\n<p>Pensa daqui, traz o brincar dali, pontuamos a necessidade de focos de observa\u00e7\u00e3o para apoiar o olhar das fam\u00edlias para esse brincar em casa, da maneira poss\u00edvel para as fam\u00edlias. No meio da aula, uma pergunta: \u201c<em>voc\u00ea n\u00e3o acha tudo isto um pouco ut\u00f3pico, pensar que os pais dar\u00e3o conta de fazer tudo isto?<\/em>\u201d Na hora, lembrei-me de um texto da saudosa Denise Nalini, escrito para a Revista Avisa l\u00e1 &#8211; n\u00famero 3, em que ela conta sobre o dia em que teve uma epifania, ao ser confrontada por um aluno dizendo que \u201cela precisava saber ensin\u00e1-lo direito\u201d, pois acredito que, no fundo, \u00e9 o que as fam\u00edlias e as crian\u00e7as tamb\u00e9m esperam da gente.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que aprofund\u00e1vamos a conversa, \u00edamos percebendo que, por ser algo muito novo e jamais pensado na educa\u00e7\u00e3o infantil, a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia ainda n\u00e3o tem caminhos determinados. Todavia, avan\u00e7amos no que diz respeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o presencial e, por isto, n\u00e3o podemos perder de vista a maneira pela qual a crian\u00e7a pequena aprende, a import\u00e2ncia da experi\u00eancia e n\u00e3o somente da informa\u00e7\u00e3o. Terminamos as discuss\u00f5es e retomo a pergunta inicial respondendo que sim, as rela\u00e7\u00f5es, os focos, as propostas que eu estava fazendo eram, sim, um pouco ut\u00f3picas, porque acredito que as crian\u00e7as podem mais e suas fam\u00edlias tamb\u00e9m; acredito que \u00e9 preciso valorizar os saberes das fam\u00edlias, pois cada fam\u00edlia conhece brincadeiras diferentes que podem ser compartilhadas e apoiar as propostas da escola, na pandemia ou fora dela.<\/p>\n<p>Enfim, terminamos aquela pen\u00faltima aula com as palavras que representavam o que havia sido colhido por cada um naquele dia e Sabrina Weisz, autora da pergunta \u201cmovimentadora\u201d de pensamentos, traz o tema deste texto: fam\u00edlias brincantes.<\/p>\n<p>O que seria pensar em fam\u00edlias brincantes? Como ajudar as fam\u00edlias a n\u00e3o perderem a ess\u00eancia do brincar, especialmente nesta pandemia? As discuss\u00f5es, a sua dupla de palavras ficou reverberando e me lembrei de um texto da querida Adriana Klisys<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, uma das respons\u00e1veis em re-acordar a brincante que h\u00e1 em mim, em que ela traz um saber amaz\u00f4nico sobre o sentido do brincar na fala do professor Ticuna Davi Fidelis que, ao ser questionado por que brincamos, respondeu: \u201c<strong>brincamos para n\u00e3o entristecer\u201d.<\/strong><\/p>\n<p>Com essa frase em mente e com todo o hist\u00f3rico de um ano de pandemia como m\u00e3e, tendo visto minhas filhas inventarem brincadeiras, compartilharem seus enredos, arrastarem m\u00f3veis e objetos para transform\u00e1-los em brinquedos; e pensando nos pedidos das professoras da escola, que apenas pediam que realiz\u00e1ssemos determinada atividade e lhes envi\u00e1ssemos as fotografias para que as atividades fossem ticadas como num <em>check list<\/em>, comecei a me questionar. Por que, mesmo sabendo da import\u00e2ncia do brincar para o desenvolvimento das crian\u00e7as, para suas descobertas, para sua compreens\u00e3o do mundo e reconhecendo a pot\u00eancia do brincar para que elas se enlacem ao mundo (e outros tantos bons motivos), ainda h\u00e1 quem insista neste equ\u00edvoco quanto ao entendimento do l\u00fadico, regrando-o, delimitando-o, estruturando-o em fun\u00e7\u00e3o de supostos objetivos pedag\u00f3gicos?<\/p>\n<p>Se viver essa pandemia tem nos entristecido, por que n\u00e3o permitimos que essas fam\u00edlias se reconectem com seus brincares para n\u00e3o entristecer?\u00a0\u00a0 Por que a escola n\u00e3o reconhece as brincadeiras poss\u00edveis em casa, aquelas que as crian\u00e7as j\u00e1 fazem, aquelas que os pr\u00f3prios pais ensinam a seus filhos, vindos da mem\u00f3ria, da cultura familiar intergeracional?<\/p>\n<p>Se o brincar, como observado por Freud e apontado por Cisele Ortiz e Maria Teresa Venceslau de Carvalho (pg: 107)<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, traz como uma das quatro opera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para forma\u00e7\u00e3o do eu a substitui\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do desprazer gerado pela aus\u00eancia da m\u00e3e pelo prazer do brincar, por que temos, de certa forma, negado isso \u00e0s crian\u00e7as? Por que n\u00e3o temos possibilitado o brincar para lidar com todos os desprazeres que temos vivido nesta pandemia? Como ainda podemos reverter isto?<\/p>\n<p>Volto, ent\u00e3o, para a altera\u00e7\u00e3o de datas do m\u00f3dulo e me pego pensando que mudamos as datas por conta da oficina de brincadeiras, pela intera\u00e7\u00e3o e tudo o que nos acontece na presen\u00e7a; pela import\u00e2ncia de pegar na m\u00e3o, sentir sua temperatura, seu cheiro, de observar os diferentes jeitos de participar de uma brincadeira de roda. Pergunto, ent\u00e3o: que outros jeitos temos de perpetuar as cantigas e brincadeiras da cultura da inf\u00e2ncia? Que outros brincares podemos garantir? Como gerar condi\u00e7\u00f5es para que as fam\u00edlias sintam e enxerguem que o brincar tem valor para as institui\u00e7\u00f5es escolares? Como \u00e9 poss\u00edvel mostrar para as fam\u00edlias que suas crian\u00e7as s\u00e3o capazes, competentes e criativas ao brincar em casa?<\/p>\n<p>Se um dos principais rem\u00e9dios para essa pandemia fosse saber do que e como nossas crian\u00e7as brincam, saber\u00edamos responder? Sabemos do que nossas crian\u00e7as brincam realmente ou apenas supomos a partir do que propomos?<\/p>\n<p>Que o brincar n\u00e3o esteja mais pendurado num varal para ser recolhido entre o intervalo de uma proposta ou outra ou presente apenas nas celebra\u00e7\u00f5es comemorativas da \u201csemana da crian\u00e7a\u201d! Queremos o brincar encarnado!<br \/>\n\u00c9 uma pena que a cura para tudo o que temos vivido n\u00e3o esteja neste olhar. Sem d\u00favida, ao colocar essa pergunta \u201catr\u00e1s da orelha\u201d poderemos n\u00e3o s\u00f3 reencontrar os meninos e meninas brincantes que \u00e9ramos, mas tamb\u00e9m garantir boas mem\u00f3rias brincantes aos meninos e meninas que agora s\u00e3o. Brincar \u00e9 urgente! Para imaginar, se divertir, se perturbar, se distanciar, se aproximar, se organizar, se descontrolar, se refazer, criar, dan\u00e7ar, construir, explorar, movimentar descobrir e se saber.<\/p>\n<p>Se as fam\u00edlias dar\u00e3o conta de observar os focos como far\u00edamos na escola, isto de fato \u00e9 o que menos importa. O que vale mesmo \u00e9 que, na medida em que o brincar se torne constante, as escolas e as fam\u00edlias encantem-se por esses esconderijos secretos que s\u00e3o as brincadeiras das crian\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Pe\u00e7o licen\u00e7a po\u00e9tica a Delia Lerner para que possamos, como profissionais e familiares, saber lidar com o real, o poss\u00edvel e o imagin\u00e1rio; para que possamos permitir que o esp\u00edrito brincante n\u00e3o adorme\u00e7a em n\u00f3s, pelos ensinamentos vitais, pelos morais e principalmente pelos divertidos.<br \/>\nPor muitas fam\u00edlias brincantes! Ou melhor, inspirada no ditado africano que diz que \u201c\u00e9 preciso de uma aldeia para cuidar de uma crian\u00e7a\u201d&#8230; por muitas aldeias brincantes!<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-size: inherit; text-align: right;\">20.06.2021<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><span style=\"font-size: inherit; text-align: right;\"><br \/>\n________________________________________________________<\/span><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Postado em sua timeline do Facebook em 10 de abril de 2021<br \/>\nhttps:\/\/www.facebook.com\/adriana.klisys.3<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Ortiz, Cisele; Carvalho, Teresa Venceslau. \u201cIntera\u00e7\u00f5es ser professor de beb\u00eas \u2013 cuidar, educar e brincar uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Blucher, 2012. Cole\u00e7\u00e3o Intera\u00e7\u00f5es \u2013 Coordena\u00e7\u00e3o de Josca Baroukh.<\/p>\n<p>______________________________________________________<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> <strong>Lucila Silva de Almeida<\/strong> &#8211; Pedagoga com p\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o em \u201cEduca\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as de 0 a 3 anos\u201d pelo Instituto Singularidades \u2013 SP.<br \/>\n\u00c9 autora do livro \u201cIntera\u00e7\u00f5es: Crian\u00e7as, brincadeiras brasileiras e escola\u201d \u2013 Editora Blucher e co-autora do livro \u201cParlendas para Brincar\u201d e \u201cAdivinhas para Brincar\u201d Editora Panda Books e \u201cPr\u00e1ticas comentadas para Inspirar\u201d Editora do Brasil .<br \/>\nProfessora do Curso de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o \u201cEduca\u00e7\u00e3o Infantil: Investiga\u00e7\u00f5es e Saberes com crian\u00e7as de 0 a 3 anos pelo Instituto Singularidades<br \/>\nFormadora de professoras da rede p\u00fablica e privada desde 2002, atualmente trabalha em projetos e programas de forma\u00e7\u00e3o de professores pelo Instituto Avisa L\u00e1 e atua como Coordenadora Pedag\u00f3gica no Projeto Varre Vila, projeto de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental na empresa COM VOC\u00ca servi\u00e7os de treinamento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na &#8220;Semana Mundial do Brincar&#8221;, Lucila Silva de Almeida[i], formadora do Avisa L\u00e1,\u00a0 relata uma experi\u00eancia que a fez refletir sobre o brincar, a escola e as fam\u00edlias. 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