{"id":1059,"date":"2001-07-07T00:40:56","date_gmt":"2001-07-07T03:40:56","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=1059"},"modified":"2023-03-27T11:39:02","modified_gmt":"2023-03-27T14:39:02","slug":"leitura-pelo-professor-um-projeto-para-conhecer-e-apreciar-historias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/reflexoes-do-professor\/leitura-pelo-professor-um-projeto-para-conhecer-e-apreciar-historias\/","title":{"rendered":"Leitura pelo professor &#8211; Um projeto para conhecer e apreciar hist\u00f3rias"},"content":{"rendered":"<h5>Com o objetivo de mudar a pr\u00e1tica de contar hist\u00f3rias para as crian\u00e7as, uma escola de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP) usou o tempo destinado \u00e0s reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas e desenvolveu um trabalho muito bem-sucedido<\/h5>\n<div id=\"attachment_1065\" style=\"width: 237px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1065\" class=\"size-full wp-image-1065\" title=\"reflexoes10\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/reflexoes10.jpg\" alt=\"Pierre Auguste Renoir (1841-1919) - A Leitora acervo Museu do Louvre, Paris\" width=\"227\" height=\"300\" \/><p id=\"caption-attachment-1065\" class=\"wp-caption-text\">Pierre Auguste Renoir (1841-1919) &#8211; A Leitora acervo Museu do Louvre, Paris<\/p><\/div>\n<p>A hora da hist\u00f3ria em nossas escolas n\u00e3o era bem aproveitada. Cont\u00e1vamos hist\u00f3rias para preencher os buracos que havia em nosso tempo did\u00e1tico, mas n\u00e3o t\u00ednhamos objetivos espec\u00edficos e clareza da import\u00e2ncia deste trabalho como pr\u00e1tica de leitura. Por outro lado, sab\u00edamos que a leitura muitas vezes n\u00e3o era compartilhada em casa pelos pais e familiares das crian\u00e7as, o que refor\u00e7ava nosso papel. Ler \u00e9 direito de todos e a escola tem que fazer diferen\u00e7a \u00e9 a que propicia \u00e0s crian\u00e7as o exercerc\u00edcio desse direito.<!--more--><\/p>\n<p><strong>O saber pr\u00e9vio dos professores<\/strong><br \/>\nPara iniciar o projeto fiz um levantamento das d\u00favidas que os professores tinham sobre ler hist\u00f3rias para crian\u00e7as. Pude perceber que, apesar de conhecerem variados recursos para contar hist\u00f3rias, n\u00e3o faziam uso deles em sua pr\u00e1tica. Tamb\u00e9m n\u00e3o tinham interiorizado o ato da leitura, dificultando o papel de bom modelo. Por fim, n\u00e3o faziam uso de um ambiente prop\u00edcio para a leitura de hist\u00f3rias. Resumindo, n\u00e3o entendiam que a leitura precede a escrita, por isso era comum contarem hist\u00f3rias s\u00f3 para acalmar a sala, preencher o tempo vazio. Atividade muitas vezes deixada para o \u00faltimo momento, caso sobrasse tempo. O interessante nesse tipo de levantamento \u00e9 que muitas das a\u00e7\u00f5es que queria ajudar a transformar apareceram em forma de perguntas. Isso foi importante para tomarmos p\u00e9 da realidade, permitindo-nos construir propostas com objetivos que podiam ser compartilhados. A partir da\u00ed, elaborei um projeto para orientar meu trabalho com os professores, utilizando estrat\u00e9gias significativas para aproveitar bem nosso H.T.C.<sup>1<\/sup>.<\/p>\n<p>Primeira proposta de tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica Uma importante estrat\u00e9gia formativa utilizada por n\u00f3s foi a tematiza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica: filmamos algumas rodas de hist\u00f3ria desenvolvidas pelas professoras de nosso pr\u00f3prio grupo para depois discutir, nas nossas reuni\u00f5es, com toda a equipe. A primeira vez foi muito dif\u00edcil. Como fiquei insegura! Tive muito receio de n\u00e3o orientar o momento com coer\u00eancia, o que poderia comprometer a estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>Assisti ao v\u00eddeo da professora com anteced\u00eancia, discuti sobre ele com meu grupo de forma\u00e7\u00e3o de orientadores pedag\u00f3gicos e levei-o para a reuni\u00e3o com as professoras. O desenvolvimento das nossas reflex\u00f5es se deu no coletivo o tempo todo. Houve muito tato e respeito na hora da discuss\u00e3o.<\/p>\n<p>A primeira quest\u00e3o colocava o fato de a professora estar sempre sentada na cadeirinha durante a leitura, enquanto as crian\u00e7as se sentavam no ch\u00e3o. Algumas das professoras explicaram que isso facilitava a visualiza\u00e7\u00e3o das ilustra\u00e7\u00f5es. Outras disseram nunca ter pensado a respeito:<br \/>\n\u201cComo pode! A gente faz as coisas e n\u00e3o percebe os fatos acontecendo na nossa frente!\u201d, comentou uma delas.<br \/>\nJ\u00e1 a professora F\u00e1tima disse que se sentia incomodada com a situa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as estarem em n\u00edvel diferente do dela. Por isso, as crian\u00e7as de sua turma sentavam-se em cadeirinhas, como ela.<\/p>\n<p>Como conclus\u00e3o, chegamos ao consenso de que as crian\u00e7as podem acompanhar a hist\u00f3ria olhando as ilustra\u00e7\u00f5es uma a uma, mas tamb\u00e9m \u00e9 interessante mostrar as figuras s\u00f3 no final. Para isso \u00e9 preciso combinar com as crian\u00e7as e fazer valer este contrato.<\/p>\n<p><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-1066\" title=\"avisala_07_reflexoes11\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/avisala_07_reflexoes11.jpg\" alt=\"\" width=\"196\" height=\"149\" \/>O que n\u00e3o devemos fazer com as crian\u00e7as<\/strong><br \/>\nDias depois, num outro H.T.C., planejei uma boa leitura para as professoras. Escolhi textos de uma antologia de Machado de Assis,<br \/>\npartindo do pressuposto de que a leitura a ser partilhada com elas<br \/>\ndeveria atender ao princ\u00edpio de apresentar algo de que eu pr\u00f3pria<br \/>\ngostasse muito. A primeira cr\u00f4nica foi A Igreja do Diabo. Achei que ia abafar! Que engano! Foi um fiasco. Quando terminei a leitura, notei as fei\u00e7\u00f5es das professoras. Parecia que n\u00e3o haviam entendido nada! E eu, t\u00e3o entretida que estava, entre as vozes diferenciadas de cada personagem e o vocabul\u00e1rio complexo do autor, nem percebi como estava o meu \u201cp\u00fablico\u201d. E o pior: quando me dei conta da situa\u00e7\u00e3o, sabe o que eu fiz? Perguntei o que elas haviam entendido do texto e, em seguida, completei a hist\u00f3ria! \u00c9 isso justamente o que n\u00e3o deve ser feito com as crian\u00e7as! Foi t\u00e3o inesperado que eu mesma fiquei sem jeito e ca\u00edmos todas na risada, j\u00e1 que n\u00e3o dava para chorar. Que li\u00e7\u00e3o! Como \u00e9 dif\u00edcil a transposi\u00e7\u00e3o da teoria para a pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Posso dizer que senti na pele, pois, quando nos vemos perdidas em uma<br \/>\nsitua\u00e7\u00e3o, a primeira coisa que fazemos \u00e9 recorrer a conceitos que nos deixam mais seguras e com os p\u00e9s no ch\u00e3o. Agora sim, como devemos ler para as crian\u00e7as Num outro dia, tematizamos as atividades das professoras Beth, Regina e Cl\u00e1udia. Ap\u00f3s assistirem aos v\u00eddeos, as professoras foram divididas em dois grupos com a proposta de refletirem sobre as quest\u00f5es. Depois cada grupo exp\u00f4s suas conclus\u00f5es. Observando a roda de hist\u00f3rias com as crian\u00e7as, pensamos em n\u00f3s mesmos como leitores. Foi interessante notar que n\u00f3s, adultos, muitas vezes deixamos passar despercebidas palavras desconhecidas, pois podemos entend\u00ea-las dentro de um contexto. Ent\u00e3o, por que dever\u00edamos explicar as palavras dif\u00edceis para as crian\u00e7as, como v\u00edamos no v\u00eddeo? Se elas se interessarem v\u00e3o perguntar. N\u00e3o v\u00e3o deixar de entender a hist\u00f3ria por causa de algumas palavras.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 postura do professor, ficou ainda mais claro o que j\u00e1 sab\u00edamos: \u00e9 importante que ele seja um bom modelo pois na hora de contar suas hist\u00f3rias as crian\u00e7as reproduzem suas atitudes. Tiramos conclus\u00f5es como: \u201cquando estivermos lendo, devemos ser fieis \u00e0 escrita, caso contr\u00e1rio, \u00e9 prefer\u00edvel contar, pois podemos passar uma id\u00e9ia equivocada do que \u00e9 ler. Contar \u00e9 diferente de ler.\u201d<\/p>\n<p>Pude perceber, ao final, como mexemos com tantas quest\u00f5es em t\u00e3o pouco tempo, gra\u00e7as \u00e0 tematiza\u00e7\u00e3o de atividades gravadas. O olhar voltado para a pr\u00e1tica \u00e9 sem d\u00favida a melhor estrat\u00e9gia para a transforma\u00e7\u00e3o. Combinei, por fim, a montagem de uma biblioteca circulante formada por livros trazidos por todos n\u00f3s. Seriam escolhidos a dedo, ou porque gostamos muito ou porque nos marcaram em alguma \u00e9poca. Quem quisesse ler um daqueles t\u00edtulos poderia emprestar para levar para casa.<\/p>\n<p><strong>A escolha e a prepara\u00e7\u00e3o da leitura<\/strong><br \/>\nAchei que deveria repensar o repert\u00f3rio para aprofundar nossa discuss\u00e3o. A leitura dos textos do livro Bobeiras e Gostosuras da Fanny Abramovich, que se referia \u00e0 import\u00e2ncia das hist\u00f3rias, veio a calhar, esclarecendo muitas das d\u00favidas que t\u00ednhamos, como por exemplo a import\u00e2ncia de o livro ser lido antes de apresent\u00e1-lo \u00e0s crian\u00e7as. Os professores j\u00e1 tinham vivenciado situa\u00e7\u00f5es desagrad\u00e1veis, como come\u00e7ar uma leitura e perceber tarde demais que lhe faltava o final da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O ponto em que o texto foi bastante cr\u00edtico \u00e9 o que dizia respeito<br \/>\nao fato de o professor poder contar todo tipo de hist\u00f3rias para crian\u00e7as menores, caindo por terra a id\u00e9ia de que para elas precisamos escolher hist\u00f3rias curtas. Criar uma atmosfera de envolvimento e encantamento tamb\u00e9m apareceu como um ponto fundamental para propiciar o clima a ser compartilhado entre professora e alunos.<\/p>\n<p><strong>Leitura de textos liter\u00e1rios e t\u00e9cnicos<\/strong><br \/>\nContinuando as sess\u00f5es de leitura, apresentei a cr\u00f4nica Onde j\u00e1 se viu? do livro Olhos de Ver da Tatiana Belinky, onde ela retrata uma passagem sua com uma crian\u00e7a de rua que entra na livraria em que ela est\u00e1 e lhe pede para comprar um livro. Desta vez acertei! As professoras entraram na hist\u00f3ria! Posso dizer que estou realizada com a parte de leitura em meu hor\u00e1rio de estudo, principalmente por estar sentindo a emo\u00e7\u00e3o e o envolvimento das professoras. Em contrapartida, a leitura do texto Interpreta\u00e7\u00e3o, Int\u00e9rpretes e Interpretantes, de Em\u00edlia Ferreiro, foi de extrema dificuldade para o grupo todo. Quando chegou nas terminologias que deram origem ao t\u00edtulo, foi uma pol\u00eamica s\u00f3. Depois de muito di\u00e1logo, chegamos a um consenso: entendemos por interpreta\u00e7\u00e3o aquilo que o sujeito faz ao ler. Quando faz para outra pessoa, como fazemos para as crian\u00e7as, passa a ser interpretante. Este texto nos trouxe uma afirma\u00e7\u00e3o coerente e interessante, que coloca a linguagem que se fala n\u00e3o como uma forma deformada da escrita, mas como um dos aspectos da linguagem.<\/p>\n<p>O texto de Isabel Solel A leitura na escola, lido num outro encontro de H.T.C., foi muito agrad\u00e1vel. Quando chegamos no ponto em que ela fala dos analfabetos funcionais, nos lembramos do texto Interpreta\u00e7\u00e3o, Int\u00e9rpretes e Interpretantes, pois foi exatamente como nos sentimos quando o lemos. Em continua\u00e7\u00e3o aos textos de Isabel Sol\u00e9, abordamos os tipos de textos que existem e para que serve cada um. N\u00e3o t\u00ednhamos clareza das diferen\u00e7as, por isso nossas interven\u00e7\u00f5es nem sempre respondiam \u00e0 especificidade dos textos. Veio \u00e0 baila principalmente a situa\u00e7\u00e3o do trabalho com poemas. Nos perguntamos como podemos, por exemplo, pedir que algu\u00e9m explique o que um poeta quis dizer? Poesia se aprecia ou se explica? Deu para clarear!<\/p>\n<p><strong>Sistematiza\u00e7\u00e3o de conhecimentos<\/strong><br \/>\nPassamos por mudan\u00e7as pessoais e profissionais nesse per\u00edodo. Principalmente quanto \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos livros e mudan\u00e7a da disposi\u00e7\u00e3o dos mesmos em sala de aula, de forma a favorecer o manuseio pelas crian\u00e7as. Tamb\u00e9m decidimos incluir e valorizar a roda de hist\u00f3ria como atividade permanente porque entendemos que, se a leitura precede a escrita, esta deve ser uma pr\u00e1tica di\u00e1ria, com objetivos claros e definidos dentro do planejamento do professor.<\/p>\n<p>Todas essas transforma\u00e7\u00f5es ocorreram porque o grupo estava aberto para que acontecessem, havendo um envolvimento muito grande de todos.Talvez at\u00e9 pelo fato do recorte ser t\u00e3o fascinante. Ao final de nossas discuss\u00f5es pudemos retornar a nossas d\u00favidas iniciais. Obtivemos um bom levantamento, que resume o que pudemos aprender sobre rodas de leitura (leia texto abaixo).<\/p>\n<p><strong>Finaliza\u00e7\u00e3o do projeto <\/strong><br \/>\nComo encerramento do nosso projeto de trabalho com hist\u00f3rias fomos a uma grande livraria.A proposta era que cada professor escolhesse um livro para a escola comprar. Foi uma viv\u00eancia especial colocarmos em pr\u00e1tica o muito do que aprendemos nesse per\u00edodo, apesar de ter-se tornado torturante podermos escolher apenas um \u00fanico livro.<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Hor\u00e1rio de trabalho coletivo<\/p>\n<p>(Emelisa Monteiro, Orientadora pedag\u00f3gica da regi\u00e3o 5 da<br \/>\nSecretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos)<\/p>\n<div id=\"attachment_1067\" style=\"width: 299px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-1067\" class=\"size-full wp-image-1067\" title=\"avisala_07_reflexoes12\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/avisala_07_reflexoes12.jpg\" alt=\"Eugenio Zampighi (1859-1944) - It\u00e1lia - Livro de Imagens Josef Mensing Gallery, Hamm-Rhynern\" width=\"289\" height=\"241\" \/><p id=\"caption-attachment-1067\" class=\"wp-caption-text\">Eugenio Zampighi (1859-1944) &#8211; It\u00e1lia &#8211; Livro de Imagens Josef Mensing Gallery, Hamm-Rhynern<\/p><\/div>\n<p><strong>As crian\u00e7as e os livros<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Realidade e fantasia fazem parte do universo infantil, e propiciar momentos em que as crian\u00e7as os vivenciem dentro da escola \u00e9 papel do educador.<\/li>\n<li>A crian\u00e7a vai saber diferenciar os dois mundos com o passar do tempo.O que n\u00e3o podemos \u00e9 tirar a fantasia do mundo da crian\u00e7a, porque a realidade ela j\u00e1 tem.<\/li>\n<li>Ao ler hist\u00f3rias ajudamos a ampliar o vocabul\u00e1rio, a imagina\u00e7\u00e3o, abrimos as portas do mundo e mostramos que atrav\u00e9s da leitura podemos conhecer o universo. O principal \u00e9 que possamos apresentar a leitura como um prazer a ser desfrutado por todos n\u00f3s.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Regularidade da leitura para crian\u00e7as<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A hora da hist\u00f3ria deve ser uma atividade permanente em sala de aula, visto o que podemos alcan\u00e7ar quando temos os objetivos claros.<\/li>\n<li>A hora da hist\u00f3ria deve acontecer coletivamente ou em pequenos grupos, quando o professor for solicitado para isso.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Sele\u00e7\u00e3o de livros<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Para analisar uma hist\u00f3ria devemos usar todo o tempo dispon\u00edvel, bem como abrir um espa\u00e7o no H.T.C. para essa atividade.<\/li>\n<li>Devemos ser criteriosos na escolha dos livros para leitura, verificando o conte\u00fado, os valores que s\u00e3o passados, bem como as ilustra\u00e7\u00f5es que o acompanham, e principalmente gostar do que se vai ler para as crian\u00e7as.<\/li>\n<li>Para comprar livros devemos levar em conta todos esses crit\u00e9rios.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Leitura pelo Professor<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A leitura deve ser fiel ao texto escrito, n\u00e3o devemos fazer simplifica\u00e7\u00f5es ou misturar ler com contar hist\u00f3rias. A crian\u00e7a deve aprender que a escrita \u00e9 permanente: toda vez que o professor ler aquele livro, o estar\u00e1 fazendo com as mesmas palavras, o que n\u00e3o acontece quando se conta uma hist\u00f3ria.<\/li>\n<li>Conhecer o autor e o ilustrador do texto \u00e9 muito importante e deve acontecer sempre, porque al\u00e9m da valoriza\u00e7\u00e3o profissional a crian\u00e7a passa a identificar e conhecer o estilo de determinados autores.<\/li>\n<li>No que se refere a mostrar as figuras antes ou ap\u00f3s a leitura \u00e9 um contrato a ser feito com as crian\u00e7as, no qual o mais importante \u00e9 respeit\u00e1-las, pois as duas maneiras atingem objetivos espec\u00edficos.<\/li>\n<li>N\u00e3o devemos ter olhos para uma \u00fanica interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel de uma hist\u00f3ria, pois as crian\u00e7as podem ter um olhar diferente. Este olhar n\u00e3o deve ser interpretado como equivocado.<\/li>\n<li>As crian\u00e7as devem ter a liberdade, caso n\u00e3o queiram ouvir a hist\u00f3ria, de desenvolver outra atividade. A obrigatoriedade corresponde \u00e0 mesma situa\u00e7\u00e3o de ler um livro de que n\u00e3o se gosta.<\/li>\n<li>N\u00e3o precisamos explicar o significado das palavras para as crian\u00e7as, a n\u00e3o ser que elas perguntem, pois a crian\u00e7a entende dentro de um contexto, e as palavras que achamos ser dif\u00edceis para elas passam a fazer parte de seu vocabul\u00e1rio interno.<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>Quando sentamos para ouvir uma hist\u00f3ria dias atr\u00e1s, houve a proposta que partiu deles para que, ao inv\u00e9s da professora, um deles contasse a hist\u00f3ria. Achei uma proposta v\u00e1lida. Quando alguma crian\u00e7a se prontifica a contar, tem a liberdade de faz\u00ea-lo para o grupo. Nos momentos livres tamb\u00e9m, as crian\u00e7as se re\u00fanem em grupo de tr\u00eas ou quatro e uma conta a hist\u00f3ria. Estas propostas, na minha opini\u00e3o, surgiram pela maneira como venho trabalhando a hora da hist\u00f3ria, com mais freq\u00fc\u00eancia e mais prazer.<br \/>\nAo escolher um livro de hist\u00f3ria para contar, procuro na maioria das vezes saber o que diz o texto, no que ele contribui para as crian\u00e7as. Apresento hist\u00f3rias na quais possam viajar na imagina\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m conhecer mais sobre algum assunto que tenha rela\u00e7\u00e3o com seu cotidiano, sem tirar o encanto das hist\u00f3rias, pois a meu ver a hora da hist\u00f3ria tem que ser um momento gostoso e prazeroso.<\/p><\/blockquote>\n<p>Concei\u00e7\u00e3o, professora<\/p>\n<h4>Projeto de Forma\u00e7\u00e3o de Professores<\/h4>\n<p><strong>Conte\u00fado<\/strong>:<br \/>\nLeitura de hist\u00f3rias pelo professor<\/p>\n<p><strong>Objetivos com rela\u00e7\u00e3o aos professores<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Que utilizem recursos variados em sua pr\u00e1tica.<\/li>\n<li>Que interiorizem o h\u00e1bito da leitura.<\/li>\n<li>Que conhe\u00e7am o papel da leitura no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as.<\/li>\n<li>Que passem a organizar um ambiente mais prop\u00edcio para a roda de hist\u00f3ria.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Seq\u00fc\u00eancia de propostas de trabalho<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>\u00a0 Fazer um levantamento de como os professores trabalham em sala de aula e listar suas principais d\u00favidas.<\/li>\n<li>Propor aos professores que tragam para o encontro de HTC o registro de um momento em que tenham trabalhado hist\u00f3ria em sua sala. Trazer as reflex\u00f5es para discutir com o grupo.<\/li>\n<li>Combinar com os professores a filmagem dos momentos de leitura de hist\u00f3ria para an\u00e1lise com o grupo na reuni\u00e3o pedag\u00f3gica.<\/li>\n<li>Depois de analisar a pr\u00e1tica, ler textos espec\u00edficos, bem como o Referencial Curricular de Educa\u00e7\u00e3o Infantil (MEC) para entender e justificar o trabalho com leitura.<\/li>\n<li>Organizar momentos de leitura de textos liter\u00e1rios para os professores.<\/li>\n<li>Num outro encontro, depois das leituras e da an\u00e1lise dos v\u00eddeos, propor que os professores repensem aquelas atividades de leitura a fim de torn\u00e1-las prazerosas e significativas para as crian\u00e7as. Combinar com os professores uma nova filmagem das rodas de hist\u00f3ria.<\/li>\n<li>Trazer as atividades filmadas para analisar e avaliar novamente com o grupo.<\/li>\n<li>Voltar \u00e0s perguntas iniciais para ver quais j\u00e1 conseguimos responder, sistematizando dessa forma os conhecimentos do grupo.<\/li>\n<li>Levar os professores a uma livraria para que escolham livros para as crian\u00e7as.<\/li>\n<\/ol>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica:<\/h4>\n<p>O projeto Leitura pelo Professor foi realizado em tr\u00eas escolas municipais de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos \u2013 EMEI Prof\u00aa Norma Lucia Rodrigues de Almeida, EMEI Galo Branco e NEI Freitinhas \u2013, e dele participaram 16 professoras com apoio da equipe diretora.<\/p>\n<h4>Para saber Mais<\/h4>\n<p><strong>Bibliografia liter\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Bateu Bobeira. Fany Abramovitch. Ed. Moderna.Tel.: (11) 3788-1094<\/li>\n<li>Estrat\u00e9gias de Leitura. Isabel Sol\u00e9. Ed.Artmed.Tel.: (11) 3083-6160<\/li>\n<li>Novas perspectivas sobre os processos de leitura e escrita. Ferreiro &amp; Teberosky. Ed.Artmed.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de mudar a pr\u00e1tica de contar hist\u00f3rias para as crian\u00e7as, uma escola de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos (SP) usou o tempo destinado \u00e0s reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas e desenvolveu um trabalho muito bem-sucedido. Por Emelisa Monteiro<\/p>\n","protected":false},"author":41,"featured_media":3056,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[22,248],"tags":[1102,269,268,151,270,271,272],"class_list":{"0":"post-1059","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-reflexoes-do-professor","8":"category-revista-avisala-07","9":"tag-revista-avisa-la-2001","10":"tag-contar-historias","11":"tag-emelisa-monteiro","12":"tag-leitura","13":"tag-livros","14":"tag-textos-literarios","15":"tag-textos-tecnicos","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1059","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/41"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1059"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1059\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3056"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}