O racismo que vem do berço

O preconceito étnico-racial presente na sociedade pode ser reproduzido na escola ou questionado desde os primeiros contatos com os bebês.

A fantasia de ser um grande herói ou uma linda princesa é uma das mais comuns na infância. Esse sonho, porém, não está disponível para todas as crianças. Quando uma menina negra imagina-se princesa, por exemplo, precisa negar suas características físicas e, ao mesmo tempo, valorizar como ideal outro biótipo: o da pele branca, dos cabelos lisos e do nariz afilado. Não se trata de um caso específico do mundo encantado. Na vida real, as crianças comportam-se e relacionam-se a partir da representação étnico-racial que encontram na sociedade. “Não é uma questão que envolve apenas o negro, mas sim o branco e toda a sociedade. A escola precisa trabalhar para reverter esse cenário”, defende a doutora em educação Lucimar Rosa Dias, consultora do Centro de Estudo das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert).

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