Jogar por prazer e para aprender

Quando a criação de jogos ganha o espaço da sala de aula a animação é geral, como atestam crianças de 8 a 10 anos da cidade de São Paulo. Ler, escrever e desenhar em um contexto significativo e lúdico favorecem a autoria, a criação e a aprendizagem. Veja como foram concebidos e produzidos por esta garotada os jogos Super Clarius e Super Batalha
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Daniel 8 Anos

Grande parte das crianças brasileiras entre 8 e 10 anos tem muita dificuldade para ler e escrever. É comum a escola oferecer propostas descontextualizadas de escrita, as quais são executadas mecanicamente pelas crianças. Esta situação, sem dúvida, colabora para a criação de um grande contingente de analfabetos funcionais. Pessoas que passaram pela escola mas não escrevem, e lêem com uma compreensão básica.

Pensar em propostas que criam um contexto no qual escrever é preciso e desejado pelas crianças parece se constituir em um desafio geral para a educação. A produção de sentido nos atos de leitura e escrita nas escolas precisa ser levada em conta se pretendemos realmente desenvolver nas crianças verdadeiros comportamentos leitores e escritores.

Neste projeto didático realizado pela turma do Núcleo Socioeducativo Santa Clara1 podemos ver como uma realização que leva em consideração a cultura lúdica das crianças traz bons resultados em diferentes aprendizagens.

Como tudo começou
A idéia de trabalhar na criação de cards2 com minha turma surgiu do diálogo com a formadora Denise Nalini3. Queríamos que as crianças avançassem na leitura e na escrita aprendendo a elaborar as regras de um jogo; que tivessem sua criatividade estimulada por meio do desenho e da pintura, além, é claro, do desenvolvimento de habilidades diversas que os jogos proporcionam. Planejamos em conjunto um projeto didático intitulado Super-Heróis. Compartilhei com o grupo a idéia da criação de um jogo do tipo Super Trunfo4, com personagens de heróis e vilões, já que o tema era muito apreciado pela turma.

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