Desafios da inclusão escolar

Vivemos um momento na educação em que o tema da inclusão escolar está muito presente. A elaboração e regulamentação de leis federais e estaduais que obrigam as escolas a receber alunos com necessidades especiais coloca em cena as dificuldades enfrentadas pelos professores. Por isso, a reflexão sobre o assunto é sempre muito importante

Desde a década de 1950, diversas ações contribuíram para a discussão acerca da inclusão escolar, como por exemplo A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948; a Declaração dos Direitos da Infância, de 1959; a Declaração dos Direitos do Deficiente Mental, de 1971; as conferências de Jomtien, em 1990, e de Salamanca, em 1994, ambas organizadas pela UNESCO e que preconizaram a promoção de políticas que favorecessem uma escola para todos, independentemente de suas condições pessoais1.

O que significa incluí-los?
Historicamente, crianças com necessidades especiais nem sempre tiveram garantido o acesso à escola regular. Inicialmente segregadas, essas crianças ficavam restritas aos seus lares ou depositadas em instituições que as acolhessem sem que nenhum trabalho de inclusão fosse realizado. Na verdade, a intenção era o oposto: estimulava-se a segregação. A criação de escolas especializadas para a educação de crianças com necessidades especiais foi um avanço em relação à simples segregação, uma vez que havia um ensino apropriado às condições de cada criança. Ainda assim, pensar apenas em escolas especiais significava homogeneizar tanto esses espaços destinados a essas crianças, quanto as escolas regulares, na medida em que estas não recebiam crianças portadoras de necessidades especiais.

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