Tudo o que eu queria na vida era ler

Casos como o que relatamos a seguir são muito comuns no Brasil: crianças que freqüentam a escola por anos a fio e não conseguem ler nem escrever. Felizmente a situação não é irreversível. Veja o que é possível fazer
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Foto: Marcelo Pereira Pinto

Fabrício, 10 anos, aluno da quarta série de uma escola pública e do programa de ação complementar EGJ1, é uma entre tantas crianças brasileiras em séries escolares avançadas que não sabem ler nem escrever. Deparei-me com esta realidade ao iniciar o trabalho nos EGJs: Rodrigo, 14 anos, Guilherme, 12 anos, Jéssica, 9 anos, Paulo, 9 anos. Crianças espertas, solícitas, inteligentes, todos alunos assíduos de suas escolas; no entanto, algumas não conheciam as letras, outras eram apenas capazes de escrever o nome. Podia-se dizer que estavam fadadas ao insucesso e a continuar na mesma condição de pobreza em que viviam. Não porque vinham de famílias pobres, pois condição social nunca foi pré-requisito para alfabetização, mas porque não tiveram a sorte de encontrar em seu percurso de aprendizagem condições mais favoráveis ao ingresso no mundo das letras.

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