O carteiro chegou

A proposta inesperada de enviar e receber cartas deu novo sentido e entusiasmo ao exercício da escrita e da leitura realizado pelas crianças

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A pequena Giovanna no Canto de Escrita


Aos cinco anos, as crianças começam a descobrir que podem escrever com maior desenvoltura, mas sempre demonstram a mesma preocupação: “Eu não sei escrever do jeito certo e não quero escrever do meu jeito”. Geralmente percebem que há uma escrita convencional que difere de suas hipóteses iniciais sobre a escrita. Numa das reuniões de coordenação do Colégio Nossa Senhora do Morumbi – onde sou professora de um grupo de crianças nessa faixa etária – Denise Tonello1, coordenadora pedagógica da Educação Infantil, sugeriu um canto de atividade diversificada, em que as crianças pudessem brincar de escrever.

Nessa escola, a rotina da Educação Infantil inicia-se com atividades diversificadas, organizadas em pequenos cantos. Desse modo, as crianças podem escolher de qual atividade desejam participar, exercitando a responsabilidade e a autonomia. Além disso, enquanto algumas crianças participam de atividades interagindo entre si, o professor pode realizar intervenções mais pontuais para um pequeno grupo de crianças (geralmente atividades de escrita). Na maioria das vezes, priorizamos uma atividade de jogos, uma de desenho, uma de desafios matemáticos e a outra de escrita. A partir da sugestão de Denise, criamos o Canto da Escrita, com a proposta de as crianças escreverem e enviarem cartas para pessoas conhecidas.

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