Alto e em bom som – A importância da leitura em voz alta no processo inicial de alfabetização

Projeto de formação de coordenadoras pedagógicas, desenvolvido no sul do país, com consultoria do além das letras, contribui para que as professoras desenvolvam práticas diárias de leitura para seus alunos

São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, é um dos 20 municípios integrantes da Rede Além das Letras1 e vem desenvolvendo importante trabalho de formação de coordenadoras pedagógicas. O projeto visa implementar nas escolas práticas de leitura em voz alta pelo professor. Hoje sabe-se, por meio de pesquisas didáticas, a importância dessa atividade para uma alfabetização ampla. Realizado entre setembro e dezembro de 2004, a primeira fase do Projeto Formando Formadores envolveu coordenadoras pedagógicas, professoras e alunos da Educação Infantil e 1ª séries do Ensino Fundamental de São Miguel do Oeste. Apoiada por Beatriz Gouveia, uma das consultoras da Rede Além das Letras, a formadora do município de São Miguel do Oeste, Terezinha Bagatini, conduziu a formação das coordenadoras pedagógicas e relata aqui o desenvolvimento do projeto.

Passos iniciais
São Miguel do Oeste vinha desenvolvendo o Projeto de Formação Continuada de Professores Alfabetizadores baseado no PROFA2 do MEC, com resultados muito positivos para a alfabetização. Essa ação possibilitou que o município recebesse o Prêmio Além das Letras como destaque da região Sul. Em seminário em São Paulo, com os cinco municípios que foram destaques regionais, um novo desafio foi lançado às equipes técnicas. A proposta do Além das Letras foi dar ênfase à formação de formadores locais, ainda em caráter experimental, partindo de contextos3 que favorecem a alfabetização inicial. São Miguel optou pelo desenvolvimento do contexto de leitura em voz alta pelo professor para iniciar a formação de coordenadoras pedagógicas.

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